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Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL
Enviado: 22 Jul 2022, 23:13
por Felipe_BR
Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL
Enviado: 25 Jul 2022, 22:25
por Felipe_BR
Vinho italiano barato (rolha de plástico). Mas bebi tudo
Sendo italiano, lembrei do Deus romano Baco, o da vinicultura e da embriagues.
E também dos excessos, inclusive sexuais.
As festas em comemoração a Baco eram os bacanais
Sua contrapartida grega era o Dionísio.
IMG_20220725_203824a.jpg
Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL
Enviado: 25 Jul 2022, 22:36
por Felipe_BR
Na Itália tem regra para o vinho. O rótulo reflete a qualidade (e o preço).
1 - Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG)
Os vinhos DOCG são de guarda e possuem regulamentação mais rígida. Cada garrafa traz uma etiqueta de cor rosa, de acordo com o padrão do governo italiano, lacrando a rolha.
2 - Denominação de Origem Controlada (DOC)
Esses vinhos são cercados normas, como restrições de uvas que podem ser produzidas na região, lucratividade produtiva, graduação alcoólica e práticas de fabricação.
3 - Indicação Geográfica Típica (IGT)
Os rótulos destes vinhos trazem a indicação da área geográfica que pertencem (por exemplo, Veneto), o tipo de uva utilizada (por exemplo, Chardonnay) e a safra (ano da colheita da uva).
4 - Vino de Tavola
No rótulo desses vinhos não pode ter o nome da uva, nem a safra, nem a região. Geralmente, têm apenas uma referência à cor (branco, tinto, rosé), o nome e logotipo do engarrafador.
Bebi um "Indicação Geográfica Típica", por volta de 30 reais no Mundial... kkkkkkk
Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL
Enviado: 26 Jul 2022, 15:22
por Dionizio_RJ
Eduardo B. escreveu: ↑25 Jul 2022, 22:36
Na Itália tem regra para o vinho. O rótulo reflete a qualidade (e o preço).
1 - Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG)
Os vinhos DOCG são de guarda e possuem regulamentação mais rígida. Cada garrafa traz uma etiqueta de cor rosa, de acordo com o padrão do governo italiano, lacrando a rolha.
2 - Denominação de Origem Controlada (DOC)
Esses vinhos são cercados normas, como restrições de uvas que podem ser produzidas na região, lucratividade produtiva, graduação alcoólica e práticas de fabricação.
3 - Indicação Geográfica Típica (IGT)
Os rótulos destes vinhos trazem a indicação da área geográfica que pertencem (por exemplo, Veneto), o tipo de uva utilizada (por exemplo, Chardonnay) e a safra (ano da colheita da uva).
4 - Vino de Tavola
No rótulo desses vinhos não pode ter o nome da uva, nem a safra, nem a região. Geralmente, têm apenas uma referência à cor (branco, tinto, rosé), o nome e logotipo do engarrafador.
Bebi um "Indicação Geográfica Típica", por volta de 30 reais no Mundial... kkkkkkk
Muito bom artigo meu amigo, explicação objetiva e clara.
Tem muito IGT de boa qualidade e Mundial tem muito vinho interessante e barato.
O último IGT que degustei levou 95 pontos do Luca Maroni e custou menos de 60 Reais.
Sds
Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL
Enviado: 27 Jul 2022, 00:26
por Felipe_BR
VINHO E MULHER: CONHEÇA AS CURIOSIDADES DESSA RELAÇÃO.
Enviado: 13 Ago 2022, 22:30
por Dionizio_RJ
Pode até ser verdade que, há algum tempo, o universo da vitivinicultura era majoritariamente masculino, mas a relação entre vinho e mulher tem se fortalecido bastante com o passar dos anos. Isso acontece devido o desenvolvimento do interesse em comprar, degustar e conhecer mais sobre a bebida.
Não é para menos, afinal, o vinho tem várias propriedades que fazem bem ao corpo da mulher. Uma pesquisa realizada pela revista Food Quality and Preference sugere que as mulheres contam com um paladar mais apurado, o que faz delas excelentes degustadoras.
