VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Brand »

Fiquei pensando se fazer um topico desses, com assunto tão delicado e trazendo casos reais seria uma boa. Mas acho que sim,l visto que sempre soube de TANTOS casos ligados às meninas desse meio, que me assusta. Sempre tem uma teoria, mas...

O que acontece é que sendo muito ligado a essa área e conhecendo dezenas, e tendo centenas de conversas com as meninas do meretricio, acabamos sabendo de muita coisa pessoal e assim será. Mas o que me assusta é que a carência parece ser maior entre elas do que entre as chamadas "civis", senao vejamos (claro que não direi quem são nem darei pistas, apenas postarei os fatos que conheço):

CASO 1: Uma menina que apanha quase semanalmente do namorado/marido (seja o que for). Já chegou a ir deixar de trabalhar por estar com a cara inchada de tanto levar porrada. Mas adivinhem? Todo fim de semana posta foto bebendo com ele e pagando de apaixonada :sacarstico: pagando tudo. O cara é feio e fudido... se passar duas semanas sem apanhar é um prêmio.

CASO 2: Uma menina que atualmente está parada, mas continua em vias de voltar. Ficou mais de um ano praticamente fugitiva de um ex que a perseguia por todos os lados, inclusive em reunioes com amigos, esperando na porta de casa, e quase jogou um carro da ponte abaixo, com os dois dentro, depois de forçar a entrada sem ela querer... adivinhem? Voltou pra ele, após tudo isso.

CASO 3: Essa menina teve uma passagem breve por uma casa na zona sul oun na Barra, nao lembro bem. O caso é que mudou para o sul do país com um namoradinho, que ja era meio abusivo. Mas no PRIMEIRO DIA na casa do Sul, encheu ela de porrada :nooo: . Ela saiu de casa, e se instalou num prive por la para fazer grana e voltar pro Rio. três dias depois... "e aí, como estão as coisas?" "- Ah, voltei pro "meu bofe", por enquanto vou ficar por aqui" :morto:

CASO 4: Essa está na ativa, atualmente sem local. O marido com problemas de drogas ja chegou a quebrar a casa INTEIRA em brigas de casal, e isso com uma criança pequena no local. Brigas eram semanais, nada sobrou intacto na residencia. Conseguiu largar o cara que a ameaçou de tudo q foi jeito de revelar tudo que sabia da vida dela no meio, mas... la conseguiu sair fora. Passado um tempo... fotos com 'meu marido" pra cá, "meu marido" pra lá. :sacarstico:



Teria mais uns 20 casos para contar, mas são todos muito parecidos kkk, e ficaria redundante. Mas fica o questionamento:

TODAS ELAS não precisam deles para sobreviver, e são bonitas e atrativas o suficiente para arrumar outro homem a hora que quiser. Portanto apenas a carência que parece ser maior entre as meninas desse meio nao explicaria tudo... o que leva a pessoa a voltar para uma situação que tem ZERO chance de funcionar, sabendo que é apenas uma bomba relogio que ja ja vai explodir novamente?

Meninas que participam por aqui também são muito bem vindas a dar sua opinião... :reverencia:
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Não é o Antony
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Não é o Antony »

Olha, é um assunto bem polemico, porém é um assunto do qual eu, durante um tempo, procurei bastante conteúdo sobre. Posso estar certo na minha opinião, posso estar errado, em qualquer circunstância aceito feedbacks. Meu texto trata de modo geral, portanto vou falar de uma forma que abrange o "universo" civil e gp num só.

Só pra introdução, essa é a ponta do iceberg. Tudo o que a gente vê é justamente só o que a gente vê. Por trás existe algo que só uma boa terapia conseguiria explicar, porém há certos casos que se repetem e servem de base.

Se você for olhar historicamente há grupos que são tratados como inferiores. A história negra(uso ela como exemplo porque eu sou) já passou por isso e hoje em dia a gente ainda tem resquícios que estão sendo combatidos(acredito eu) com o passar dos anos. A história da mulher sofre o mesmo. As mulheres lutaram e lutam até hoje por direitos, porém a gente ainda tem muitos resquícios da época em que a mulher era tratada como algo submisso ao homem. Enquanto o homem era médico, engenheiro, comerciante, a mulher era só... Mulher. Era aquela que ficava em casa cuidando da família enquanto o homem fazia o "resto".

Antes de continuar, se for pra vir com "mas os homens pegam peso, morrem na guerra, são os últimos a serem salvos num acidente" vai tomar no seu cu, meu texto não é sobre isso é sobre os resquícios.

Voltando ao princípio do texto. Muita mulher hoje em dia ainda é tratada com submissão. Eu mesmo já cansei de ver exemplos. Com vizinhos, com amigos, na minha própria família(não vou detalhar tanto, mas), minha avó é um exemplo. Apanhou do marido a vida toda e teve 7 filhos com ele. Enquanto meu tio-avô estudava pra anos depois sair da cozinha do exército e ir pra cozinha da Globo minha avó morava de favor pra uma família aqui do RJ que batia nela e não tinha tempo de estudar e "ser alguém", ela só era... Mulher, o que alguns acham que é, pelo menos. Então ela cresceu com isso, cresceu servindo e não conheceu outra coisa além disso. Cresceu sendo empregada doméstica porque foi isso que ela fez a vida toda. Anos depois conhecera meu avô e se cumprira o que falei acima.

Existem exemplos fechados também, como por exemplo, algumas igrejas. Tenho um amigo que, com 19 anos, casou com uma menina de 15(ou 16, nem lembro) e bem, ela agora é... Mulher. Aquela que fica em casa cuidando da criança enquanto ele trabalha.

Pegando o exemplo do meu amigo, se um dia eles se separarem ou ele morrer, o que ela vai fazer? Um supletivo, uma faculdade, algum curso técnico. Vai investir num negócio próprio e ter sua independência? Provavelmente não. Ela provavelmente vai procurar outro marido que faça dela... Mulher. Por quê? Porque é o que ela conhece, é o que ela viveu até agora e pra ela isso é tudo, é o máximo que ela pode alcançar na vida.

Se você cresce num ambiente onde te tratam como um gorila, como você vai se enxergar humano? (Tarzan)

Mas, Negone, o que isso tem a ver com o que o Brand escreveu?

Grande parte dessas meninas tem esse tipo de criação ou tem isso como exemplo. A submissão ao pai. A submissão a outros homens e isso é tudo o que elas conhecem. Um outro caso e isso também acontece com homens é a negligência afetiva. Muitos dos pais não dão a afeição devida aos filhos e, ou tratam os filhos com descaso ou como troféu. Casos como "golpe da barriga"(aqueles pra segurar casamento, namoro) ou gravidez por benefício de pensão(sim, acontece) e até gravidez pra benefício futuro, como "já te criei, agora é sua vez de devolver tudo que eu fiz por você" acabam gerando adultos que vão ficar presos a isso e só vão conhecer isso(pra saber mais procure por famílias narcisistas).

