Eva Sanchez escreveu: ↑20 Ago 2026, 10:35
Se a moça diz que não gosta de tal coisa, não faça ou pergunte se tem algum jeito que ela gosta.
Por exemplo: não adianta achar que é o sabichão em dedada no cuzinho, se nem o básico faz, que é colocar gel.
Até aonde a ciência sabe, o cuzinho não tem lubrificação natural.
Obs.: Geralmente explico quem sai cmg com toda delicadeza, a pessoa insiste e ainda machuca, depois não entende pq várias bloqueiam ou não respondem, óbvio não querem atender.
Polêmica/Dica
Quem aprende o básico (perguntar e respeitar) é o que fode melhor, seja com dedo, com a boca ou com o pau. 
Não veja o aprendizado como algo ruim, aprender é algo que nos faz melhor e não existe fórmula mágica no sexo, cada ser humano é um universo, cada um tem prazeres diferentes, em locais diferentes, em intensidades diferentes. Quer fazer além do básico, apenas pergunte se o(a) companheiro (a) curte.
Excelente princesa
O comentário da Evinha expõe uma verdade que parece óbvia, mas que precisa ser dita: não existe alta performance sem o domínio absoluto do básico. Querer inventar moda ou bancar o especialista sem respeitar preceitos fundamentais, como a anatomia humana e a necessidade indispensável de lubrificação em certas práticas, não é demonstrar técnica, é puramente imperícia. Quando uma mulher sinaliza um limite, aponta um desconforto ou pede cuidado, a resposta nunca deveria ser a insistência, mas sim o ajuste imediato. Quem ignora esses alertas não está construindo prazer compartilhado, está apenas performando para si mesmo.
Essa lógica se conecta diretamente com outra grande polêmica:
quanto mais o sujeito se autoproclama o “foda” na cama, pior costuma ser a experiência de quem se deita com ele. O cara que entra no quarto crente de que é um mestre insuperável, focado em métricas (força, duração, truques decorados de pornografia), tende a se esquecer do elemento principal, a presença real. Ele não observa a respiração, não lê os sinais não-verbais e parte da premissa absurda de que a fórmula que usou no passado vai funcionar obrigatoriamente com todo mundo.
Cada pessoa é um universo completamente diferente, com sensibilidades, ritmos e preferências próprias. O que foi incrível para alguém ontem pode ser péssimo para outra pessoa hoje. O parceiro excelente é aquele que tem a maturidade de perguntar, usar lubrificante sem moderação e ajustar a rota sem ressentimento na primeira sinalização do outro.
Vale reforçar outro ponto importante:
a falta de lubrificação da companheira não significa, necessariamente, falta de desejo. Quem ainda tem preconceito com o uso de lubrificantes precisa desconstruir essa ideia o quanto antes.
Acredito que saber escutar e demonstrar disposição para aprender vale muito e vai tornar a experiência realmente melhor para os dois.