14 de Maio de 2026 às 15:53
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

DISSE QUE FAZ

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Contexto
​I.
​Eva apenas perguntou se ainda era a minha 01, já que eu não a via há sessenta sóis. Eu adorei o questionamento. No intervalo daquelas semanas, fui bastante "infiel"kkkk, mas respondi com a certeza de quem sabe onde o pé aperta: ela continua 01. A razão é pragmática. Eva é a única que me atura todos os dias. Minhas manhãs começam invariavelmente com suas lindas mensagens de bom dia e com ela sempre perguntando como eu estou. O resto do tempo é preenchido por um fluxo constante de conversas, fofoquinhas e aquelas piadas internas que só nós dois entendemos.
​II.
​Agendei o encontro sem hesitação; a urgência falava mais alto que o tempo de ausência. Ao chegar, a recepção de Eva manteve o padrão de excelência que lhe é próprio. No instante em que entrei no apartamento, a distância acumulada de sessenta dias foi aniquilada em um beijo de intensidade absoluta. Havia ali uma alegria feroz, uma celebração mútua pelo reencontro, confirmando que a carne reconhece sua soberania. Logo após, retirei-me para o banho. Sob a água, a temperatura purificadora preparava o corpo para o que estava por vir, enquanto a satisfação de estarmos juntos novamente pulsava em cada fibra, lavando qualquer rastro da estrada percorrida até ali.
​III.
​Emergi do banho com a pele ainda vibrando, apenas para ser tragado novamente pela presença incontornável de Eva. O reencontro de nossos corpos, despidos de qualquer artifício, foi uma celebração de tato e calor; a distância de meses colapsou no instante em que nossas carnes se fundiram, úmidas e famintas. Beijamo-nos com a urgência de quem resgata um fôlego perdido, um emaranhado de línguas e membros que ignorava o mundo exterior. Havia uma beleza lírica nessa junção, um reconhecimento tátil de que nossas anatomias ainda falavam o mesmo idioma. Ato contínuo, ela se entregou ao prazer de me chupar com uma entrega que beirava o sublime. Sentir seus lábios e o calor de sua boca em um movimento de absoluta rendição foi o ápice do drama que vínhamos construindo. Cada carícia era um tributo à minha presença, fazendo o tempo estagnar sob a força desse gesto. A beleza daquele cenário residia na simetria perfeita entre o meu ímpeto e a sua volúpia, uma coreografia onde a carne reafirmava, em sua forma mais pura, a soberania do nosso encontro.
​IV.
​Após aquela entrega devota, Eva ascendeu sobre mim, assumindo o comando em uma cavalgada rítmica que desafiava a própria inércia do tempo. Eu a possuía com a força de quem recupera um território perdido, enquanto minhas mãos, guiadas por um instinto cego e faminto, percorriam a topografia de seu corpo, reconhecendo cada curva e cada relevo de sua pele sob o suor do prazer. Havia uma paixão avassaladora nessa dança; um drama escrito no atrito das nossas peles e na cadência dos nossos fôlegos que se fundiam no ar denso do quarto. Na sequência, em um movimento de entrega ainda mais absoluto, ela posicionou-se de frente, elevando as pernas sobre meus ombros em uma abertura total que me permitia penetrá-la com uma profundidade única. Enquanto eu a comia, nossas faces se encontravam em beijos de uma intensidade desesperada, como se tentássemos devorar um ao outro através dos lábios. O calor que emanava daquela junção era uma chama que consumia os dois meses de separação, transformando o ato em uma poesia bruta de movimentos e gemidos, onde a paixão transbordava em cada investida e o drama do nosso reencontro atingia seu ápice em uma sinfonia de carne, suor e desejo indomável.
​V.
​Em um movimento de posse absoluta, a posicionei de quatro, expondo a arquitetura perfeita de suas formas à minha vontade. A comia com uma intensidade que beirava o delírio, um ritmo impiedoso que traduzia em cada investida o acúmulo das semanas de distância. O quarto era o palco de um drama visceral, onde o único som permitido era o estalo das carnes se chocando e a respiração pesada de quem se perde no outro. Havia uma poesia feroz nessa geometria: o contraste do meu ímpeto contra a sua entrega, um embate de forças onde o prazer era a única lei. O calor subiu até o ponto de ebulição, uma tensão que percorria todo o meu corpo como um relâmpago prestes a descarregar. A cada penetração profunda, a certeza da soberania de Eva se reafirmava na pressão dos meus dedos contra sua pele e no arco de seu corpo sob o meu comando. O ápice veio como uma tormenta há muito esperada; no instante em que gozei, a realidade se fragmentou em um clarão de pura exaustão e glória. Foi uma descarga de vida e de posse, um transbordamento que selou o nosso reencontro e lavou qualquer rastro de ausência, deixando apenas dois corpos que, enfim, haviam esgotado todas as suas urgências.

Soneto: A Soberania de Eva

​Apenas perguntou, após sessenta sóis,
Se o posto de primeira era ainda o seu.
Adorei a questão; em meus desvios móis,
Fui infiel, mas meu norte não se perdeu.
​Pois só ela me atura e o bom dia me traz,
Nas fofoquinhas e no rir que só nós temos;
É a estrutura de ferro que me traz a paz,
No cotidiano em que juntos nos mantemos.
​Agendei. E no beijo que a carne consome,
Lavei no banho a distância e o cansaço;
Pois no seu corpo o meu desejo tem nome.
​Cavalgou, entregue, em um laço de aço,
De quatro a comia, até que o gozo retome
A soberania de Eva em cada pedaço.
​Mãos na topografia de um corpo ardente,
Pernas nos ombros, em entrega total,
Eu a possuía, feroz e presente.
​O suor lavava o hiato temporal,
Beijos profundos, de um fôlego só,
Na beleza bruta de um pacto carnal.
​Gozei na exaustão, desatando esse nó,
Dois corpos entregues, urgência esgotada,
Longe do mundo, de toda a jornada.