Bem, se uma pessoa reconhece que foi criada pra ser submissa ela não pode simplesmente se desvincular do cônjuge, caso isso se repita?

A resposta é, depende. Existe um fator chamado "dependência emocional" que eu acho ser responsável pela continuação de todos os relacionamentos abusivos. Algumas meninas nem sabem que tão presas a isso. Nesses relacionamentos a culpa não é 100 da garota. Já vi vários casos de pessoas que vieram do interior ou de partes mais isoladas do mapa e prosperaram com um cônjuge. Também já vi vários exemplos de meninas que o relacionamento só serve pra apanhar, então...

Sabendo da dependência emocional, ela não pode simplesmente se separar?

Não, porque não é simples assim. O relacionamento abusivo é composto por uma pessoa que tá sofrendo e outra que sabe o que tá fazendo. O ser abusivo planta a semente da discórdia na pessoa e ela já tá cercada por insegurança. O abusivo sabe disso e trabalha isso na pessoa. "Se me largar ninguém vai te querer", "sua família não liga pra você", "você não tem amigos", "se sair de casa vai morar na rua e comer lixo" e etc... Um dia eu me fiz essa mesma pergunta e foi essa a resposta que eu tive.

Não sei se meu texto está certo e nem sei se é aplicável ao "universo" da prostituição. Aceito feedbacks.

Fazendo um grande resumo, as principais causas são:

-resquícios do machismo onde a mulher é criada pra ser submissa.
-criaçao negligente(geralmente por famílias narcisistas).
-dependência emocional, gerada por motivos aleatórios(e que, na minha opinião, é o que impede relacionamentos tóxicos de acabarem).
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Papai Noel
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Papai Noel »

Antes de fazer as minhas considerações, quero parabenizar o Brand por levantar um tema bem polêmico mas ao mesmo tempo de suma importância não só para a sociedade como um todo, mas também para as meninas que atuam como GPs e sofrem com isso.
Meus parabéns também ao Negone pela bela reflexão de como determinadas situações se constroem, as vezes até inconscientemente por conta do mal enraizado na nossa cultura ainda fortemente machista.
Vamos os meus dois centavos sobre o assunto ....

Na minha opinião, há um leque enorme de fatores que levam mulheres a se submeterem à situações como as descritas pelo Brand, por exemplo. Num primeiro momento podemos achar que a mulher é sem vergonha, que gosta de sofrer etc mas isso nada mais é do que o machismo estrutural falando mais alto dentro das nossas cabeças.
Pra mim, a única parcela de culpa da mulher é não reagir/reclamar da primeira vez. E quando eu digo reagir, me entendam: não é se atracar na porrada com o cara, senão o prejuízo fica pior. Eu falo de denunciar o valentão numa Delegacia da Mulher, prestar queixa mesmo, abrir B.O. e os caralho. Mas cabe o conselho: tenha certeza de que realmente quer fazer isso. Se armar todo o circo e depois retirar a queixa, vai ser muito pior depois.
E ainda tem o outro lado da história: quantas mulheres denunciaram seus companheiros por violência doméstica, conseguiram medidas restritivas e ainda assim sofreram mais agressões ou, pior, foram mortas? Justiça falha? Falta de fiscalização? Não acho. Muitas das vezes (sejamos francos, quase todas) é porque não se importam com a mulher. Parece uma espécie de corporativismo masculino, onde preferem proteger e blindar quem está errado só por ser homem.
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Shadz22
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Shadz22 »

Maioria das mulheres que entram na prostituição tem traumas antigos,sofreram violência desde crianças li uma pesquisa que dizia isso e faz sentido.é um assunto complexo,mas tbm tem o cara que sempre recorre a essas mulheres,se sentem até melhores com elas do que com as "civis" qual o problema/trauma desse cara ?
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Papai Noel
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Papai Noel »

Detalhe rápido: até curto dar uns tapas na hora do vuco vuco (fica a dica, meninas :piscada: ), mas tirando na bunda, não dou a menos que a menina goste e me peça.
Mesmo assim é com um cagaço enorme pra não perder a mão e machucar.
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Não é o Antony
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Não é o Antony »

Papai Noel escreveu:Antes de fazer as minhas considerações, quero parabenizar o Brand por levantar um tema bem polêmico mas ao mesmo tempo de suma importância não só para a sociedade como um todo, mas também para as meninas que atuam como GPs e sofrem com isso.
Meus parabéns também ao Negone pela bela reflexão de como determinadas situações se constroem, as vezes até inconscientemente por conta do mal enraizado na nossa cultura ainda fortemente machista.
Vamos os meus dois centavos sobre o assunto ....

Na minha opinião, há um leque enorme de fatores que levam mulheres a se submeterem à situações como as descritas pelo Brand, por exemplo. Num primeiro momento podemos achar que a mulher é sem vergonha, que gosta de sofrer etc mas isso nada mais é do que o machismo estrutural falando mais alto dentro das nossas cabeças.
Pra mim, a única parcela de culpa da mulher é não reagir/reclamar da primeira vez. E quando eu digo reagir, me entendam: não é se atracar na porrada com o cara, senão o prejuízo fica pior. Eu falo de denunciar o valentão numa Delegacia da Mulher, prestar queixa mesmo, abrir B.O. e os caralho. Mas cabe o conselho: tenha certeza de que realmente quer fazer isso. Se armar todo o circo e depois retirar a queixa, vai ser muito pior depois.
E ainda tem o outro lado da história: quantas mulheres denunciaram seus companheiros por violência doméstica, conseguiram medidas restritivas e ainda assim sofreram mais agressões ou, pior, foram mortas? Justiça falha? Falta de fiscalização? Não acho. Muitas das vezes (sejamos francos, quase todas) é porque não se importam com a mulher. Parece uma espécie de corporativismo masculino, onde preferem proteger e blindar quem está errado só por ser homem.
Concordo 100%.
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Não é o Antony
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Não é o Antony »

Shadz22 escreveu:Maioria das mulheres que entram na prostituição tem traumas antigos,sofreram violência desde crianças li uma pesquisa que dizia isso e faz sentido.é um assunto complexo,mas tbm tem o cara que sempre recorre a essas mulheres,se sentem até melhores com elas do que com as "civis" qual o problema/trauma desse cara ?
Ulisses Campbell, autor de dois livros, um que fala sobre Elize Matsunaga e um outro sobre Suzane Von Richthofen, entrevistou 80 prostitutas(Elize é ex) pra saber como era o universo da prostituição. Das 80 mulheres que ele entrevistou TODAS tinham algum tipo de trauma. Seja violência doméstica, abandono parental, forma de protesto, inclusive uma das prostitutas tinha um diário onde disse que só adiou a própria morte porque tava se sentindo útil fornecendo as entrevistas pro Ulisses.

Sobre os homens acredito que pela facilidade. Sem flerte, sem burocracias. Algo mais técnico que motiva isso não sei, nunca pesquisei sobre. Mas é como o Dante falou, não podemos deixar o programa se tornar rotineiro a ponto de desgraçar a vida do sujeito.
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por lord_omagnifico »

Esse assunto é polêmico demais.

