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RED LIGHT - A GLÓRIA DA PRAÇA DA BANDEIRA

Enviado: 17 Jun 2021, 23:49
por membro
Não sei se é a idade que nos deixa nostálgicos ou, no meu caso, se sempre fui assim. As noites frias estão me fazendo recordar uma época que talvez tenha sido a melhor época que vivi como libertino. O tempo em que existiu a boate Red Light, numa ruela da Praça da Bandeira, região central do Rio. Uma casa que, de certa forma, ajudei a fundar com outros dois amigos. Tenho certeza de que muitos dos mais antigos lembram e sentem saudade.

Em um fim de tarde qualquer, eu e um parceiro fomos tentar alocar, para uma festa do antigo Hot-Forum, uma boate que estava fechada, mas que o dono se mostrou receptivo à ideia de abrir para a comemoração. Não fazia muito tempo, havíamos revolucionado o mundo dos fóruns, tomando de o comando do site de um grupo decrépito que por muitos anos tiranizou os foristas. O Brand fez parte disso. Criei um chamado que fez sucesso: “AGORA O FÓRUM É DOS FORISTAS”. Houve quem ficasse feliz, mas também provocamos as velhas almas recalcadas, os invejosos, os corvos que torcem contra os espíritos rebeldes. Não teve jeito, tomamos o Hot-Fórum, muito com a minha ajuda, através de uma guerra que travei por anos na intenção de libertar o espaço.

Precisávamos de uma festa. Isso foi pelos idos de 2012. Durou pouco, mas foi a Belle Époque da libertinagem. Odiado e amado, foi um período que expandiu a minha glória como libertino, glória que eu trazia desde a aproximação com a Boate Mosaico, na mesma região. A Mosaico foi a semente da Red Light, uma semente que desabrochou com flores mais belas e perfumadas. “DANTE” já não era um nick, era marca. Acreditem, quem conhece sabe que não se constrói uma marca sem determinação, honestidade e coerência.

Por ter sido muito perseguido nos antigos fóruns, por ter sido banido pelas administrações dos sem talento, que consideravam o meu estilo “espaçoso” demais para uma comunidade que se comunicava por textos, textos que eles preferiam nivelar pelos medíocres, criei três grupos durante a minha longa jornada. O primeiro surgiu ainda no saudoso Orkut, foi o “VILA MIMOSA VIP”. Acredite, forista sem fé, foi um sucesso absoluto, algo que até me assustou na época, muitos foristas nasceram desse grupo em muitos eu confiei para depois me decepcionar. Sou um péssimo julgador de caráter.

Com o nascimento da Red Light, criei “O CLUBE DOS PÂNDEGOS” e "OS INDOMÁVEIS" numa área restrita dentro do fórum, outro sucesso. O último grupo que fundei foi o dos “LIBERTINOS”, que depois afundou pelo pecado preferido do Diabo, a vaidade. Ainda tentaram roubar a marca, mas fracassaram. Todas as minhas inciativas carregavam a intenção de agregar, de quebrar paredes, abolir preconceitos e consegui atingir muitos desses objetivos por um período. De forma estranha, nunca ganhei muito reconhecimento da comunidade, talvez pela pressão dos ressentidos com o êxito que eu alcançava e pelos benefícios que muitas vezes eu ganhava por gerar vitórias. É da vida.

Digo a vocês, jamais vi tantas mulheres lindas surgirem num período como as que surgiram no início da Red. Muitas mulheres que começavam na vida quando entravam naquela boate. Certa vez, eu estava na entrada da casa e uma morena estonteante surgiu perguntando se ali era a Red Light, contou que nunca havia trabalhado como garota, mas queria começar. Fui o primeiro a me deitar com ela, o primeiro cliente. Onde mais eu poderia viver isso? Em lugar nenhum.

