06 de Novembro de 2021 às 11:32
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

DISSE QUE FAZ

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Alguém poderia dizer que “o Dante exagera”. Sim, afeiçoado forista, concedo o direito que alguém diga isso sobre mim, que me tire como um exagerado, porém, qualquer exagero que eu cometesse sobre a Loren estaria muito aquém do que ela é. Loren não é deusa, não é musa, não é Afrodite, Loren é Loren. Quando uma mulher faz do próprio nome uma marca, um adjetivo que nos remete aos melhores prazeres da vida, isso quer dizer que encontramos uma mulher em sua plenitude. Um homem que ainda não conheceu a Loren, que não provou de seus beijos, de sua língua, da textura dourada e macia de sua pele, que não sentiu o gosto doce dos seus seios, um homem que não lambeu o grelo em relevo dessa mulher é um homem inacabado. Para a Loren, serei mesmo um exagerado, jogado aos seus pés, com mil rosas roubadas, como nos inspirou Cazuza.

Após um compromisso profissional, vaguei pelo Centro, sem rumo, sem propósito, pensando em tomar uma birita em algum lugar. Fiz sinal para um táxi e pedi que ele me deixasse no Largo do Machado. Sentei-me em uma adega. A noite me acolheu, os ponteiros implacáveis do relógio se aproximavam das 21h. Na terceira virada de chope, as pupilas se dilataram, o mundo ganhou brilhos que antes eu não enxergava, a euforia tomou conta da mente e o meu combalido pênis manda um sinal de S.O.S. O chope pode ser afrodisíaco. Quem eu poderia procurar naquele horário? Nem para as Termas valeria a pena ir. O que fazer? Naufragado numa sexta-feira, peguei o celular, busquei o número da Loren e mandei uma mensagem como quem lança uma garrafa ao oceano intraduzível.

“Loren, está atendendo?”

“Estou, amor.”

“Posso ir te ver?”

“Claro.”


Um sorriso idiota brotou em meu rosto. O chope, a euforia do álcool, a noite morna, as luzes coloridas ressaltadas para os meus olhos. Sim, acredite, forista sem fé, eu vivia naquele breve instante uma amostra da vaporosa e fugidia felicidade.

Fui atrás de um caixa eletrônico para sacar dinheiro, apertei o passo e subi à sala da diva. No corredor do andar, esbarrei com um monte de sapatos postos à beira das portas e com um gato me encarando. Um gato, estimado forista. Não sei que tipo de profecia isso poderia representar, mas ele me olhava imóvel naquele corredor deserto e entulhado de sapatos por todos os lados.



Toquei a campainha da sala, uma moça me recebeu, me conduziu ao quarto e pediu que aguardasse, Loren estava se preparando. A entrada de Loren no quarto não é a simples entrada de uma mulher, é quase um espetáculo pirotécnico. Ela avança, beija, pega o pau, cola o seu corpão no meu, entrega a língua em minha boca como se entregasse um banquete nababesco. Vestida com uma lingerie preta e cavada, exibia toda a exuberância das suas curvas perfeitas, mais que perfeitas, curvas subjuntivas, curvas que não aceitam conjugação verbal. Loren não é somente uma mulher, é uma vertigem sexual.

A partida começa, nos agarramos, nos atracamos na cama. Peles se roçando perigosamente, beijos abissais, meu combalido pênis desliza pelas ondas da Loren como quem traça a rota de um cruzeiro. Desço à vagina para chupá-la, ela geme, se contorce, agarra a minha cabeça, me aperta com suas coxas, avisa que vai gozar e... goza. Todos os membros dela se amolecem, ela relaxa, os olhos cerrados, a língua umedecendo os lábios. Mulher absoluta, única. Com uma disposição infinita, ela investe no boquete, me engole, devora meu pau, meu saco, alisa as minhas pernas. Sou tomado por arrepios. Peço que ela fique de quatro, ela obedece como uma gueixa que deseja agradar, penetro em sua boceta com afobação do bêbado, com a ereção em meia bomba. Percebendo o meu estado etílico, Loren volta a me chupar, mas dessa vez vem para liquidar a fatura. A boca da mulher não cansa e ela só se deu por satisfeita quando extraiu toda a minha seiva. Digo a vocês, gozar com a Loren deve ser algo semelhante aos delírios provocados por algum poderoso narcótico. Mulherão.

Minha vontade seria pagar a diária de três dias e ficar ali deitado ao lado daquela fêmea belíssima, embolado em seus longos cabelos negros, hipnotizado por seus olhos de cigana erótica, amarrado em suas coxas perdidas entre as minhas coxas.

Levantei-me da cama com dificuldade, me despedi com tristeza e agora revivo com as palavras a noite feita de gritos e sussurros. Eu me apaixonaria se meu coração ainda existisse, mas não posso deixar de me entusiasmar com essa obra-prima e incomparável da natureza que nos surge com o nome Loren.

Do Largo do Machado fui para a Lapa, me misturei àquela multidão sedenta de vida, caminhei até o Bar do Baiano, na rua da Relação. Varei a Gomes Freire sozinho, cortando ébrios, indigentes e travestis. Chegar ao Bar do Baiano foi como avisar um pedaço de terra no meio de um mar imenso.

— Dotô, até que enfim o senhor apareceu, heim? Ó sua mesinha ali, vai lá que já levo
a sua cachacinha.

Eis que, finalmente, o Robson Crusoé estava na sua ilha acompanhado do Sexta-Feira. A vida pulsa.