BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
DISSE QUE FAZ
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM

Acredite, forista sem fé. Hoje estive com uma mulher lindíssima; digo com toda a certeza, a mais bonita que conheci neste ano de 2021. Quando li os relatos de alguns camaradas sobre a mulher, pensei que pudesse haver risco de algum exagero, mas agora acredito que faltou até maior empenho lexical para definir o mulherão que é a Loren. Não é nova no ramo, mas o seu desempenho é de uma virgem de convento que descobre o sexo e se entrega inteira aos desvarios da carne. Loren é um pitbull sexual.
Pisei com minhas botas gaúchas na terra sagrada do Largo do Machado quando o fluxo, o refluxo e o contrafluxo convergiam para o final da tarde. Um sol morno banhava as árvores seculares e iluminava o cenário da quarta-feira amena. Eu estava adiantado, decidi parar em um boteco dos arredores para entornar um chope, fazer hora e apreciar o movimento das ruas. Tudo parecia estar mergulhado na ressaca do pós-feriado.
Encostei a barriga no balcão e pedi uma tulipa, o copo veio transpirando gelo. Uma senhora baixinha e grisalha à minha frente, no canto oposto ao que eu estava, entornava sua quarta dose de álcool, fazendo questão de ostentar a coleção de copos vazios.
— Bom beber em dia assim, né, cabra? — a senhora, com sotaquer nordestino, falou comigo.
— Verdade — respondo sem muito interesse em manter o papo.
— Neste país fodido, cheio de bunda mole, que bota a gente na merda, é o que resta, né, cabra? É beber para esquecer.
— Pois é — continuo sem dar corda.
— Você votou em quem pra presidente, cabra?
— Ô, minha senhora, já até esqueci em quem votei.
— Esqueceu ou tá com vergonha de dizer, cabra?
— Não. Esqueci mesmo. Não ligo muito pra isso — desconverso para me livrar do assunto.
— Cabra, Dom Pedro II tem que voltar. Tem que voltar. Viva Dom Pedro II – a idosa esbravejou.
Provavelmente, neste momento, meus olhos saltaram da órbita. Confirmando a minha fama de para-raios de loucos, eu estava bebendo ao lado de uma insana que clamava pela volta do imperador.
— Grita comigo, cabra. Vamos mostrar pra esses merdas. Viva Dom Pedro II. Volta, Dom Pedro II.
Ergui o copo movimentando os lábios, fingindo que repetia o mantra monarquista, pedi a conta, paguei e corri dali. Estava na hora do encontro, entrei no prédio da rua Bento Lisboa e o porteiro me chamou.
— Rebe rbre berreppb potev tebho.
Sim, afeiçoado forista, você leu certo. O porteiro, de máscara, tentava expressar algum tipo de frase e eu não entendia porra nenhuma do que ele tentava dizer. Quase perguntei se era língua do “P” ou alguma versão mais remota do tupi-guarani.
— Rege popov nagu vinhame — o sujeito insistia.
— Meu senhor, eu não estou entendendo. Pode repetir?
— Carcara milhone quinhu.
— Meu senhor, não estou conseguindo entender de jeito nenhum. Pode falar sem a máscara?
O porteiro me lançou um olhar de quem parecia prestes a puxar a peixeira e abrir meus ouvidos até expor os meus tímpanos.
— Vai em que sala? — finalmente ele falou português.
Informei a sala e subi. No corredor do andar, vários sapatos em frente a várias portas. Coisa estranhíssima, mas como tudo estava estranho naquele final de tarde, tentei ignorar a situação. Custei a achar a sala, que fica exatamente no fim do corredor, quase camuflada. Toquei a campainha, alguns segundos depois uma recepcionista educada abre, me conduz ao quarto e pede que eu aguarde. O lugar é simples, mas funcional, vi que são cabines e acho que dei a sorte de ficar em um aposento grande, com cama de casal.

A porta se move, Loren entra. Creia, afeiçoado, meu queixo caiu da boca, rolou até o metrô, saltou na Central do Brasil e retornou de táxi ao Largo do Machado. Nesse meio tempo fiquei estático, bestializado, estonteado diante daquela beldade exuberante, inesperada e incomparável. Loren é literalmente uma deusa, musa, seja lá o que for que possa definir sua beleza harmoniosa e superior. Antes que eu dissesse a primeira palavra, ela veio para cima de mim, enfiou a língua na minha boca, agarrou meu pau, meu deu uma rasteira, arrancou a minha roupa e me estupraria se eu não interrompesse o coito com um pedido de vista do processo. A garota é vulcânica.
— Espera um pouquinho. Quero te apreciar — pedi.
Cabelos negros lisos e compridos; rosto simétrico, belíssimo, com olhos de cigana, sorriso largo e contagiante; pele bronzeada, exibindo micro marquinhas de biquíni; barriga zero; pernas grossas, torneadas; bocetinha lisa e rosada; os seios (ah, os seios), pequenos, durinhos, com biquinhos rosas, cabem inteiro na boca e fiquei doido chupando aquelas duas pequenas peras.
Sim, você acertou se vai dizer que levei o meu aparelhinho quase medieval. Levei. Pedi que Loren se deitasse, liguei o apetrecho e a menina gozou de urrar. Depois disso, ficou sensível e não pude investir muito na linguada em sua vagina suculenta. Pedi que ficasse de quatro e contemplei aquele rabo tatuado como quem desvenda o mapa mundi da luxúria. Meti, Loren rebolava, gemia, se contorcia. Pede para me chupar. Deitei-me e deixei acontecer.
Incrédulo forista, o boquete da Loren não é um boquete, é uma experiência sensorial. Em certo momento da mamada, eu me vi dentro do Entreprise pedindo socorro ao Capitão Kirk. A garota chupa com um mix de técnicas e confesso que foi impossível resistir por muito tempo. Gozei. Sim, gozei horrores. Gozei parte da alma na boca da Loren. Ficamos conversando e namorando um pouco mais. O beijo da moça é uma delícia, beijo de namorada que trai, mas diz que te ama. Maravilhosa a Loren.
Fim do tempo, me vesti, concluímos nossa despedida e ganhei as ruas. Quando saí do prédio, dei de cara com uma floricultura e eu estava tão extasiado pelo momento vivido que entrei na loja e enviei flores para a musa. Há muitos e muitos anos que eu não fazia isso. Um pouco mais tarde, ela me chamou e agradeceu emocionada.
No rádio do carro tocava um sucesso de outras eras e diante dos meus olhos cansados a cidade se descortinava. Para um velho viking, a jornada nunca termina.
La Bouche - Sweet Dreams
