BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
SIM
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
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Estamos somente eu e você aqui, afeiçoado forista. Você é a única pessoa que poderá compreender esta narrativa e aqui é o único local onde posso registrá-la. Acredito no nosso laço de confiança e na sua capacidade de compreender os acontecimentos que irei descrever no decorrer dessas linhas. Não, não sinto vergonha e, tampouco, me importo com julgamentos moralistas. Sou um libertino visceral, um degenerado movido pela adrenalina dos experimentos da libido.
Nossa programação vespertina tinha como destino Copacabana, mas a Isadora sofreu com uma súbita crise de sinusite e só melhorou no início da noite de quinta-feira. Ela se programou para ficar até mais tarde no Centro, mas desistimos de Copa e consideramos uma nova visita ao swing do Mistura Certa. Marquei de encontrá-la às 21h, na porta do prédio da Álvaro Alvim. Os arredores do bar do Zezé e do Amarelinho formavam um caldeirão de boêmios, de uma caixa de som transbordava um remoto som do Nirvana — Smells Like Teen Spirit — fiquei na esquina esperando que a Isa descesse.
NIRVANA
Avisto a loira com os cabelos soltos, lisos, encaixada em uma minissaia preta justa, coberta por uma jaqueta que ocultava uma blusa que me pareceu transparente. Caminhamos até um táxi que fazia ponto por perto e pedi ao motorista que nos levasse à velha Lapa. Ao atravessarmos os Arcos, nos deparamos com uma turba eufórica espalhada pelos bares da região. Sugeri que parássemos no Bar Brasil, o meu favorito por ali. Eu quis fazer um aquecimento antes de entrarmos na arena feroz do swing, tomei uns drinks, pedi uns croquetes, bati papo com Isa e deixamos a hora passar. Os ponteiros do relógio marcavam 22h30 quando ela apontou para uma boate do outro lado da rua e me perguntou o que funcionava ali.
— É a Up, um bordel — respondi.
— É puteiro? — Isa quis confirmar.
— É.
— Eu queria conhecer. Pode entrar casal?
Lembrei-me que vi casais entrando na Up nas vezes em que estive lá, mas alertei à minha companhia de que talvez não fosse um ambiente onde ela se sentisse à vontade.
— Ah! Vamos Dante. Quero conhecer. Tenho a maior vontade. Será que me deixam fazer programa?
— Acredito que não.
Paguei a conta do Bar Brasil, atravessamos a rua, perguntei ao porteiro da Up se eu poderia ingressar acompanhado, ele permitiu. Entramos. O cenário estava composto por umas dez mulheres e uns poucos homens, eu e Isadora sentamos num canto estratégico para nos ambientarmos. Isa ficou um pouco intimidada com os olhares das meninas da casa, mas não recuou na sua vontade de permanecer na boate. Pedi uma Coca-Cola para ela, uma Corona para mim e continuamos observando. Alguns homens a encaravam, ela devolvia discretamente os olhares, muitas mulheres da Up trajavam vestidos ou roupas sensuais, Isadora não destoou muito naquela paisagem libidinosa.
Precisei ir ao banheiro. Quando retornei, Isadora havia tirado a jaqueta que protegia uma blusa fumê, mas com uma transparência que quase deixava os seus seios colossais à mostra. Um rapaz de uns trinta anos se aproximou dela. Isa me lançou uma piscadinha, como pedindo para que eu esperasse onde estava e continuou conversando com o homem. De repente, o sujeito taca-lhe um beijo que ela não rejeita, neste ponto eu tive a certeza de que a situação iria esquentar. O rapaz a puxou pela mão e a levou até ao caixa, logo depois uma outra mulher foi falar com eles (creio que uma gerente), então Isa se afasta do homem e vem em minha direção.
— Dante, vou subir para um programa. Posso?
— Como assim? Você não trabalha na casa. Deixaram?
— Ele desenrolou e deixaram. Vai pagar o período de uma hora. Posso?
— Ué. Pode. Fico esperando para você me contar tudo.
Isadora voltou para o rapaz e subiram. Dizem que ler é a arte de viver por empréstimo, talvez, por isso, estimado forista, você possa ficar indignado neste momento da narrativa. Talvez, você me pergunte como fiquei passivo diante da situação. Compreenda, forista sem fé, a Isadora já realizou várias das minhas fantasias sexuais, por que então eu a impediria de viver os seus próprios desejos?
No instante em que Isadora subiu, os acordes de Satisfaction, na voz de Mick Jagger, inundaram a pista.
SATISFACTION
Emendei em mais duas Coronas, bebi devagar e o tempo passou rápido ou o período de uma hora foi encurtado. Logo vejo Isadora descendo com o rapaz, se despedem com outro beijo na boca e ela vem na minha direção. Antes que me alcançasse, foi interceptada por outro homem que a puxou para um canto, encarou salivante os seios da nossa diva praticamente expostos pela blusa semitransparente. Isadora se afasta do homem para me avisar que iria subir novamente, um período menor do que o anterior. Só me restou assentir. Mais algum tempo de espera, mais duas garrafas de Corona. Isa retorna.
— Demorei?
— Não. Fiquei de boa aqui.
— Me traiu não, né?
— Claro que não.
— Agora é você que vai subir comigo, Dante. Eu quero.
— Mas...
— Não tem mais. Não quero nem saber. Vamos. Você não queria que eu te contasse tudo? Vou te contar lá em cima.
Fomos ao caixa, paguei uma hora e subimos ao andar das alcovas da Up. No quarto, que não tem parede até o teto, Isadora me beijou fundo, arriou minha calça e abriu a minha camisa, deitamos na cama e ela me aplicou um boquete deglutição, em que alternava com lambidas quentes no meu saco, beirando um beijo grego. Trazia a boca para a minha boca em alguns intervalos e começava a contar tudo que se passou no quarto.
— Você quer que eu conte?
— Quero — respondi.
— O primeiro cliente chegou no quarto e já foi me beijando muito, chupava minha língua e mamou forte meus peitinhos. Ele parecia que não fodia há muito tempo. Depois me botou de quatro na beira da cama e perguntou se podia comer meu cuzinho, eu respondi que adoro dar o cuzinho. Ele meteu tudo de uma vez e eu gritei porque doeu, mas ele deve ter pensado que era tesão e me socou forte. Depois que ele meteu, comecei a gostar e gozei muito com ele comendo meu cuzinho.
— E o segundo cara? — perguntei.
— Esse me pediu para chupar, ficava me xingando de puta enquanto eu engolia a piroca dele, puxava minha cabeça para eu engolir até o talo. Ele tinha uma piroca grande, grossa. Ficou fodendo a minha boca com a piroca e me deu muito leitinho.
Enquanto Isadora contava suas duas aventuras, ela me punhetava e chupava meu pau. Antes do fim da segunda história, explodi em uma ejaculação histérica.
Descemos juntos. Ela foi ao caixa para perguntar se poderia receber pelos programas, o que eu entendi é que a responsável do local abriu uma exceção e pagou a ela antes do fechamento da casa com a condição juramentada de que ela voltaria ao puteiro no dia seguinte. Ganhamos a rua, a Avenida Men de Sá fervilhava em torno dos Arcos da Lapa, caminhamos em busca de um táxi, brilhávamos sob as luzes de neon e sob o testemunho irrefutável das estrelas. Dois perdidos que se encontraram nas fantasias do sexo e na liberdade inviolável de sermos quem somos.