15 de fevereiro de 2023 às 22:05
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

DISSE QUE FAZ

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM




O CHOPE E O SOL

O Sol fazia o ar arder em brasas quando desembarquei no Largo da Carioca. Tirei uma hora para o almoço. Aproveitei e fiz barba e cabelo em um barbeiro no subsolo do Edifício Central. Comprei um viagra na Drogaria Pacheco (como se adiantasse) e decidi avisar a Anna que cheguei adiantado, me oferecendo para subir, caso ela estivesse livre.

— Estou na Cinelândia, sentada em um banco e tomando café? — Anna me surpreende.

— Onde? — tento confirmar a informação.

— Estou na Cinelândia, em um banco, em frente ao Amarelinho.

— Aceita tomar um chope? — proponho.

— Claro.

Desembestei-me para o Amarelinho, não podia perder a oportunidade de pagar uma tulipa para esta musa que já é musa de tantos no Arena. Suado, arfando, quase tombando nas pedras portuguesas da Praça Floriano como quem tomba no deserto do Saara, avistei Anna. Por incrível que pareça, ela estava realmente sentada em um banco ermo, sozinha, com um copo de café numa das mãos. Aproximei-me quase incrédulo.

— Vamos para o chope?

Andamos lado a lado até o Amarelinho, escolhemos um lugar discreto e nos acomodamos. Passamos o tempo conversando amenidades, seguro não mão de Anna, que não me rejeita. Bebemos, ela tira os óculos escuros e o seu rosto e sorriso iluminam com tanta força tudo ao redor que minha visão parecia ofuscada. Anna é uma mulher bonita, dotada de um charme natural, é gentil e boa companhia. Ela olha o relógio e me pede para esperar, ia verificar se sua sala já estava liberada. Foi-se...

“Vem, meu amor...” — a mensagem apita no meu WhatsApp.


O SEXO E O CREPÚSCULO

Mais uma vez, desembesto-me pela Avenida Treze de Maio, alcanço o prédio, pego autorização do porteiro, atravesso a catraca como um Usain Bolt cortando a linha de chegada, salto pelas escadas e toco a campainha quase com a língua de fora. A porta se abre, entro e Anna está nua para me receber. Acredite, forista sem fé, a entrada no paraíso deve ser algo semelhante ao que vivi.

Tomo uma ducha, retorno ao quarto e Anna me abraça, me beija com língua, com saliva e sem afta dessa fez. Beijo bom, com entrega, com vontade. Ela se agacha, pega Pikachu e o engole num boquete de recepção. Deitei-a na cama, massageei seus pezinhos delicados, beijei-os. Anna geme, gosta... Saco meu aparelhinho semimedieval e digo que quero vê-la gozar, ela não refuga, pega o meu aparato tecnológico e o introduz na vagina, se contorce, acaricio levemente o seu abdômen, ela geme alto, estremece e goza muito, muito forte.

Anna não faz pausa, vem para cima de mim, me abocanha em um boquete guloso, Pikachu reage, ergue-se. Peço que ela monte em cima de mim, ela se esfrega, aperto seus seios, sinto a saborosa textura de sua pele. Anna se esforçava, mas o meu gozo não vinha. Ao contrário de muitas mulheres, Anna não cansa, insiste, tem uma paciência infinita comigo. Lembro-me da punheta mágica que ela me aplicou no primeiro encontro, peço que repita a dose, ela passa um creme em minha virilha, pega Pikachu com a mão de quem segura um Beija-Flor e inicia os movimentos esotéricos, sinto a lava subir, quase entro em ataque epilético e gozo minha árvore genealógica desde a pré-história. Como todo velho, minha vontade era virar e dormir alguns minutos, mas o tempo se esgotava.

Minha vida sexual se torna cada vez mais difícil com o Pikachu se tornando cada vez mais temperamental. Disse a Anna que seria minha hora de ficar com uma namorada, até pensei há algumas semanas que finalmente eu poderia me aposentar, mas foi uma ilusão vulgar. Ou preciso de uma namorada ou de uma acompanhante que tenha uma relação de intimidade especial comigo, do contrário não vale muito a pena para mim continuar saindo com garotas de programa. Situação difícil para quem se encaminha à implacável terceira idade.

A despedida é inevitável. Anna me levou a até a porta, me desejou um bom carnaval e ganhei as ruas incandescentes do Centro. O início da noite começava a surgir, apresentado por um crepúsculo poético de um pálido céu de azul. Emparelho o meu aparelho auditivo com o celular e a voz de Gilberto Gil me transporta para uma juventude em que eu transbordava energia e quase nenhuma sabedoria. Olhei ao redor e tudo me pareceu tão lindo... É bom sentir a sintonia com a vida. É bom viver...

A GENTE PRECISA VER O LUAR Dancinha