Fazer Login Criar Conta Dark

Ancient Profligate
Ancient Profligate

HORAS DE SEXO
222h:30m

RELATOS:
77

POSTAGENS:
56

Membro desde
12/09/2020

HORAS DE SEXO
222h:30m
RELATOS:
77
POSTAGENS:
56
Membro desde
12/09/2020
VIVI UVA PASSA
PISADA DE BOLA
0 MINUTOS
VALOR: R$0.00
02 de Dezembro de 2020 às 21:32
BEIJO

PISADA DE BOLA

ORAL

PISADA DE BOLA

ORAL COMPLETO

PISADA DE BOLA

ANAL

PISADA DE BOLA

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

PISADA DE BOLA

Senhores, essa é uma derrota antiga, mas merece ser contada. Fiquei em dúvida sobre a classificação ser Negativo ou Pisada de Bola. Corrijo caso seja necessário. Eu evito ser indiscreto ou denegrir a imagem dos outros, não acho correto. Mas a má-intenção desperta o paladino enfurecido dentro de mim e a lembrança do medo fornecem a retidão necessária para narrar o ocorrido. Não será um relato organizado como os outros, mas um breve conto de horror...

Niteroi, em uma terça-feira, dia começava ensolarado, como se estivesse mentindo sobre os eventos que estava, por vir. Saí de um trabalho noturno e abri o pharmacompanhantes (nesta época ainda tinha alguma fé no site) a procura de algum conforto. Minha prospecção foi curta e pouco sistemática. Optei pela Vivi devido ao horário compatível. A desgraça já começa nas primeiras mensagens, que levantavam cada uma cerca de 15 minutos para serem respondidas. Eram só perguntas de sim ou não, a maldita ficava on-line sem responder. Levou cerca de uma hora e meia para que agendasse o atendimento uma hora após. OBS: era o primeiro horário, ela não estaria ocupada antes.

Próximo ao fatídico evento peço pelo endereço, ela me fala somente a rua, a qual é extensa pra caralho e depois silêncio, apesar de estar on-line o tempo todo. Eu só pensava em me refrescar e chorava à Fortuna que mudasse minha sorte. Cerca de 40 minutos depois me largou o número do imóvel, que obviamente jazia em ponto distante do maldito logradouro. Precisei recorrer à um táxi, temendo atrasar, e este me levou, tal qual Caronte leva uma pobre alma pelas água do Estige, através do Tártaro.

Chegando à frente do maldito prédio, começa a segunda provação do degenerado, para o qual toda merda é pouca. A entidade levou mais de meia hora pra dizer a sala. Eu sou insistente, sou compreensivo, tento não pirar. Mas essa criatura estava me testando. Parecia ter déficit cognitivo! Você pergunta sobre pato ao tucupi e ela te fala sobre o sorvete de tangerina. Queria eu não ter deletado a conversa senhores, para mostrar-lhes. Mas talvez tenha sido melhor assim, evitando violar a sanidade dos foristas com aqueles dizer-te tétricos.

Finalmente me foi dado o conhecimento da alcova dela. Entrei no prédio, sem identificar-me. Parece um ponto positivo mas nesse caso todos gostaríamos de identificação, pra pelo menos a polícia saber onde buscar a carcaça. O elevador é uma porta pantográfica que deve ser fechada à mão. O botão afunda com um estalo macabro e se solta com o mesmo barulho quando atinge o andar. Cheguei à porta do mausoléu passando por um corredor decrépito, juntamente com um entregador de iFood e uma senhora portando um bichon frisé histórico embaixo do braço.

Atrás da porta uma figura obscura olha pra minha cara e ordena a entrada, sendo necessário desviar-me dos outros 2 que estavam à frente. Logo de cara vi que não era a Vivi da foto, uma vez que era morena. Abri o diálogo dizendo que marquei com a Vivi e fui respondido que ela já viria atender. O imóvel parecia uma crack house, cheio de roupas e toalhas penduradas sobre as divisões das baias enquanto cheiro de mofo e comida empesteavam o ambiente. Recebi uma toalha, que ao menos parecia limpa, e fui encaminhado ao banheiro. Vivi já viria, me foi dito. Aguardei de toalha, tenso, de olho em meus pouco bens, no quarto/cabins/baia, preenchido quase que totalmente por uma cama de casal.
Mais um chá de cadeira, enquanto ouvia sussurros macabros vindo da parede ao lado, cantados numa língua quase gutural, que gelou minha espinha. Juro que ouvi Fortuna a me dizer, claramente: Foge daí garotão!

