25 de Setembro de 2023 às 12:38
JENIFFER
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BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM




Tarde quente e eu pisava arrastado feito um camelo atravessando a amplidão árida do Largo da Carioca. Gotas de suor ameaçavam brotar e escorrer da testa antes que eu entrasse no Edifício Avenida Central. Maltratado pelas altas temperaturas do El Niño, decidi esfriar o motor pedindo um chope de balcão, o líquido dourado e espumante deslizou como ganchos gelados pela minha garganta abaixo. Não sei se senti alívio, mas tenho certeza de que senti vontade de beber mais e pedi outra tulipa.

Tenho me encontrado com algumas mulheres. Poucos encontros bons, muitos encontros insossos e alguns ruins. Não tenho é encontrado vontade de me ver prisioneiro das descrições do ato sexual, me bateu uma consciência de que tudo é sempre igual, para todos. Dei um tempo de escrever para não eternizar o desencanto.

No meu caso, creio que só perco na velocidade do orgasmo para um coelho. Sou na cama como sou na vida, objetivo sem ser egoísta. Meus espermas, retidos no breu da bolsa escrotal, têm pressa em escaparem para conhecer a paisagem idílica de qualquer útero. Saltam eufóricos sem saber que estão pulando para o abismo de um saco de látex que os matará asfixiados. Jamais conhecerão a liberdade uterina ou a fecundação que os perpetua. A existências dos espermas é uma tragédia anunciada.

Nesta tarde quente, porém, eu iria me encontrar com a Jeniffer, nossa segunda vez, a primeira ocorreu quando ela ainda era freelancer. Dirijo-me ao setor de triagem do Edifício Central, o atendente me pergunta por quatro vezes o número do meu CPF e erra a digitação nas quatro vezes.

— O senhor não está cadastrado — me diz.

— Meu filho, eu estou cadastrado. Vê direitinho isso aí — respondo.

Tic, tic tic... o jovem atendente digita.

— Senhor, o seu nome não consta aqui — ele insistia enquanto uma fila impaciente se formava num dia de movimento intenso no prédio.

— Então me cadastra, por favor.

Clic... e tira uma foto do meu rosto deformado pela raiva.

— Pode repetir o seu CPF, senhor?

Repito o CPF.

— Estranho... Agora está aparecendo que o senhor tem cadastro.

Confesso que me vi estrangulando o pescoço juvenil do atendente como quem mata uma galinha para o almoço.

— Eu falei, meu filho. Eu tenho cadastro.

— Peraí. GLEISEEEEE, pode vir aqui? — O atendente grita para uma mocinha que estava a duas cadeiras da dele, o susto fez com que a menina quase parasse no terraço do edifício.

Veio a Gleise. Mexeu dali, mexeu daqui, chamou o atendente de burro e, finalmente, me liberaram o crachá.

— Qual a sala? — aquela pergunta constrangedora por saber que eles irão saber exatamente para onde estou indo e o que irei fazer.

Embarco no elevador, desembarco no andar, fico meio desorientado sobre a direção do corredor que devo seguir (coisas da idade) e alcanço a porta da Ônix como um cachorro perdido que retorna à boa casa que fornece tigela de ração.

— O senhor está marcado? — pergunta-me uma menininha simpática e miúda que, por alguns segundos, quase me fez acreditar que eu havia entrado por engano numa sala de recreação infantil.

— Estou, sim. Com a Jennifer.

— Vou levar o senhor para a cabine, logo ela estará lá.

De tanto me chamarem de “senhor” durante o dia, chego em casa à noite me sentindo o próprio Matusalém. Jennifer não demora, quando chega já emendo num beijo voraz e ela não refuga. Toalha, ducha e cama.

Como disse no início deste relato, estou padecendo de cansaço de me repetir sobre as descrições do ato sexual, mas como a Jennifer foi muito carinhosa comigo neste último encontro, decidi que ela merecia um relato como retribuição à doçura que me dedicou.

Mantenho a garota deitada, puxo o meu aparelhinho de eletrochoque, insiro sobre o clitóris e a menina geme alto, altíssimo. Fica envergonhada, com receio de ouvirem os gemidos anormais. Continuo castigando o clitóris com a vibração potente do aparelho. Jennifer se contorce, não consegue conter os gritinhos de prazer, pede para eu parar ao mesmo tempo que pede para eu continuar, diz que está uma delícia, ameaça com o gozo e goza. Seu corpo amoleceu na consistência de uma Maria-Mole.

Logo a moça inverte a posição e me abocanha num desses boquetes que parecem esculpir o pau. Engole, passa a língua, torce o pênis, abocanha novamente... Difícil é não ir a nocaute com o boquete da Jeniffer, mas resisti. Ela para subitamente, ajeita o gorro no diminuto Pikachu — o breve — e monta sem dó sobre o meu tronco. Rebola, esfrega, quica com um entusiasmo de virgem. Não deu mais, gozei todos os episódios de Breaking Bad e com o mesmo desespero de Walter White.

Converso enquanto e me visto, prometo voltar, despedida e deságuo outra vez vastidão inóspita do secular Largo da Carioca. Percorro um pequeno trecho até o metrô, embarco num vagão lotado, fico apertado entre um bando de homens, todos protegendo a bunda como quem protege a própria vida. Depois do sonho, a vida sempre volta a ser real. Girl9