Confrades, hoje irei descrever uma das noites mais gratificantes que já tive como putanheiro, isso porque ela terminou de uma forma que eu nunca imaginaria.
A noite começou de uma forma bem convencional: Marquei um encontro em um hotel com a minha GP favorita na época (Vou chamá-la aqui na história de "Liz"), e fiz questão de aproveitar cada momento com aquela delícia, tanto que peguei umas 3 horas naquele dia. Tudo correu extremamente bem, com muito sexo e muita conversa boa entre os rounds. Já satisfeito, fomos tomar um banho, já que o tempo estava acabando.
Foi então que, enquanto eu me vestia, eu percebi que a Liz não parava de trocar mensagens no celular com uma certa dúvida estampada no rosto.
— Algum problema, amor?
— Ah, é a minha amiga me pentelhando para eu sair com ela daqui a pouco! Mas eu não estou com pique para virar a noite! Estou cansada e queria ir direto para casa!
— Não dá para marcar com ela outro dia então?
— Até dá, mas... O problema é que ela tá morando sozinha e acabou de passar por uma tragédia familiar! Sair toda noite foi a solução que ela arrumou para não cair na depressão! Nós somos muito amigas e eu não quero que ela fique mal!
Depois de refletir um pouco, a Liz decidiu:
— Ah, quer saber? Eu vou! Depois eu passo a tarde de amanhã dormindo! Ela precisa de mim agora! — Enquanto dizia isso, Liz digitou no celular que havia topado o convite.
— Legal! Onde vocês vão?
— Bom, ela quer me encontrar lá no centro! — Um local bem próximo do hotel onde estávamos, aliás — Então de lá a gente vai decidir para onde vai!
— Certo! Eu vou para aquele lado também, para pegar o metrô para ir embora! Ela já está te esperando?
— Não, ela ainda vai sair de casa! E a figura mora bem longe, disse que vai demorar uma hora mais ou menos para chegar!
Bom, nessa hora o instinto de cavalheiro falou mais alto e respondi sem pensar:
— Ah, então vamos fazer o seguinte: Eu te faço companhia enquanto a tua amiga não chega! Quando ela chegar, vocês vão para onde têm que ir e eu vou para casa!
— Tá bom, amor! Obrigada!
Saindo do hotel, nos dirigimos até o local combinado, do lado da estação de metrô e de um barzinho.
— Vamos esperar aqui, tomando uma cerveja? — Sugeriu Liz enquanto se ajeitava em uma das mesas na calçada. Nos sentamos, pedimos a cerveja e começamos a conversar.
E foi aí que a primeira situação surreal daquela noite aconteceu. Um vendedor de chocolates se aproximou de nós e ofereceu o seu produto.
— Olá, casal! Gostariam de um chocolate? — Um desavisado nos chamar de "casal" foi algo bem engraçado, tanto que fiquei meio sem reação. Enquanto isso, a Liz conversava e tentava pechinchar o preço dos chocolates. No final, acabamos comprando os bombons mais simples. Afinal, era só para adoçar a boca.
Depois de um tempo batendo papo, a amiga chegou. A Liz viu a moça saindo da estação de metrô do outro lado da rua e comentou comigo brincando:
— Olha lá, de longe dá pra ver que é puta, né? — Bom, pelos trajes da garota que estava vindo em nossa direção, eu meio que fui obrigado a concordar. Mas eu não verbalizei nada, apenas dei risada. Em tempo: A amiga de Liz (que chamarei aqui de "Amy") era mesmo uma GP também, e as duas viviam brincando, uma chamando a outra de puta. Então, não houve nada de agressividade e nem de falsidade nessa piada.
Após os cumprimentos e uma pequena conversa, as duas garotas resolveram seguir pelas ruas ali perto mesmo, já que era uma região cheia de baladas. Então, quando eu estava prestes a me despedir, a Amy faz a pergunta que mudaria a minha noite:
— Ei, você não quer vir com a gente?
— É, Pinstripe! Vai ser legal curtir uma balada! — A Liz aproveitou o ensejo para reforçar o convite. No início dei uma titubeada, pois faziam anos que eu não virava a noite acordado. Mas depois resolvi acompanhar as garotas. Afinal, se eu fosse para casa, eu apenas iria chegar e dormir.
Descemos uma rua famosa por suas baladas, uma do lado da outra. Após não encontrar nada muito interessante, subimos de novo e ficamos cogitando um monte de alternativas até decidirmos ficar em uma fila que entrava em um local que parecia interessante. O lugar era bacana, tinha um salão de jogos no térreo, um karaokê no piso superior e a pista no piso inferior.
