BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
TALVEZ
Ainda mantenho alguns hábitos da minha terra natal no Rio Grande do Sul, apesar do meu coração carioca, gosto de usar botas e uso. Quando caminhava em direção ao puteiro, um cracudo olhou para os meus pés e para a minha bengala como quem tivesse encontrado um pote de ouro. Apertei o passo, atravessei voando a entrada festiva do cabaré (cheia de bolinhas coloridas penduradas), subi mancando os degraus do sobrado e alcancei a pista. Não vou ocultar de você o que aconteceu nesse exato momento, uma situação que marejou meus olhos, fiquei com uma baita vontade de chorar, uma onda de nostalgia me esbofeteou sem piedade. Quando cheguei à boate estava tocando uma música do Ritchie, sucesso nos anos 80: “Transas”.
Transas
“Transas” poderia ser um hino libertino, um libelo para solteirões sem filhos como eu. Sou um homem que viveu boa parte da juventude e dos grandes amores nos anos 80, talvez por isso eu tenha sentido uma emoção fortíssima quando esbarrei com a voz do Ritchie num prostíbulo que tem a pretensão de ser temático. Sentei-me num canto, acomodei minha bengala entre as pernas e finquei minhas botas na cadeira que sobrava à minha frente. Fiquei viajando com a música, pedi uma dose de Salinas e engoli num só gole. Pedi outra dose, mais outra. A música havia terminado, mas a felicidade surgiu diante dos meus olhos embaçados, linda, vaporosa, fugidia. Sim, a embriaguez conquistou os meus inquietos pensamentos.
A grande virtude dos trashs são as belíssimas negras que, em uma ou outra ocasião, encontramos neles. Tatiana estava coberta por um biquine que precisava ser examinado ao microscópio para que pudéssemos notá-lo. Seminua, me avistou antes que eu a avistasse. Veio em minha direção, pediu licença, tirei as botas da cadeira e ela se sentou.
— Oiii. Qual seu nome?
— Dante — mal terminei de me apresentar, ela me tasca um selinho na boca e seduz este velho ranzinza.
Papo rola, faço a entrevista básica e convido à alcova. Dentro da masmorra tiro a roupa enquanto ela diz que vai pegar sua bolsa. Tatiana retorna sem o biquíni e eu, bêbado, fico maravilhado com aquela pele temperada em ébano. Beijos, amassos, sarradas, meu habitual roteiro erótico plenamente retribuído. Tatiana pede que eu me deite e avisa que aplicará um boquete. Não sei o que aconteceu, estimado leitor, com 30 segundos de boquete eu gozei.
— Nossa! Tá gozando igual adolescente — diz Tatiana.
Fiquei meio zonzo pela gozada intensa misturada ao efeito da cachaça. Levantei-me trôpego, dei uma caixinha pra menina, vesti a roupa e voltei para o local onde o Herbie estava estacionado. Aciono o motor do fusquinha ancestral, invoco o acelerador e deslizamos pela av. Presidente Vargas de volta à bucólica Tijuca. Que saudade dos anos 80.
Fim.