Vesti-me correndo, conferi em tempo recorde se portava celular, carteira, chave de casa e do carro. Abria porta e, num desfecho deparei com o horror oculto até então. À minha esquerda estava algo, uma entidade, que me lembrava aquela mulher da banheira do quarto 237 no filme Iluminado. Ainda por cima rindo, indagou para onde ia o “garotão”. Entendi que Fortuna me enviara um vaticínio, uma divinação sobre meu destino caso ficasse ali. Vivi era magra como na foto, mas portava ao redor da magreza seu tecido cutâneo, rugoso, flácido como uma uva passa gigante e pálida. Meu caminho era oposto à posição do horror, e pra lá corri sem dizer nada. Ainda ouvi: fica, eu chupo muito bem. Optei por não usar o elevador e desci correndo os 11 andares que estavam entre a morte por Vivisseção (trocadilho intencional, já que esse devia ser o nome não abreviado da criatura) e o caminho indicado por Fortuna. Saí do prédio sem olhar pra trás...

Conclusão: Nobres confrades, doutores, diplomatas, engenheiros, bacharéis, não caia nessa. Não dediquem tempo a isso. Eu achei que estava sendo compreensivo mas quase fui sacrificado por uma bruxa em um ritual bem diferente do que eu pretendia realizar. Quem me conhece sabe que trato todo mundo com a mais suprema cordialidade, sou introspectivo e, diferente dos relatos, falo pouco. Mas não consegui proferir uma única palavra aos ouvidos de Vivissecção, o Demônio do Centro de Niteroi...

Até outro momento.
Psico 07/12/2020 18:38

Que história de terror confraria. Mais sorte da próxima vez

alceuvc 03/12/2020 22:46

Caraca, esse título no tópico me chamou a atenção: "Vivi uva passa"... WTF??? Depois lendo o relato dá pra entender. Que desbravada! Melhor sorte na próxima, a sorte agracia os audazes, confrade.

Katsu 03/12/2020 19:21

"Abria porta e, num desfecho deparei com o horror oculto até então. À minha esquerda estava algo, uma entidade (...). Vivi era magra como na foto, mas portava ao redor da magreza seu tecido cutâneo, rugoso, flácido como uma uva passa gigante e pálida. Meu caminho era oposto à posição do horror, e pra lá corri sem dizer nada. Ainda ouvi: fica, eu chupo muito bem." - eu lendo nessa hora: D: / kkkkkkkkkk (medo/gargalhada)

Cara, li com muita apreensão esse seu relato, em especial esse desfecho onde finalmente apareceu a criatura macabro-cósmica, como se fosse um daqueles contos de horror ao estilo E. Allan Poe. Mas, também dei altas gargalhadas (com maior respeito ao seu sofrimento, claro) em alguns momentos, pois vc - ou a vida - também coloca ali uma pitada de humor. Tu deve ser escritor, não é possível! Em breve tu lança um livro igual ao confrade Dante com o título "Fortuna de um degenerado: os caminhos da perdição de um putanheiro em terras de São Sebastião do RJ".

Gorila 03/12/2020 10:56

que merda hein!

Matemático 03/12/2020 09:31

Relato muito bem escrito, confrade. Ao lê-lo, senti angústia, mas também não deixei de dar umas boas risadas. Kkkkkkkkk. Não pelo que aconteceu, mas pela forma como empreendeu fuga.

Josju 03/12/2020 07:30

É rapaz..confesso que já passei sufoco a semelhantes...o que nosso espírito putanhesco acaba nos levando...isso em Copacabana...não se enganem em copa tem cada buracos esquisitos, principalmente olhando aqueles anúncios colados nos orelhões da vida..nem sei se existem mais isso..kkk..belo livramento confrade

Michael Corleone 03/12/2020 04:39

Foi perfeito ao descrever o relato como um conto de horror!! E muito bem escrito como sempre. Parabéns!!

Lixo IV 02/12/2020 23:49

Sobreviveu em, Fortuna fala pelo wpp, a ganância que nos faz de cegos

Rafael Durkheim 02/12/2020 22:38

Caramba confrade, que lugar esquisito da porra kkkk

Brand 02/12/2020 21:53

Que merda, confrade!! agora vai salvar o couro de muita gente de Nikiti... pqp

Rafael Durkheim, Lixo IV, Michael Corleone, Matemático, Peru de Mel, Gorila, Katsu, Psico, mac27, pauloeduardo, Oscar, The Shy, Digboy, alceuvc curtiram esse relato.
| |