É a harmonização perfeita!
O que dizem as pesquisas?
As pesquisas científicas são os principais recursos utilizados quando se deseja compreender sobre as peculiaridades do comportamento humano e os padrões de consumo, por exemplo. Já existem estudos que comprovam essa crescente aproximação entre vinho e mulher.
De acordo com uma pesquisa feita em 2014, as mulheres já consomem mais vinho do que os homens em alguns lugares do mundo, como é o caso dos Estados Unidos. No país, as mulheres são responsáveis por 59% do consumo da bebida.
Não se engane: a relação entre vinho e mulher não se limita aos tipos mais delicados da bebida, pois há bastante procura também por tintos mais encorpados.
Aliás, não é só em relação ao consumo que se tem dados expressivos de crescimento: o interesse tem se manifestado também pela formação profissional no mundo dos vinhos. Segundo Andreia Gentilini, presidente da Associação Brasileira de Sommeliers, as mulheres já compõem 50% das salas dos cursos de formação, e a tendência é que os números só aumentem.
Quais são os benefícios do vinho para a saúde da mulher?
Além de ser uma bebida deliciosa e elegante, o vinho tem princípios ativos que trazem benefícios para a nossa saúde — o que pode ser ainda mais vantajoso para as mulheres.
Evidentemente, apenas o seu médico pode determinar tais vantagens, afinal, cada organismo reage de maneiras de diferentes. Algumas pesquisas, no entanto, apresentam indícios positivos. Continue a leitura e saiba mais!
Redução dos efeitos da menopausa.
As mulheres eventualmente têm que lidar com a menopausa, e só quem viveu o climatério sabe como esse período pode ser desconfortável. Além dos sintomas de caráter psicológico, devido à alteração hormonal, as mulheres também apresentam ganho de peso, diminuição da libido e principalmente ondas de calor — e é aqui que entra o vinho.
Os polifenóis, substâncias químicas abundantes no vinho, agem no corpo da mulher de forma a minimizar os efeitos desconfortáveis gerados pelo calor momentâneo. Não para por aí: os compostos da bebida também auxiliam no desenvolvimento da massa óssea, que é reduzida devido às alterações hormonais nesse período.
Controle do peso.
O controle do peso é algo que muitas mulheres prezam bastante, até por uma questão de saúde. É importante dizer que o vinho não vai atrapalhar em nada a sua dieta, muito pelo contrário: pode até ajudar no emagrecimento.
O estudo que ajuda a comprovar esse fato foi feito na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e considerou cerca de 20 mil mulheres na pesquisa. A análise comparativa realizada mostrou menos riscos de uma mulher chegar ao sobrepeso ou à obesidade caso consuma vinho de forma moderada. Contudo, vale destacar que adotar uma alimentação e estilo de vida saudáveis influencia bastante nesse objetivo.
Presença de antioxidantes.
Se os radicais livres são microorganismos responsáveis pelo desgaste e ataque às suas células, os antioxidantes são os compostos capazes de proteger seu organismo desses invasores. Como o vinho tem alta concentração de polifenóis, ele é uma ótima opção para desenvolver essas substâncias.
Na verdade, os antioxidantes não trazem apenas um benefício para sua saúde, mas vários:
- agem contra o envelhecimento, prevenindo rugas e flacidez;
- melhoram a saúde do cabelo;
- ajudam na circulação sanguínea;
- previnem problemas cardíacos e muito mais.
Estimulação da libido.
Muitas mulheres sofrem com a falta de desejo sexual em algum estágio da vida adulta. O que muitas delas não sabem é que, além de ser uma das bebidas mais românticas de todas, o vinho também estimula a libido.
Estudos já foram feitos nesse sentido e comprovaram que mulheres que bebem de uma a duas taças de vinho por dia sentem mais desejo sexual devido ao aumento de hormônios que a bebida oferece na ingestão. Além disso, o vinho dá a sensação de relaxamento, o que contribui para a manutenção da saúde da sexualidade feminina.
