TD OFF - O PRIVÊ DAS ESPOSAS
Enviado: 07 Mai 2022, 12:22
*Esta história aconteceu, mas como não me lembro do número da sala nem o nome do privê, deixo aqui como um TD OFF.
EXT. CENTRO DO RIO - TARDE
Em uma tarde ensolarada e morna, na busca de um restaurante para almoçar, o velho Dante caminha pela Rua Treze de Maio quando é abordado por um jovem distribuindo panfletos. Dante aceita o panfleto e escuta os argumentos do jovem que se apresenta como Vasques.
VASQUES
O senhor pode ir lá que eu garantcho, é tudo gata de primeira. Digo que garantcho porque minha esposa trabalha lá, então conheço o material. Fala lá que o senhor quer a mulher do Vasques.
Diante da expressão confusa do velho Dante, o jovem Vasques tenta se explicar com mais clareza.
VASQUES
O senhor não precisa ficar bolado, não. A gente faz com consciência. Tem que botar comida em casa, é ou não é? Tem três bocas no barraco pra comer. Pode ir lá que o senhor vai querer voltar, pode crer. Peraí, vou levar o senhor até o elevador.
INT. PRÉDIO NA RUA TREZE DE MAIO
Vasques segura no braço do velho Dante e o leva para dentro do prédio, chama o elevador e continua a conversa. O velho Dante, perplexo e surpreso com aquele personagem, não reage nem o contraria.
VASQUES
É no 22º andar, sala 000. Não esquece, pede a mulher do Vasques.
DANTE
Mas qual o nome?
VASQUES
É Valda, mas é melhor o senhor chamar a mulher do Vasques pra certeza.
Quase dez minutos de espera, o elevador chega, o velho Dante é lançado para dentro da cabine e Vasques aperta o botão do 22º andar.
VASQUES
Vai ser feliz.
INT. PRÉDIO NA RUA TREZE DE MAIO - 22º ANDAR
O velho Dante desembarca no andar e depois de alguns minutos consegue encontrar a sala informada por Vasques. Toca a campainha, uma senhora troncuda, baixinha com cara fechada abre a porta e pergunta de forma seca se ele está agendado com alguma garota.
DANTE
Boa tarde. Eu vim por indicação do Vasques, conhecer a mulher do dele.
A cafetina olha de cima abaixo para o velho Dante, contrai a boca como se quisesse demonstrar desprezo, vira o rosto para o interior da sala e grita.
CAFETINA
Dedecaaaaaa. Tem um mandado do Vasques aqui.
A cafetina volta a me encarar o velho Dante com desdém e diz para aguardar. Após uns trinta segundos, surge uma morena magrinha, cabelos lambidos, com expressão de retirante no rosto, me olhando como quem me perguntasse o que eu queria e se apresenta como Deca.
DECA
Como cê chama?
DANTE
Dante, me chamo Dante
DECA
Vai querer quanto tempo?
O velho Dante observa Deca (Valda), o corpo raquítico e decide marcar meia hora. A menina o conduz a uma cabine minúscula com um colchão estreito e coberto com um lençol com estampa de pele de onça.
DECA
Cê qué como?
DANTE
Como assim?
DECA
Cê qué que eu faça o quê?
O velho Dante percebe que Pikachu, o breve, se retraiu diante daquela manifestação burocrática da menina, mas prossegue.
DANTE
Você pode chupar?
Deca se ajoelha, arreia as calças do velho Dante e abocanha com firmeza o seu combalido pênis. O velho Dante se enrijece pelo impacto.
DANTE
Cuidado que meu pau não é rapadura.
Deca ignora a piada, empurra a boca até a raiz do pênis meia bomba do velho Dante e gira os lábios em movimentos velozes. Dante goza.
DANTE
Você é boa nisso.
DECA
Brigada.
Dante sai do quarto, e reencontra a cafetina, o programa já estava pago, a mulher o leva até a saída e o despacha sem se despedir. Quando ganha a rua, vê Vasques assediando outra vítima, talvez com o mesmo papo da esposa. O entardecer segue se apagando rumo aos brilhos inventados da noite. Dante olha a paisagem a sua frente, respira fundo e marcha com suas botas com a satisfação de quem gosta de estar vivo.
