não é bem a mesma situação, você escolhe o serviço mas não o prestador (motorista, entregador, caixa da loja), e são interações muito menores no geral. Quando estou de bom humor avalio, se não, só quando tem alguma coisa que me incomodou e eu vou lá dar poucas estrelasonlyhaters escreveu: ↑28 Abr 2025, 16:44O exemplo que tu deu é bom porque esses app dificultam você dar uma nota abaixo da máxima. Você tem que marcar caixinhas com justificativas para tal. Ou seja, você tem que estar empenhado em derrubar a nota de alguém.Café escreveu: ↑28 Abr 2025, 16:39Lembra da úlma vez que não deu 5 estrelas no uber, no iffod, na pesquisa depois da compra da farmácia?gargamel escreveu: ↑28 Abr 2025, 16:04Achei generalista quando fala em garotas de programa, mas achei restrita quando foca no setor de sexo pago. Tudo bem que como TCC foi o mercado que ele fez a pesquisa, mas se trocarmos "garota de programa" pra um sem número de diferentes profissões do setor de serviços, creio que a sensação seria a mesma.Jucabar escreveu: ↑28 Abr 2025, 15:26Só achei essa visão muito generalista; fora isso, realmente foi um brilhante trabalho mesmoDante escreveu: ↑28 Abr 2025, 15:14 **Encontrei este texto em um site de faculdade, faz parte de um trabalho de TCC universitário sobre prostituição e fiquei impressionado. O autor fala com propriedade de muitos itens que foram discutidos aqui e confirma muitas teorias que alguns desenvolveram. Segue para leitura.![]()
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"A prostituição brasileira virou fast-food: muito marketing, pouco serviço"
A prostituição no Brasil, que já foi sinônimo de sedução e mistério, virou hoje um triste reflexo da cultura do improviso e da mediocridade. Nunca foi tão fácil encontrar garotas de programa — e nunca foi tão difícil encontrar um atendimento decente. O cliente é tratado como incômodo, a experiência virou uma maratona de má vontade e oportunismo, e o "profissionalismo" se perdeu no caminho.
Segundo um levantamento de uma Universidade, o número de mulheres que se declaram profissionais do sexo cresceu cerca de 30% entre 2019 e 2023. Em tempos de crise econômica e desemprego elevado — com taxas superiores a 8% no último triênio, segundo o IBGE —, a prostituição passou a ser encarada como uma alternativa prática de renda por muitas jovens, principalmente nas grandes cidades.
Na verdade, a garota de programa atualmente não pensa que presta um serviço; ela supõe que presta um favor a quem paga pelo serviço. Um paradoxo. Em vez de enxergar o cliente como a fonte de seu sustento — como ocorre em qualquer relação de prestação de serviços —, muitas adotam uma postura de superioridade e desprezo, como se a relação comercial fosse um fardo a ser suportado.
Outro fenômeno curioso é a farsa das avaliações online. Uma análise recente em sites especializados mostra que mais de 85% das avaliações de acompanhantes são positivas, criando uma ilusão de qualidade que não condiz com a realidade relatada por muitos consumidores.
Ao lermos esse excesso irreal de avaliações positivas, chegamos à conclusão de que a unanimidade dos clientes é burra e covarde. A prostituição é o único serviço que inviabiliza a escolha da profissional por avaliações sinceras, porque os clientes preferem oferecer cinco estrelas sabendo que se contentaram com pouco.
E pobre do cliente que ousar reclamar do serviço em algum site público: correrá o risco de ser duramente esculachado e humilhado pela profissional que o atendeu. Há uma escandalosa falta de bom senso comercial entre as profissionais do sexo. Em vez de reconhecer falhas e buscar a melhoria do serviço — como se espera em qualquer mercado maduro —, muitas preferem atacar o consumidor e perpetuar um ambiente de medo e falsidade.
A profissional do sexo precisa compreender que ela não é uma feminista buscando o sufrágio universal nem pode ser uma prestadora de serviço com sede de vingança e ódio dos clientes. Isso é esquizofrenia. Quem vende serviço, em qualquer área, precisa respeitar seu público. Quem não entende essa regra básica simplesmente destrói seu próprio mercado.
As garotas vendem imagem de desejo e exuberância, mas na vida real entregam desinteresse, pressa e falta de respeito. A pesquisa de uma Associação de Estudos da Prostituição apontou que 54% dos clientes regulares afirmam ter diminuído a frequência dos encontros por insatisfação com o atendimento.
Se prostituir virou moda para quem quer dinheiro rápido sem entender que toda profissão exige esforço, paciência e ética. Resultado: o mercado está saturado de belas vitrines e péssimos produtos.
Se antes havia um certo orgulho na excelência do serviço prestado — ainda que em uma profissão marginalizada —, hoje prevalece a lógica do mínimo esforço pelo máximo ganho. A consequência é previsível: frustração generalizada, banalização das relações humanas e uma prostituição que, em vez de libertar ou empoderar, apenas reproduz os piores vícios da nossa cultura de consumo: aparência sem essência, preço alto sem valor real..
Não é como no programa onde a forma como você se sente ao longo do programa, o prazer que você sente, são o serviço em si. E no relato você avalia numa situação em que o outro forista vai escolher a garota em específico.



