BEIJO
PISADA DE BOLA
ORAL
PISADA DE BOLA
ORAL COMPLETO
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ANAL
PISADA DE BOLA
TAXA ANAL
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REPETECO
PISADA DE BOLA
Niteroi, em uma terça-feira, dia começava ensolarado, como se estivesse mentindo sobre os eventos que estava, por vir. Saí de um trabalho noturno e abri o pharmacompanhantes (nesta época ainda tinha alguma fé no site) a procura de algum conforto. Minha prospecção foi curta e pouco sistemática. Optei pela Vivi devido ao horário compatível. A desgraça já começa nas primeiras mensagens, que levantavam cada uma cerca de 15 minutos para serem respondidas. Eram só perguntas de sim ou não, a maldita ficava on-line sem responder. Levou cerca de uma hora e meia para que agendasse o atendimento uma hora após. OBS: era o primeiro horário, ela não estaria ocupada antes.
Próximo ao fatídico evento peço pelo endereço, ela me fala somente a rua, a qual é extensa pra caralho e depois silêncio, apesar de estar on-line o tempo todo. Eu só pensava em me refrescar e chorava à Fortuna que mudasse minha sorte. Cerca de 40 minutos depois me largou o número do imóvel, que obviamente jazia em ponto distante do maldito logradouro. Precisei recorrer à um táxi, temendo atrasar, e este me levou, tal qual Caronte leva uma pobre alma pelas água do Estige, através do Tártaro.
Chegando à frente do maldito prédio, começa a segunda provação do degenerado, para o qual toda merda é pouca. A entidade levou mais de meia hora pra dizer a sala. Eu sou insistente, sou compreensivo, tento não pirar. Mas essa criatura estava me testando. Parecia ter déficit cognitivo! Você pergunta sobre pato ao tucupi e ela te fala sobre o sorvete de tangerina. Queria eu não ter deletado a conversa senhores, para mostrar-lhes. Mas talvez tenha sido melhor assim, evitando violar a sanidade dos foristas com aqueles dizer-te tétricos.
Finalmente me foi dado o conhecimento da alcova dela. Entrei no prédio, sem identificar-me. Parece um ponto positivo mas nesse caso todos gostaríamos de identificação, pra pelo menos a polícia saber onde buscar a carcaça. O elevador é uma porta pantográfica que deve ser fechada à mão. O botão afunda com um estalo macabro e se solta com o mesmo barulho quando atinge o andar. Cheguei à porta do mausoléu passando por um corredor decrépito, juntamente com um entregador de iFood e uma senhora portando um bichon frisé histórico embaixo do braço.
Atrás da porta uma figura obscura olha pra minha cara e ordena a entrada, sendo necessário desviar-me dos outros 2 que estavam à frente. Logo de cara vi que não era a Vivi da foto, uma vez que era morena. Abri o diálogo dizendo que marquei com a Vivi e fui respondido que ela já viria atender. O imóvel parecia uma crack house, cheio de roupas e toalhas penduradas sobre as divisões das baias enquanto cheiro de mofo e comida empesteavam o ambiente. Recebi uma toalha, que ao menos parecia limpa, e fui encaminhado ao banheiro. Vivi já viria, me foi dito. Aguardei de toalha, tenso, de olho em meus pouco bens, no quarto/cabins/baia, preenchido quase que totalmente por uma cama de casal.
Mais um chá de cadeira, enquanto ouvia sussurros macabros vindo da parede ao lado, cantados numa língua quase gutural, que gelou minha espinha. Juro que ouvi Fortuna a me dizer, claramente: Foge daí garotão!
Vesti-me correndo, conferi em tempo recorde se portava celular, carteira, chave de casa e do carro. Abria porta e, num desfecho deparei com o horror oculto até então. À minha esquerda estava algo, uma entidade, que me lembrava aquela mulher da banheira do quarto 237 no filme Iluminado. Ainda por cima rindo, indagou para onde ia o “garotão”. Entendi que Fortuna me enviara um vaticínio, uma divinação sobre meu destino caso ficasse ali. Vivi era magra como na foto, mas portava ao redor da magreza seu tecido cutâneo, rugoso, flácido como uma uva passa gigante e pálida. Meu caminho era oposto à posição do horror, e pra lá corri sem dizer nada. Ainda ouvi: fica, eu chupo muito bem. Optei por não usar o elevador e desci correndo os 11 andares que estavam entre a morte por Vivisseção (trocadilho intencional, já que esse devia ser o nome não abreviado da criatura) e o caminho indicado por Fortuna. Saí do prédio sem olhar pra trás...
Conclusão: Nobres confrades, doutores, diplomatas, engenheiros, bacharéis, não caia nessa. Não dediquem tempo a isso. Eu achei que estava sendo compreensivo mas quase fui sacrificado por uma bruxa em um ritual bem diferente do que eu pretendia realizar. Quem me conhece sabe que trato todo mundo com a mais suprema cordialidade, sou introspectivo e, diferente dos relatos, falo pouco. Mas não consegui proferir uma única palavra aos ouvidos de Vivissecção, o Demônio do Centro de Niteroi...
Até outro momento.
