06 de Junho de 2019 às 15:49
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

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ANAL

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TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Quarta-feira, noite chuvosa no Centro do Rio, fui movido por aquele febril ímpeto sexual de me embrenhar numa caminhada erótica pelos bordéis da região. Comecei pela 502, na rua da Alfândega. Fui surpreendido por uma casa com poucos clientes, mas ilustrada por umas 50 mulheres, que devido à falta de demanda estavam preferindo fazer tricô a acasalar. Não me demorei muito no clima lounge do ambiente, atravessei a Presidente Vargas e caminhei até a rua da Conceição, onde um famigerado puteiro de raiz está fincado sob o número 116, o Bombeirinho.

Ao chegar na altura da rua da Conceição, quase esquina com a Marechal Floriano, nos deparamos com duas portas contíguas, duas escolhas às escuras oferecidas pelo diabo, enigmas sob as escadas dos sobrados que ocultam inferninhos. Escolhi a porta que leva ao afamado Bombeirinho.

O salão escuro da precária boate já abrigava muitos bebedores às 20h. Na parede, escrito a giz, destacava-se o anúncio do balde com 5 latões ao módico preço de 30 reais. A qualidade das mulheres não estava das melhores. Talvez, por isso, a negra Carol se destacasse soberana com seu corpo escultural. Sentei-me com ela e conversamos por um tempo, mas por uma dessas razões indecifráveis da libido, não me animei a subir.

Deixei o Bombeirinho e fui em direção ao 210 da Uruguaiana. Devido ao minúsculo e claustrofóbico espaço, deveriam ser obrigados a fornecer cilindros de oxigênio a cada novo cliente que entrasse. É difícil permanecer muito tempo no interior da 210, que com a presença de 30 indivíduos já se assemelha ao trem para Japeri na hora do rush.

Nada de muito interessante na 210, atravessei a rua e entrei no Clube Afrodite. No balcão, uma senhora vestida de mãe de santo fazia misteriosas anotações e coordenava as apresentações de dança e striptease no pole dance. Provavelmente, a mãe de santo devia representar precaução contra qualquer ataque inesperado de alguma pombajira à boate. Com poucas meninas e quase nenhuma interessante, a casa só vale pelos shows constantes que promove num pequeno palco instalado na pista. Entediado e quase desistindo de encontrar uma fêmea que me seduzisse, parti para a derradeira tentativa na 119 da rua da Alfândega.

A 119 é um fato interessante. Escondidinha no final da rua da Alfândega, guarda um elenco atraente para os bons garimpeiros. Escalei as centenas de degraus do sobrado e cheguei ao salão com a sensação de um pré-infarto. Sobrevivi e me postei no balcão do bar até ser abordado por uma ninfa com quem eu já havia saído e que é uma legítima coaching sexual. Gaby é seu nome, morena quase mulata, cerca de 20 anos, deve ter 1,70m, um corpo delicioso de falsa magra, seios pequenos e uma provocadora bunda arrebitada. A garota é disputada a tapa. Não perdi tempo: Alcova.

No quarto, ela se despe enquanto eu arranco meus trajes, ansioso por possuí-la. A fêmea me joga na cama e inicia um boquete no melhor estilo rapel, percorrendo meu pênis com a boca numa escalada de descidas e subidas vertiginosas. Inverto a posição e pratico o tradicional papai e mamãe, ela geme deliciosamente ao pé do meu ouvido. Quase entregando os pontos, depois da longa jornada erótica daquela noite, peço que ela fique de quatro. Que visão, afeiçoado forista. Gaby é mulher para comer ajoelhado e gritando “aleluia, irmã”. Quando gozei, eu podia jurar que ouvi vozes de anjos cantando naquele quarto 3x4. Não é uma experiência sexual, é um momento extrassensorial. Desabei nocauteado naquela tênue camada de espuma que cobria a cama de concreto. Sim, estimado forista, os quartos da 119 são feitos para os fortes, para homens que mijam em pé.

Fui embora saciado e feliz ao encontro do Sucatão, estacionado na rua Buenos Aires. Aciono o motor, ligo o rádio e das caixas de som transborda a voz de Billy Paul cantando “Your Song”. Antes de morrer, viva.