29 de Abril de 2021 às 11:33
FERNANDA
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BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ

** A introdução desnecessária deste relato está no tópico Quem sabe faz ao vivo. Peço que os generosos foristas ofereçam um desconto a qualquer erro involuntário na digitação, pois foi um TD composto integralmente pelo celular. Segue a continuação **





O cotidiano do libertino é reduzir o seu leque de opções. Pode parecer um contrantrassenso, mas o legítimo libertino é exigente no que recebe como tratamento especial. Quer a atenção e o afeto sincero das mulheres que encontra em sua jornada mundana. Como já foi dito, o libertino se apaixona, mas não casa. Há algo maior entre o libertino e as paixões, que é a própria liberdade. Sim, afeiçoado forista, a liberdade é um vício libertino, o maior deles. Aprecio ficar como cliente fixo de alguma garota que me agrade, mas não é algo que aconteça facilmente, porque para que isso se concretize é preciso que atendam a minha expectativa de zelo, o que raramente ocorre além da dissimulação temporária. Quase sempre, é inevitável que a lista diminua e que a fila ande. A maioria das meninas não consegue trabalhar corretamente a fidelização estratégica, miram mais a fome da rotatividade.

O vento entrando pela janela do táxi acariciava o meu rosto, meus cabelos. Ventos são promíscuos, não escolhem quem tocam. A Av. Brasil passava em alta velocidade diante dos meus olhos, eu me perdia em divagações naquela paisagem árida e linear que nos promete um destino e se conforma em ser apenas passagem. Não me escapou a analogia da filosofice, libertinos são apenas passagens em busca de outras passagens. Para o libertino não existe porto, existe o mar.

O táxi entra no motel, peço um quarto e recebo a chave. Devido a uma torção muscular (coisas da terceira idade), estou andando com auxílio de uma bengala, o que me envelhece ainda mais, ao mesmo tempo que acentua a minha aura britânica de mestiço tropical.

Quarto simpático, ligo a TV e a Globonews emitia o boletim funerário da tarde. Chego próximo à janela e, com algum contorcionismo do pescoço, consigo avistar o Parque União. Por alguns segundos, recordo-me dos tempos da faculdade, viajando no ônibus 634, das instalações da UFRJ, na Ilha do Fundão, até a bucólica Tijuca, esbarrando com o Profeta Gentileza no meio do trajeto. Para mim, o Fundão sempre se assemelhou a uma colônia penal, um imenso nada pelo qual era preciso passar para ser alguém.

Os ponteiros do relógio giraram cansativamente. De repente, toca o telefone.

— Senhor, a senhora Fernanda pede para subir.

Ela chegou e chegava ao fim o incômodo da ansiedade. A campainha anuncia a visitante. Abro a porta...

— PUTA QUE PARIU!

Não consegui conter a exclamação, a garota me observou curiosa, mas sem me censurar. Com proporções de bonequinha mignon, entubada em um vestidinho sensualmente justíssimo, aparelhado com um decote de matar caboclo desavisado, Fernanda atravessa a porta, me tasca um beijo cinematográfico e expressa a primeira frase com a doçura de uma voz provocante.

— Finalmente — dito isso, ela ri com um erotismo que fez o meu Pikachu desejar ser empalhado para atingir o melhor desempenho sexual da sua miserável existência.

Fernanda é pequena; pernas grossas torneadas com capricho; lábios que nos fazem salivar por um beijo, por muitos beijos; barriga zero; bunda onde poderíamos desenhar o mapa mundi, sonhando naufragar entre aqueles dois continentes esféricos que formam as nádegas. É uma garota bonita, possui um carisma poderoso e um sorriso que iluminaria o cemitério do Caju se já houvesse anoitecido.

Ela avisa que irá se banhar. Aproveito para me despir, mas mantenho a cueca. Observo-me no espelho ao lado da cama e constato uma tragédia, a minha cueca estava furada na costura lateral. Vexame. Arranco a cueca desesperado e lanço pela janela. Preferi me enrolar na toalha. Fernanda sai do banheiro sem sutilezas, nua. Acredite, forista sem fé, meu queixo caiu, rolou até a passarela 07 e pegou um Uber de volta para o motel. Fernanda possui um corpo de tontear estátua. Maravilhosa.

Sim, devotado forista que me acompanha, naqueles 60 minutos eu amei. Amei profundamente, com as vísceras, com todo o grisalho que me cobre a cabeça. Não vejam aqui um romance, mas compreendam que eclodiu do leito espaçoso de um quarto de motel em Bonsucesso a mais absoluta das entregas, a entrega mútua, sem restrições. Depois de beijos de língua, troca de saliva, amassos e pegações dignas de uma luta de sumô, pedi que Fernanda ficasse de quatro. No epílogo deste relato, reconheço que me ajoelhei perante àquelas curvas, porque a Fernanda é mulher para comermos ajoelhados. Pikachu ligou a força de emergência e penetramos no universo misterioso da vagina úmida e morna. Comecei com estocadas vagarosas e evoluí para socadas vigorosas. Fernanda gemia como gata no cio. Coisa linda. Gozei tanto que parte da alma foi junto com os meus espermas aleijados. Despenquei no colchão olhando para o teto, imaginando se ainda estava vivo ou se tinha me tornado mais um fantasma que faria participação em algum remake de Ghost. Fiquei ali, falecido por alguns minutos, oco de pensamentos.

Quando saí do motel não havia mais paixão. Dentro do táxi, o que eu via pela frente era a Av. Brasil engarrafada, carros, pessoas dentro dos carros, mundos dentro de mundos. Eu continuava libertino, a pista o meu oceano, a liberdade a minha religião. A aventura continua... Yes