14 de Junho de 2025 às 02:00
LIZ AVELAR
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BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO SEI

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Noite fria.
e dizer isso no Rio é quase mentira, quase poesia barata.
mas não, era real.
1h20 da manhã, escrevendo no uber, com os dedos congelando como se eu tivesse errado de cidade, de país, de vida.

hoje foi diferente.
um acaso.
marquei com a Liz.
num site que nunca tinha usado.
novidade.
eu, que sou bicho velho de ZZ, de rostos conhecidos, de carne já mapeada, decidi jogar dados no escuro.

e o escuro sorriu pra mim.
quem abre a porta é uma obra de arte ambulante.
Linda.
gostosa.
um sorriso que vale mais que muito gozo por aí.
e simpática — muito simpática.
tem coisa que dinheiro não paga, mas simpatia já é meio caminho pra justificar qualquer valor.

o sotaque?
SP.
dá pra sacar de longe.
paulistana perdida nesse hospício tropical.

conversamos um pouco.
o apartamento grande. lindo...confortável.
ela se deita.
nua.
linda como o diabo gostaria de ser.

começo.
lento.
saboreando.
sentindo cada nota, cada cheiro, cada pedaço como se fosse um sommelier de vinho.
e que cheiro, meu amigo.
bom.
limpo.
um cheiro que gruda no corpo e fica lá, como se dissesse: “isso aqui você vai lembrar até morrer.”

ela sobe.
e trepa.
mas não é aquele trepar burocrático.
é trepar com vontade.
com gosto.
com fome.

aí eu vou por cima.
sempre testando meu corpo.
um corpo cansado, com sono acumulado, vivendo na base do café, da ansiedade e da luxúria.
andam me dizendo que pareço um zumbi.
e talvez estejam certos.
dormindo pouco, gozando muito, ou talvez nem tanto assim.

ela vira de quatro.
puta que pariu.
que visão.
eu só pensava nisso.
nisso e em nada mais.
a beleza dela parecia uma agressão.

de bruços, continuo.
mas o gozo...
o gozo não vem como deveria.
micro orgasmos.
daqueles que você segura pra não acabar,
pra não perder o filme no melhor pedaço.

fiquei até não dar mais.
até o corpo dizer:
“basta, cara. você ainda tem amanhã pra sobreviver.”

conversamos.
ela é incrível.
daquelas que, se você não se policiar, marca uma, duas, três vezes...
e quando vê, já virou dependência.

na saída, ela dá uma reboladinha na porta do quarto.
achou que eu não notei.
mas notei, sim.
notei e gravei na memória, naquele lugar onde guardo os pecados bons.

ela disse que fica pouco no Rio.
meu egoísmo queria amarrar ela aqui.
mas beleza assim não tem corrente.
só lembrança.
e desejo de replay.
talvez seja melhor.
ela viraria meu vício...

certeza que esse momento ainda merece um segundo round.
valeu cada centavo.