Existem teorias como a Red Pill que falam que a mulher gosta de emoção, gosta de desafio, gosta do cara alfa, o bad boy, o zé droguinha e citam as características dos bad boys que podem ser aproveitadas para se tornar mais atraente para as mulheres.

https://www.youtube.com/watch?v=JIvhGtRUQkA

https://www.youtube.com/watch?v=OO0dB-t4e-g


Já os intelectuais explicam ou tentam explicar com base na natureza humana e das relações humanas os relacionamentos abusivos e o porquê as pessoas se submetem a esse tipo de relação.

A Psicóloga explica:
https://www.youtube.com/watch?v=qslP-J_7NVk&t=252s

A Psicanalista explica:
https://www.youtube.com/watch?v=FUdsaqy1H2g&t=347s

O filósofo explica:
https://www.youtube.com/watch?v=qZEylAMNxSk

Mas, cada um sabe de si, e tem suas próprias razões para continuar vivendo situações como as citadas nesse tópico.
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Dionizio_RJ
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Dionizio_RJ »

BRAND escreveu:Fiquei pensando se fazer um topico desses, com assunto tão delicado e trazendo casos reais seria uma boa. Mas acho que sim,l visto que sempre soube de TANTOS casos ligados às meninas desse meio, que me assusta. Sempre tem uma teoria, mas...

O que acontece é que sendo muito ligado a essa área e conhecendo dezenas, e tendo centenas de conversas com as meninas do meretricio, acabamos sabendo de muita coisa pessoal e assim será. Mas o que me assusta é que a carência parece ser maior entre elas do que entre as chamadas "civis", senao vejamos (claro que não direi quem são nem darei pistas, apenas postarei os fatos que conheço):

CASO 1: Uma menina que apanha quase semanalmente do namorado/marido (seja o que for). Já chegou a ir deixar de trabalhar por estar com a cara inchada de tanto levar porrada. Mas adivinhem? Todo fim de semana posta foto bebendo com ele e pagando de apaixonada :sacarstico: pagando tudo. O cara é feio e fudido... se passar duas semanas sem apanhar é um prêmio.

CASO 2: Uma menina que atualmente está parada, mas continua em vias de voltar. Ficou mais de um ano praticamente fugitiva de um ex que a perseguia por todos os lados, inclusive em reunioes com amigos, esperando na porta de casa, e quase jogou um carro da ponte abaixo, com os dois dentro, depois de forçar a entrada sem ela querer... adivinhem? Voltou pra ele, após tudo isso.

CASO 3: Essa menina teve uma passagem breve por uma casa na zona sul oun na Barra, nao lembro bem. O caso é que mudou para o sul do país com um namoradinho, que ja era meio abusivo. Mas no PRIMEIRO DIA na casa do Sul, encheu ela de porrada :nooo: . Ela saiu de casa, e se instalou num prive por la para fazer grana e voltar pro Rio. três dias depois... "e aí, como estão as coisas?" "- Ah, voltei pro "meu bofe", por enquanto vou ficar por aqui" :morto:

CASO 4: Essa está na ativa, atualmente sem local. O marido com problemas de drogas ja chegou a quebrar a casa INTEIRA em brigas de casal, e isso com uma criança pequena no local. Brigas eram semanais, nada sobrou intacto na residencia. Conseguiu largar o cara que a ameaçou de tudo q foi jeito de revelar tudo que sabia da vida dela no meio, mas... la conseguiu sair fora. Passado um tempo... fotos com 'meu marido" pra cá, "meu marido" pra lá. :sacarstico:



Teria mais uns 20 casos para contar, mas são todos muito parecidos kkk, e ficaria redundante. Mas fica o questionamento:

TODAS ELAS não precisam deles para sobreviver, e são bonitas e atrativas o suficiente para arrumar outro homem a hora que quiser. Portanto apenas a carência que parece ser maior entre as meninas desse meio nao explicaria tudo... o que leva a pessoa a voltar para uma situação que tem ZERO chance de funcionar, sabendo que é apenas uma bomba relogio que ja ja vai explodir novamente?

Meninas que participam por aqui também são muito bem vindas a dar sua opinião... :reverencia:
Ótimo tema Brand e bem oportuno porque o 25 de novembro é o dia internacional de combate à violência contra a mulher, dia da nossa resenha.

Gostei muito da intervenção do Negone, nossa sociedade ainda é patriarcal e extremamente machista.

Não vejo como um problema das meninas que trabalham com sexo, nem que seja somente por carência, vejo como um problema de todas as mulheres.

Sou advogado e atuo na área criminal, nesse meio tempo conheci problemas similares aos 4 casos trazidos por você com mulheres que nunca foram profissionais do sexo.

Um caso bem peculiar de família em que a mulher, uma excelente profissional em sua área, muito bem remunerada, viveu com um indivíduo por quase 10 anos, sustentando o mesmo e sofrendo todo tipo de tortura física e psicológica. A situação somente mudou quando a situação passou do limite e a família interviu.

Infelizmente a violência contra mulher é uma realidade de fundo social, cultural e até religiosa, longe de uma solução apesar das boas políticas públicas em governos anteriores ao atual e do recrudescimento da legislação.

_____________________________________________
Uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém.

Jean-Jacques Rousseau
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Predator »

Dionizio_RJ escreveu:
BRAND escreveu:Fiquei pensando se fazer um topico desses, com assunto tão delicado e trazendo casos reais seria uma boa. Mas acho que sim,l visto que sempre soube de TANTOS casos ligados às meninas desse meio, que me assusta. Sempre tem uma teoria, mas...

O que acontece é que sendo muito ligado a essa área e conhecendo dezenas, e tendo centenas de conversas com as meninas do meretricio, acabamos sabendo de muita coisa pessoal e assim será. Mas o que me assusta é que a carência parece ser maior entre elas do que entre as chamadas "civis", senao vejamos (claro que não direi quem são nem darei pistas, apenas postarei os fatos que conheço):

CASO 1: Uma menina que apanha quase semanalmente do namorado/marido (seja o que for). Já chegou a ir deixar de trabalhar por estar com a cara inchada de tanto levar porrada. Mas adivinhem? Todo fim de semana posta foto bebendo com ele e pagando de apaixonada :sacarstico: pagando tudo. O cara é feio e fudido... se passar duas semanas sem apanhar é um prêmio.

CASO 2: Uma menina que atualmente está parada, mas continua em vias de voltar. Ficou mais de um ano praticamente fugitiva de um ex que a perseguia por todos os lados, inclusive em reunioes com amigos, esperando na porta de casa, e quase jogou um carro da ponte abaixo, com os dois dentro, depois de forçar a entrada sem ela querer... adivinhem? Voltou pra ele, após tudo isso.