Mulheres que bebem vinho tem uma vida sexual mais ativa?

Pesquisa revela o que já sabiamos: Mulher que bebe vinho, transa mais ( e melhor).
Muitas pesquisas já foram feitas relacionando o consumo moderado de bebidas alcoólicas com a prática sexual e com a melhoria da saúde. E agora mais um estudo, dessa vez feito pela Universidade de Florença, na Itália, comprovou que mulheres que consomem uma taça de vinho tinto diariamente têm uma vida sexual mais ativa do que aquelas que não bebe.
O estudo foi publicado no Journal of Sexual Medicine e consiste basicamente em uma pesquisa realizada com 800 mulheres, de idade entre 18 e 50 anos divididas em três grupos distintos de consumo: vinho tinto, bebidas alcoólicas em geral e abstêmias. Com base nesse universo foi feito um questionário com perguntas referentes ao interesse feminino por sexo. E o resultado já era esperado.
Chamada de Índice de Função Sexual Feminina, concluiu-se que as mulheres que consumiam uma ou duas taças de vinho foram as que mais mostraram desejo sexual. E as abstemias coitadas, perderam para as que ingeriam todo tipo de bebida alcoólica.
Os médicos que realizaram o estudo concluíram que possivelmente há uma ligação potencial entre a ingestão de vinho e uma sexualidade mais aflorada, suspeitando até que os componentes químicos do vinho podem aumentar o fluxo de sangue nas zonas erógenas do corpo, beneficiando o estímulo da função sexual.

Quais são os vinhos favoritos das mulheres?
Já provamos que a relação entre vinho e mulher é simplesmente uma combinação perfeita, então chegou a hora de saber quais opções da bebida são as favoritas delas. Veja só!
Vinhos brancos
Não é segredo para ninguém que muitas mulheres preferem o vinho branco. Esse tipo de vinho costuma ser mais frutado, tem aromas florais e não oferece a sensação de adstringência na boca.
Além do mais, os vinhos brancos combinam com climas tropicais e harmonizam com peixes e frutos do mar, massas e até com as sobremesas. Entre as principais escolhas estão o Chardonnay e o Sauvignon Blanc.
Vinhos rosés
Mulheres que procuram um equilíbrio entre o tinto e o branco adoram o vinho rosé. Ele traz refrescância e muita leveza, o que é a cara do verão. Na verdade, é uma opção coringa, já que combina com muitos alimentos, sendo uma escolha bem-sucedida para diversas ocasiões. Bons exemplos de vinhos rosé favoritos das mulheres são o Merlot e o Grenache.
Vinhos tintos
Quem diz que as mulheres não gostam de vinhos tintos está terrivelmente enganado. A uva Pinot Noir — originária da França, mas que já é produzida em vários lugares do mundo —, por exemplo, é uma pedida certa para mulheres. Esse tipo de vinho tem notas de frutas vermelhas, e a coloração intensa oferece elegância e sofisticação.
Outro bom exemplo é o tinto Merlot. O sabor é mais intenso e remete a frutas negras, como ameixa, chocolate, baunilha e café. É ideal para aquela mulher que já tem algum conhecimento sobre os vinhos, mas gostaria de explorar mais sabores.
Vinho e mulher harmonizam perfeitamente, e a tendência é que os dois se aproximem ainda mais. Trata-se de uma relação sem regras, ou seja, as escolhas devem ser baseadas a partir das preferências de cada uma, sem qualquer tipo de limitação.
https://www.vinicolacampestre.com.br/bl ... -e-mulher/
https://etilicos.com/mulheres-que-bebem ... ais-ativa/
A ORIGEM DO COGNAC E O SONHO DIABÓLICO QUE GEROU A BEBIDA.