Amigos se reuniam, falsos amigos também. Aprendam com este velho mundano, fóruns são feitos mais de falsos amigos do que de amizades sinceras. O apogeu da Red Light talvez não tenha durado mais de um ano, mas foi um ano intenso, foi um ano a mil. Havia o cartão vermelho, quem recebia podia comer mulher no fiado. É verdade. A boate era reverenciada por quase todos. Digo quase, pois sempre existem os chatos de plantão, os críticos mal-amados.

Nunca fiz mais de 3 amigos em fóruns, o resto eu poderia comparar com o Senado Romano nos tempos de Júlio César. Libertinos são do bem, mas putanheiros são ordinários. Libertinos são raros, raríssimos. Dentro da Red, por uma convergência de energias positivas, todos eram amigos, todos compartilhavam, a felicidade fez residência na Red no ano em que aquele espírito sublime de alegria se manteve aceso. Com o rompimento entre os sócios, a boate decaiu, parei de frequentá-la, se tornou imediatamente triste e foi tomada pelas hienas hidrófobas que antes não a frequentavam para “não me dar moral”. Deixou de ser uma ilha de prazeres e beldades na estreita rua Pereira de Almeida, tornou-se gueto.

Após a decadência, quando eu passava diante da entrada, uma tristeza imensa me invadia. A Red foi do céu ao inferno, mas deixou uma lição. É possível criar uma coletividade, um grupo de pessoas que por um tempo comunguem da amizade, da boemia e do desejo de felicidade. A Red foi a representação mais pura do hedonismo. Amores nasceram na Red, casamentos nasceram na Red, talvez até filhos tenham nascido na Red. Foi um lar libertino.

À noite, eu estacionava meu antigo Sucatão na rua do Matoso, bebia uma cerva no bar da esquina da Pereira de Almeida, comia um churrasquinho em frente ao Motel Málaga e partia para a boate. A boemia não tinha fim. Foram madrugadas consecutivas, sexo diário. Fundou-se o primeiro “Fumódromo”, onde a galera se reunia com as meninas e o papo corria solto, sem censura. Se você não conheceu a Red nesse tempo, eu só posso lamentar, afeiçoado forista. A Red Light foi a glória da Praça da Bandeira.

Re: RED LIGHT - A GLÓRIA DA PRAÇA DA BANDEIRA

Enviado: 18 Jun 2021, 00:22
por Krisium
Red Light era uma casa que vc não consegue encontrar adjetivos para descreve-la. Eu digo que não vai existir nada igual as noites da RedLight.

Segunda a sexta eram dias de festas. Tinham as mulheres da casa, mas todo o dia tinha um grupo de inéditas. E geralmente meninas que eram frees com anúncios caríssimos, que brotavam lá na Red.

Não prevendo o futuro e não querendo ser pessimista, mas afirmo que não existirá nada que se compare as noites da Red Light.

Re: RED LIGHT - A GLÓRIA DA PRAÇA DA BANDEIRA

Enviado: 18 Jun 2021, 11:59
por membro
Krisium escreveu:Não prevendo o futuro e não querendo ser pessimista, mas afirmo que não existirá nada que se compare as noites da Red Light.
Concordo. Houve todo um contexto da época que também favoreceu aquele ambiente único que encontrávamos na boate. Realmente, era a casa do forista. Só quem viveu o período da plenitude pode ter a percepção do que tivemos ali. Red virou lenda urbana.

Re: RED LIGHT - A GLÓRIA DA PRAÇA DA BANDEIRA

Enviado: 20 Jun 2021, 11:22
por membro
O prédio continua de pé, mas foi descaracterizado por dentro. Monumento de um tempo de glória da Praça da Bandeira.


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Re: RED LIGHT - A GLÓRIA DA PRAÇA DA BANDEIRA

Enviado: 20 Jun 2021, 13:42
por ZezinhodasTermas
Grande Mestre Dante, lenda viva da Putaria Carioca....
Quem não frequentou a Red Light, não tem histórico....
Marcávamos o ponto todo dia e impossível estar na Rede Light e não fazer um programa, pelo menos !!!!
Mulheres lindas, grupos de gatas vindo direto da praia, bronzeadas e salgadinhas kkkkkk ... quem nunca se encantou ou subiu com a gerente de banco mais gata do ​Rio de Janeiro, mulheres de outras nacionalidades, americanas, polonesas, a linguagem do sexo é universal...

