Dia 418 -
A verdadeira beleza!
Desde a pré história quando arqueólogos acharam uma estátua de milhares de anos apelidada de "Vênus do período Glacial" que temos 26 mil anos de mulheres oriundas da Eva Mitocondrial e ainda não entramos no consenso do que seria a verdadeira beleza. Filósofos, Matemáticos, Poetas, Escritores, Pintores, quem definiria a beleza como força motriz da humanidade? Trabalhamos por espólios de guerras, conquistas e propriedades, seria a mulher de beleza estrutural o mais cobiçado troféu da perfeição? Do que adianta ter um reino senão há uma rainha para dividir seu trono?
Dos primórdios de nossos antepassados até os dias atuais a beleza feminina vem se transformado de acordo com os padrões ditados, enquanto homens são reconhecidos por suas forças, riquezas e poder, mulheres combatem por uma disputa diferente, ser bonita, ser jovial e ser submissa. Essas foram as regras que o mundo moderno ousou contestar e até hoje não há uma resposta clara sem propósito.
8 dias No FAP
Conquistando uma certa liberdade intelectual apesar de ter sonhos eróticos todos os dias e me cercar de questões profundas envolvendo meus dilemas, peguei um tempo para lançar mais dúvidas ainda sobre a verdadeira beleza, seria ela algo biológico que nos faz querer se reproduzir?
Nossas células estão todas colaborativas para vivermos intensamente essa busca primitiva por copular?
Beijos são termômetros que não queremos passar sequer um tempo sozinho?
Grudados como chicletes estamos fadados a gerar filhos apenas por um propósito maior que nós mesmos? Talvez não! Nosso prazer é egoísta em certos pontos e a simples arte de interpretar o mundo de acordo com nossas mentes nos leva a uma aventura maior do que pensar só com o pênis ou vagina a depender de quem está lendo. A beleza é uma arte complexa e inexplicável de certa forma.
28 dias No Porn
Certa vez me recordei de ter visto vários filmes pornôs e nenhum deles fez mais do que o hiperestimulo a masturbação involuntária e perigosa, certa vez me deparei com alguns filmes com ótimos roteiros e nenhum deles me fez perguntar como consigo parar isso para pensar na minha própria existência? Era tudo envolto de um hedonismo quase sádico. Isso só me deu forças para me afastar e ainda procurar na imagem feminina algo maior do que apenas erotismo, não havendo pudor ou doutrina religiosa que me impedisse de apreciar a tamanha beleza por trás da feminilidade ao longo de séculos. Teria Platão ou Aristóteles as mesmas dúvidas que tenho?
Platão via a beleza como algo que transcendia o físico. Para ele, a beleza feminina (assim como a masculina) era uma manifestação visível de uma forma ideal, imutável e eterna — o que ele chamava de "Forma da Beleza".
No diálogo "O Banquete", Platão apresenta a ideia de que o amor (Eros) começa pela atração física, mas deve evoluir: da beleza de um corpo → para todos os corpos → depois para a beleza da alma → das ideias → até chegar à contemplação da Beleza em si, pura e absoluta.
Ou seja, a beleza feminina seria um primeiro passo no caminho da elevação espiritual e filosófica, não um fim em si mesma. Ele acreditava que o verdadeiro amor vai além do corpo, buscando a essência do belo.
Para Aristóteles, a beleza em geral era associada à ordem, simetria e proporção — princípios aplicáveis também à beleza do corpo humano, incluindo o feminino. Ele não falava diretamente sobre "a beleza feminina" no sentido moderno, mas seus conceitos estéticos influenciaram profundamente como a beleza das mulheres foi entendida por séculos.
Segundo ele:
- A beleza está na forma: O corpo belo é aquele que possui forma harmoniosa, com partes bem proporcionadas entre si e com o todo.
- A finalidade natural: Tudo na natureza tem um propósito. Um corpo saudável e bem proporcionado indicaria uma boa natureza e boa função, inclusive no corpo feminino, ligado à fertilidade e à maternidade.
