BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
SIM
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Ao chegar na altura da rua da Conceição, quase esquina com a Marechal Floriano, nos deparamos com duas portas contíguas, duas escolhas às escuras oferecidas pelo diabo, enigmas sob as escadas dos sobrados que ocultam inferninhos. Escolhi a porta que leva ao afamado Bombeirinho.
O salão escuro da precária boate já abrigava muitos bebedores às 20h. Na parede, escrito a giz, destacava-se o anúncio do balde com 5 latões ao módico preço de 30 reais. A qualidade das mulheres não estava das melhores. Talvez, por isso, a negra Carol se destacasse soberana com seu corpo escultural. Sentei-me com ela e conversamos por um tempo, mas por uma dessas razões indecifráveis da libido, não me animei a subir.
Deixei o Bombeirinho e fui em direção ao 210 da Uruguaiana. Devido ao minúsculo e claustrofóbico espaço, deveriam ser obrigados a fornecer cilindros de oxigênio a cada novo cliente que entrasse. É difícil permanecer muito tempo no interior da 210, que com a presença de 30 indivíduos já se assemelha ao trem para Japeri na hora do rush.
Nada de muito interessante na 210, atravessei a rua e entrei no Clube Afrodite. No balcão, uma senhora vestida de mãe de santo fazia misteriosas anotações e coordenava as apresentações de dança e striptease no pole dance. Provavelmente, a mãe de santo devia representar precaução contra qualquer ataque inesperado de alguma pombajira à boate. Com poucas meninas e quase nenhuma interessante, a casa só vale pelos shows constantes que promove num pequeno palco instalado na pista. Entediado e quase desistindo de encontrar uma fêmea que me seduzisse, parti para a derradeira tentativa na 119 da rua da Alfândega.
A 119 é um fato interessante. Escondidinha no final da rua da Alfândega, guarda um elenco atraente para os bons garimpeiros. Escalei as centenas de degraus do sobrado e cheguei ao salão com a sensação de um pré-infarto. Sobrevivi e me postei no balcão do bar até ser abordado por uma ninfa com quem eu já havia saído e que é uma legítima coaching sexual. Gaby é seu nome, morena quase mulata, cerca de 20 anos, deve ter 1,70m, um corpo delicioso de falsa magra, seios pequenos e uma provocadora bunda arrebitada. A garota é disputada a tapa. Não perdi tempo: Alcova.
No quarto, ela se despe enquanto eu arranco meus trajes, ansioso por possuí-la. A fêmea me joga na cama e inicia um boquete no melhor estilo rapel, percorrendo meu pênis com a boca numa escalada de descidas e subidas vertiginosas. Inverto a posição e pratico o tradicional papai e mamãe, ela geme deliciosamente ao pé do meu ouvido. Quase entregando os pontos, depois da longa jornada erótica daquela noite, peço que ela fique de quatro. Que visão, afeiçoado forista. Gaby é mulher para comer ajoelhado e gritando “aleluia, irmã”. Quando gozei, eu podia jurar que ouvi vozes de anjos cantando naquele quarto 3x4. Não é uma experiência sexual, é um momento extrassensorial. Desabei nocauteado naquela tênue camada de espuma que cobria a cama de concreto. Sim, estimado forista, os quartos da 119 são feitos para os fortes, para homens que mijam em pé.
Fui embora saciado e feliz ao encontro do Sucatão, estacionado na rua Buenos Aires. Aciono o motor, ligo o rádio e das caixas de som transborda a voz de Billy Paul cantando “Your Song”. Antes de morrer, viva.