Uma casa estilo a Mosaico, mas dez vezes melhor... Era como se fosse um clube da putaria...
Essa casa, deixou um vazio, Mestre !!!!

Re: RED LIGHT - A GLÓRIA DA PRAÇA DA BANDEIRA

Enviado: 20 Jun 2021, 14:02
por Predator
Mestre Dante,

No seu livro há alguma parte dedicada à Red Light?

Re: RED LIGHT - A GLÓRIA DA PRAÇA DA BANDEIRA

Enviado: 28 Set 2021, 19:35
por pgggato45
Dante-RJ escreveu:Não sei se é a idade que nos deixa nostálgicos ou, no meu caso, se sempre fui assim. As noites frias estão me fazendo recordar uma época que talvez tenha sido a melhor época que vivi como libertino. O tempo em que existiu a boate Red Light, numa ruela da Praça da Bandeira, região central do Rio. Uma casa que, de certa forma, ajudei a fundar com outros dois amigos. Tenho certeza de que muitos dos mais antigos lembram e sentem saudade.

Em um fim de tarde qualquer, eu e um parceiro fomos tentar alocar, para uma festa do antigo Hot-Forum, uma boate que estava fechada, mas que o dono se mostrou receptivo à ideia de abrir para a comemoração. Não fazia muito tempo, havíamos revolucionado o mundo dos fóruns, tomando de o comando do site de um grupo decrépito que por muitos anos tiranizou os foristas. O Brand fez parte disso. Criei um chamado que fez sucesso: “AGORA O FÓRUM É DOS FORISTAS”. Houve quem ficasse feliz, mas também provocamos as velhas almas recalcadas, os invejosos, os corvos que torcem contra os espíritos rebeldes. Não teve jeito, tomamos o Hot-Fórum, muito com a minha ajuda, através de uma guerra que travei por anos na intenção de libertar o espaço.

Precisávamos de uma festa. Isso foi pelos idos de 2012. Durou pouco, mas foi a Belle Époque da libertinagem. Odiado e amado, foi um período que expandiu a minha glória como libertino, glória que eu trazia desde a aproximação com a Boate Mosaico, na mesma região. A Mosaico foi a semente da Red Light, uma semente que desabrochou com flores mais belas e perfumadas. “DANTE” já não era um nick, era marca. Acreditem, quem conhece sabe que não se constrói uma marca sem determinação, honestidade e coerência.

Por ter sido muito perseguido nos antigos fóruns, por ter sido banido pelas administrações dos sem talento, que consideravam o meu estilo “espaçoso” demais para uma comunidade que se comunicava por textos, textos que eles preferiam nivelar pelos medíocres, criei três grupos durante a minha longa jornada. O primeiro surgiu ainda no saudoso Orkut, foi o “VILA MIMOSA VIP”. Acredite, forista sem fé, foi um sucesso absoluto, algo que até me assustou na época, muitos foristas nasceram desse grupo em muitos eu confiei para depois me decepcionar. Sou um péssimo julgador de caráter.

Com o nascimento da Red Light, criei “O CLUBE DOS PÂNDEGOS” e "OS INDOMÁVEIS" numa área restrita dentro do fórum, outro sucesso. O último grupo que fundei foi o dos “LIBERTINOS”, que depois afundou pelo pecado preferido do Diabo, a vaidade. Ainda tentaram roubar a marca, mas fracassaram. Todas as minhas inciativas carregavam a intenção de agregar, de quebrar paredes, abolir preconceitos e consegui atingir muitos desses objetivos por um período. De forma estranha, nunca ganhei muito reconhecimento da comunidade, talvez pela pressão dos ressentidos com o êxito que eu alcançava e pelos benefícios que muitas vezes eu ganhava por gerar vitórias. É da vida.