Enviado: 26 Ago 2022, 21:14
por Dionizio_RJ
A origem do cognac e sua história surgiu de sonho diabólico, passa por navios nórdicos e pragas em vinhedos.
Destilado de vinho branco, o cognac ganha sua cor pelo estágio em madeira.

Um sonho diabólico originou o Cognac, produto da destilação de vinhos brancos, basicamente da casta Ugni Blanc, que, durante longa permanência em barricas, se apropria da cor e dos aromas que o carvalho lhe transfere. Mas a origem do cognac é mais romântica e cercada de lendas.
Diz-se que o segredo para a produção da bebida, a dupla destilação, foi descoberto no século 16, pelo cavaleiro Jacques de la Croix-Maron, durante um pesadelo: Satanás, desejando a alma do cognac, tentou fervê-lo sem sucesso.

Quando o demônio ameaçou fervê-lo novamente, o cavaleiro acordou repentinamente e convenceu-se de que, destilando seu vinho pela segunda vez a qualidade melhoraria. Assim fez e assim constatou. Mas o que se sabe de fato mesmo é que a bebida nasceu em uma região francesa conhecida como Saintonge.
Apesar de os primeiros vinhos na região remeterem à época de Probo, imperador romano entre 276 e 282 da nossa era, que estendeu o privilégio de possuir vinhedos à toda a Gália, o nascimento do cognac como conhecemos só aconteceu quase 1000 anos mais tarde.
A história conta que no século 12, quando navios vindos da Noruega com carregamento de sal, principal produto do comércio de Saintonge até então, começaram a incluir vinhos locais em seu caminho de volta.
Porém, logo apareceram os problemas. O vinho tinha vida curta e, em entendimentos com os vinicultores franceses, concluiu-se que seria necessário destilar o produto para aguentar a viagem até o país nórdico.
Com a destilação, o volume de carga diminuiu consideravelmente e aumentou sua durabilidade.
A bebida tinha um forte gosto de álcool, porém, como para fazer o transporte foram utilizados barris de carvalho, notou-se que ela envelhecia muito bem nesse tipo de armazenagem. E, assim, era suavizada para ser consumida pura. Surgia então o cognac, que ganhou o nome da comuna francesa onde era produzida.
Muito mais tarde, a invasão da phylloxera durante os anos de 1870 afetou a história da bebida.
O mal se dá depois que o inseto deposita seus ovos nas folhas, causando uma erupção de ninfas que atacam as raízes da parreira. A raiz apodrece lentamente e a planta progressivamente morre.
A phylloxera se espalhou, devastando tudo pela região de Cognac. Muitos vinhedos foram destruídos e desvalorizados. Para se ter uma ideia, antes da chegada do phylloxera, um hectare valia 7 mil francos; depois da crise, não custava mais do que 600!
A enxertia, conheça mais dela aqui, foi utilizada para acabar com a praga e logo a bebida retomou seu status. Tanto que em 1909 a região já recebeu o status de Apelação de Origem Controlada.
Elaboração
A colheita inicia normalmente em outubro com as uvas já bem maduras e elas vão direto para o processo conhecido como maceração. Aqui, o suco é deixado para fermentar e os açúcares se transformam em álcool; a adição de açúcar não é permitida.
Depois, o vinho é armazenado com seus resíduos. Tanto o processo de maceração, quanto o de fermentação têm grande importância na qualidade final do vinho que passa por três semanas de fermentação e por enquanto tem apenas cerca de 8% de volume de álcool.
Nesse ponto estão perfeitos para serem destilados.

O destilador utilizado na região é totalmente feito de cobre, material que tem efeito catalisador e não afeta os sabores do vinho. A parte inferior do caldeirão - onde fica o líquido a ser destilado - fica em permanente contato com a chama da fornalha. O vinho é uniformemente aquecido, com seus resíduos, através de uma grande superfície. Os álcoois e éteres evaporam, são canalizados, depois são condensados e coletados em forma de líquido.
A destilação acontece em duas fases, por meio de dois circuitos de aquecimento chamados "chauffes".
