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BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
NãO SEI
ANAL
SIM
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Com Bella, nada parecia um serviço comprado. Era a atmosfera. O jeito de falar. A maneira como marcava os encontros, como respondia às mensagens, como fazia você acreditar que era desejado. Não um cliente.
Quem tem uma certa experiência em acessar esse tipo de “serviço” constrói muros. Aprende a separar desejo de ilusão. Bella atravessa esses muros com facilidade. Sem esforço aparente. O problema é que, quando a guarda baixa, você começa a esquecer por que está ali. E isso pode ser perigoso.
O que vou relatar aconteceu no nosso último encontro.
Durante a semana trocamos algumas mensagens. Nada demais. Conversas curtas, combinando horários, acertando detalhes. O encontro ficou marcado para o fim de semana.
No sábado à tarde voltamos a nos falar. Eu já sabia que iria. Mesmo assim, havia aquele ritual inútil da confirmação. Como se ainda existisse a possibilidade de desistir.
Dessa vez seria na casa dela.
Era longe, mas o horário ajudava. Com as pistas livres, a viagem parecia menos cansativa e a distância perdia importância.
Depois da confirmação, a ansiedade toma conta.
Ainda era tempo de Copa do Mundo. Quartas de final. Enquanto me arrumava, Noruega e Inglaterra jogavam. Quando saí de casa, os ingleses já tinham resolvido a partida.
Entrei no carro e peguei a estrada.
Escolhi o caminho mais longo. Pelo menos no waze era o mais longo. Na prática, era o mais rápido. Uma dessas contradições que a gente aceita sem pensar muito. Quarenta e cinco minutos depois eu estacionava diante da casa de Bella.
Ela já me esperava.
Abriu a porta usando um baby doll branco que parecia ter sido criado com uma única finalidade: permanecer na memória de quem o visse. Há roupas que cobrem um corpo. Aquela fazia o contrário.
A recepção foi quente, como sempre.
O beijo começou na porta e continuou pela sala. Mãos, respiração acelerada, aquela eletricidade silenciosa que dispensa apresentações. Conhecíamos o roteiro. Bastava deixar acontecer.
Mas havia a Copa.
Por mais ridículo que pareça agora, interrompemos tudo para assistir Argentina e Suíça. Sentamos lado a lado no sofá para torcer contra os argentinos, unidos por uma causa que naquele momento parecia razoável.
Hoje, escrevendo estas linhas, percebo a estupidez da decisão.
Eu tinha diante de mim uma mulher deslumbrante, usando quase nada e no entanto, escolhemos naquele momento ver o jogo. Talvez exista uma explicação. O futebol, assim como o desejo, habita uma região pouco civilizada da mente. Ambos ignoram a lógica. Ambos exigem prioridade absoluta. Naquela noite, por algum motivo que ainda me escapa, a Copa venceu por alguns minutos.
A partida estava empatada e terminou assim em seu tempo regulamentar. Essa pausa fez com que a atenção voltasse para nós dois e voltamos a nos atracar em seu sofá. As roupas foram saindo rapidamente e já não era sem hora estávamos nus naquele sofá. Bella por cima de mim enquanto a beijava e sentia o cheiro daquela pele na tentativa de eternizar aquela fragrância na minha mente.
Bella já roçava intensamente sua “fábrica de mel” em cima da minha pica somente separada pelo tecido da cueca e já deixava tudo encharcado.
Lá fora uma intensa ventania já fazia um esporro danado e minutos depois a energia elétrica se acaba.
Na escuridão, a única dificuldade foi de achar a camisinha e vesti-la porque depois disso tudo funcionou como música. Parecia uma coreografia em que todos os movimentos levavam a um prazer viciante. Poder sentir o corpo de Bella totalmente entregue a você e poder chupar aqueles seios pequenos e delicados enquanto bombava com força e tesão é o tipo de experiência que uma vez provada é difícil ficar sem.
Com a luz indo e voltando me lembro das cenas inesquecíveis ora comendo a Bella em pé, por trás dela, vendo nosso reflexo no espelho ora utilizando a ajuda de um pequeno divã para posicionar a Bella e bombar com todo vigor possível aquela delícia de mulher. Foram minutos intensos que exigiram uma pequena parada para nos hidratar e respirar. O jogo já tinha acabado a muito tempo e ficamos ainda conversando e curtindo a presença um do outro.
O fato de aquele encontro acontecer na casa de Bella acrescentava algo difícil de definir. Não era apenas comodidade. Era intimidade.
Motéis, hotéis e salas alugadas são territórios neutros. Lugares sem memória. A casa de alguém é diferente. A casa revela pequenas coisas que a pessoa não controla.
Aos poucos, fui conhecendo fragmentos de Bella que não apareceriam em nenhum encontro convencional. A decoração, a forma como organizava os ambientes e até seu gosto musical. Havia uma playlist tocando baixo, preenchendo os espaços vazios da casa. Para minha surpresa, nossos gostos pareciam caminhar na mesma direção. Entre uma faixa e outra, uma canção chamou minha atenção imediatamente.
Ben L'Oncle Soul – Addicted.
Primeiro foi o ritmo. Depois a letra. Daquelas músicas que não pedem licença para entrar na cabeça. Ficam circulando durante horas, às vezes dias.
Já era bem tarde, tipo 3 da manhã e fomos para a cama dormir. Pelo menos era o que eu achava que iria fazer, mas ao sentir o corpo de Bella totalmente nu ao meu lado o sono foi totalmente embora e voltamos a nos pegar intensamente. Dessa vez fiz questão de destinar bons minutos sorvendo aquela buceta suculenta e deliciosa. Ficaria sem exagero uns 30 minutos ininterruptos chupando a Bella mas a pedido dela e também devido ao meu grande tesão tive que penetrá-la mais uma vez e sentir mais uma vez aquela mulher entregue a mim. Dessa vez a gozada veio forte e consegui em tempo tirar o preservativo e dar um senhor banho de porra naquela gostosa.
O que tornava esse pernoite diferente era o fato de o dia seguinte ser domingo.
Ao contrário de outras ocasiões, não havia a obrigação imediata de encarar compromissos ou correr contra o relógio. A manhã surgia como uma extensão da noite, um tempo extra concedido sem explicação.
Acordar e encontrar o sorriso de Bella é sempre a melhor parte. A energia e o entusiasmo que são marcas registradas de Bella transformam qualquer manhã em algo especial, daqueles momentos simples que fazem você desejar que o dia nunca termine.
Depois de despertar e uma rápida higiene matinal emendamos em mais uma intensa sessão de sexo, a última. A que fica na memória durante a semana...
Bella ainda preparou um café para recuperarmos as energias. O papo corria solto, leve, daqueles que fazem o relógio parecer um inimigo. Não havia vontade de interromper a conversa, muito menos de ir embora.
Enquanto tomávamos café, a música que havia chamado minha atenção na noite anterior voltou a tocar: Addicted, de Ben L'Oncle Soul.
Naquele momento, entendi que talvez não se tratasse de uma coincidência. Era uma constatação. Existe algo em Bella que ultrapassa a beleza, a companhia ou os momentos compartilhados. É a forma como ela faz você se sentir. A maneira como transforma horas em lembranças e encontros em saudade.
Addicted.
A música estava certa o tempo todo.
Estar com Bella é viciante. E talvez esse seja seu maior perigo — e também seu maior encanto.