BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Houve um período da minha vida que frequentei a zona boêmia quase diariamente, conheço a Vila Mimosa desde que ficava no Estácio, onde hoje é a estação do metrô. Quando a zona se mudou para a Rua Sotero Reis, na Praça da Bandeira, eu vivi momentos épicos naquele novo endereço. A Vila era uma festa, um caldeirão de gente de todos os tipos e níveis sociais. Naquelas masmorras degustei mulheres inesquecíveis e outras que foi melhor esquecer. Tive breves affairs com algumas marafonas e paixões desiludidas por outras. O cenário foi sempre o véu da noite. A noite possui alma na zona, é protagonista em um teatro de figurantes. Encarei perigos, desafios, mas me safava, o libertino é versão moderna do malandro. Cabe aqui um adendo, todo malandro nasce otário e aprende pelos revezes que sofre no tempo em que foi ingênuo. Há malandros que se formam cedo na ginga, outros demoram a aprender. Confesso, afeiçoado forista, ainda sou um aprendiz de idade avançada. Todo velho é mais Spock do que Capitão Kirk.
Perdi a conta de quantas vezes estacionei o leal Sucatão na Rua Ceará. Não consigo contar quantas vezes amei mulheres sobre os lençóis rasgados do mítico Hotel Canário. Não me pergunte quantas vezes abracei a textura suave do corpo nu de uma fêmea dentro das masmorras obscuras que existem nas casas da zona. Trago em mim a memória de incontáveis prostitutas. Sou um arquivo vivo dos bordeis, dos segredos dos cabarés, dos beijos imorais e obscenidades das esquinas. Um libertino é um Highlander que nasce desses amores de perdição.
A única boate que estou me permitindo ir nesses dias de pandemia é justamente uma que fica dentro da zona de meretrício, a Mosaico. Vou porque é a única casa que ainda conserva alguma animação, algum agito inesperado. Como agora está sendo tocada pelo imortal Eliseu, sinto-me motivado a frequentar. Eliseu talvez seja o único dono de bordel que considero um amigo, sempre me tratou com as maiores deferências, tenho lugar cativo na Mosaico, apesar de ter frequentado o lugar bem menos do que ele merecia, pelo tratamento que me dedicam lá.
Como não sou invulnerável, tomo minhas precauções contra o vírus. Fico na parte externa, tento me manter afastado das aglomerações, escolho a companhia e peço a suíte da casa por considerar mais seguro e com menos rotatividade. Na última visita escolhi uma moça chamada Sol. Fiz a tradicional entrevista de aptidão e subimos à alcova.
Sol é loira, falsa magra, corpo bem desenhado, pernas grossas e uma bundinha perfeitíssima. Não direi que é bonita, mas exala uma sensualidade poderosa, é atraente, magnética. Quando tirou a mísera roupa que a cobria, vi um par de seios firmes, uma cinturinha bem talhada e uma vagina lisa e rosa. Parti para cima como um bárbaro invadindo uma cidade desprotegida. Beijos de língua, pegação, chupação. Aproveitei meu momento de lendária ereção e pedi que a garota ficasse de quatro. Que paisagem nababesca, estimado forista. Meti ansioso e gozei feito hamster no atraso.
Sol me atendeu com dedicação e merece cinco estrelas. Desci para a pista da boate, pedi uma dose de uísque, me despedi do mitológico Eliseu e parti. Sucatão me esperava em seu estado meditativo, acionei o motor, liguei o rádio e ganhamos o imprevisível negrume do asfalto. A música alta abafava o pensamento e o horizonte urbano anunciava que a nossa história ainda não terminou.