07 de Maio de 2021 às 22:22
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

TALVEZ

Sabrina

Sou de impulsos. Uma quinta-feira, andei o dia inteiro pelo Centro da Cidade desamarrando pendengas, os pés começavam a pedir arrego. Lembrei-me de um local em que eu me prometia ir para tomar uma gelada, a Praça Mauá, mas especificamente a Pedra do Sal. Trabalhei alguns bons anos em uma estatal que se localizava nas cercanias da Zona Portuária, um tempo em que a Praça Mauá reluzia em boates, bares e mulheres livres. Guardo a teoria de que tentar mudar a vocação de um lugar, mata o lugar. A Praça Mauá foi uma região dedicada ao meretrício e era feliz assim. No que transformaram a Praça Mauá? Virou uma área insossa habitada por um museu colossal e rodeada de um passado soterrado.

Enquanto caminhava, cruzei com o prédio onde trabalhei na juventude. Eu continuo vivo; o prédio da estatal, não. Fiquei contemplando tudo ao meu redor, pasmo com as transformações que os anos promovem. A euforia da minha juventude continuava presente como um fantasma. Tudo muda, tudo desaparece, o universo encolhe, não se expande. Acho que a gente morre para não ficar deslocado. Cheguei à tradicional Casa Porto, tive a sorte de encontrar uma mesa próxima à sacada. Sentei-me, respirei aquela atmosfera histórica de sobrados antiquíssimos e coloridos envolvendo o Largo da Prainha. Pedi uma Salinas. A cachaça desceu rasgando o meu esôfago. Senti uma paz inexplicável naquele momento, o relógio parecia parado. Pedi outra dose e a Salinas desceu mais suave. Invadiu-me uma alegria inesperada, uma esperança não sei de quê.

Eu estava sozinho e recorri ao celular como companhia. Troquei mensagens no WhatsApp, tirei fotos, olhei sites com mulheres e me concentrei no momento. Eu poderia ficar ali eternamente, naquele lugar onde as horas passam lentas porque querem saborear lembranças. Esbarro involuntariamente na tela do smartphone e uma foto se abre exuberante. Leio um nome: Sabrina Schumacher.

Inebriado pelo álcool ingerido, as fotos extraordinárias da fêmea me fascinaram. Cliquei no ícone do zap abaixo do anúncio, disse oi e alguns segundos depois Sabrina me respondeu. Estava indisposto para prolongar diálogos, fui objetivo. A mulher me interessou, me interessou muito. Marquei para duas horas depois em um motel perto do bar. O garçom chega com uma cerveja. Dou o primeiro gole no líquido dourado e gélido, um calor percorre meus membros. Senti um prazer tão intenso e sem justificativa que seria inútil tentar descrever. A noite inspirava. O libertino carrega estrelas no sangue.

Há quem possa considerar as minhas introduções muito longas, mas isso é a vida, uma série de introduções recorrentes com desfechos enfadonhos ou inesperados. Não é possível narrar um encontro sem a introdução que nos prepara para ele.

Entrei sozinho no Motel. No quarto, tomei um banho, sintonizei em uma estação de rádio qualquer, me enrolei na toalha e esperei. Ritchie me persegue, cantava “Menina Veneno”, a trilha sonora do meu primeiro amor, uma loira do Leblon cover da Bruna Lombardi. Onde ela estará hoje?...

Menina Veneno

O telefone toca. Sabrina está subindo. A ansiedade nesses instantes nunca é inédita. A campainha anuncia que a menina chegou. Abro a porta e foi como se eu houvesse ingerido outra dose de cachaça. Não preciso detalhar o que as fotos mostram com fidelidade. Ritchie grita no rádio: “meia noite no meu quarto e ela vai surgindo, eu ouço passos na escada e vejo a porta abrir, você vem não sei de onde, eu sei vem me amar...”

Temia que o efeito das biritas contribuíssem como anestesia para o Pikachu. Abraço Sabrina, beijo e sou correspondido. Ela entra no banheiro e quando sai está coberta por uma lingerie que ressuscitaria Lázaro. Caímos na cama, nos atracamos como duas criaturas com uma sede ancestral de prazer. Ela me chupa, eu a chupo, ela goza e eu peço pelo amor de Deus para o Pikachu não me deixar na mão. Quem lê meus relatos, deve ter percebido que prefiro a mulher de quatro, é a melhor posição para as dificuldades anatômicas de um homem na terceira idade. Sabrina me atende e se empina e me ajoelho para penetrar em seus domínios mais íntimos. Meto em sua vagina com a afobação dos bárbaros. Morro, pois há momentos que não se limitam ao orgasmo, representam uma pequena morte diante do deleite sublime.

O período do contrato se esgotava. Conversamos um pouco, nos beijamos muito mais. Sabrina se despede e eu adormeço no colchão promíscuo de um motel que não me recordava mais qual era. Acordei com o clarão do Sol no rosto. Amanhecia, a roda do tempo voltou a girar. Morte