CASO 3: Essa menina teve uma passagem breve por uma casa na zona sul oun na Barra, nao lembro bem. O caso é que mudou para o sul do país com um namoradinho, que ja era meio abusivo. Mas no PRIMEIRO DIA na casa do Sul, encheu ela de porrada :nooo: . Ela saiu de casa, e se instalou num prive por la para fazer grana e voltar pro Rio. três dias depois... "e aí, como estão as coisas?" "- Ah, voltei pro "meu bofe", por enquanto vou ficar por aqui" :morto:

CASO 4: Essa está na ativa, atualmente sem local. O marido com problemas de drogas ja chegou a quebrar a casa INTEIRA em brigas de casal, e isso com uma criança pequena no local. Brigas eram semanais, nada sobrou intacto na residencia. Conseguiu largar o cara que a ameaçou de tudo q foi jeito de revelar tudo que sabia da vida dela no meio, mas... la conseguiu sair fora. Passado um tempo... fotos com 'meu marido" pra cá, "meu marido" pra lá. :sacarstico:



Teria mais uns 20 casos para contar, mas são todos muito parecidos kkk, e ficaria redundante. Mas fica o questionamento:

TODAS ELAS não precisam deles para sobreviver, e são bonitas e atrativas o suficiente para arrumar outro homem a hora que quiser. Portanto apenas a carência que parece ser maior entre as meninas desse meio nao explicaria tudo... o que leva a pessoa a voltar para uma situação que tem ZERO chance de funcionar, sabendo que é apenas uma bomba relogio que ja ja vai explodir novamente?

Meninas que participam por aqui também são muito bem vindas a dar sua opinião... :reverencia:
Ótimo tema Brand e bem oportuno porque o 25 de novembro é o dia internacional de combate à violência contra a mulher, dia da nossa resenha.

Gostei muito da intervenção do Negone, nossa sociedade ainda é patriarcal e extremamente machista.

Não vejo como um problema das meninas que trabalham com sexo, nem que seja somente por carência, vejo como um problema de todas as mulheres.

Sou advogado e atuo na área criminal, nesse meio tempo conheci problemas similares aos 4 casos trazidos por você com mulheres que nunca foram profissionais do sexo.

Um caso bem peculiar de família em que a mulher, uma excelente profissional em sua área, muito bem remunerada, viveu com um indivíduo por quase 10 anos, sustentando o mesmo e sofrendo todo tipo de tortura física e psicológica. A situação somente mudou quando a situação passou do limite e a família interviu.

Infelizmente a violência contra mulher é uma realidade de fundo social, cultural e até religiosa, longe de uma solução apesar das boas políticas públicas em governos anteriores ao atual e do recrudescimento da legislação.

_____________________________________________
Uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém.

Jean-Jacques Rousseau


Primeiramente congratulo o Brand que por esse simples gesto, demostra não apenas compaixão, mas humanidade em tentar auxiliá-las indiretamente, propondo um debate reflexivo sobre a questão, e aos confrades que já deram a sua contribuição ao se posicionar sobre um tema complexo.

Existem muitas explicações que podem ser dadas para o comportamento passivo dessas garotas, e como bem salientou o Dionizio, não são casos isolados.

Mas como ponto de partida para a reflexão, deve ser feita a seguinte pergunta: O QUE É SER MULHER?

Sei que existem diversas definições que poderiam ser utilizadas para responder a essa pergunta, mas não se pode desconsiderar as obras de três grandes pensadoras que marcaram o século XX e procuraram compreender e descrever o feminismo como ninguém: Simone de Beauvoir – Judith Butler e Hanna Arendt.

Enquanto as duas primeiras apresentam um viés mais antropológico, Hanna Arendt realiza uma reflexão mais universalista, que está diretamente relacionada à sua formação filosófica.

Portanto, são obras complementares.

Pelo lado do agressor, também muitos fatores poderiam ser elencados para se tentar explicar o comportamento, mas as recentes estatísticas sobre violência contra mulher apontam um incremento nos últimos anos, cujas principais causas estão relacionadas a ataques a políticas protetivas da mulher e à “lei Maria da penha” originados por uma distopia politica funcional, perpetrados por um governo anti-republicano. Não irei me aprofundar sobre essa questão para não adentrar em uma outra seara, mas deixarei também ao final os links de três interessantes obras que explicam a nossa recente história e que também contém um diagnóstico da nossa polis muito interessante para aqueles que tenham interesse em de fato compreender o que está ocorrendo.

Por fim, reforço o pedido do confrade Brand para que as garotas participem também desse debate, pois por mais empatia que nós homens tentemos apresentar, nada melhor do que a palavra de uma mulher que tenha essa visão crítica e autoestima elevada para melhor se posicionar e agregar bastante o debate do tema ora proposto, além do fato das mulheres serem mais suscetíveis a ouvir a opinião de outras.

Um grande abraço.


Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.
Simone de Beauvoir

“Poder e violência são opostos; onde um domina absolutamente, o outro está ausente”
Hannah Arendt

Seja qual for a liberdade pela qual lutamos, deve ser uma liberdade baseada na igualdade.
Judith Butler




Violência contra as mulheres e a Lei Maria da Penha
https://www.politize.com.br/equidade/bl ... gJbSfD_BwE

Conamp defende combate e ataques à Lei Maria da Penha
https://ammp.org.br/conamp-defende-comb ... -da-penha/

O segundo sexo – Simone de Beauvoir
https://www.amazon.com.br/Box-segundo-s ... 248fc6181d

Problemas de gênero: Feminismo e subversão da identidade – Judith Butler
https://www.amazon.com.br/Problemas-g%C ... s_li_ss_tl

A Condição Humana - Hannah Arendt
https://www.amazon.com.br/Condi%C3%A7%C ... B08JCWWM62

Hannah Arendt e a Banalidade do mal
https://www.amazon.com.br/Hannah-Arendt ... B08HR52VMW

Origens do totalitarismo - Hannah Arendt
https://www.amazon.com.br/Origens-do-to ... 72&sr=8-11


República Brasileira: de Deodoro a Bolsonaro - 2ª Edição eBook Kindle
https://www.amazon.com.br/Rep%C3%BAblic ... B088LNB6M4

A filosofia explica Bolsonaro
https://www.amazon.com.br/filosofia-exp ... 976&sr=8-1

A Democracia de Bolsonaro: 2018-2020
https://www.amazon.com.br/Democracia-Bo ... B0957VWJK6
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Lisbela Varela
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Lisbela Varela »

Olá à todos.


Esse é um assunto que há muito tempo tentei colocar aqui, mas preferi não.
Devido algumas diferenças de pensamentos e entendimento sobre meu posicionamento.


Quem me conhece, sabe que sou uma defensora da mulher e sou feminista sim, só que de sovaco epilado.


Luto e sempre lutarei pela independência e autonomia da mulher independente do que os outros pensam.


Embora, já tenha ouvido:
-"Como pode você ser feminista estando GP?
É incoerência!....
ou vc se propõe a se submeter ao homem por dinheiro?
Não te entendo. " e por aí vai...


