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Tópico da PONTO DE RUA

Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ


membro
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HORAS DE SEXO
622h:40m

RELATOS:
489

POSTAGENS:
1297

Membro desde
27/05/2019

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LAíS
POSITIVO
90 MINUTOS
VALOR: R$300.00
15 de Dezembro de 2023 às 12:58
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

DISSE QUE FAZ

ANAL

DISSE QUE FAZ

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ




PRAZER EM CONHECER


Chamam-me Dante, um gaúcho que cresceu carioca e que se sente um britânico exilado nestes trópicos de manadas obtusas. Durante o dia, acossado pela luz solar, sou um operário da educação, um professor dirigindo uma escola, que também se divide em jornalista; um insuspeito cidadão de múltiplas faces, no entanto, jamais um cidadão de bem. É à noite que o meu alterego emerge, é quando visto os meus trajes escuros, enfrento a insônia crônica e invado as obscuras madrugadas góticas do Rio de Janeiro como quem penetra no êxtase libidinoso de uma mulher.

Insiro um pen drive no aparelho de som do Sucatão, deixo que a música transborde na cabine do carro e faça a trilha sonora do percurso.

UNLIMITED

Sim, sou viciado, condenado a provocar situações que inundem o meu sangue de adrenalina. Sou um intrépido senhor grisalho caminhando para o horizonte abissal da velhice, mas sou um Highlander, e um Highlander só morre se lhe cortam a cabeça. Desfruto dessa breve passagem terrestre como um libertino e um libertino somente fenece se lhe quebram a espada. Sou profano, um ousado, porque a vida favorece os ousados.

Adormeci sobre as páginas estudando gramáticas, li uma imensa biblioteca, aprendi a escrever, assimilei um estilo, tudo para ser capaz de compor este diário. Sou assíduo frequentador da Academia Brasileira de Letras, amigo de alguns dos verdadeiros imortais e nesse círculo restrito uso o meu nome de batismo, um nome que não parece mais ser o meu. É na madrugada que me sinto vivo, é como Dante que existo.

O preço da esmagadora liberdade onde habito é a solidão. Pior do que isso, o custo da perigosa liberdade que adotei é a paixão incondicional pela solidão. Sou rigoroso na seleção dos amigos e por estar imbuído de um amor por mim mesmo, raramente me apaixono, mas gosto de fingir que me apaixono. O coração, este obsoleto símbolo romântico, precisa ser alimentado com pequenas faíscas de mentiras sinceras.


MATCH


O celular apita, o Tinder me notifica que dei um match. Um match. Deslizo os dedos, entro no aplicativo e me deparo com a foto de uma jovem morena de cabelos longos, sorriso Colgate, olhos brilhantes e um corpo sinuoso que se exibe em poses impudicas de biquíni. Envio a primeira mensagem...

“Você tem zap?”

Alguns poucos minutos se passam e ela me responde com um número. Adiciono à lista de contatos e a chamo. Não foi necessário muito tempo para que eu descobrisse que havia esbarrado com outra garota de programa muito mais a procura do dinheiro do que da alma gêmea.

Laís o seu nome, trabalhou em um bordel do Centro da Cidade e agora faz ponto nos fins de semana na localidade chamada Ponto Chic, em Padre Miguel. Ela combinou de me encontrar em um dos bares que costuma pousar como isca para homens desejosos de sexo.

Em alta velocidade, o Sucatão sobrevoou o asfalto noturno da Avenida Brasil. Na altura de Deodoro, o cheiro do mato molhado me arremessou para um passado em que eu ainda me apaixonava, quando vivi um tórrido romance com uma dissimulada de Bangu. O GPS tagarelava como bussola desgovernada interrompendo meus devaneios, continuei na rota informada por Laís.

Desconheço os detalhes de como alcancei o Ponto Chic. Lembro-me de que na altura do motel Top-Kap, me embrenhei por ruelas estreitas, semelhantes às trilhas de comunidade e desemboquei em uma ampla praça. Preferi deixar o carro e prosseguir a pé pelo restante do percurso indicado no mapa.

Minhas botas crispavam sobre os caminhos tortuosos. Subitamente, me vi no meio de uma multidão, música alta, pagode, samba. Para me livrar do conflito sonoro daquelas vulgares melodias, emparelhei o aparelho auditivo com o celular e evoquei Annie Lennox.

SWEET DREAMS

“Eu viajei o mundo e os sete mares... Todo mundo está à procura de algo...”

