BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
DISSE QUE FAZ
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
TALVEZ
Tornou-se insalubre caminhar pela avenida Marechal Floriano após certo horário noturno, optei seguir pela Presidente Vargas, atravessar uma praça límbica na lateral da rua da Conceição e, finalmente, alcançar o numeral 116. O boteco que fica na esquina ainda estava aberto, sentei-me à frente de uma das mesas vagas e pedi um Black Label, é um botequim bem abastecido e logo me trouxeram o pedido. Três doses para fortalecer a alma e ganhar impulso para subir as incontáveis escadas que separam a rua da pista do inferninho.
O sobrado é lúgubre, malconservado e a descrição mais exata que posso fazer do salão onde as meninas se exibem é compará-lo a uma caverna. Para ser cirúrgico, o ambiente me lembra a Batcaverna dos filmes. O lugar não estava cheio, contei mais mulheres do que homens. Bailei até o balcão e pedi uma Ice.
Há um momento do processo alcoólico em que as pupilas se dilatam, as cores se acentuam, as luzes ganham mais brilho e a felicidade engarrafada liberta-se e nos domina numa onda de euforia. Foi o que senti subitamente, sem aviso prévio. Alcancei o status de ébrio.
Possuo uma boa intuição no cenário dos bordeis. Mais do que sorte, o instinto pela boa escolha me favorece. A última foi a calorosa Cacau, que conheci no Só Love da rua da Alfândega. Fiquei contemplando a pista do Bombeirinho e vi surgir uma moça branquinha, seios à mostra, barriguinha ornada por gomos de malhação, pernas grossas e rosto sem harmonização facial e bonito mesmo assim. Enquadrei o alvo na mira e avancei para abordá-la.
Apresentou-se como Jane. De perto se revelou mais atraente e, principalmente, cheirosa. Usava desses perfumes que marcam a memória mais do que os sentidos. Pediu-me um Red Bull, não neguei e nos sentamos para a entrevista básica.
— O que você não faz? — pergunto de cara.
— Só não gosto de apanhar — ela responde com um sorriso dúbio.
Confirmei a pré-disposição da mulher lançando mais alguns itens do meu questionário e ela concluiu a inquisição com louvor. Alcova.
Os quartos do Bombeirinho não são quartos, são celas. Minúsculos, a única decoração é uma espécie de sofá miniatura que parece um divã e onde é necessário um bom equilíbrio para praticar o sexo. Uma metida em falso e o chão é o limite para um tombo que pode ser vexaminoso.
Jane beija muito bem, entrega a língua, os lábios, a saliva. Beijo real. Sempre digo que existem putas que dizem que beijam e na hora H eu beijo dente, cabelo, nariz, sobrancelha e jamais encontro a boca. Não sei o que essas impostoras entendem como beijo na boca. Jane beija sem pudor, sem controle.
Se agacha para me chupar, abocanha o oprimido Pikachu — o breve — me causando a sensação de que não me chupava com a boca, mas com a laringe. Meu pau ia fundo, como se estivesse sendo convidado a conhecer o intestino da menina. A profundidade da fome peniana de Jane fez com que mais alguns dos meus frágeis pentelhos ficassem brancos. Boquete extraordinário, que me obrigou a usar técnicas budistas para evitar a ejaculação precoce. Pensei na propaganda do Boston Group, na Feira de São Cristóvão, no pastel com caldo de cana e consegui evitar que minha seiva transbordasse antes do tempo.
Jane veio me beijar mais enquanto esfregava perigosamente no pequeno Pikachu. Confesso, estava bonzão. A garota queria me provocar, como se quisesse ver o que eu faria com a camisinha. Em determinado momento, estávamos tão embolados que uma foto poderia fazer o espectador nos confundir com irmãos siameses. A beira do colapso peniano, pedi que ela ficasse de quatro.
A moça empinou a bunda na configuração tobogã erótico, a posição que mais gosto. Meu pau não estava duro, mas petrificado, entrei lentamente, orando e agradecendo a graça recebida. Jane, mais do que qualquer uma, é mulher para se comer ajoelhado. Soquei em um ritmo crescente, a pervertida gemia alto, rebolava, contraia a vagina de uma forma capaz de enlouquecer um homem. Quando eu gozei, gozei tão forte que tive a sensação de que iria me dissolver junto com o orgasmo. Caí quase desfalecido no pequeno divã, espantando alguns milhares de ácaros.
Não sobrou tempo para um papo. Vesti a roupa e voltei as ruas. Se alguém pelas calçadas me avisasse que eu estava levitando, com certeza eu acreditaria. A aventura continua...