FIM
EXT. CENTRO DO RIO - TARDE
Em uma tarde ensolarada e morna, na busca de um restaurante para almoçar, o velho Dante caminha pela Rua Treze de Maio quando é abordado por um jovem distribuindo panfletos. Dante aceita o panfleto e escuta os argumentos do jovem que se apresenta como Vasques.
VASQUES
O senhor pode ir lá que eu garantcho, é tudo gata de primeira. Digo que garantcho porque minha esposa trabalha lá, então conheço o material. Fala lá que o senhor quer a mulher do Vasques.
Diante da expressão confusa do velho Dante, o jovem Vasques tenta se explicar com mais clareza.
VASQUES
O senhor não precisa ficar bolado, não. A gente faz com consciência. Tem que botar comida em casa, é ou não é? Tem três bocas no barraco pra comer. Pode ir lá que o senhor vai querer voltar, pode crer. Peraí, vou levar o senhor até o elevador.
INT. PRÉDIO NA RUA TREZE DE MAIO
Vasques segura no braço do velho Dante e o leva para dentro do prédio, chama o elevador e continua a conversa. O velho Dante, perplexo e surpreso com aquele personagem, não reage nem o contraria.
VASQUES
É no 22º andar, sala 000. Não esquece, pede a mulher do Vasques.
DANTE
Mas qual o nome?
VASQUES
É Valda, mas é melhor o senhor chamar a mulher do Vasques pra certeza.
Quase dez minutos de espera, o elevador chega, o velho Dante é lançado para dentro da cabine e Vasques aperta o botão do 22º andar.
VASQUES
Vai ser feliz.
INT. PRÉDIO NA RUA TREZE DE MAIO - 22º ANDAR
O velho Dante desembarca no andar e depois de alguns minutos consegue encontrar a sala informada por Vasques. Toca a campainha, uma senhora troncuda, baixinha com cara fechada abre a porta e pergunta de forma seca se ele está agendado com alguma garota.
DANTE
Boa tarde. Eu vim por indicação do Vasques, conhecer a mulher do dele.
A cafetina olha de cima abaixo para o velho Dante, contrai a boca como se quisesse demonstrar desprezo, vira o rosto para o interior da sala e grita.
CAFETINA
Dedecaaaaaa. Tem um mandado do Vasques aqui.
A cafetina volta a me encarar o velho Dante com desdém e diz para aguardar. Após uns trinta segundos, surge uma morena magrinha, cabelos lambidos, com expressão de retirante no rosto, me olhando como quem me perguntasse o que eu queria e se apresenta como Deca.
DECA
Como cê chama?
DANTE
Dante, me chamo Dante
DECA
Vai querer quanto tempo?
O velho Dante observa Deca (Valda), o corpo raquítico e decide marcar meia hora. A menina o conduz a uma cabine minúscula com um colchão estreito e coberto com um lençol com estampa de pele de onça.
DECA
Cê qué como?
DANTE
Como assim?
DECA
Cê qué que eu faça o quê?
O velho Dante percebe que Pikachu, o breve, se retraiu diante daquela manifestação burocrática da menina, mas prossegue.
DANTE
Você pode chupar?
Deca se ajoelha, arreia as calças do velho Dante e abocanha com firmeza o seu combalido pênis. O velho Dante se enrijece pelo impacto.
DANTE
Cuidado que meu pau não é rapadura.
Deca ignora a piada, empurra a boca até a raiz do pênis meia bomba do velho Dante e gira os lábios em movimentos velozes. Dante goza.
DANTE
Você é boa nisso.
DECA
Brigada.
Dante sai do quarto, e reencontra a cafetina, o programa já estava pago, a mulher o leva até a saída e o despacha sem se despedir. Quando ganha a rua, vê Vasques assediando outra vítima, talvez com o mesmo papo da esposa. O entardecer segue se apagando rumo aos brilhos inventados da noite. Dante olha a paisagem a sua frente, respira fundo e marcha com suas botas com a satisfação de quem gosta de estar vivo.
FIM