12 de fevereiro de 2024 às 15:53
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM




*CONVERSA DE BAR

Tédio. Sensação que massacra. Afastei-me muito do sexo com garotas de programas comuns, da maioria das frees, voltei a perambular pelos bordeis, caçar nos pontos de rua, buscar a adrenalina necessária à minha sobrevivência. A verdade é que o sexo pago está assustadoramente pasteurizado. É muito raro que qualquer mulher de programa me deixe impressionado, que me faça querer voltar. Há vaginas que muitas vezes parecem menos empolgantes do que um biscoito de água e sal. Os neófitos idolatram até o insosso, eu não. Diante disso, migrei para as emoções vertiginosas do Tinder e visito as raríssimas meninas remuneradas que ainda conseguem chamar a minha atenção por algum motivo aleatório.

Quinta-feira, marquei à noite com a Pérola no Alto-Méier, é uma moça que me agrada, tem um corpo de uma exuberância que faria passista de escola de samba babar bílis de inveja e expelir pedras da vesícula. Mulherão. Decidi conhecê-la melhor e ela foi gentil ao aceitar o meu convite.

Pérola bebe cerveja e come pizza, é uma fêmea real — que alívio faraônico poder ficar longe do cardápio de confeitaria que castiga os meus olhos diariamente. Sou velho, mas ainda não sou avô nem, tampouco, me interesso pela tia do chá.

Comemoramos nosso primeiro encontro externo, namoramos um pouco, rimos juntos de alguns episódios do GP Arena e nos despedimos sem cometer o pecado da carne. Prometi visitá-la no dia seguinte para sanar o hiato da pele. Pérola me proporcionou uma noite informal inesquecível.




*SKINNY

Sexta-feira, o motorista do aplicativo me deixa no endereço errado e eu só percebo ao desembarcar. Tarde demais. Precisaria andar algumas léguas até a Rua Constança Barbosa, no fervoroso Méier. Eu me sentia como um vampiro que saiu da tumba, por engano, na hora errada. A cada passo, temia ser vaporizado pelas ondas de calor que emergiam das calçadas. Definitivamente, não sirvo para a luz do Sol, a utopia juvenil do dia se esgotou na minha existência de celibatário.

Subitamente, uma jovenzinha gostosa, enfiada em uma roupa de academia tão apertada que fazia a garota se movimentar como um robô, quase que esfrega um panfleto na minha cara.

— Olá, senhor. Quer participar da nossa promoção? — ela anuncia.

Olho o folheto e vejo um homem apolíneo abraçado a uma mulher curvilínea, ambos de sunga e biquini respectivamente, com um balão tipo de história em quadrinhos saindo da altura da boca...

“VISITE O SPA THE SKINNY ONE”

Admito, odeio essa tendência à anglofilia, só de ler o título do negócio me desinteressei.

— O senhor pode me dar um minutinho para ouvir sobre a promoção? — insistiu a menina.

— Estou com pressa, mas se for breve...

— Sim. O nosso Spa irá inaugurar daqui a 15 dias. Estamos fotografando pessoas para nosso quadro “antes e depois” e em troca daremos uma cortesia na primeira semana da inauguração.

— Como assim? Antes e depois? E por que eu?

— Quanto o senhor pesa? — a pergunta foi quase um desaforo.

— Não me lembro, minha filha.

A garota lançou um olhar panorâmico para a minha esférica barriga como se estivesse vislumbrando a lua cheia em plena luz do dia. Continuou...

— Então, nós faremos uma foto do senhor sem camisa como sendo o “antes” e o nosso setor de informática irá configurar o photoshop para mostrar o “depois”.

— Mas isso é propaganda enganosa — respondi.

— Não, não. Sairá como previsão dos resultados a partir do nosso programa estético.

Mil palavras para me acusar de obeso. Desvencilhei-me da mocinha e segui o meu curso.

*A JOIA DO MÉIER

Desfazendo-me em suor, pensando em buscar um balde para recolher parte do eu corpo mutilado em pingos pelas ruas, alcancei o prédio onde Pérola trabalha. Invado a portaria me sentindo um sobrevivente do deserto de Atacama. O porteiro me olha por cima do óculos e não diz nada.

Ficamos nos encarando, eu sem forças para dizer qualquer coisa e o porteiro imóvel como um busto em bronze do João Nogueira. Talvez, cansado de aguardar alguma palavra minha, ele tomou a inciativa.

— O senhor vai para onde? — me pergunta.

— Na sala 202 — respondo.

Então, o semblante inerte do homem se transforma, os lábios esticam-se num sorriso de Monalisa e ele completa a cena com um tom de voz enigmático.

— Ah! Sim. Na terapia.

Retirou a barricada entre mim e o elevador. Subi.

Sou recebido por uma moça morena que olha o meu estado físico deplorável e pergunta se quero uma água. Não aceitei. A recepcionista me encaminha para uma cabine e me pede que aguarde a musa maior. O espaço da sala é pequeno, as cabines também possuem dimensões diminutas, mas possuem ducha para o banho. Retirei minhas roupas empapadas de suor, fiz o box de varal e deixei que a água do chuveiro me limpasse das desventuras do verão.

Pérola entra na pequena masmorra trajando um biquíni que exaltava o seu corpanzil incomparável, exibia todas as suas curvas atordoantes, deixava à mostra sua bunda digna de capa de revista. Repito, que mulherão. Não trocamos nenhuma palavra, somente nos beijamos. Beijos autofágicos, nó de línguas, troca de saliva. Ela me pede que eu retire o seu biquíni, neste ponto quase fui vítima de ejaculação precoce, mas resisti.

A morenaça se deita e mergulho sobre o seu corpão. Sarradas, amassos, mais beijos. Ela inverte a posição e me assola com um boquete que estupra o meu combalido pênis, alterna com lambidas no meu saco, com punhetas habilidosas. Quando constata a dureza do envelhecido Pikachu, vem por cima e monta sobre o meu tronco. Mil quicadas por segundo, não gozo. Ela fica de quatro, vejo o tobogã erótico e deslizo o pau pré-preparado para dentro daquela vagina úmida e morna. Estocadas fortes, Pérola geme, rebola e avisa que vai gozar. Gozou.

Eu me deito novamente e ela termina nosso enlace me masturbando e dando linguadas em minha glande. Ejaculei metade do Imperator. Uma hora passou voando, conversamos brevemente e nos despedimos. Retornei às ruas calorosas do Méier e sinalizei para um táxi.

— Vai para onde, senhor?

— Me leva para a Tijuca, sem pressa que o ar-condicionado tá muito bom.

— Tijuca é uma beleza — responde o chofer sobre o meu grande amor.

Emparelho os meus aparelhos auditivos com o celular e deixo que a música faça as cores do trajeto...

COLD EYES

Não demoraria para anoitecer e à noite qualquer aventura é possível, porque é quando a vida pulsa, é quando o libertino vive.

Yes