A voz metálica da loira andrógena me resgatou. Ao longe, avistei o letreiro do bar onde Laís disse que me esperava. Apressei o passo. O primeiro impacto me revelou uma garota mais atraente do que nas fotos, charmosa, exibia uma feminilidade afrodisíaca. Sentei-me ao seu lado, pedi um uísque, ela segurava uma taça de gim, a impressão que tenho é de que hoje todas as mulheres bebem gim.

Outras meninas estavam próximas, todas profissionais do sexo fazendo bico na região. Reconheci uma com quem saí há muitos anos, de nome Mariana, uma mulata que labutou no antigo Clube 47 na Praça da Bandeira. Mariana estava diferente, gordinha, carcomida pelo tempo. O papo com Laís foi breve, confirmamos o valor combinado, a moça disse que não precisaríamos ir para um motel, que poderíamos ir para sua casa, próxima dali. A proposta causou-me desconfiança, mas por comodidade decidi aceitar.


ERÓTICA


Laís me conduziu a um tipo de vila, um terreno compartilhado entre diversas residências. Entrei na casa da garota, tudo com aspecto simples e organizado. Levou-me para o quarto com ar-condicionado, a cama de casal em madeira cercava-se por duas mesas de cabeceira que ostentavam abajures emitindo meia luz.

Laís deixou cair a roupa e conseguiu me impressionar, comecei a me convencer de que a viagem se justificou. Aproximou-se e me despiu, nos beijamos, beijo bom, com saliva, língua e entrega. Enquanto me beijava, tocou no meu pau, segurou, ensaiou me masturbar.

Deitou-se na cama e quis que eu possuísse o seu corpo. Coloquei meus joelhos sobre o colchão, posicionei-me para mergulhar sobre Laís e um estalo forte cortou o silêncio, o estrado caiu sob o meu peso. Fomos ao chão.

O imprevisto cortou momentaneamente a onda de volúpia, mas Laís se mostrou gentil e hábil em contornar o acidente. Voltou a me beijar, me fez um boquete em que a língua deslizava sobre o meu pau como se lambesse um sorvete e a boca o engolia a cada espasmo de endurecimento. Corri o risco de gozar antes do coito.

Laís fica de quatro sobre um puff e pede que eu a penetre. A bunda exuberante empinava-se para me receber, ingressei naquela cavidade úmida e morna com a ânsia do orgasmo. Muito excitado, foram poucas as estocadas, gozei com o corpo da menina estremecendo e desequilibrando-se por cima da pequena almofada.

Pagamento feito, retorno ao Sucatão atravessando novamente a muvuca pagodeira. Entro no carro, giro a chave, acelero e os pneus chispam. Ligo o aparelho de som e permito que qualquer música me abrace. A penumbra da Avenida Brasil envolve o asfalto e diante da pista traiçoeira tenho certeza de que a jornada ainda não terminou.

GOT TO GET IT

Girl9
ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
Papai Noel 16/12/2023 15:36

Pô, esteve pertinho do Pólo Norte e nem me avisou.

membro 15/12/2023 16:09

Grato pela leitura de mais um episódio, galera.

O Ponto Chic em si não me pareceu um local perigoso, alguns bares, muito movimento e meninas perversas aguardando interessados como eu. Vi algumas fêmeas de alto padrão pelas redondezas. O perigo parecia estar no caminho que peguei para chegar ao Ponto Chic, mas creio que devam existir outras opções de acesso.

rudra 15/12/2023 15:54

Se você soubesse o risco que correu ao passar pelas favelas do local, pensaria 2x antes de ter ido.

Madruguinha 15/12/2023 14:48

Como Nelson, que de tanto ser chamado de a Flor de Obsessão, já estranhava quando o chamavam pelo seu nome, assim é o velho escriba Dante, que não sente conforto em ser chamado por outra alcunha. A coragem te persegue e te afortuna. Mais um capítulo especial nessa jornada.

Long Trail 15/12/2023 13:59

Bela ousadia libertina, confrade! Lais fez valer o risco.

pgggato45 15/12/2023 13:58

Tu e corajoso velho ✍️, parabéns.

Senior69 15/12/2023 13:36

Acho que só o Velho Dante é capaz de adentrar esses caminhos sóbrios da libertinagem. Nem na minha juventude me aventurei por lá. Frequentei por muitos anos a velha "zona", hoje conhecida por "Vila Mimosa ", ném sei se fica no mesmo local da antiga "zona".

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