Digo a vocês, jamais vi tantas mulheres lindas surgirem num período como as que surgiram no início da Red. Muitas mulheres que começavam na vida quando entravam naquela boate. Certa vez, eu estava na entrada da casa e uma morena estonteante surgiu perguntando se ali era a Red Light, contou que nunca havia trabalhado como garota, mas queria começar. Fui o primeiro a me deitar com ela, o primeiro cliente. Onde mais eu poderia viver isso? Em lugar nenhum.

Amigos se reuniam, falsos amigos também. Aprendam com este velho mundano, fóruns são feitos mais de falsos amigos do que de amizades sinceras. O apogeu da Red Light talvez não tenha durado mais de um ano, mas foi um ano intenso, foi um ano a mil. Havia o cartão vermelho, quem recebia podia comer mulher no fiado. É verdade. A boate era reverenciada por quase todos. Digo quase, pois sempre existem os chatos de plantão, os críticos mal-amados.

Nunca fiz mais de 3 amigos em fóruns, o resto eu poderia comparar com o Senado Romano nos tempos de Júlio César. Libertinos são do bem, mas putanheiros são ordinários. Libertinos são raros, raríssimos. Dentro da Red, por uma convergência de energias positivas, todos eram amigos, todos compartilhavam, a felicidade fez residência na Red no ano em que aquele espírito sublime de alegria se manteve aceso. Com o rompimento entre os sócios, a boate decaiu, parei de frequentá-la, se tornou imediatamente triste e foi tomada pelas hienas hidrófobas que antes não a frequentavam para “não me dar moral”. Deixou de ser uma ilha de prazeres e beldades na estreita rua Pereira de Almeida, tornou-se gueto.

Após a decadência, quando eu passava diante da entrada, uma tristeza imensa me invadia. A Red foi do céu ao inferno, mas deixou uma lição. É possível criar uma coletividade, um grupo de pessoas que por um tempo comunguem da amizade, da boemia e do desejo de felicidade. A Red foi a representação mais pura do hedonismo. Amores nasceram na Red, casamentos nasceram na Red, talvez até filhos tenham nascido na Red. Foi um lar libertino.

À noite, eu estacionava meu antigo Sucatão na rua do Matoso, bebia uma cerva no bar da esquina da Pereira de Almeida, comia um churrasquinho em frente ao Motel Málaga e partia para a boate. A boemia não tinha fim. Foram madrugadas consecutivas, sexo diário. Fundou-se o primeiro “Fumódromo”, onde a galera se reunia com as meninas e o papo corria solto, sem censura. Se você não conheceu a Red nesse tempo, eu só posso lamentar, afeiçoado forista. A Red Light foi a glória da Praça da Bandeira.
Mestre Dante rj fui nessa casa em 2007, nao conhecia nada de forum , e a estrutura da casa era muito boa, lembro do hall e no segunda andar era a boate.Mais nao lembro qual.era o nome da casa.

Re: RED LIGHT - A GLÓRIA DA PRAÇA DA BANDEIRA

Enviado: 28 Set 2021, 21:14
por Diazepan
Saudosa Red Light! Realmente, essa casa foi um fenômeno, algo na velocidade de um meteoro que cruzou a Praça da Bandeira e que se apagou cedo demais, infelizmente. Felizes foram os que puderam aproveitar ao máximo aquele clima agradável, a preços mais que acessíveis. E a mulherada? PQP! Em minha vida putanhesca, jamais uma casa me fez ir 3 vezes na semana, saindo de lá às 2 da matina, voltar de ônibus para Niterói e acordar às 5h. Fazia essas doideiras porque sabia que valeria a pena. Voltava sempre de sorrisão no rosto...kkkkkk... Toda noite era uma festa!

Re: RED LIGHT - A GLÓRIA DA PRAÇA DA BANDEIRA

Enviado: 30 Set 2021, 20:04
por membro
Quem lembra?


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