16 de Outubro de 2022 às 20:43
ISIS
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Cuidado com as Louras - Parte 1: A Loura de Caxias

Saudações confraria libertina,

Hoje vamos a mais uma aventura do Mascarado em sua saga pela noite periférica do Rio, encarando as roubadas pra que vocês não precisem.

O TD de hoje é um aviso aos que estão começando na vida de libertinagem, sobre o perigo de se deixar levar pelos impulsos e fantasias e a hora de saber quando dar um passo pra trás. O perigo específico desse TD, que dá pra saber pelo título, são as Louras (ou loiras, chame como quiser).

Não é de hoje que a loura ocupa um lugar de destaque no imaginário masculino, graças a décadas de pornografia. Se pra geração das pin-ups as ruivas e Jessica Rabbit tiveram seu valor, pra geração que teve acesso ao pornô dos anos 90 com Jenna Jameson e afins, a loura reconquistou um grande espaço no pódio da libertinagem. O que não traz surpresa ao ver a quantidade de profissionais louras (verdadeiras ou não) que vemos por aí. E é nisso que mora o perigo. Quem vê cabelo, meu amigo, não vê cara... e é disso que vamos falar hoje.

A saga começa com um sonho alimentado a whisky e insônia, do qual acordei com vontade de comer uma loura. Até aí, terça-feira normal, acordar com vontade de comer alguém. Em tempos mais simples você resolve com uma punheta e segue sua vida. Mas, uma vez que se está na libertinagem e com dinheiro e tempo sobrando, a oportunidade de fazer merda aumenta. Eu juro que tentei, mas a ideia da loura não me saiu da cabeça o resto da semana (o sonho fora num domingo).

Finalmente, na quarta-feira, aproveitando uma ida presencial à empresa, coisa que faço ocasionalmente apenas (graças a qualquer divindade responsável por home office), resolvi procurar um alvo para satisfazer o desejo do sonho. E começa o perigo. Não sei se vocês já notaram, mas justamente pelo fato de serem louras, as acompanhantes louras são justamente as mais caras. Logo há mais delas pintando o cabelo de louro e o ciclo se retroalimenta. Por ter mais, maior a chance de se dar mal, afinal o universo gosta de uma boa piada.

Encontrei a menina do relato e ela foi a escolhida por ficar mais ou menos no caminho de retorno à casa do trabalho. Poderia ter ido pro centro? Poderia. Mas não estava com energia pra encarar a Brasil até o Centro depois de um dia de trabalho. Sem falar na volta. Então fomos conhecer a Loura de Caxias.

O LOCAL
A casa onde fui direcionado fica ao lado de um ponto de ônibus movimentado, o que para alguns pode ser um problema, mas vá por mim, àquela altura da noite, pra mim isso era um benefício, minimizando a chance de ser assaltado. Quem me recebe é uma cafetina mais alta e mais larga do que eu, que podia fazer meio-período como leão de chácara. Respiro aliviado quando ela diz que vai chamar a garota, pois se fosse aquela ali eu voltaria da entrada mesmo.

O local é péssimo. E olha que eu já fui nuns buracos esquecidos até pelo Sete-Peles. Mas esse parecia uma casa abandonada que foi transformada em puteiro. Um dos quartos era uma varanda com uma cortina de banheiro em volta, pra vocês terem noção. O banheiro não tinha descarga e era preciso encher um balde. O quarto, além do cheiro característico de incenso e óleo paixão, era um forno resfriado por um ventilador que não via limpeza desde que FHC era presidente. Um cativeiro teria sido mais confortável.

A GAROTA
Primeiro já posso começar dizendo que a única coisa que a garota que me atendeu tinha em comum com a foto era o fato de ser loura Sacárstico, porque de resto era outro ser-humano completamente. Ou isso ou quem editou as fotos para o perfil fez um trabalho tão bom que criou outra pessoa.

A garota era claramente mais baixa, mais magra, com menos peito e menos bunda que a da foto. Além é claro do rosto, que como disse "quem vê cabelo...". Digamos apenas que eu fiquei deprimido quando ela se sentou do meu lado no quarto (e olha que estávamos a meia-luz, se a luz estivesse 100% era capaz de eu começar a chorar).

E foi nesse momento que a experiência fez valer. Em outros tempos, quando eu começara a me aventurar, o constrangimento da coisa teria me feito seguir adiante. A ideia de "parar" um programa no meio era impensável, pelo simples fato que nunca me ocorrera. Agora já tendo apanhado mais da vida, passei a dar mais valor ao suado dinheirinho. Diante de um fake tão óbvio, simplesmente fui embora. A puta ficou chocada, por um momento achei que fosse discutir, mas eu inventei logo uma baboseira de "não é você, sou eu" e fugi dali o mais rápido possível.

Não cheguei a pagar o programa, ainda bem, mas imagine só, uma garota muito da mais ou menos (mais pra menos que pra mais), num pardieiro no meio de Caxias, cobrando 100 reais a hora por causa de uma cor de cabelo. Porque morenas na região cobrando 30 reais numa rapidinha não falta. Por isso novamente, cuidado com as louras nação libertina, quem vê cabelo não vê cara.

A Parte 2 dessa lição segue em outro relato, da loura que comi depois de voltar a minha terra natal. Não era tudo o que prometia também, mas pelo menos foi mais barata.

Por agora é isso, fujam dos fakes e não paguem gato por lebre.

Até a próxima aventura.