TD OU FOLCLORE — COMO EU ESCREVO (BY DANTE)
Enviado: 09 Mar 2022, 23:13
TD OU FOLCLORE — COMO EU ESCREVO (BY DANTE)
Algo que todos já sabem, sou um forista muito antigo, passei por várias gerações de foristas, vi foristas surgirem e morrerem (literalmente). Outro fato que muitos também já sabem, sou jornalista e professor por formação, dois ofícios ligados à escrita. Escrevo bem? Escrevo, sem modéstia, mas isso ocorre porque venho de uma prática diária desde adolescente, a qualidade brotou do estudo acompanhando o exercício de narrar. Apesar de tudo isso, não encontrei um estilo da noite para o dia nos fóruns, foi uma construção que cresceu junto com o personagem. Antiguidade e virtuosismo nunca me isentaram de comentários maldosos dos “sem talento” nem do ranço dos ordinários. Quantas vezes precisei ouvir ou vieram me contar (porque o fórum é uma rede de informantes que não poupa as fofocas) que alguns classificavam meus TDs como folclóricos ou fakes.
— Porra, mas você não ficou puto com isso, Dante? — perguntaria o forista que me segue, me conhece e me aprecia.
Não, não fico. É preciso compreender que o fórum é composto por uma esmagadora maioria de homens casados, gente que só faz sexo nas salas do AA37 ou em privês falidos do Centro da Cidade, é um universo limitado, que os torna, no máximo, putanheiros, jamais libertinos. Houve um tempo nos fóruns em que quiseram banir os relatos de ponto de rua, alegavam que não tinham utilidade. Imagine, afeiçoado forista, de onde partia a alegação? De homens casados, que só podem sair durante o dia, inventando para as respectivas megeras com quem assumiram matrimônio que irão tomar um chope com colegas de trabalho ou entrar em uma reunião. Isso sim é fake, não os meus relatos. É natural que quem vive na mentira julgue que tudo o que escapa do seu minúsculo universo também seja mentira.
Já vivi situações tão esdrúxulas que me privei até de escrever para que não parecessem folclóricas. Já entrei em um lugar chamado Termas Catete que não era termas, mas uma sauna gay, de gays da terceira idade; já subi o morro do Tuiuti atrás de puta e fui bater na porta de um bandido chamado Lobão; já fui cercado por milicianos dentro da Vila Mimosa porque alcancei uma fama tão grande na Zona que todos os cafetões queriam saber quem eu era; já segui uma morena colossal por Copacabana, entrei atrás dela em uma boate chamada Incontrus, na Praça dos Paraíbas, e quando alcancei a pista me deparei com vários rapazes se beijando; já transei uma infinidade de vezes com uma puta que só me atendia na escadaria de um cortiço na rua Barão de São Félix, no bairro da Saúde; recentemente conheci um lugar mágico chamado Palácio de Cristal, na Lapa, conduzido por um garçom chamado Baiano e terminei com uma stripper de cair o queixo de nome Gisele; já lancei mulheres que viraram estrelas, como Roberta Salles, Luana Rios, Samantha Faller, Iza Fernandez e muitas outras, não inventei o sucesso delas, relatei como atendiam com o meu estilo.
Se eu escrevesse todas as minhas histórias, o forista sem fé diria: é folclore (sendo gentil), é fake (sendo babaca). Só me restaria responder que não é folclore nem fake, é a vida real que o cara não vive. O homem casado tem rotina, tem responsabilidades, tem o treino de enganar a esposa. Eu só tenho a absoluta liberdade.
Digo, com imensa sinceridade, escrevo bem (não precisam me confirmar isso, eu sei), mas só consigo escrever sobre o que está atrelado à realidade. Sou péssimo em ficção. Outro detalhe que também já comentei, escrevo de improviso, muitas vezes pelo celular, o que prejudicaria muito a criatividade caso eu quisesse inventar alguma história. Um putanheiro não pode usar como parâmetro a vida de um libertino. O putanheiro fode, o libertino vive.
Meus TDs sempre foram mais elaborados e, consequentemente, longos. Nunca acreditei que o sexo se resumisse ao sexo. O sexo é uma história que começa antes do sexo, que segue uma jornada e alcança o clímax, que é o orgasmo. Você não surge na porta da puta, você realiza todo um caminho que cria o seu humor e disposição até chegar à porta da puta. Narrar uma história sob este ponto de vista faz uma diferença enorme. Eu não conseguiria jamais escrever relatos pela ótica do idiota da objetividade. Admiro quem persegue um estilo, mas desprezo quem questiona o estilo alheio e a verdade do próximo. É uma atitude típica da mediocridade humana.