O primeiro, que demora de oito a dez horas, produz um líquido turvo, com 24 a 30% de volume de álcool. Esse líquido, chamado "brouillis" é depois redestilado. O segundo aquecimento leva cerca de 12 horas.
Desta vez, apenas o melhor, ou "o coração" da destilação, é mantido. O destilador separa o "heart" (coração) do "head" (cabeça) e do "tail" (cauda), através de um processo chamado "cutting" (corte ou separação).
Um processo semelhante é usado para elaboração da nossa cachaça, por exemplo. O "head" e o "tail" são misturados à próxima porção de vinho e são redestilados. Fica somente o "coração", com volume de álcool entre 68 e 72%.
O vinho destilado ainda envelhece antes de se tornar cognac.
O envelhecimento é feito em barris de carvalho de 270 a 450 litros e pode durar anos. O nível natural de umidade nos ambientes são um dos principais fatores no amadurecimento dos aromas, devido à evaporação.
Afinal, nesse período, o cognac perde de 3 a 4% de seu volume alcoólico, por ano ou absurdas 27 milhões de garrafas por ano!
Apesar de ser uma perda, é necessária para a maturação do processo e é poeticamente conhecida como "a parte dos anjos".
https://revistaadega.uol.com.br/artigo/ ... ebida.html
CHATEAU BEAU BUISSON
Enviado: 31 Ago 2022, 19:38
por Dionizio_RJ
Terminando esse excelente Bordeaux, Blend de Cabernet Sauvignon, Merlot e Carmenérè, aberto mais cedo em um TD fantástico.
Santé
LACRYMA CHRISTI
Enviado: 04 Set 2022, 18:50
por Dionizio_RJ
Os vinhos feitos com as lágrimas de Cristo aos pés do Vesúvio

Lacryma Christi, os vinhos feitos com as lágrimas de Cristo, foi tema de poemas e é feito em uma das mais belas paisagens do mundo do vinho.
A lenda da queda dos anjos e do homem do paraíso, contada pela pena de John Milton em seu poema épico Paraíso perdido, é de uma beleza singular e retrata de forma única os vinhos feitos com as lágrimas de Cristo.
A história, como já se sabe, narra a rebelião dos anjos liderados por Lúcifer, que terminam banidos do paraíso e, posteriormente, corrompem o homem, fazendo com que Deus também o expulse do Jardim do Éden. Mas, que lenda não fica ainda mais romantizada quando contada por um italiano, não é mesmo? E quando ele é um napolitano então, nem se fala.

Pois os napolitanos gostam de contar essa história de uma forma um pouco diferente. Segundo eles, quando Lúcifer foi expulso, roubou um pedaço do paraíso com o qual ele teria criado o quê? Obviamente o golfo de Nápoles (por que seria diferente?). Satanás então teria sido tragado pelas entranhas do inferno no local onde se originou o monte Vesúvio.
Para ser ainda mais dramático, Jesus, vendo o furto, teria chorado e vertido suas lágrimas naquele ponto. Essas lágrimas teriam se tornado as videiras que dão origem aos vinhos Lacryma Christi, uma denominação icônica daquela região italiana.
Segundo outra lenda, Jesus, disfarçado, teria se apresentado a um eremita que vivia nas encostas do Vesúvio e, fingindo estar com sede, pediu-lhe algo para beber. Para agradecer a generosidade do eremita, transformou a sua água em néctar de vinho.
Antes de Cristo
Apesar do nome “lágrimas de Cristo”, as origens do vinho no local são de antes de Jesus. Aristóteles escreveu que o antigo povo da Tessália, na Magna Grécia, plantou os primeiros vinhedos nas encostas do vulcão no século 5 a.C. Posteriormente, os romanos batizaram a região de Campânia Félix (“campo fértil”) e, segundo sua própria versão da lenda, disseram que o deus Baco chorou de alegria diante de uma paisagem tão bela, fazendo com que as vinhas ali nascessem.
