BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
DISSE QUE FAZ
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
TALVEZ
MARESIAS
Ao som de “Maresia” pedi ao motorista que me deixasse na rua Álvaro Alvim, ele fez um aceno leve com a cabeça, apertou o taxímetro e partimos. O sujeito dirigia tão devagar que parecia estar sob o efeito de uma overdose de chá de camomila, percebi que iria me atrasar naquele ritmo e enviei mensagem para a Marcela informando que, provavelmente, eu chegaria uns cinco minutos após o horário combinado.
“Maresia, sente a maresia
Maresia, uuhu”
A música não acabava e o taxista me causava a sensação de não sair do lugar. Enviei foto para Marcela para confirmar que estava a caminho. De repente, por um desses reflexos inexplicáveis, esbarrei com os olhos no cartão de identificação do motorista do táxi e li um nome que me fez imaginar que o documento era falso.
“Buda da Sxxx Cxxx – Autorizatário”
Buda?! Já saí com uma mulher que se chamava Brisa, mas nunca havia conhecido um Buda. Cheio de dedos, decidi confirmar se eu estava lendo corretamente o que via.
— Amigo, me perdoe por perguntar, seu nome é Buda?
— Buda da Sxxx Cxxx. Meu pai me batizou assim porque gostava da religião budista — o sujeito respondeu com a desenvoltura de quem responde a mesma pergunta todos os dias.
Aquilo quase explicou o fato de estarmos viajando na velocidade da lesma, que é o extremo oposto da velocidade da luz.
— Amigo, é que tenho um compromisso importante, se você puder acelerar um pouquinho para me ajudar a chegar a tempo, ficarei grato.
— Senhor, dirijo na velocidade segura para mim e para o passageiro. Se o senhor quiser, posso parar para que pegue outro táxi.
— Não, tudo bem. Vamos torcer para eu chegar no horário.
Continuei naquela viagem interminável junto ao Buda, em direção a um nirvana que já se mostrava improvável. O aparelho de som do Buda começou a tocar “Cariocas”, com a Adriana Calcanhoto.
CARIOCAS
“Cariocas são tão sexys
Cariocas são tão claros
Cariocas não gostam de sinal fechado...”
Por uma coincidência cruel, todos os semáforos acendiam a luz vermelha quando o táxi do Buda se aproximava. Um pesadelo. Enviei outra mensagem para Marcela informando que talvez eu me atrasasse mais do que cinco minutinhos. A voz da Adriana Calcanhoto, aquela música repetindo “cariocas, cariocas, cariocas”, tudo me causou um sono filho da puta e acho que no Buda também, pois ele abriu a boca e emitiu um som que se assemelhava ao lamento de um leão moribundo. Se dormíssemos, não duvido que acordaríamos os dois em algum mosteiro do Tibet, desencarnados.
De uma hora para outra, o Buda acelerou, alcançamos a Avenida Chile e embicamos na Senador Dantas. Desembarquei esbaforido, fui saltando como um canguru psicodélico para o prédio da rua Álvaro Alvim. Estava atrasado, mas dentro do tolerável. Para piorar, o elevador demorou a ficar disponível. Finalmente, eu me vi diante da porta da sala da Marcela. Toquei a campainha, ninguém; toquei novamente, ninguém atendeu. Meu celular vibra com uma mensagem no zap.
“Você chegou?” — pergunta Marcela.
Diante da porta, respondi pelo zap.
“Cheguei”.
Acredite, forista sem fé, a porta se abriu. Após tanto sofrimento, imaginei que surgiria o Silvio Santos me avisando que ganhei um prêmio de um milhão de reais e que eu estava participando da Porta da Esperança. Não, não foi isso o que aconteceu. Quando a porta se abriu e Marcela me recebeu encaixada em um biquíni microscópico, achei que estava entrando no estúdio do Caldeirão do Huck e sendo recepcionado pela Feiticeira.
Uma palavra define a Marcela: mulherão. Saradíssima, peitos médios e duros, bunda esférica e com dimensões de um banquete monárquico, pernas grossas e torneadas em academia, barriga definida, pés pequenos e delicados, cabelos loiros e lisos na altura dos ombros, rosto bonito, sorriso acolhedor e voz sedutora. Fiquei sem ação quando me deparei com aquela mulher com pinta de símbolo sexual, de capa da Sexy. Respirei e falei a frase mais idiota que poderia dizer.
— Você é a Marcela?
Sinceramente, eu merecia que ela respondesse que não era a Marcela, mas a filha do Buda. Era a Marcela e que Marcela. É mulher de nos fazer perder o fôlego só de olhar. Ela me ofereceu uma toalha, fui para o banho e voltei beijando a sua boca, que não economiza a língua. Suas mãos procuravam meu combalido pênis enquanto seus lábios abduziam os meus lábios. Pikachu deu um leve sinal de vida, estava inibido diante daquela imagem portentosa. Fomos para a cama, caí de língua nos seios suculentos da menina, mamei como um recém-nascido faminto, Marcela gemia baixinho, me acariciava. Desci para a vagina greluda e chupei entusiasmado o camarão graúdo da moça. Ela se contorcia, gemia mais alto e gozou.
Marcela recuperou o fôlego com rapidez e veio me mostrar seu boquete, a garota gosta de chupar, não se fez de preguiçosa, me chupou um bom tempo, sem cansar. Ela queria o meu orgasmo. Ficou de quatro, de lado para os meus olhos enquanto abocanhava o meu pau. Puxei o aparelhinho quase medieval que levei comigo e o introduzi no clitóris de Marcela, a menina reagiu e chupou com mais entusiasmo, bateu uma punheta com meu pênis em sua boca. Gozei horrores, afeiçoado forista. Gozei a alma.
Conversamos um pouco e a conversa agradável quase me fez esquecer de pagá-la, mas me lembrei a tempo. O relógio me alertou a hora de sair, nos despedimos e ganhei as ruas. A tarde estava agradável, um sopro morno nas calçadas fazia o mundo aconchegante. Parei na Casa Cavé e pedi um chá. Tomei o primeiro gole, olhei em volta e pensei: apesar das intempéries, a vida é maravilhosa.