19 de Maio de 2022 às 08:21
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM




Na primeira vez, foi muito difícil marcar com ela, eu poderia dizer que foi impossível até o momento em que criei a identidade alternativa do Pai Jonas. Existiam lendas e boatos maldosos sobre o velho Dante que causaram receios na moça, só consegui furar o bloqueio quando inventei outro alter ego. Os primeiros dois encontros foram de reconhecimento e a partir do terceiro as afinidades surgiram, o sabor se acentuou, a entrega turbinou o tesão. Quando alcancei o paraíso da conexão plena, tornei-me um desses clientes repetidos e repetitivos da Isadora.

Conversando com um amigo, disse a ele que atualmente passei a valorizar mais as mulheres com quem alcanço uma sintonia avançada, por incrível que pareça isso é raro e ocorre pouco comigo. Já não guardo paciência nem disposição com meninas de marcação difícil, que não priorizam quem escreve e que demonstram preguiça em atender. Perdem o cliente, perdem o escritor, perdem a propaganda espontânea.

Eu tive mais encontros do que relatos com essa mulher sensível e bonita. Seleciono quando devo escrever para não cansar o tópico, mas às vezes é necessário romper regras para valorizar e demonstrar que é preciso dar moral para quem nos dá moral. Isadora possui uma beleza clássica, cabelos loiros e lisos na altura dos ombros, olhos brilhantes, nariz perfeitíssimo e afilado, boca carnuda, sorriso impecável, seios indescritíveis, coxas grossas e bunda convidativa. Além disso, é uma mulher inteligente, vivida.

Eu andava a esmo pelo Centro, anoitecia, não queria voltar para casa, estava inquieto, eletrizado por uma ansiedade crônica que prenunciava outra madrugada insone. O horário ingrato para tentar marcar com alguma freelancer me desanimava, cogitei entrar em algum bordel, mas decidi arriscar um contato com a diva Isadora.

“Ainda tem horário para idoso? Estou precisando.” — perguntei.

“Eu ia me preparar para ir embora, mas se você está precisando pode subir” — ela me responde.

Veja, estimado forista, isso pode parecer banalidade, mas creia que descrevi um gesto generoso, algo que só poderia surgir de uma mulher verdadeiramente afetuosa. Ajustei a rota e acelerei o passo para a rua Álvaro Alvim.

Isadora me recebe vestida com um robe azulado, os cabelos loiros sempre impecáveis e me tasca um beijo de língua que estremece meus ossos. Fui tirando a roupa, tomei um banho e me deitei ao seu lado, continuamos a nos beijar, a esfregar os corpos, eu mamava seus seios esfericamente irretocáveis, alisava a sua bunda, me embolava entre as suas pernas. Isadora se entrega e está aí o seu segredo, a entrega imediata, absoluta, inquestionável, desmedida. Há no sexo com Isadora aquele ponto da sublimação que se soma ao orgasmo, pois essa mulher não cultiva nenhuma frescura, nunca manifestou qualquer restrição. Ela idolatra o ato de ter e dar prazer, é especial por ser incomum.

Fica de quatro e me aplica um boquete ardente, com sede de seiva, com vontade de se lambuzar com meu gozo. Resisto como um herói que não aceita perder a batalha. Interrompo o oral aniquilador e a coloco novamente deitada na cama, deslizo a minha língua em um banho de gato sobre sua pele alvíssima, ela fecha os olhos e geme aguardando que a minha boca chegue ao seu clitóris. Chupei seu grelo, engoli sua boceta, babei nas suas coxas. Isadora grita, se contorce e goza.

Não dei tempo para recuperação, saquei o meu novo aparelho quase medieval e apertei sobre a sua vagina, ela implorou misericórdia, mas prossegui. Isadora voltou a se contorcer, a gemer alto, a me xingar. Outro gozo e seu corpo perdeu os movimentos na exaustão do sexo. Rapidamente, ela retoma o fôlego e me ameaça.

— Agora você vai sofrer.

Vem por cima de mim, me ataca com beijos profundos, chupo sua língua, ela leva a mão até o meu combalido pênis, me masturba, continua me beijando, falando sacanagens e descrevendo fantasias eróticas no meu ouvido. Sou velho, sou fraco, não deu para resistir, gozei até o meu subconsciente naquele quarto, Freud seria capaz de fazer psicanalise nos meus espermas espalhados pelo aposento.

No tempo que restou, conversamos. Eu não sentia vontade de ir embora, mas era preciso enfrentar a despedida. Ganhei as ruas, fui deixando que minhas botas me guiassem pelo desabitado Largo da Carioca, a lua brilhava alta no céu, meu sangue borbulhava como se estivesse aquecido em uma chaleira, o sono não viria. O som dos Rolling Stones emergiu nos meus fones de ouvido. Por favor, permita que eu me apresente, me chamo Dante, sou libertino e a partir de agora qualquer aventura é possível...

Sympathy For The Devil

#Libertine-se Dancinha