19 de Outubro de 2021 às 03:15
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Segunda-feira cinza, a chuva fina insistia em molhar as calçadas e as árvores pensativas da bucólica Tijuca. Pela janela, em dia de home office, eu observava a dança dos guarda-chuvas, até que me veio a inquietação ancestral, a famigerada febre do rato. Fui ler o fórum e me deparei com as reclamações de alguns coleguinhas. Maya é um risco, diziam os comentários. Risco... essa palavra me excita, me desafia. Que emoção resta para um velho libertino cascudo como eu que não seja a emoção de se arriscar, de saltar no improvável, de nadar contra a corrente? Peguei o celular e enviei mensagem pelo WhatsApp.

“Boa tarde, Maya. Tem horário para idoso? Não se esqueça, idosos têm prioridade.”

Em menos de um minuto ela me responde com risadinhas (kkkk) e complementa:

— Hoje está complicado, amor.

— Ah, que pena, eu já saí com você. É o Dante aqui.

— Dante?! Oi, meu amor, seu velho safado. Espera um minuto que vou tentar dar um jeito pra você — e deu um jeito, me arranjou um ótimo horário.

Sorry, periferia — não sei o porquê, não vai nenhuma ironia ou descaso nisso, mas me lembrei dessa frase genial do turco Ibrahim Sued. Que maravilha sentir o interesse de uma mulher em nos atender, que delícia receber um pouco de atenção diferenciada. Maya foi para o topo da minha lista de preferências, promovida por um simples gesto de carinho que manifestou por mim em tão pouco tempo. Que as traças de agenda aprendam com essa musa, que as bonitinhas mequetrefes do Largo da Carioca assimilem a aula da sacerdotisa. Olho vivo, que cavalo não desce escada — dizia o mestre Ibrahim.

Às 17h30 em ponto, eu penetrava nos domínios palacianos do AA37 e tocava a campainha da Sherazade que me remete às mil e uma noites. Alguns segundos de suspense e a porta se abre devagar.

— Chegou rápido, amor. Nem me preparei para você — vejo aquela mulher deslumbrante e imagino o que seria se ela tivesse se preparado.

Entro no pequeno templo de prazeres mundanos em que habita a nossa gueixa, tiro a roupa e ela vai para o banho. Pela fresta da porta do banheiro, vislumbro o corpo tatuado; a água do chuveiro escorrendo e acariciando cada ponto de suas curvas psicodélicas. Enquanto aguardava a diva, meus ouvidos biônicos captaram um som que emergia de algum recanto remoto do prédio.

The Killing Moon

Custei um pouco a reconhecer, mas era o som de Echo & The Bunnymen com The Killing Moon. Puta que pariu, a tarde prometia ser perfeita, porque boas músicas são bons agouros.

Maya retorna do banho emoldurada por uma calcinha microscópica. Ai, papai! Adiantei-me para beijá-la, o beijo é suave como de uma namoradinha apaixonada. Peço que ela se deite, ofereço uma massagem e ela aceita me oferecendo um de seus cremes. Minhas mãos deslizam por cada pedaço daquele corpo pedaçudo, por cada beco, por cada segredo que guardam suas sinuosidades. Maya geme alto quando consigo desfazer alguma tensão escondida entre nervos e músculos. Massageio seus pés e a menina murmura palavras ininteligíveis. Beijo seus pés, pés pequenos, ela estremece e geme ainda mais. Acredite, forista sem fé, que delírio, que delírio...

Voltamos a nos beijar, mamo seus seios magníficos, Maya revira os olhos, geme, geme, geme... Mordisco os biquinhos, ela alisa a minha nuca, me arrepia com as unhas. Desço em uma escalada reversa à sua vagina úmida, quente, vulcânica. Antes de chupar, aviso que trouxe um brinquedinho e pergunto se posso pegar.

— Brinquedinho? Ah, agora fiquei curiosa, Dante. O que é?

Antecipo-me, estimado forista, não eram flores. Sou forista, não florista. Além disso, ainda não terminei o meu curso de jardinagem à distância. Levanto-me e busco o brinquedinho, um artefato que seria medieval se não fosse a pilha. Maya fica intrigada e me pergunta o que é.

— Apenas sinta — respondo.

Volto a chupar sua boceta, ligo o aparelho e começo a tocá-la com ele. Como descrever o que aconteceu? A garota foi a loucura, gozou várias vezes, gritou gozando, quase desfaleceu. Contemplando aquele momento, por pouco não fui levado à ejaculação precoce, mas resisti. Aguardo que a menina se recupere das ondas de choque e peço que ela me faça um boquete. Ela fez. E que boquete. Maya prende os longos cabelos negros e engole meu combalido pênis ao mesmo tempo em que usa as mãos para me masturbar em sua boca. Puta que pariu, que mamada extrema. Sim, precisei apelar para a meditação ou gozaria antes do tempo. Pensei na Quinta da Boa Vista, no incêndio do museu, nos hipopótamos do Jardim Zoológico, nas girafas comendo amendoim. A tentação de gozar naquela boca magistral foi absurda, mas me mantive firme e escapei ileso. Maya vem por cima de mim, prepara o caminho, ajeita suas pernas sobre o meu tronco, pega meu pau, introduz em seus domínios mais íntimos e começa a cavalgar. Caralho! Que cavalgada.

Olho para o rosto da garota, a boca semiaberta, os olhos fechados, tudo nela extravasava o mais puro e destilado tesão. Ela me xingava de filho da puta, repetiu caralho diversas vezes, batia forte sua boceta contra a minha pica. Gozei, gozei, gozei horrores, acho que gozei um pedaço da alma. Que mulher. Percebendo que eu estava quase infartando, Maya se deita ao meu lado, ficamos conversando e o fôlego retornou aos poucos.

Sinceramente, afeiçoado forista, minha vontade era ficar ali, dormir ali, amanhecer ali, anoitecer ali, nunca mais sair dali, mas negócios são negócios e um libertino sabe disso. Hora da despedida. A sensação de leveza me fazia crer que eu não precisaria entrar no elevador, poderia alçar voo à estação do metrô, mas preferi não arriscar a queda e desci de elevador. Depois das 18h, a Cinelândia atual se assemelha a um episódio de Walking Dead, atravessei o lugar correndo, como se dançasse no fogo. Dentro da estação, uma música diferente daquelas melodias de sala de espera vazava pelos altos falantes, era Duran Duran com A view to a Kill.

A view to a Kill

Não me conhece? Dante, meu nome é Dante Yes