Ser libertino não é comer um monte de mulheres, o libertino é algo muito além disso, é a fusão com a boemia, com a noite, com a necessidade de preservar o gosto da aventura de viver. Infelizmente, como a maioria das pessoas ditas “normais” têm essa compulsão de casar e fazer família, fica difícil imaginar a vida de um indivíduo como eu, completamente livre e disposto a assumir os riscos da liberdade. Infelizmente, em fórum, parece que mudam os personagens, mas a pequenez da alma persiste
Algo que todos já sabem, sou um forista muito antigo, passei por várias gerações de foristas, vi foristas surgirem e morrerem (literalmente). Outro fato que muitos também já sabem, sou jornalista e professor por formação, dois ofícios ligados à escrita. Escrevo bem? Escrevo, sem modéstia, mas isso ocorre porque venho de uma prática diária desde adolescente, a qualidade brotou do estudo acompanhando o exercício de narrar. Apesar de tudo isso, não encontrei um estilo da noite para o dia nos fóruns, foi uma construção que cresceu junto com o personagem. Antiguidade e virtuosismo nunca me isentaram de comentários maldosos dos “sem talento” nem do ranço dos ordinários. Quantas vezes precisei ouvir ou vieram me contar (porque o fórum é uma rede de informantes que não poupa as fofocas) que alguns classificavam meus TDs como folclóricos ou fakes.
— Porra, mas você não ficou puto com isso, Dante? — perguntaria o forista que me segue, me conhece e me aprecia.
Não, não fico. É preciso compreender que o fórum é composto por uma esmagadora maioria de homens casados, gente que só faz sexo nas salas do AA37 ou em privês falidos do Centro da Cidade, é um universo limitado, que os torna, no máximo, putanheiros, jamais libertinos. Houve um tempo nos fóruns em que quiseram banir os relatos de ponto de rua, alegavam que não tinham utilidade. Imagine, afeiçoado forista, de onde partia a alegação? De homens casados, que só podem sair durante o dia, inventando para as respectivas megeras com quem assumiram matrimônio que irão tomar um chope com colegas de trabalho ou entrar em uma reunião. Isso sim é fake, não os meus relatos. É natural que quem vive na mentira julgue que tudo o que escapa do seu minúsculo universo também seja mentira.
Já vivi situações tão esdrúxulas que me privei até de escrever para que não parecessem folclóricas. Já entrei em um lugar chamado Termas Catete que não era termas, mas uma sauna gay, de gays da terceira idade; já subi o morro do Tuiuti atrás de puta e fui bater na porta de um bandido chamado Lobão; já fui cercado por milicianos dentro da Vila Mimosa porque alcancei uma fama tão grande na Zona que todos os cafetões queriam saber quem eu era; já segui uma morena colossal por Copacabana, entrei atrás dela em uma boate chamada Incontrus, na Praça dos Paraíbas, e quando alcancei a pista me deparei com vários rapazes se beijando; já transei uma infinidade de vezes com uma puta que só me atendia na escadaria de um cortiço na rua Barão de São Félix, no bairro da Saúde; recentemente conheci um lugar mágico chamado Palácio de Cristal, na Lapa, conduzido por um garçom chamado Baiano e terminei com uma stripper de cair o queixo de nome Gisele; já lancei mulheres que viraram estrelas, como Roberta Salles, Luana Rios, Samantha Faller, Iza Fernandez e muitas outras, não inventei o sucesso delas, relatei como atendiam com o meu estilo.
Se eu escrevesse todas as minhas histórias, o forista sem fé diria: é folclore (sendo gentil), é fake (sendo babaca). Só me restaria responder que não é folclore nem fake, é a vida real que o cara não vive. O homem casado tem rotina, tem responsabilidades, tem o treino de enganar a esposa. Eu só tenho a absoluta liberdade.
Digo, com imensa sinceridade, escrevo bem (não precisam me confirmar isso, eu sei), mas só consigo escrever sobre o que está atrelado à realidade. Sou péssimo em ficção. Outro detalhe que também já comentei, escrevo de improviso, muitas vezes pelo celular, o que prejudicaria muito a criatividade caso eu quisesse inventar alguma história. Um putanheiro não pode usar como parâmetro a vida de um libertino. O putanheiro fode, o libertino vive.
Meus TDs sempre foram mais elaborados e, consequentemente, longos. Nunca acreditei que o sexo se resumisse ao sexo. O sexo é uma história que começa antes do sexo, que segue uma jornada e alcança o clímax, que é o orgasmo. Você não surge na porta da puta, você realiza todo um caminho que cria o seu humor e disposição até chegar à porta da puta. Narrar uma história sob este ponto de vista faz uma diferença enorme. Eu não conseguiria jamais escrever relatos pela ótica do idiota da objetividade. Admiro quem persegue um estilo, mas desprezo quem questiona o estilo alheio e a verdade do próximo. É uma atitude típica da mediocridade humana.
Ser libertino não é comer um monte de mulheres, o libertino é algo muito além disso, é a fusão com a boemia, com a noite, com a necessidade de preservar o gosto da aventura de viver. Infelizmente, como a maioria das pessoas ditas “normais” têm essa compulsão de casar e fazer família, fica difícil imaginar a vida de um indivíduo como eu, completamente livre e disposto a assumir os riscos da liberdade. Infelizmente, em fórum, parece que mudam os personagens, mas a pequenez da alma persiste