BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
NãO SEI
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
TALVEZ

Semana de aniversário. Se não fosse pelo fato de ainda estar vivo (o que merece justa comemoração), não sei se fico feliz por estar envelhecendo mais um ano. Envelhecer é um conflito que nos liberta quando aceitamos a condenação.
Uma chuva fina e fria insistia em molhar as calçadas e os fantasmas do Centro do Rio. Eu caminhava descolado da realidade no fim de tarde de uma quinta-feira, ia submerso em minhas reflexões, atravessando o cenário cinza, reflexo das nuvens com peso de chumbo sobre a minha cabeça.
Fiz a opção de me afastar um pouco das freelancers, principalmente das que habitam o famoso entorno da Cinelândia, já pude comprovar por mais de uma vez que o ambiente se tornou tóxico, povoado por algumas meninas avessas a qualquer crítica e destituídas da boa ética profissional. Além disso, muitas das moças dessa região demonstram cansaço do ofício, antipatizam com foristas e não são mais capazes de oferecer uma interação que surpreenda. É óbvio que há exceções, mas não são suficientes para restaurar o meu entusiasmo. Por isso, retornei ao garimpo dos bordeis e à caça a mulheres fora desse circuito viciado da Praça Mahatma Gandhi.
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Emparelhado com o celular, o aparelho auditivo derramava I Miss You nos meus ouvidos, me fazendo recordar do amor desvairado que senti por uma gaúcha que atendia em Copacabana na década de 90, sendo essa a trilha sonora que marcou o nosso romance.
I MISS YOU
Acredite, forista sem fé, já existiram putas inesquecíveis. Hoje parece que só restaram as descartáveis ou, talvez, seja o meu nível de exigência que se tornou mais intolerante quando gasto o meu dinheiro.
No ano passado, decidi selecionar uma mulher para ser minha companhia fixa no mês do meu aniversário, a escolhida foi a Isadora. Fizemos de tudo, fomos ao cinema, ao teatro, almoçamos e jantamos juntos, realizamos passeios interessantes, swing, passamos uma bela tarde em um motel. Foi diferente, foi bacana. Ela ganhou um bom dinheiro e eu realizei a minha vontade. Infelizmente, neste ano não vejo nenhuma que possa ou que me atraia para repetir essas delícias de aniversariante.
Sou gaúcho (criado no Rio) e geminiano por nascimento, somando essas duas características com o tempero carioca, se tornou impossível escapar de ser um iconoclasta.
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Meu destino estava traçado, eu iria para a uisqueria da Cancun (atual Manhattan). Das ruínas que sobraram das antigas Termas do Centro, a Cancun é a única que ainda me agrada na medida do possível. Há meninas bonitas, gosto da atmosfera da uisqueria, só me incomoda o baixo movimento de clientes. Um cabaré vazio, não sei explicar o porquê, é constrangedor.
Da última vez em que tentei ir a essa casa, fui recepcionado por um porteiro mal-educado e desisti de entrar. Atualmente, os bordeis do Centro deveriam ter um critério rigoroso sobre quem colocam na porta para receber os clientes, pois o tempo é de crise. Nesta segunda vez, entrei.
A luz leve e amarelada, a música em um volume suave, o sofá e as mesas circundando a pista, tudo isso constrói um clima aconchegante. Apesar de não ter passado por nenhuma reforma desde que foi inaugurada, o lugar está bem conservado. Pedi o meu uísque e entrei no estado de contemplação. Há um consumo obrigatório de 70 reais, o que me faz pedir doses de uísque para abreviar a exigência.
Não demorou muito para que eu avistasse uma mulher alta, de cabelos aloirados, dotada de um corpo colossal. Digo com sinceridade, afeiçoado forista, a garota tinha um porte impressionante, um desses exemplares raros nos dias de hoje, dessas fêmeas que chamamos de Top. Como quase não havia concorrência masculina na casa, não me afobei. Continuei degustando o meu uísque sem pressa, pensando na morte da bezerra e me deixando relaxar.
Transcorrido alguns bons minutos, convoquei a loira. Apresentou-se como Sabrina, uma ninfa na flor da idade (23 anos) e nova no ofício. Fiz a entrevista básica, paguei um drink para ela e desviei-me por assuntos correlatos ao bordel.
— Tá um pouco vazio de cliente aqui, né? — perguntei o óbvio e ululante.
— É porque está caro.
A resposta me surpreendeu e foi ao encontro de uma situação que venho insistindo em expor. Será que as meninas de bordeis não prefeririam um cachê menor, que ao menos garantisse que elas trabalhassem mais? Infelizmente, os cáftens mais antigos ainda não caíram na real. Na verdade, é uma reflexão que deve ser feita por qualquer um que trabalhe com sexo pago nos dias atuais.
Como Sabrina me agradou, pedi uma alcova.
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Nua no quarto, revelou toda a sua exuberância e protuberâncias. Beijou-me com carinho, provavelmente para me agradar disse que preferia homens mais velhos, alisava o meu combalido pênis enquanto enviava a língua entre os meus lábios. Um velho, quando beija uma garota no calor da juventude, também rejuvenesce. Uma garota realmente linda, dessas que causam impacto aos olhos.
Pediu para que eu me deitasse e embarcou em um boquete que me fez sair do corpo. Aqui virá a decepção do leitor que me acompanha, não consegui resistir, gozei uns dois litros de leite na boca de Sabrina em menos de 5 minutos. Uma das gozadas mais rápidas que dei na vida. Certo de que não alcançaria uma segunda ereção, ficamos conversando, nos beijando, trocando carícias, ganhei até massagem.
Um pouco antes de terminar a hora contratada, me despedi da moça. Paguei a conta e voltei a pisar na desértica e fantasmagórica Rua do Carmo. Eu me assombro ao constatar como os mais jovens aceitam passivamente o tédio sexual, pouco se aventuram, agem com o mesmo mofo dos homens casados. Deve ser o tal abismo entre as gerações. Caminhei até a Rua Primeiro de Março, atravessei o Arco do Teles e me acomodei em um bar para tomar a última dose. Mês de aniversário, mês de gastança, muitos novos encontros virão. Para um libertino, a noite nunca tem fim.