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BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Confesso a você, afeiçoado forista, cada vez menos tenho vontade de ir ao Centro da Cidade, lugar que foi minha paixão e cenário preferido por décadas da minha vida. Se pelo Centro passou a Belle Époque, hoje o que dança ali é a tragédia brasileira. Para mim, ver o Centro atual é motivo de imensa tristeza. Como estou tentando escapar das tristezas, preferi ficar neste bairro magnífico onde a minha existência está plantada, a icônica Tijuca.
A Tijuca é aquela região do Rio que não é subúrbio nem Zona Sul, é uma espécie de Twilight Zone. Sinto falta que não exista mais no bairro uma grande Terma ou algo parecido, onde eu pudesse repousar os meus infames desejos. Temos a Massagem Tijuca, que viveu seus tempos de glória quando a proprietária era uma garota que fez carreira na boa e velha Termas 65; agora, com outro dono, a casa é uma porcaria. Tivemos no bairro também a majestosa Termas Continental, que ficava em frente à estátua do Bellini, no Maracanã, quem a vê agora só enxerga ruínas. É estranho que um bairro como a Tijuca, onde moram mais consumidores de sexo por metro quadrado do que em qualquer outro bairro, não ergam um templo para a oração herética dos libertinos. Está faltando visão empresarial.
Apesar da ausência de um grande estabelecimento sexual, pululam no meu território meninas e mulheres que atendem como terapeutas ou massagistas. Hoje descobri uma das boas representantes da classe. Sentado em um banco da Praça Saenz Peña, degustando um açucarado churros, pensando na vida enquanto observava mendigos e moradores de rua disputando espaço vip sob as marquises, eu batucava no celular em busca de alguma opção promíscua do bairro. Esbarrei no anúncio da Dandara, mulher robusta, de rosto bonito e sorriso charmoso na foto. Fiz contato e marquei para alguns minutos depois.
Dandara fica em um prédio em frente ao Tijuca Tênis Clube, ao lado de uma igreja, pois o bom libertino é sempre um sacrílego. Atravessei a portaria sem nenhum entrave e subi. Quando eu ia tocar a campainha, havia uma fila de mais um cliente diante da porta, a própria Dandara nos recebeu e informou o pequeno congestionamento de clientes no local naquele horário. Tudo certo, meti a cara novamente no celular e não olhei para ninguém. Finalmente, depois de alguns minutos, Dandara me conduz ao quarto.
— Vá direto ao assunto, Dante. Que enrolação — diria o forista que sofre de ansiedade neurótica e que esqueceu de tomar o comprimido de Prozac das 18h.
Dandara é uma balzaquiana vistosa, cabelos na altura dos ombros. estilo pedaçuda, rosto bonito, corpo imponente, sorriso sexy e um jeito sensual. Não perdemos tempo e nos beijamos antes mesmo de tirar a roupa. Acredite, forista sem fé, Dandara é um dos melhores beijos que provei nos últimos tempos. Beija de verdade, como namorada, com direito a carinhos na nuca, línguas enroscadas e um aconchego provocante. O pau subiu. Saio arrancando meus trajes com afobação enquanto Dandara se despe do seu vestido preto justinho. Mais beijos, mais alguns beijos, outros beijos. Beijei demais aquela boca, um tesão de boca. Desço um pouco e começo a mamar seus peitos grandes e suculentos, mordo os biquinhos, ela geme, geme muito. Peço que se deite e começo a explorar seu corpo com a língua, com o faro, como cachorro em busca da caça. Dandara geme, seu rosto se transfigura numa expressão de prazer que quase me causa ejaculação precoce.
Aqui, a minha surpresa, saco do bolso da calça despencada no chão o meu aparelhinho quase medieval, aciono o dispositivo e toco com ele a vagina carnuda de Dandara, a garota quase saltou ao teto. O aparelhinho é tiro e queda e tem feito a alegria do velho Dante. Depois de gozar, Dandara inverte a posição e me maltrata com um boquete de pressão aliado a carícias no meu saco escrotal envelhecido e grisalho. A coisa estava tão gostosa que deixei rolar até o fim, gozei horrores.
Quando saí do prédio, uma Kombi em frente à igreja estava tocando e vendendo CDs do Dicró, um clássico. Tocava Praia de Ramos.
PRAIA DE RAMOS - DICRÓ
“Domingo de sol
Adivinha pra onde nós vamos?
Aluguei um caminhão
Vou levar a família na Praia de Ramos
Domingo de sol...”
Ensaiei uns passos, comprei um CD e sambei em solo sagrado.