Foi quando pegamos algo para beber que começaram as situações engraçadas. Não demorou muito para um sujeito colar na Amy para trocar uma ideia (Vou chamá-lo aqui de "Crash"). Ela não parecia muito a fim, pois o rapaz parecia jovem demais. Mas ele insistiu, ficou um bom tempo conversando com ela (Ele deu sorte que as nossos drinks estavam demorando para sair). Quando pegamos o que pedimos, resolvemos descer para a pista e o coitado do Crash ficou para trás.
Já lá embaixo, começamos a curtir e dançar, até que o Crash encontrou a gente e colou na Amy de novo. Ele estava acompanhado de um amigo, bem mais tímido, que ficou conversando comigo e com a Liz.
Falando em Liz, rapidamente um outro sujeito aleatório apareceu para dar umas ideias nela e logo pediu um beijo. Foi então que ela se virou pra mim e perguntou se ela podia beijá-lo! Achei engraçado, porque naquele momento eu não estava ali como cliente dela, então a Liz poderia fazer o que desse na telha. Dei o aval e o rapaz ganhou o beijo. Só que, por alguma razão que até agora não entendi muito bem, depois disso ela se virou para mim e simplesmente mandou:
— Quer um beijo também, amor?
Bom, recusar eu não iria, pois eu já sabia que o beijo da Liz era delicioso. Depois disso, ela também ofereceu um beijo para o amigo do Crash, que também aceitou. Eu fico pensando se ela fez isso por ter achado que eu teria ficado com ciúmes... Quanto ao colega do Crash, eu tenho uma teoria: Toda GP que trabalha bem sabe quebrar a timidez dos homens, então eu imagino que, instintivamente, a Liz quis deixar o garoto tímido mais à vontade para curtir melhor a noite. Só sei que depois daquela beijação toda, o carinha aleatório não gostou do que viu e foi embora resmungando alguma coisa que eu não consegui entender.
Nós três então voltamos para ver como estavam a Amy e o Crash... e não é que eles estavam no maior amasso? O filho da mãe conseguiu! Logo em seguida, ele subiu para o bar para buscar umas cervejas, e nesse meio-tempo as meninas resolveram ir ao banheiro. Pouco tempo depois, Crash voltou com as long necks nas mãos e mandou esta pérola:
— Onde está a minha noiva?
Confrades... Eu sinceramente não sabia o que pensar e o que responder. A única coisa que estava na minha cabeça naquele momento era o Compadre Washington repetindo "Sabe de nada, inocente! Tchu, tchu, tchu, tchu, pá!". Mas resolvi não bagunçar a situação e simplesmente respondi que ela estava no banheiro e que logo logo voltaria. Não tinha por que eu zoar a noite do garoto revelando que a "noiva" dele é do job, até porque ele era um cara legal. Ele só queria curtir a balada, sem causar confusão com ninguém.
As garotas voltaram, continuamos curtindo, a noite avançando... e as coisas foram esquentando
Já bem de madrugada, nos despedimos dos nossos novos colegas, e é claro que o Crash quis pegar o contato da Amy. Mal sabe ele que um dos clientes fixos dela veio buscá-la quando saímos do local, deixando eu e Liz para pedirmos um uber para casa. Pedimos uma única viagem, cujo destino era a minha casa e com uma parada no que imagino ser a casa dela. Dentro do carro, conversamos um pouco antes de nos despedirmos:
— Sabe, achei bonitinho da tua parte você pedir permissão para mim antes de beijar aquele cara!
— Ah, amor... Nós estávamos em um passeio juntos! Mesmo que não fosse parte do atendimento, eu não iria fazer algo que te deixasse incomodado!
Com certeza, a Liz é a GP da qual eu mais sentirei falta (Ela irá parar em breve e já está com planos de se casar), pois além de um sexo sensacional, ela também me ofereceu momentos inesquecíveis, como essa noite. Esta crônica é uma singela homenagem à esta moça incrível, que me ajudou a ver um lado das GPs que poucos conhecem (ou sequer fazem questão de conhecer).
E, abrindo um parênteses, essa experiência me fez pensar em quantas vezes vários homens se deparam com GPs em bares, baladas, festas e etc. sem se dar conta disso. Fico curioso em saber como seria a reação de cada um deles ao descobrir que a garota com a qual ele deu uns amassos trabalha no submundo da putaria. Ah, e a propósito, quanto ao Crash... Soube que depois ele tentou entrar em contato com a Amy (mas ela não quis respondê-lo, infelizmente


