19 de Maio de 2023 às 18:55
BEIJO

NãO SEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

DISSE QUE FAZ

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

NãO




Eu pisava rápido, sem rumo, pelos arredores vespertinos da rua Uruguaiana. Tentava aquecer os ossos contra a brisa gélida do outono carioca. Resolvi com rapidez as pendências burocráticas que precisei desembolar pelo Centro e no tempo que restou fiquei sem saber para onde ir. Entrei pela moribunda rua da Carioca e desemboquei na Praça Tiradentes, que mais parece uma casa em ruínas. Sentei-me em um boteco próximo ao Teatro João Caetano e ao Real Gabinete Português de Leitura. Um pé-sujo nos moldes tradicionais. O clima mais frio aprovou e pedi uma Salinas, o que não combinava era o relógio acusando ainda o horário de meio da tarde.

Turbinado, após três doses da cachaça, retornei trôpego pela rua da Carioca e me decidi a entrar no Palácio das Vampiras, o número 24 da Uruguaiana. Atravesso aquela recepção camuflada que parece disfarce para a Batcaverna e estanco os passos para esperar a velha cabine de portas pantográficas que me lembra o elevador do filme “Coração Satânico”. Na fila, eu, uma puta seminua na minha frente e um sujeito com aparência de barqueiro do Hades atrás de mim. Em determinado momento, me senti como se estivesse aguardando para ser apresentado ao próprio Diabo.

Desembarcamos todos no último andar, onde não havia nada nem ninguém. Descemos, eu, o barqueiro de Hades e a puta, pisando com cuidado os tortuosos degraus daquele prédio mofado. Acelerei o ritmo, e cheguei sozinho ao primeiro andar, o piso com mais mulheres e que geralmente abriga as adeptas do topless. Avistei um par de seios que parecia ter sido esculpido por Michelangelo, me lancei na abordagem.

— Quanto é para ficar com você? — pergunto sem rodeios.

— Hoje estou dando desconto para coroas, faço 100 uma hora.

— Desconto para coroa? — insisto em outra pergunta.

— Isso. Coroa dá menos trabalho.

— Qual seu nome?

— Janete.

Sim, afeiçoado forista, são as delícias da terceira idade, descontos e gratuidades nos pequenos prazeres cotidianos. Quase perguntei se para deficiente auditivo o desconto seria maior. Durante a entrevista, a menina me garantiu que beijava, chupava sem capa e faria anal se interessasse. Pedi uma alcova.

Que fique claro que as alcovas do Palácio das Vampiras ficam dentro da pista onde as meninas se exibem, nada nos protege do som altíssimo que colocam para animar o ambiente degradado. Você transa ao som dos piores pagodes da MPB. Antes de

Antes de ir para a baia, pedi para ir ao banheiro e a menina me indicou o caminho. Quando entrei no banheiro, tive a sensação de cair dentro da rede de esgotos da cidade. Uma nojeira. Como se não bastasse, havia uma garota urinando por cima de um ralo.

— Ah! Essa privada é muito suja — ela diz ao me ver, sem surpresa nenhuma.

Mijei na ponta dos pés e tapando o rosto com receio de que algum elemento químico daquela privada pudesse espirrar em mim. Voltei para o salão e me dirigi à pequena alcova. Janete já me esperava completamente nua, cai de boca naquele par de peitos e ela me alertou para mamar devagar. A garota não demonstrava o menor tesão enquanto eu abocanhava seus seios, mas continuei porque realmente eram seios apetitosos.

Com 15 minutos de programa e Pikachu ainda amolecido, Janete me pergunta “como vai ser” ...

— Como assim, como vai ser? — perguntei olhando para o meu relógio.

— Quer gozar como? — ela devolve.

— Quero gozar quando ele ficar duro. Você consegue endurecê-lo? — chuto para o gol.

Janete se posiciona, pega o pequeno Pikachu — o breve — e o coloca na boca. Infelizmente, foi neste momento que se revelou o aspecto trágico do encontro. Janete não chupava, mastigava o pau. No início, eu achei diferente, apesar da dor que senti quando a dentada pegava mais forte. Depois de uns 40 segundos o meu combalido pênis começou a ficar dolorido, pedi que ela parasse.

Consciente da situação difícil e certo de que a coisa não rolaria conforme as minhas expectativas iniciais, perguntei se Janete poderia me masturbar. Ela pegou meu pinto com a mão como quem recolhe cocô de cachorro na calçada e realizou a punheta. A pior da minha vida. Desiludido, sabendo que aquela mulher não conseguiria me elevar ao orgasmo sagrado, preferi encerrar o assunto.
Quando Janete disse que “coroa dá menos trabalho”, deve ter se referido a dar menos trabalho de enganar. Paguei cem reais e comprei gato por lebre. Já não me estresso, são os riscos da operação. Vesti minha roupa, desci as escadas tortuosas do Palácio das Vampiras e ganhei as ruas. A aventura continua... Yes