O poeta romano Martial escreveu: “Baco amava essas colinas mais do que suas colinas nativas de Nisa”. Mais tarde, monges que se instalaram na “Turris Octava”, uma ex-colônia romana que assumiu o nome de Torre del Greco – a cidade do “vinho grego” – teriam “revisado” a história e substituiriam Baco por Cristo, “que então chorou sobre Vesúvio”.
Mas se há algo na lenda que remete à verdade é o quanto ela denota sobre a fertilidade e mineralidade do terreno, talvez não graças às lágrimas de Cristo (quem sabe...), mas às erupções vulcânicas do monte que domina a paisagem local.
A fama
Lacryma Christi foi mencionado no livro de Alexandre Dumas, “O Conde de Monte Cristo”, no poema de W. J. Turner, “Conversando com Soldados”, em “Cândido” de Voltaire, e por Christopher Marlowe em sua peça “Tamburlaine, o Grande, Parte II”. Outros tantos escritores citam as lágrimas de Cristo, que, segundo a denominação de origem, pode ser um vinho tinto, branco, rosé, espumante ou licoroso.
A denominação, por sinal, só foi estabelecida em 1983 e contempla as uvas cultivadas em quase todos os municípios da região: Boscotrecase, San Sebastiano al Vesuvio e parte dos municípios de Giuseppe Vesuviano, Terzigno, Boscoreale, Torre Annunziata, Torre del Greco, Herculano, Portici, Cercola, Pollena Trocchia, Sant'Anastasia e Somma Vesuviana.
Os Lacryma Christi branco, espumante e licoroso deve ter a variedade Coda di Volpe (denominada localmente Capretone ou Crapettone) com no mínimo 35%, e Verdeca no máximo de 45%. Falanghina e Greco podem contribuir com até 20%. Para Lacryma Christi tinto e rosé, deve-se usar Piedirosso (localmente chamada de Palombina) com no mínimo 50%, Sciascinoso (localmente chamada de Olivella) com no máximo 30% e uvas Aglianico até 20%.

Os napolitanos, obviamente, exultam seu vinho “divino” e parafraseando uma citação recente do escritor francês contemporâneo Jean-Paul Didierlaurent: “embebedar-se com as lágrimas de Cristo é a melhor coisa que pode acontecer a um cristão”.
https://revistaadega.uol.com.br/artigo/ ... suvio.html
CRÁPULA GOLD 5
Enviado: 16 Set 2022, 22:33
por Dionizio_RJ
Vino Tinto Crapula Gold

El Vino Tinto Crapula Gold, esta elaborado a partir de uvas Monastrell y Syrah procedentes de viñedos situados a 800 metros de altitud sobre suelos calcáreos y calizos de color marrón, con una crianza de 5 meses en barricas de roble francés y americano.

Gabriel Martínez sabe lo difícil que es convencer a los consumidores españoles de las excelencias de los tintos de Jumilla. Lo lleva haciendo desde 1999, primero como responsable comercial de Bodegas Casa de la Ermita y, desde hace muy pocos años, con su propio proyecto: Crápula Wines. Y tiene razón. Jumilla ofrece algunos de los tintos de mejor relación calidad-precio del país con golosos y distintivos sabores mediterráneos. La receta que mejor le ha funcionado a Martínez se resume en cuatro puntos clave: "Un packaging muy bueno, meter el vino en las mejores guías, conseguir una buena distribución, no necesariamente grande, y el boca a boca en lugares de prestigio. Es una labor de ocho a diez años para lo que es necesario invertir, tener paciencia y ser muy regular"
Libertei mais um Crápula!
ZÉ DO TELHADO
Enviado: 21 Set 2022, 21:59
por Dionizio_RJ
O Robin Hood português.

José Teixeira da Silva, mais tarde conhecido por Zé do Telhado, nasceu em 1816, no lugar do Telhado, freguesia de Castelões de Recesinhos, Penafiel.