Bom, se for falar de prostituição, qualquer um se prostitui, homens e mulheres de bem que propõe preservar os bons costumes blá-blá-blá....
uma vez que troca seus serviços e força de trabalho por dinheiro. ... pulemos essa parte.

Bora!!!!!




Que bom abri um tópico que de fato, importa e muito para nós, mulheres.

Agradeço ao Brand por abrir esse tópicos.

Obs.: para resguardar minha privacidade e integridade, ocultarei nome da autora.

Segue uma reflexão e um dossie feito por mim, algum tempo atrás como contribuição e um convite à reflexão para ambos os gêneros.


Nós, mulheres, obtivemos alguns avanços, porém com muita luta e sangue. E com certeza, precisamos avançar.

Vivemos, infelizmente, em uma sociedade patriarcal, onde a organização social sistematiza em benefício do homem em detrimento da mulher.

na  sociedade coloca a mulher na posição de frágil, objeto, estereotipadas.

A religião tem grande participação na disseminação do machismo ou mesmo na reprodução da imagem da mulher e como ela deve se comportar na sociedade.

Cito o caso da modelo  Mariana Ferrer, estuprada, e assediada em sua audiência por juiz e autoridades.


https://www.redebrasilatual.com.br/cida ... ana-ferre/

O Vídeo “Não tira o batom vermelho” - O vídeo denúncia relacionamentos abusivos e como acontece a violência contra a mulher e os relacionamentos abusivos.


Segue um dossiê que fiz poucos anos atrás:

- Levantamento bibliográfico sobre a Violência contra a Mulher -


O texto “Preconceito e Discriminação: As bases da violência contra a mulher” de Sergio Gomes da Silva (2010) traz a discussão do preconceito contra a mulher numa perspectiva histórica, argumentando que esta violência faz parte da história da humanidade. Desde a sociedade dos gregos antigos até recentemente a mulher era considerada inferior aos homens, e o lugar dado a ela é sempre aquele de menor destaque. O movimento feminista acarretou propostas concretas com grande impacto na sociedade, buscando mudanças do lugar da mulher, na luta por igualdade política e econômica, e trouxe principalmente uma concepção reflexiva. O direito ao voto e a educação são exemplos de conquistas das mulheres.


A mulher por ser considerada inferior sofre diversas formas de opressão, e esta segundo Silva (2010) não é um problema apenas do Brasil, mas de quase todas as culturas e sociedades do mundo. Esta violência não se trata somente de física ou psicológica, trata-se de violência que as mulheres sofrem diariamente, no linguajar diário, nos estereótipos dados a ela. Segundo o grupo, a violência física é mais “fácil” de se encontrar e detectar, de lutar contra, no entanto, a violência velada é mais complexa.

Silva (2010) trata o preconceito contra a mulher como um tipo de exclusão social, este que está imbricado com outras questões sociais, como o sexo/gênero, raça/etnia e classe social, pois “esses eixos fundamentam e constituem a base de toda organização social onde se dão as práticas de dominação, discriminação e preconceito, sendo a violência uma consequência direta da imbricação entre elas” (SILVA, 2010, p.565). Ou seja, a mulher negra e pobre está no lugar de menor visibilidade na sociedade, enquanto o homem branco rico está no posto de maior destaque. 

Dados estatísticos segundo Silva é o que move os governantes a agirem através de políticas públicas. Um dos exemplos mais impactantes explicitados no texto foi “em 2004, para cada 5 mulheres, uma já sofreu algum tipo de violência sexual, sendo que a violência familiar aparece entre mulheres dos 15 aos 45 anos de idade” (Gomes, Minayo e Silva, apud com.2005). Sinaliza ainda que estes dados não podem passar despercebidos, é preciso nos engajarmos na luta dos Direitos Humanos, nos comprometermos com uma educação que seja de fato transformadora, tendo consciência que esta não é uma luta fácil, mas é um trabalho possível.

O texto “Roda de conversa entre mulheres: denúncias sobre a Lei Maria da Penha e descrença na justiça” de Márcia Santana Tavares (2015) também faz um apanhado histórico, tratando do processo de institucionalização da luta contra a violência à mulher até a aprovação da Lei Maria da Penha. No entanto, o artigo aponta lacunas na referida lei nº 11.340/06, a partir de depoimentos de onze mulheres que sofreram violência doméstica e familiar.

A contextualização histórica parte do ano de 1975, onde o debate sobre a temática da violência contra a mulher se intensifica com a inauguração da “Década da Mulher”. Foram criados nesta década o Conselho Estadual da Condição Feminina, o Conselho Nacional de Direitos da Mulher e a primeira Delegacia da Mulher, destinados à busca de ações para melhorias das condições de vida da mulher incluindo a repressão de violência contra a mesma.

Na década seguinte o Brasil participou e foi signatário de diversas conferências que entre outros assuntos também se dedicou ao tema de erradicação da violência contra mulher. Em 1995 foi sancionada a lei nº 9.099/95, com o intuito de agilizar o acesso à justiça, permitiu que os Juizados Especiais Cíveis e Criminais tratassem, como crime de menor potencial, denúncias feitas nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. No entanto, essa lei acarretou um retrocesso para as mulheres, pois as penas aplicadas aos homens se detinham apenas ao pagamento de cestas básicas e os mesmos permaneciam como réus primários. Além disso, era recomendada a reconciliação entre os casais, desconsiderando a criminalidade da ação violenta e o caráter cíclico da mesma.

Após a percepção de ineficácia da lei nº 9.099/95, formou-se uma comissão interministerial, integrada pelo governo e por feministas de ONGs. Juntos elaboraram a minuta da Lei nº 11.340, a Lei de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, aprovada em 2006, mais conhecida como a Lei Maria da Penha. Esta Lei trouxe avanços significativos no que diz respeito ao enfrentamento da violência contra mulher, como por exemplo, a criminalização a violência contra a mulher, à criação de medidas protetoras à mulher vítima de violência e a classificação de modalidades de violência contra mulher sendo estas: física, psicológica, sexual, patrimonial e assédio moral. O Governo Federal criou diversas políticas públicas para assegurar a implementação da Lei Maria da Penha, incluindo o monitoramento da mesma, o que deu origem ao Observe, uma instância autônoma criada para monitorar a implementação e a aplicação da lei referida. 

Em 2012 o Observe desenvolveu várias atividades para o monitoramento da lei, sendo uma delas a Roda de Conversa, em Salvador, a qual a autora do artigo citado, Márcia Santana Tavares, participou empiricamente. A Roda de Conversa foi elabora para compor um dossiê para CPMI da Violência, tendo como participantes onze mulheres em situação de violência doméstica e familiar que são atendidas pelos serviços de atendimento à mulher. O método da Roda de Conversa tem como uma de suas estratégias deixar as mulheres a vontade, a ponto de se sentirem confortáveis e relatarem suas experiências como vítimas de violência, expondo desde os seus sentimentos ao longo da trajetória sofrida, na busca por ajuda, até a denúncia de seus agressores. 

