25 de Março de 2021 às 23:22
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

NãO

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Acredite, forista sem fé. Depois de um curtíssimo intervalo de tempo, voltei a me encontrar com a Mirella. Tentei resistir, mas a beleza me atrai de modo irrefreável. A beleza para mim é um culto, uma religião. Como já disse, Mirella é belíssima, além de possuir um carisma extremamente sedutor. Confesso, afeiçoado companheiro, fiquei muito impressionado pela menina, foi inevitável que uma ponta de amor brotasse como um incêndio no meu castigado coração mundano. Sim, você tem razão se pensa que este velho que aqui escreve está a caminho da desilusão. Com esta minha índole britânica e intelectualizada, jamais alcançaria qualquer sentimento da jovem morena cheia de energia que me inspira. Vamos ao relato...

Centro do Rio no início da tarde, o Sol açoitava a cabeça dos pedestres que transitavam pelas calçadas fumegantes. Hora do almoço, eu ia firme e determinado em direção ao Coliseu das Massas, um hábito que me engorda. Após me empanturrar no rodízio, deixei o restaurante me sentindo um caminhão arrastando a carga de uma tonelada de nhocs, rondelles e canelones. O calor começou a me fazer suar em bicas. O estômago sobrecarregado pelo infindável ciclo da digestão suplicava pelo repouso. Como eu fui capaz de pensar em sexo naquele momento? Não sei. Talvez, um ímpeto suicida tenha me roubado o bom senso. O fato é que saquei do bolso o celular e chamei Mirella pelo Whatzapp. Ela me explicou a dificuldade que passa para responder mensagens em seu atual aparelho, o que me esclareceu o motivo das respostas telegráficas. Atenciosa, me arranjou um horário às 15h. Aceitei com um sorriso no rosto.

Embrenhei-me pela multidão que se esbarra buscando o sentido da vida e fui tomar um café para passar o tempo. Ainda faltava uns quarenta minutos para o encontro. A ideia do café não foi feliz, o suadouro aumentou diante do calor implacável. Entrei em uma farmácia e comprei um viagra, temi que o meu esgotamento físico me levasse a outro vexame, apesar dos vexames serem profecias inevitáveis na vida de um senhor da terceira idade que persegue estender a sua vida sexual. O momento do encontro se aproximava, fui me rastejando até o Edifício Central, ainda carregando a tonelada de rondelles, canelones e nhocs que lutavam contra a digestão.

Agora, no Edifício Central é necessário passar por uma recepção e realizar cadastro para subir. Como eu havia visitado o prédio há poucos dias, fui somente confirmar o cadastro. O Edifício Central está apinhado de recepcionistas jovens e bonitinhas espalhadas pelos elevadores e no balcão das recepcionistas. Soletrei o número do meu CPF para a menina que me atendeu e descobri que meu nome constava no sistema como José de Arimateia. Um erro que me obrigou ao recadastramento, pois eu jamais assumiria uma falsa identidade como Arimateia. Burocracia resolvida, peguei o elevador e subi.

Toco a campainha da sala ansioso por vislumbrar a beldade. Mirella abre a porta vestida numa espécie de maiô cavado que ressuscitaria Lázaro. Infelizmente, percebi neste instante que meu Pikachu não daria sinal de vida, era um cadáver sepultado na cueca. Como já esclareci, estimado forista, na terceira idade o pênis se torna temperamental e rancoroso, não hesita nos frustrar. Fui logo avisando a menina de que eu não estava ali para o sexo, minha intenção seria um namorico. Tomei banho e fui para o quarto. O lugar onde Mirella atende é muito agradável e bem ajeitado, pude confirmar isso.

Ela tira as poucas vestes que cobriam seu corpo colossal e senti uma baba escorrer pelo canto da minha boca. É impossível não salivar diante de uma escultura carnal como Mirella. Fiquei babando diante daquele corpo por metade do tempo do encontro, fiz uma massagem na beldade para poder alisar sua pele impecável e tatuada. Chupei sua chana sensibilíssima com o maior cuidado que pude, lambi seus peitos deliciosos por uns 45 minutos.

— E o Pikachu, Dante? — Perguntaria o forista debochado.

Morto. Se houvesse um desfibrilador naquele cômodo, eu tentaria reanimar o meu velho pênis. Mirella tentou, tadinha. Foi inútil. Pikachu estava irremediavelmente desfalecido. Talvez, fosse o efeito do rodízio de massas associado à quentura carioca. Não sei. Só posso dizer que eu carregava um defunto preso em mim. Isso, porém, não impediu que eu namorasse muito aquela mulher deslumbrante que dividiu a cama comigo. Muitos beijos na boca, carinho, mãos que passeavam pelos recantos mais secretos, roçar de peles. Foi bom, muito bom.

O que eu posso reafirmar neste relato? Posso dizer, sem dúvida nenhuma, que Mirella é um superlativo, uma mulher lindíssima, dona de um corpo trabalhado e tentador; possui uma sensualidade natural; é inteligente e sedutora. Bem articulada, se expressa com facilidade e nos conduz por uma boa conversa. Mirella, em seu conjunto, é uma raridade feminina. Preferia não querer voltar para impedir a minha própria falência, mas é improvável que eu consiga lutar contra o desejo que me atrai para os braços dessa garota. Suspeito que me apaixonei e tenho certeza de que irei me estrepar, mas isso é o amor. Como disse Djavan: “o amor é um grande laço, um passo pra uma armadilha”.

Não termino este relato porque ele terá continuação. A saga continua... Briga