Alistou-se no exército, em Lisboa, destacou-se pelo seu comportamento militar e pela sua postura destemida ao serviço dos designados “Lanceiros da Rainha”.
Com o fim da guerra civil, em 1837 casa com a sua prima Ana. Regressa, então, a Recesinhos, onde constitui família.
Com a Revolução da Maria da Fonte, em 1846, José do Telhado integra a revolta popular. Durante os confrontos, chega mesmo a salvar a vida do general Sá da Bandeira, sendo por este feito, posteriormente condecorado por ele, com a medalha de Cavaleiro de Torre e Espada.
Com o fim destas revoltas, a sua família começou a passar por dificuldades, por falta de dinheiro. A partir daí, e como já tinha alguma prática herdada da família, começou a dedicar-se à “arte” de assaltar.
Pensa-se ter formado um grupo, tal como Robin dos Bosques em Inglaterra, com o qual praticava assaltos às casas dos senhores mais ricos das redondezas.
Diz-se que em todo o Vale do Tâmega e mesmo algumas regiões do Douro, poucas foram as casas senhoriais que não receberam a “visita” da malta do Zé do Telhado.
Há, porém, um dado interessante na sua história: parece que o Zé do Telhado, para além de tratar sempre com muito respeito os donos das casas assaltadas, não costumava ficar com tudo só para si, distribuía-o pelas famílias pobres suas vizinhas. É a partir daí que lhe é atribuída a lenda de “roubar aos ricos para dar aos pobres”.
Em 9 de Dezembro de 1859 foi julgado e condenado ao degredo perpétuo na África Ocidental Portuguesa. Foi-lhe comutada a pena aplicada na de 15 anos de degredo, em 28 de Setembro de 1863. Viveu em Malanje, negociando em borracha, cera e marfim. Casou-se com uma angolana, Conceição, de quem teve três filhos.
Conhecido entre os locais como o kimuezo — homem de barbas grandes —, viveu desafogadamente. Faleceu aos 57 anos, vítima de varíola, sendo sepultado na aldeia de Xissa, município de Mucari, a meia centena de quilómetros de Malanje, sendo-lhe erguido um mausoléu, objecto de romagens.
A lenda do Zé do Telhado ficou, para sempre, escrita na memória das terras de Penafiel e arredores. Pode dizer-se que tivemos um Robin dos Bosques português.
A pesquisa foi pura curiosidade, após beber um tinto de 2015 da minha terra, procurei saber a razão do nome do vinho.
Fonte:
https://visao.sapo.pt/visaojunior/inici ... dof645017/
Touriga Nacional & Tempranillo
Enviado: 09 Out 2022, 19:45
por Dionizio_RJ
Quem imagina degustar Maya Gueixa e Monique Moura em uma garrafa????
Surpreendente combinação.
Re: Touriga Nacional & Tempranillo
Enviado: 09 Out 2022, 20:20
por Maya Gueixa
Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL
Enviado: 06 Jan 2023, 10:13
por Dionizio_RJ
Bom e barato! Espumante brasileiro vence concurso francês de melhores do mundo
O Conde de Foucauld Brut branco foi um espumante brasileiro premiado no top 10 melhores espumantes do mundo e pode ser comprado por apenas 30 reais.
O espumante é um tipo de vinho versátil, e você pode servi-lo em ocasiões de comemoração ou celebrações especiais. Nesse sentido, é possível apreciá-lo tanto em ocasiões formais quanto informais, sendo sempre um ótimo complemento para refeições ou eventos.
Assim, há um concurso para eleger os melhores espumantes produzidos mundialmente. O Effervescents Du Mond existe há 20 anos e premia os melhores espumantes.
A novidade de 2022 é que o Brasil está entre os ganhadores com uma produção gaúcha: o espumante branco Conde de Foucauld Brut. A seguir, veja detalhes sobre o espumante brasileiro premiado, além dos outros vencedores do concurso.