Segundo Tavares (2015), o resgate desses fatos através da memória era carregado de muitos sentimentos e angústias. Seus depoimentos revelam que elas eram atendidas por profissionais despreparados que não as acolhiam e não às escutavam com a devida seriedade e atenção. Em muitos casos as juízas que lhes atendiam, ressaltaram, em suas audiências, os papéis de desigualdade do homem e da mulher na sociedade, com o intuito de promover a reconciliação do casal, expressando inferiorização à vítima e  insatisfação sobre a necessidade de ter de conduzir tal  situação em um tribunal.    

As mulheres também relataram que a quantidade de DEAMs (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher) e funcionários destes serviços não dava conta de atender com qualidade a todas as mulheres vítimas de violência. Detectava ainda mais dificuldade em relação ao andamento dos processos, como perda e extravio dos mesmos, demora em agendamentos de audiência, dificuldade na concessão de medida protetiva e muitos outros problemas.

A insatisfação dessas mulheres em relação à ineficiência desses serviços foi tão intensa que, tomadas pela revolta foram às delegacias exigindo providências, e caso não fossem ouvidas iriam fazer denúncias em ouvidorias sobre o descaso dos serviços ou de determinados juízes e funcionários. Foram surpreendidas com respostas que receberam em forma de ameaças, se fizessem as denúncias seus processos seriam “esquecidos” até que prescrevessem. Outra reclamação recorrente das mulheres foi a falta de entendimento por parte dos profissionais sobre as modalidades de violência, os quais reconhecem apenas a violência física porque desta forma as provas são incontestáveis. Além das reclamações apresentadas, as mulheres ainda citaram as péssimas condições das casas de acolhimento destinadas à medida protetora, se referindo aos mesmos como prisões as quais quem deveriam estar eram seus agressores. Mencionaram também a forma como eram tratadas no IML, sem nenhum acolhimento, expostas a um constrangimento e muitas vezes com insinuações de que se “fazem de vítima” para chamar a atenção.

Após a leitura destes dois artigos chegamos à conclusão que mesmo com avanços e melhorias tragos pelo Movimento Feminista e pela Lei Maria da Penha, as mulheres no geral e principalmente aquelas expostas a situações de violência, ainda se sentem muito desprotegidas e desamparadas. As dimensões econômica, cultural e social ultrapassam a sociedade e de forma mais específica a Lei Maria da Penha, não permitindo que a mesma se realize de forma satisfatória. 

A dimensão econômica interfere na forma como a lei é posta em prática abrangendo os fatores que dizem respeito à quantidade reduzida de delegacias e funcionários por conta dos mesmos demandarem muito recurso financeiro e de serem necessários esses mesmos serviços em âmbito nacional o que eleva ainda mais os custos. A dimensão cultural interfere no modo como a violência contra mulher é percebida e reproduzida culturalmente pela sociedade em suas tradições, costumes e na sua identidade cultural. Essa dimensão influencia no descaso ao atendimento dessas mulheres, o que podemos perceber nos depoimentos das mesmas. A dimensão social refere-se à forma como a sociedade se organiza para reivindicar seus direitos e efetivação das leis. Podemos perceber que a quantidade de movimentos sociais ligados à luta contra a violência à mulher vem crescendo, porém parte da população compartilha de um pensamento machista, situando a mulher em um lugar inferior. Acreditamos assim, que o pensamento dos gregos antigos citado por Silva, ainda está muito presente na sociedade atual, podendo ser exemplificado pelos textos jornalísticos composto neste dossiê. 

O primeiro texto jornalístico relata o assédio sofrido por uma mulher dentro do coletivo público, na Avenida Paulista, em agosto deste ano. O homem, com mais cinco passagens pela Polícia, ejaculou no corpo da mulher que ficou em estado de choque. As imagens foram gravadas pelo Vereador Caio Miranda Carneiro, que ao registrar o momento, também, denunciou e condenou esse tipo de violência contra a mulher.
A segunda notícia relata as declarações de um professor de Direito, no Centro de Estudos Jurídicos de Juiz de Fora, acerca da violência contra a mulher. No vídeo gravado, ouvem-se afirmações do tipo: “Mulher gosta de apanhar (...), Levar uns murros na boca de vez em quando (...), Mulher gosta de levar porrada, não é verdade?(...)”. O professor, ao conceder entrevista, nega que incitou violência contra a mulher, afirmando que foram brincadeiras assim como as feitas por humoristas, pois o contexto era passar o conteúdo jurídico com descontração, em razão dos concurseiros estarem próximos de realizar um exame. Ainda relata que as pessoas que o conhecem sabem o quanto ele ama e respeita sua mulher e suas filhas. 

A ideia de incluir nesse levantamento essas duas notícias foi relatar uma violência sofrida e palavras que incitam e incentivam a violência contra a mulher. As perguntas que nós fizemos foram: Até quando essa violência vai durar? Até quando a justiça não oferecerá a proteção que a mulher precisa? Até quando ouviremos esse tipo de comentário, intitulado como descontração? Até quando a mulher será tratada como inferior? Até quando será tratada como objeto? Até quando sofrerá essa e tantas outras violências. 

Essas notícias só nos mostram que mesmo com os Direitos Humanos, Lei Maria da Penha, Movimentos feministas o contexto de violência contra as mulheres é recorrente, seja dentro de um ônibus, seja dentro de uma sala de aula. Nos mostra também a falta de políticas e medidas públicas que interfiram nessa realidade e promovam uma conscientização. Como é possível um professor de Direito fazer esse tipo de brincadeira? O que se entende por brincadeira? Violência é, de fato, uma realidade que se pode brincar? Onde as mulheres estão seguras? Onde podem se sentir seguras? 

A violência contra a mulher não é uma falácia, é real, é escancarada e deve ser sim tema/assunto de congressos, reuniões que discutam sobre isso e ajam para evitar males que podem tornar-se irreversíveis. Acreditamos que a arte pode ser uma válvula de escape para uma mudança de pensamento. No entanto, vale ressaltar que esta também pode ser uma maneira de opressão velada, que em muitos casos passam despercebidos, por isso devemos estar atentos. 

O primeiro texto literário foi à música “Maria da Vila Matilde”, cantada por Elza Soares - a qual sofreu muitos preconceitos na dimensão artística e social, que afetou seus direitos de mulher negra, mãe e cantora - cuja também sofreu violência doméstica, narra o dilema de Maria, uma mulher que foi vítima de violência doméstica de seu marido. A letra específica à ação da mulher agredida, a qual se indigna com a agressão do companheiro e o ameaça se ele retornar a agredi-la. Diz que vai ligar para o 180 - Central de Atendimento à Mulher - e denunciá-lo.

A música, muito bem representada por Elza Soares, discursa uma ação empoderada da mulher diante das agressões domésticas, de não deixar passar e alongar o destrato e agressões feitas pelo companheiro agressor. Importante ressaltar o nome Maria representado no título da música, pois é um nome forte de grande representatividade, como Maria da Penha. 

