28 de Junho de 2019 às 15:17
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

SIM

ANAL

SIM

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

O altivo relógio da Central do Brasil marcava um pouco além das 22h quando alcancei a Rua da Alfândega, que sob a penumbra pouco habitada daquela sexta feira pós-feriado parecia cenário para assassinado de algum livro de Aghata Christie. Como eu não tenho a vocação nem a astúcia do detetive Poirot, decidi entrar no primeiro bordel que vi pela frente, a 119.

Confesso, forista sem fé, subir os infinitos degraus do sobrado que levam ao salão da 119 é quase uma sentença de morte para idosos como eu. Quando finalmente alcanço o topo, a sensação que tenho é que já gozei e posso ir embora. A respiração ofegante e a perna cansada quase me desqualificam para o sexo. Mas desafio a possibilidade de um infarto e continuo a saga.

Apesar da rua deserta, a casa estava cheia. O funk vibrava alto nas paredes e a voz rouca do DJ talvez fosse um arremedo do falecido Catra. A boate tem um elenco composto de diversas meninas atraentes e convidativas. Junta-se a esse fator os preços, que são acessíveis ao abate.

Minha preferida na casa é Lucy, menina jovem e com um beijo delicioso, entrega total na cama. Ela se aproxima, bebemos alguns drinks e partimos para mais um lance de degraus em direção à alcova. A 119 é mais alpinismo do que ato sexual.

Fiquei numa das cabines mais confortáveis. Nunca aceitem ficar nas cabines do último andar, são péssimas.

Lucy não nega fogo, é uma gueixa maravilhosa, de quatro é paisagem. O encaixe com essa menina é perfeito, em tudo, desde o beijo até a penetração. Gozei e fui feliz.

Retorno inebriado ao deserto da Rua Uruguaiana, sentindo ainda o perfume vaginal de Lucy exalar do meu cavanhaque. Embarco no metrô, a estação me fez lembrar o filme Ghost. Antes que surgisse um fantasma, entrei no vagão sabendo que o bom sexo é sempre uma reprise com orgasmos inéditos.