O concurso de espumantes
Como mencionado, o Effervescents Du Mond mantém os seus trabalhos há 20 anos, possuindo rigor e excelência na escolha dos espumantes mais saborosos e bem produzidos do mundo.
Com sede variada entre as cidades francesas, a última edição ocorreu em Dijon. Nela, um júri composto pelos melhores sommeliers do mundo avaliou quase 500 espumantes de mais de 25 países para escolher um Top 10. Inclusive, muitos “empataram”, o que levou a uma lista de 18 escolhidos.
A vitória do Brasil
O vencedor brasileiro é o espumante Conde de Foucauld Brut branco. Produzido em uma vinícola da serra gaúcha, ele custa cerca de 30 reais nos mercados brasileiros. Segundo seus produtores, a bebida conta com aromas de frutas cítricas e uvas bem selecionadas que, no paladar, trazem muito frescor.
Inclusive, o Brasil ainda teve mais dois ganhadores: o Salton Prosecco Brut e o Ponto Nero Celebration Brut branco. Ambos também são produzidos por vinícolas na serra gaúcha e, no mercado, custam cerca de 40 e 50 reais respectivamente.
Por fim, para conferir o resultado geral do Effervescents Du Mond 2022, basta clicar aqui.
Uma dica: Na Cadeg ainda se encontra a menos de R$ 30,00.
https://rotasdeviagem.com.br/espumante- ... -premiado/
Re: VINHOS: TÓPICO OFICIAL
Enviado: 06 Jan 2023, 11:42
por pgggato45
Dionizio_RJ escreveu: ↑06 Jan 2023, 10:13
Bom e barato! Espumante brasileiro vence concurso francês de melhores do mundo
O Conde de Foucauld Brut branco foi um espumante brasileiro premiado no top 10 melhores espumantes do mundo e pode ser comprado por apenas 30 reais.
O espumante é um tipo de vinho versátil, e você pode servi-lo em ocasiões de comemoração ou celebrações especiais. Nesse sentido, é possível apreciá-lo tanto em ocasiões formais quanto informais, sendo sempre um ótimo complemento para refeições ou eventos.
Assim, há um concurso para eleger os melhores espumantes produzidos mundialmente. O Effervescents Du Mond existe há 20 anos e premia os melhores espumantes.
A novidade de 2022 é que o Brasil está entre os ganhadores com uma produção gaúcha: o espumante branco Conde de Foucauld Brut. A seguir, veja detalhes sobre o espumante brasileiro premiado, além dos outros vencedores do concurso.
O concurso de espumantes
Como mencionado, o Effervescents Du Mond mantém os seus trabalhos há 20 anos, possuindo rigor e excelência na escolha dos espumantes mais saborosos e bem produzidos do mundo.
Com sede variada entre as cidades francesas, a última edição ocorreu em Dijon. Nela, um júri composto pelos melhores sommeliers do mundo avaliou quase 500 espumantes de mais de 25 países para escolher um Top 10. Inclusive, muitos “empataram”, o que levou a uma lista de 18 escolhidos.
A vitória do Brasil
O vencedor brasileiro é o espumante Conde de Foucauld Brut branco. Produzido em uma vinícola da serra gaúcha, ele custa cerca de 30 reais nos mercados brasileiros. Segundo seus produtores, a bebida conta com aromas de frutas cítricas e uvas bem selecionadas que, no paladar, trazem muito frescor.
Inclusive, o Brasil ainda teve mais dois ganhadores: o Salton Prosecco Brut e o Ponto Nero Celebration Brut branco. Ambos também são produzidos por vinícolas na serra gaúcha e, no mercado, custam cerca de 40 e 50 reais respectivamente.
Por fim, para conferir o resultado geral do Effervescents Du Mond 2022, basta clicar aqui.
Uma dica: Na Cadeg ainda se encontra a menos de R$ 30,00.
https://rotasdeviagem.com.br/espumante- ... -premiado/
Obrigado Dionízio! Gostei da dica