Uma parte da música diz:

E quando tua mãe ligar 

Eu capricho no esculacho

Digo que é mimado

Que é cheio de dengo

Mal acostumado

Tem nada no quengo

Deita, vira e dorme rapidinho

Você vai se arrepender de levantar a mão pra mim.

Nota-se a cultura do homem machista, mimado e privilegiado na sociedade patriarcal, o qual recebe uma educação, no âmbito privado e público, etnocentrista, ou seja, exclui os outros grupos - nesse contexto, as mulheres - e tornam-se a maioria privilegiada que tem domínio dos direitos (direitos abusivos) a fim de desrespeitar a minoria que busca, a partir de movimentos sociais, reconhecimento dos problemas específicos dos grupos submissos a opugnação e hostilidade que os atingem por conta de características e representações vistas como inferiores pela maioria. 

Esta análise sobre o etnocentrismo está atrelada à poesia “À musa estuprada”, de Dora Incontri, o segundo texto literário composto neste levantamento. Porquanto a autora, de maneira poética e direta, também como a letra da música cantada por Elza Soares, trás a indignação diante da sociedade opressora ao gênero feminino, julgado e culpabilizado à frente do convívio educacional em Direitos Humanos. Vemos nos conteúdos literários a representatividade da mulher, mais forte, mais segura no argumento em defesa (mais que justa) de seus direitos como ser humano, ressaltando as discriminações negativas circenses da sociedade machista etnocêntrica. 

Por fim, selecionamos dois vídeos, no qual o primeiro mostra a reação das pessoas mediante a escuta de ligações para o Disque Denúncia, feitas por mulheres e outros membros da família, em situação de agressão física. Foram selecionadas mulheres de variadas idades, homens e uma trans. A ideia com essa ação foi que as pessoas selecionadas expressassem suas opiniões e reações sobre o que estavam ouvindo, presenciando através de relatos reais. O segundo vídeo selecionado trata-se de uma crítica à cantiga de roda “O cravo e a rosa”, relacionando-a de forma clara e objetiva às agressões sofridas pela mulher, onde o cravo representa o homem e a rosa a mulher. Nesse vídeo, a cantiga foi utilizada como forma de conscientização acerca do conteúdo nos versos da mesma, em que há agressão contra a mulher, a qual deve denunciar. A ideia aqui é mostrar como versos de uma canção mascaram de forma natural esse tipo de violência, e a naturalização é propagada através do canto feito por crianças, jovens e até mesmo adultos.

Acreditamos que é de extrema importância a mulher ter a seu dispor órgãos competentes e eficazes que realizem um serviço de proteção, que de fato, as protejam e possam resolver a situação antes que aconteça algo que não possa ser solucionado, como sucessivas agressões que possam levar à morte. No entanto, como cita Tavares, ainda há muitas lacunas por parte desses serviços.

Um fator bastante pontuado no primeiro vídeo com o qual concordamos é à relevância da educação na formação do ser humano, como prevenção à violência. Enxergamos no segundo vídeo uma possibilidade de problematização a essa situação no cotidiano escolar, e até mesmo fora dele. Já que essa e tantas outras cantigas estão enraizadas em nossa cultura e fatores como esses passam despercebidos por nós, como mencionado antes, a naturalização dos “papéis” determinantes de homens e mulheres - referindo-se ao Cravo e a Rosa - que formula um romantismo da briga. Por isso, como mencionado anteriormente, a arte da mesma forma que pode ser um escape pode também ser um mecanismo de reprodução de uma sociedade machista.

Concluindo é bem sabido que a violência contra a mulher não passa apenas pelo âmbito físico, pois a mulher que chega a este nível já passou por diversas violências, como a psicológica, a moral, ou patrimonial entre outras que acontecem no cotidiano da forma mais velada e sutil. A questão da violência contra mulher é histórica, como bem tratada por Silva (2010) e Tavares (2015), a proposta é desconstruir tudo o que foi dito e feito que promoveu opressão e exclusão da mulher. Vivemos numa sociedade patriarcal, na qual o poder de mando sempre foi do homem. No entanto, nos últimos anos, a mulher vem –com passos curtos -- cada vez ocupando mais espaços e fazendo valer o que está na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a promoção da igualdade entre homem e mulher.


Textos teóricos:

SILVA, Sergio Gomes. Preconceito e Discriminação: As bases da violência contra a mulher. In, Psicologia ciência e profissão. Rio de Janeiro, 2010, p.556-571. 

TAVARES, Márcia Santana. Roda de Conversa entre mulheres: Denúncias sobre a Lei Maria da Penha e descrença na justiça. Estudos Feministas. Florianópolis, 23(2): 547-559, maio-agosto/2015.

Textos Jornalísticos:

Mulher sofre assédio sexual dentro de ônibus na Avenida Paulista: https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/ ... ista.ghtml 

Professor de Direito diz em sala de aula que ‘mulher gosta de apanhar’: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/ ... nhar.ghtml

Textos Literários: 

A musa estuprada – Versos Sáficos

https://doraincontri.com/2016/05/27/a-m ... /#comments 

Maria da Vila Matilde – Elza Soares

https://www.letras.mus.br/elza-soares/m ... a-matilde/ 

Vídeos: 

Como você reage à violência contra a mulher? https://www.youtube.com/watch?v=aRgjLynG9jo

Paródia do “Cravo e a Rosa” que trata da violência contra a mulher: https://www.youtube.com/watch?v=ZDDjsw7nhXk



Fica a minha humilde contribuição para quem sabe, uma reflexão.
De pele alva, com 40 e tantos...com 1.50cm de altura, pés 33/34, mignon, seios naturais e toda proporcional. Lisbela Varela, Inconfundível e Incomparável.

https://gparena.net/td-show.php?t=2651
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Sheron Tomazely »

Eu não poderia deixar de dar meu depoimento nesse tópico
M-AR-A-V-I-L-H-O-S-O!!!!!


Já vivi um relacionamento a ubusivo, vivi durante 1 ano sob agressões psicológicas e verbais e quando de fato senti o peso das mãos de um homem sob meu lindo e delicado rosto entendi que era hora de parar. Me vesti de amor próprio e fui embora. Mas de fato sair ew livrar desse relacionamento não foi tão fácil assim, fui perseguda durante meses, sofria ameaças diariamente e agressões psicológica e verbais por telefone , isso quando ele não ia na minha casa , ainda sai como a maluca da história com minha família sendo colocada contra mim segundo relatos q ele fazia de mim. Cheguei a atentar contra a própria vida , acho q o resultado de td isso reflete até hoje em minha vida com traumas e medos de engatar em novos relacionamentos, pois ao primeiro sinal que um homem me dá sobre ser controlador ou algo do tipo eu simplesmente saio fora e estou liberta a 4 anos.



Em fim... vendo muitas mulheres passar por isso eu não sou capaz de julgar, pois os caras abusivos tem um grande poder de persuasão, criam uma tática q conseguem fazer com q aa mulheres sintam-se afetivamente dependentes deles, culpadas por um erro q não as pertencem.

