19 de Julho de 2023 às 02:33
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

DISSE QUE FAZ

ANAL

DISSE QUE FAZ

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

A noite no Rio pede cautela, é temerária. No Centro da Cidade, ela vai além, é hostil, entrecortada por ruas desertas, por vultos indigentes, é traiçoeira. Não basta saber por onde se anda, é preciso que o caçador não se comporte como caça. Se falarmos honestamente, não há mais um Centro da Cidade, o Rio se tornou uma cidade sem coração, o Centro se tornou referência das sombras e cárcere de um passado irrecuperável.

Pisei na aridez da Avenida Presidente Vargas pelas oito horas da noite. Ainda havia o resíduo do movimento de pessoas fugindo para casa, porque as pessoas não mais se despendem do Centro, elas fogem dele. Uma segunda-feira, o pior dia para qualquer bordel, mas é quando consigo escapar da bucólica Tijuca com mais facilidade.

Rodei pelos puteiros, estive na 210 da Uruguaiana, na Afrodite, me enveredei pela enigmática Rua Leandro Martins pontilhada por pequenos prostíbulos. Nada de interessante, todas com pouquíssimas mulheres e nenhuma que me agradasse. Decidi dar uma chance à outra margem, atravessei a pista e fui visitar o Clube 119, na estreita Rua da Alfândega.

Vítima de muitas noites insones, como a de hoje, em que me empenho as duas horas da madrugada em escrever este relato, eu estava cansado. Sou notívago por imposição da minha natureza biológica, não por escolha voluntária. Subi os longos degraus do sobrado infame e alcancei a pista da boate.

Na 119, não encontrei um cenário diferente dos outros cabarés que visitei, estava vazia, menos de meia dúzia de garotas divertiam os rarefeitos clientes. Pedi uma vodka, minha ideia para rebater o frio noturno e para despertar meus membros dormentes. Meus pensamentos cogitavam desistir, retornar para o meu chalé nos alpes tijucanos, assistir algum filme por um streaming qualquer. Foi neste ponto que a mágica aconteceu.

Entra pela porta da boate uma ruiva alta, pele alvíssima, lábios rubros e carnudos, os fios vermelhos do cabelo desaguando compridos pelas costas, vestia um biquíni minúsculo também vermelho, impossível não pasmar diante da bunda mais perfeita que devo ter contemplado em vida. É possível que um filete de saliva tenha escapado pelo canto dos meus lábios, eu já não esperava nada e me apareceu uma escultura colossal dedicada ao mais puro erotismo.

Não foi difícil para que a mulher reparasse no meu olhar perplexo, na minha expressão boquiaberta, pois eu fazia parte dos gatos pingados presentes. Ela sorriu, me arrepiou. Sinalizei para que a ruiva se aproximasse.

Débora o seu nome e o som desse nome saindo daquela boca de lábios fartos me soou como sinfonia. Disse-me a idade, 21 anos. De perto, sentada à minha frente, suas pernas torneadas cruzavam-se, suas coxas grossas magnetizavam meus olhos. Os seios pequenos avolumavam-se num formato de pera, deixando escapar uma auréola rosácea pela beira do sutiã. Eu poderia usar o clichê, afirmar que Débora é linda, mas ela vai além disso, ela tem charme, humor, é profundamente sedutora com seu jeito de tímida desconfiada.

Executei a entrevista básica e, para a minha surpresa, a menina não exprimiu nenhuma restrição, não emitiu qualquer tipo de frescura. Pelo contrário, passou-me a sensação de que seria uma trepada celestial. Pedi a alcova.

Posso garantir que as acomodações da 119 (ao menos as que conheci), são largamente superiores se comparadas aos quartos da 210, da Afrodite e da 24. É um trash que tem evoluído nesse quesito. Débora me conduziu ao aposento e me pediu para aguardar um pouco.

E menos de dois minutos, ela estava de volta, nua, expondo o seu corpo níveo e imaculado às minhas mais sórdidas fantasias. Aproximou-se e me beijou com entrega absoluta, beijo de traqueia, fluidos, línguas, hálitos trocados, lábios sob pressão. Meu combalido pênis despertou do sono profundo que não pretendia abandonar até aquele sagrado momento em que meu corpo entrou em atrito com o corpo de Débora.

Ela foi me empurrando com delicadeza, me deitou na cama e se lançou por cima do meu tronco. Voltou a me beijar, esfregava-se inteira em mim, como uma serpente rastejando em solo pecaminoso. Eu podia sentir o calor da sua pele, ela passava as mãos pela minha cabeça e me beijava como se quisesse me devorar. Gemia beijando.

A boceta de Débora roçava no meu pênis, não mostrava receio de nada. Aos poucos, nossos corpos ameaçavam entrar em combustão espontânea. Ela deslizou e abocanhou meu pau em um boquete sôfrego, faminto. Os lábios subiam e desciam vertiginosamente, engoliam e libertavam o meu cacete, o ritmo me causava espasmos. Digo a você, foi necessário mobilizar uma força heroica para não ejacular precocemente na boca da menina.

Ela plastifica o caminho e monta no meu membro rijo, executando uma cavalgada que poderia ser embalada pelo ato homônimo da ópera de Wagner. Débora soltava gritinhos, murmurava em tom confessional que ia gozar, estremecia sobre o meu pau, gritava que minha pica era gostosa. Encaixada em mim, rebolava num febril delírio incessante.

Pedi para que ficasse de quatro. Débora se posiciona, rebaixa a cabeça e empina a bunda, dois círculos de harmonia inacreditável, mapa mundi do divino. Acredite, afeiçoado, quase rezei diante daquela visão. Estava na posição certa, pois Débora é mulher para comermos ajoelhados.
Engatei as estocadas, a menina forçava a bunda para trás e nos chocávamos em estalos da pele. Débora gemia alto, alertava que gozaria novamente. Eu apertava aquelas nádegas como quem segura um amparo que impedia o meu afogamento. Sim, eu estava me afogando de tesão. Lembrei-me do Gonzaguinha: não dá mais para segurar, explode coração.

Explodi e despenquei no colchão. Colchões de puteiros são palcos de muitos espetáculos, alguns que caem no esquecimento, outros que nunca mais abandonam a nossa memória. Débora será eterna, uma diva a ocupar a galeria de grandes nomes da atuação sexual.

Batidas na porta, o tempo acabou. Outro beijo, nos despedimos. Na rua, cortando ventos gelados, peguei o celular, acessei o YouTube e escolhi a única música que poderia coroar aquele raro instante. Emparelhei o meu aparelho auditivo com o som e continuei caminhando como quem voa.

Je t'aime... moi non plus