O ÚLTIMO VÔO DA ÁGUIA
Enviado: 18 Ago 2022, 16:47
Não continue aqui se estiver na sua melhor fase da vida, pode ser que você descubra as meras fantasias por trás do pozinho mágico que usamos por aqui e um bom mágico jamais revela seus truques. Vamos quebrar esse tabu.
Recentemente fiquei muito incomodado tanto com a situação atual do mundo quanto o meu maior dilema moral: Porquê continuar na libertinagem?
Pensei naqueles contos das jovens águias que no auge só se preocupam em trocar seus bicos e afiar suas garras! Mas hoje a velhice chegou, seria a hora de alçar o último vôo?
São tantos anos nessa vida, vi estrelas nascerem e desaparecem, tantos nomes esquecidos e rostos memoráveis, o tempo passou e tudo que tenho é a nostalgia da saudade de quando era muito jovem e gastava meus trocados suados num cabaré vertical num prédio antigo, e aquelas mulheres nas portas de cada andar convindando para entrar...
Hoje eu nem tenho mais vontade de voltar nesses lugares, mas ainda os conheço de cor como o primeiro que entrei na Uruguaiana 24, aquele cheiro de mofo ainda está lá ao fundo daquela escada com um som parecido com aqueles jokey disk de estrada...
Só acumulo memórias de motéis da cidade espalhados por aí e ainda me recordo de quantas meninas vinham das agências e como muitas foram surpresas agradáveis, principalmente na Praça da Bandeira e se estivesse afim de esticar a noite ainda podia gastar uns trocados na Vila Mimosa logo ali...
Quando no auge conheci as termas mais luxuosas, figurões do alto escalão em seus sítios chegando em seus helicópteros e exibindo suas lanchas! Falando de suas viagens ao exterior e das mulheres de cada canto do mundo, eu só queria tomar uns drinks escutando suas histórias de suas luxúrias e ao mesmo tempo fúteis e rasas de tão repetitivas que eram, mas isso lembra o meu pai que repetia as mesmas histórias por anos e continuavam engraçadas, sinto falta dele, falta dos velhos e suas gargalhadas, mas agora chegou minha vez, cabelos brancos, um gasto astronômico em mulheres e histórias tão estúpidas e pornográficas que me fariam ser jogado numa fogueira pelos puritanos.
Tantas memórias, mas tão poucas conexões reais, fiz muitos amigos de longa data, mas a maioria se foi dessa vida de luxúria, e os que restaram representam um bastião de conhecimentos perdidos em breve. Somos como um fósforo que dura enquanto esse fórum existir.
Mas eu amo a luxúria como uma amante coberta de jóias em seus seios firmes e macios, sua doce voz convidativa para uma cama cheirosa cheia de sua devassidão e selvageria sexual. Amei por tanto tempo que aceitei dividi-la com outros homens como uma religião que se divide com seus irmãos e sua sacerdotisa Afrodite ensinando suas ninfas a arte do sexo e um pouco de amor.
Sempre acreditei que esse mundo me amava e me protegia da minha visão de uma família bem distorcida, talvez o medo de ser feliz me impediu de ter um lar para chamar de meu e por essa razão depois de uma jornada solitária resolvi fazer uma lar, mas por ventura falhei? Já não consigo me relacionar com uma mulher em sua profundidade e loucura, a paixão já não me faz efeito e como o amor se tornou fraternal sem aquele desejo, seria sensato me culpar pelas mulheres que tive anteriormente e não me apegar com facilidade à uma só... fiz disso minha vida e agora é minha sina...
Fazendo uma pausa até de personagem, já estava atuando tanto tempo na minha vida que quis algo "normal" um cantinho verde de mato só para relaxar e não voltar mais para a cidade! Mas como um inseto atraído pelas luzes vermelhas piscantes o cabaré já estava dentro de mim e é difícil negar...
Ali conectado a natureza me vi pedindo conselhos aos antepassados afim de saber se existe salvação para hedonistas perdidos, se haverá paz para quem deseja simplesmente o prazer e apenas ele... Ainda me revela a carência da maioria de se encontrar naquela visão romântica partenalista e de repente meus pensamentos saem de uma noiva de branco para as damas de vermelho, amar também é desistir de ser infiel, proteger a pureza que resta do vinho derramado que manchou a última sanidade que me sobrava... já não me resta mais fios para tecer sobre mim, parece que minha jornada chega ao fim...
Hoje escolhi uma menina a qual pretendo por fim que ela seja minha última escolha, gostaria de ter forças para mudar de ideia, mas um leão precisa passar sua coroa de rei da selva... quem sabe você não seja esse jovem que irá me substituir? A você desejo a sorte que tive de sair saudável e ileso, coração partido, mas o corpo está inteiro, agradeço demais essa comunidade de irmãos anônimos e uns anjos que são mais santos do que os que se acham santos...nenhum arrependimento a não ser aquelas que nunca conheci, e aqueles foristas que nunca abracei! Carpe Diem and God Bless America!