Homens controladores e agressivos geralmente no início de relacionamento demonstram ser carinhosos , atenciosos e "protetores" , criam de fato um falso sentimento de " amor e cuidados" e geralmente as mulheres com carências afetivas acabam caindo nesse conto do vigário e de fato quando cai na real já é tarde ,já não consegue ou tem dificuldade para se libertar disso.







MULHERES A QUALQUER SINAL DE UM RELACIONAMENTO ABUSIVO, COLOQUE SEU AMOR PRÓPRIO EM PRIMEIRO LUGAR E VÁ EMBORA SEM OLHAR PRA TRÁS. ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS!




Tenho certeza de que você já passou por isso.
O cara é fofo nos primeiros meses de relação.
Te conquista.
Começar a namorar.
Você está entregue.
Aí vem o segundo ato.
Aos pouquinhos, ele vai mostrando o babaca que é.
O tempo passa.
O que te fazia sorrir, agora é o seu maior motivo para chorar.
Você tenta sair, não consegue.
Inventa obstáculos que nem existe.
Acredita que é só uma fase.
“Ela vai mudar!”.
Mudou! Para pior. Quer dizer, para o que ele sempre foi.
O que você conheceu era uma mentira.
E você só chora. Se sente numa areia movediça.
E o cara segue abusando dos seus sentimentos.
A sua saúde mental está em um moedor de carne.
Mas você arranca forças no c* e consegue terminar.
Saiu toda esfolada, mas saiu.
Muito bem, garota!
Passa um tempinho.
Ele te manda um “EU TE AMO”, achando que com isso vai apagar todo mal que ele te fez.
Mas não vai.
Porque quando a mulher desiste, até o “EU TE AMO” dá nojo de ouvir.
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Black Man »

Em 2015, por sua vez, o tema da redação do Enem foi “A persistência da violência contra a mulher”. Infelizmente, muitos estudantes tiveram zero nessa prova.
Só isso pra mim já diz um pouco da sociedade brasileira.
fato de considerar a normalidade da situação, o torna incidente. O Mapa da violência 2012: Homicídios de Mulheres no Brasil, indica que 51,6% das mulheres vítimas de violência doméstica atendidas pelo SUS são reincidentes.
Aí eu questiono se com a companheira, esposa ou namorada vemos relatos de violência física, emocional , sexual e até mortes, porque com gps séria diferente ?
Infelizmente esse masculinidade tóxica que vem de décadas e décadas na nossa sociedade ainda vai demorar muito e muito pra diminuir em comparações com países de primeiro mundo isso não quer diser que em paises desenvolvimento não ocorra . Nesse quesito de violência estamos entre os 5 mais no mundo.
Na minha visao o principal motivo disso que vemos na nossa sociedade em geral e a falta de EDUCAÇÃO e RESPEITO.
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por o_cara_o_cara »

BRAND escreveu:Fiquei pensando se fazer um topico desses, com assunto tão delicado e trazendo casos reais seria uma boa. Mas acho que sim,l visto que sempre soube de TANTOS casos ligados às meninas desse meio, que me assusta. Sempre tem uma teoria, mas...

O que acontece é que sendo muito ligado a essa área e conhecendo dezenas, e tendo centenas de conversas com as meninas do meretricio, acabamos sabendo de muita coisa pessoal e assim será. Mas o que me assusta é que a carência parece ser maior entre elas do que entre as chamadas "civis", senao vejamos (claro que não direi quem são nem darei pistas, apenas postarei os fatos que conheço):

CASO 1: Uma menina que apanha quase semanalmente do namorado/marido (seja o que for). Já chegou a ir deixar de trabalhar por estar com a cara inchada de tanto levar porrada. Mas adivinhem? Todo fim de semana posta foto bebendo com ele e pagando de apaixonada :sacarstico: pagando tudo. O cara é feio e fudido... se passar duas semanas sem apanhar é um prêmio.

CASO 2: Uma menina que atualmente está parada, mas continua em vias de voltar. Ficou mais de um ano praticamente fugitiva de um ex que a perseguia por todos os lados, inclusive em reunioes com amigos, esperando na porta de casa, e quase jogou um carro da ponte abaixo, com os dois dentro, depois de forçar a entrada sem ela querer... adivinhem? Voltou pra ele, após tudo isso.

CASO 3: Essa menina teve uma passagem breve por uma casa na zona sul oun na Barra, nao lembro bem. O caso é que mudou para o sul do país com um namoradinho, que ja era meio abusivo. Mas no PRIMEIRO DIA na casa do Sul, encheu ela de porrada :nooo: . Ela saiu de casa, e se instalou num prive por la para fazer grana e voltar pro Rio. três dias depois... "e aí, como estão as coisas?" "- Ah, voltei pro "meu bofe", por enquanto vou ficar por aqui" :morto:

CASO 4: Essa está na ativa, atualmente sem local. O marido com problemas de drogas ja chegou a quebrar a casa INTEIRA em brigas de casal, e isso com uma criança pequena no local. Brigas eram semanais, nada sobrou intacto na residencia. Conseguiu largar o cara que a ameaçou de tudo q foi jeito de revelar tudo que sabia da vida dela no meio, mas... la conseguiu sair fora. Passado um tempo... fotos com 'meu marido" pra cá, "meu marido" pra lá. :sacarstico:



Teria mais uns 20 casos para contar, mas são todos muito parecidos kkk, e ficaria redundante. Mas fica o questionamento:

TODAS ELAS não precisam deles para sobreviver, e são bonitas e atrativas o suficiente para arrumar outro homem a hora que quiser. Portanto apenas a carência que parece ser maior entre as meninas desse meio nao explicaria tudo... o que leva a pessoa a voltar para uma situação que tem ZERO chance de funcionar, sabendo que é apenas uma bomba relogio que ja ja vai explodir novamente?

Meninas que participam por aqui também são muito bem vindas a dar sua opinião... :reverencia:

Por mais que me expliquem não consigo entender. Se a mulher já sai e deita com clientes que as vezes nunca gostariam de deitar só pra ter uma independência financeira, mas mesmo assim continua com esses tralhas de maridos/namorados.
Acho que só elas poderiam explicar algo que parece ser inexplicável.

Será que se o cara cuidar com carinho a menina vai ser grossa com o cara ?
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Jack Satoru
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Re: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: MENINAS DO MEIO GOSTAM DE SOFRER?

Mensagem por Jack Satoru »

Já tive um quase relacionamento com uma GP, eu era muito gamado nela. Ela me contava que o namorado/marido dela xingava ela, expulsava de casa, traia ela, humilhava. Mas ela não largava ela por causa que ela gostava dele, tinha um filho com ele e etc. Nunca entendi por quê ela continuava com uma pessoa assim, sendo que ela era linda. Podia ter o quem ela quiser. Dinheiro para GP não é problema, sozinha ela consegue se manter.
Não gosto de pensar assim, mas acho que tem mulher que gosta de sofrer. Se da valor pra esse tipo de gente, deve ser por prazer, não tem outro motivo.
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