BEIJO
NãO SEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
TALVEZ
Terça-Feira. A madrugada ia alta quando saí de casa a procura de um táxi. O Sucatão, abatido pelo tsunami de 06/04/2010, recuperava-se na oficina. O ar transbordava silêncio e dos poros do asfalto parecia emergir a marcha que seria o tema deste episódio...
A febre do desejo não marca hora para bater a nossa porta. Entre optar pela solitária arte da masturbação e a aventura da caça, preferi ser ousado. Mergulhei na pista, coberta por um céu escuro e nublado, fui tentar reencontrar a Gisa.
Logo passa um táxi noturno, um golzinho velho, pelas janelas abertas eu vi um maço de pulseiras de Nosso Senhor do Bonfim penduradas no retrovisor. O motorista era um garotão, um nordestino sorridente. Entrei.
- Pode me levar até o Cemitério do Caju?
O rapaz torce o pescoço e me olha intrigado, como se quisesse confirmar o pedido excêntrico.
- Pra onde?! – Pergunta.
- Caju. Cemitério.
- Tem enterro a essa hora?
- Não.
- Vixe! Vai visitar algum defunto?
- Não. Quero ver um ponto de mariposas que existe por lá.
- Ahh! Sei qual é. Vamos nessa!
Então, o jovem motorneiro saca um CD e o coloca pra tocar.
https://www.youtube.com/watch?v=cp1yATndU38
Faltou sensibilidade. Tocar Banda Calypso, numa madrugada fria, indo em direção ao cemitério, não foi a melhor escolha. Mas estava feito, ao som de Joelma e Chimbinha partimos para o campo funéreo.
Com o trânsito livre, não demorou em alcançarmos o Caju. Logo avistei a pequena colônia de meretrizes do cemitério. Mais rápido ainda avistei a Gisa.
Lá estava a minha ruiva poltergeist, vestidinho preto justíssimo, botas que elevavam ainda mais sua altura, que deve ser de 1,70m. E as pernas? Que pernas lindas possui essa menina, como se fossem esculpidas pelas mãos divinas de algum ser etéreo.
Pedi pro taxista dar uma parada e me aguardar. Saltei para desenrolar as negociações. Assim que saí do carro, senti aquela baforada gélida afagando meus cabelos. Chamei a Gisa num canto e combinamos R$ 60,00 por 1 hora no Stop Time.
Partimos: eu, o Cearense e a Gisa pela Av. Brasil, dentro do velho golzinho, em direção ao Motel, sempre ao ritmo de Joelma e Chimbinha mandando ver com a Banda Calypso.
No quarto penumbroso, ela se antecipa despindo-se do vaporoso vestido, me empurra na cama e vem por cima roçando no meu corpo.
Acredite, Forista sem Fé! Pode ser um efeito psicológico criado pelo contexto da situação ou talvez tenha sido uma percepção real, mas o fato é que a menina cheirava a vela de sete dias. Um aroma de parafina emanava de cada toque dela. Provavelmente o fenômeno era causado pela exposição à brisa contaminada que sopra por entre as tumbas e atinge as moças na calçada que beira os sarcófagos. Não sei explicar. Só sei que a inhaca era de vela.
Não aguentei, sugeri que tomássemos um banhozinho juntos. Aquela catinga de sepultura não era afrodisíaca.
No chuveiro, Gisa me lança um olhar vampiresco, dá uma abaixadinha e abocanha meu membro. Essa mulher não chupa, ela faz uma prece suplicando pelo jato de esperma em seus lábios.
Eu devo estar sofrendo de ejaculação precoce. O boquete foi tão elaborado, tão profundo, quase sobrenatural, que gozei em pouco mais de um minuto. A boca fria, graças à técnica da bala halls, deu um toque fantasmagórico à chupada. Foi fatal. Meu pau desfaleceu sem mais demonstrar sinais de pulsação.
Paguei o combinado e pedi um novo Táxi à recepção do Stop Time. Dessa vez, chega um Safira, com a etiqueta da cooperativa “Altas Horas” e dirigido por um coroa.
Tratamos de nos acomodar no carro e pedi que ele desse uma paradinha nos arredores do cemitério. Imediatamente o velho torce o pescoço e me olha como se eu fosse um insano, mas não fez perguntas, executou o trajeto.
Deixei minha ruiva poltergeist em frente ao portão principal do Memorial do Carmo e prossegui o traçado para a Tijuca.
Ao observar cruzes e anjos emergindo sobre os muros da terra dos cadáveres, não pude evitar cantarolar mentalmente o grande sucesso do também falecido Michael Jackson: Thriller.
https://www.youtube.com/watch?v=sOnqjkJTMaA
Quando rompi as luzes da Praça Saenz Peña, senti a euforia de Lázaro e de todos os que renascem no Paraíso.
This is it.