Recentemente fiquei muito incomodado tanto com a situação atual do mundo quanto o meu maior dilema moral: Porquê continuar na libertinagem?
Pensei naqueles contos das jovens águias que no auge só se preocupam em trocar seus bicos e afiar suas garras! Mas hoje a velhice chegou, seria a hora de alçar o último vôo?
São tantos anos nessa vida, vi estrelas nascerem e desaparecem, tantos nomes esquecidos e rostos memoráveis, o tempo passou e tudo que tenho é a nostalgia da saudade de quando era muito jovem e gastava meus trocados suados num cabaré vertical num prédio antigo, e aquelas mulheres nas portas de cada andar convindando para entrar...
Hoje eu nem tenho mais vontade de voltar nesses lugares, mas ainda os conheço de cor como o primeiro que entrei na Uruguaiana 24, aquele cheiro de mofo ainda está lá ao fundo daquela escada com um som parecido com aqueles jokey disk de estrada...
Só acumulo memórias de motéis da cidade espalhados por aí e ainda me recordo de quantas meninas vinham das agências e como muitas foram surpresas agradáveis, principalmente na Praça da Bandeira e se estivesse afim de esticar a noite ainda podia gastar uns trocados na Vila Mimosa logo ali...
Quando no auge conheci as termas mais luxuosas, figurões do alto escalão em seus sítios chegando em seus helicópteros e exibindo suas lanchas! Falando de suas viagens ao exterior e das mulheres de cada canto do mundo, eu só queria tomar uns drinks escutando suas histórias de suas luxúrias e ao mesmo tempo fúteis e rasas de tão repetitivas que eram, mas isso lembra o meu pai que repetia as mesmas histórias por anos e continuavam engraçadas, sinto falta dele, falta dos velhos e suas gargalhadas, mas agora chegou minha vez, cabelos brancos, um gasto astronômico em mulheres e histórias tão estúpidas e pornográficas que me fariam ser jogado numa fogueira pelos puritanos.
Tantas memórias, mas tão poucas conexões reais, fiz muitos amigos de longa data, mas a maioria se foi dessa vida de luxúria, e os que restaram representam um bastião de conhecimentos perdidos em breve. Somos como um fósforo que dura enquanto esse fórum existir.
Mas eu amo a luxúria como uma amante coberta de jóias em seus seios firmes e macios, sua doce voz convidativa para uma cama cheirosa cheia de sua devassidão e selvageria sexual. Amei por tanto tempo que aceitei dividi-la com outros homens como uma religião que se divide com seus irmãos e sua sacerdotisa Afrodite ensinando suas ninfas a arte do sexo e um pouco de amor.
Sempre acreditei que esse mundo me amava e me protegia da minha visão de uma família bem distorcida, talvez o medo de ser feliz me impediu de ter um lar para chamar de meu e por essa razão depois de uma jornada solitária resolvi fazer uma lar, mas por ventura falhei? Já não consigo me relacionar com uma mulher em sua profundidade e loucura, a paixão já não me faz efeito e como o amor se tornou fraternal sem aquele desejo, seria sensato me culpar pelas mulheres que tive anteriormente e não me apegar com facilidade à uma só... fiz disso minha vida e agora é minha sina...
Fazendo uma pausa até de personagem, já estava atuando tanto tempo na minha vida que quis algo "normal" um cantinho verde de mato só para relaxar e não voltar mais para a cidade! Mas como um inseto atraído pelas luzes vermelhas piscantes o cabaré já estava dentro de mim e é difícil negar...
Ali conectado a natureza me vi pedindo conselhos aos antepassados afim de saber se existe salvação para hedonistas perdidos, se haverá paz para quem deseja simplesmente o prazer e apenas ele... Ainda me revela a carência da maioria de se encontrar naquela visão romântica partenalista e de repente meus pensamentos saem de uma noiva de branco para as damas de vermelho, amar também é desistir de ser infiel, proteger a pureza que resta do vinho derramado que manchou a última sanidade que me sobrava... já não me resta mais fios para tecer sobre mim, parece que minha jornada chega ao fim...
Hoje escolhi uma menina a qual pretendo por fim que ela seja minha última escolha, gostaria de ter forças para mudar de ideia, mas um leão precisa passar sua coroa de rei da selva... quem sabe você não seja esse jovem que irá me substituir? A você desejo a sorte que tive de sair saudável e ileso, coração partido, mas o corpo está inteiro, agradeço demais essa comunidade de irmãos anônimos e uns anjos que são mais santos do que os que se acham santos...nenhum arrependimento a não ser aquelas que nunca conheci, e aqueles foristas que nunca abracei! Carpe Diem and God Bless America!