13 de Junho de 2019 às 19:03
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Quarta-feira, 12 de junho, fim de tarde. Havia uma euforia nas ruas do Centro, casais circulando de mãos dadas, flores amparadas em braços femininos, alegorias do amor simulando felicidade. Paralelo a tudo isso, eu caminhava em passos firmes pelos corredores de prédios, sozinho, mas determinado a desaguar meu sêmen em ebulição em alguma vagina camuflada na penumbra dos sobrados que sobrevivem pela grana do sexo.

Sim, forista sem fé, o legítimo libertino é um solitário, não anda em manada, não pensa como rebanho, é um predador único caminhando anônimo pela multidão, um tipo de Blade Runner à caça dessas replicantes de mulheres que chamamos de putas. No dia dos namorados, ninguém pensa em encontrar romance no bordel. No território da luxúria não há o aroma das flores, há o cheiro do feromônio, do desinfetante barato, existe o reflexo das cores dos biquínis afrodisíacos cobrindo com dificuldade as partes eróticas das fêmeas em exposição. No universo mundano, a felicidade é afrodisíaca.

Piso sobre os paralelepípedos da Rua da Alfândega e escolho entrar na 502. Escalo os degraus até a recepção e encontro a gerente com rosto amuado, sentada numa cadeirinha em frente à escada. Um silêncio dominava o ambiente. Dirijo-me ao fumódromo absolutamente deserto, caminho até a boate e vejo um cliente e poucas meninas. Talvez, o dia dos namorados seja dia de finados para aqueles que aderiram ao sonhos vãos do matrimônio. Desisto de continuar ali e me retiro.

Alguns passos na mesma Rua da Alfândega e alcanço o número 119. Mais uma escalada de degraus infindáveis até o topo do sobrado. Sim, meu estimado companheiro de jornadas, ali encontrei o verdadeiro clima dos bordeis, o funk embalando bundas provocantes, água sanitária e desinfetante exalando perfumes que se misturavam no ar, as mulheres flertando com homens que trocaram o amor pela luxúria. Ali era o meu lugar. Peço uma cerveja e me sento à beira do balcão do bar.

Lucy surgiu no intervalo de uma piscada das luzes estroboscópicas da pista, se aproximou me encarando com olhos de gueixa, com a cintura fina que se despejava em quadris largos esculpindo uma bunda arrebitada, apetitosa. Sem cerimônias, me deu um selinho com seus lábios carnudos e perguntou se podia beber comigo. Claro que pode. Ficamos conversando por uns vinte minutos e percebi que resistir seria inútil. Convidei-a à alcova.

Subimos mais uma carreira de degraus para o andar dos quartos. Aqui, cabe um aviso, os quartos da 119 são cabines com divisórias que não vão até o teto, a cama é de casal, as instalações são bem simples e descobri que não trocam sempre os lençóis, dão uma sacudida e está novo para a próxima foda. Ou seja, a 119 está com um elenco surpreendente, meninas bonitas e com entrega, mas é uma casa para homem que mija em pé.

Lucy tira a roupa e me devora num boquete de quem parecia estar lambendo um sundae do Mc Donald’s. Inverti a posição e fui chupar seus peitinhos e beijar seu pescoço, a menina gemia baixinho, desci para sua boceta e pratiquei linguadas que causaram estremecimento em seu corpo. Botei de quatro e meti enquanto dedava seu cuzinho, a garota começou a gemer mais alto, em coro com a mulher da cabine ao lado, uma sinfonia sexual. O orgasmo venceu.

Conversamos mais um pouco e me despeço de Lucy com aquele gostinho de quero mais. Agradeço a Agronopólos pelas boas fodas que tenho encontrado na 119.

Ganho as ruas e o metrô me leva de volta à bucólica Tijuca no melhor conforto do transporte coletivo. Positivo