- A beleza causa prazer imediato, mas, para ele, o prazer estético deve estar ligado à racionalidade, não apenas ao desejo.
Importante: Aristóteles via as mulheres como naturalmente "inferiores" aos homens em termos de razão, o que reflete o pensamento patriarcal da sua época. Assim, embora ele admirasse a beleza como harmonia, sua visão da mulher estava mais associada à função social e biológica do que à liberdade estética ou subjetiva.
Enquanto Platão apresentava a verdadeira beleza como algo intrínseco a própria natureza e Aristóteles dava a proporção da beleza feminina como cálculo e lógica racional dessas bases a humidade começa a esclarecer algo, mas existem dúvidas que resistem as cegas paixões.
11 dias sem GP
A profissão mais antiga do mundo é a maior válvula de escape das mazelas de ser homem, nosso destino se molda cada vez mais distante de nossos avós e bisavós que facilmente desvirginavam suas esposas na lua de Mel, se hoje encontrar uma que tenha se deitado com poucos é um luxo para alguns, as vezes é melhor só procurar sossego como diria o poeta e filósofo atual "Hoje está difícil de encontrar uma garota que não trabalha no job" então para quê se aborrecer se a virgindade com garantias adulteradas deixou de ser um crime do Código Penal de 1940 e revogado já há muito tempo até mesmo do ex Código Civil de 1916, será que o dote nupcial um dia voltará a ser moda?
De qualquer forma se enrolar nos lençóis com quem se ama é um deslumbre dos deuses, rendem canções, poemas, livros e até filmes da sétima arte.
Não importando mais o passado da moça e nem o futuro do moço, o presente é o aquele momento que esses dois corpos decidiram cometer esse libidinoso ato em nome do prazer romântico.
A pergunta ainda persiste mesmo que a Grécia Clássica Helenista tenha ótimos pontos, instintivamente como vivo numa sociedade ocidental romana e cristã, decidi abrir o leque para Tomás de Aquino dar o seu parecer:
Para Santo Tomás de Aquino, a beleza — inclusive a feminina — é entendida dentro de um contexto teológico e filosófico, profundamente influenciado por Aristóteles e pela doutrina cristã.
Ele não escreveu diretamente sobre “a beleza feminina” como tema isolado, mas deixou princípios claros sobre o que torna algo ou alguém belo:
1. Três condições da beleza segundo Aquino:
Segundo ele, algo é belo quando possui:
- Integridade (integritas) – nada falta; o ser está completo.
- Proporção (consonantia) – harmonia entre as partes, simetria.
- Claridade (claritas) – brilho interior, que remete à verdade e à luz divina.
2. A beleza como reflexo de Deus:
Para Tomás, toda beleza verdadeira aponta para Deus, a fonte suprema de toda perfeição. Assim, a beleza feminina que encanta os olhos deve ser vista como um reflexo da criação divina — não como um fim em si mesma, mas como algo que pode elevar a alma para o bem.
3. Cautela com a sensualidade:
Ele alertava para o perigo de a beleza corporal — especialmente a feminina — levar ao pecado, se admirada apenas com desejos desordenados. A beleza deveria inspirar virtude, não luxúria.
A beleza feminina, para Santo Tomás, seria legítima e divina quando refletisse harmonia, dignidade, pureza e propósito elevado — e não quando usada para sedução ou vaidade.
Então como já estava próximo de pecar e até me rebelar contra esse ciclo de pureza imaculada, me dei o direito de usurpar do conhecimento teológico sobre uma das principais razões da falha humana, o conhecimento que liberta é o mesmo que te torna prisioneiro de suas escolhas, então já que Adão sabia que estava nu e era um caminho sem volta, porquê não receber o consolo nos braços de quem lhe deu o fruto proibido.
No entanto o cérebro humano não funcionaria muito tempo sem viver se precipitando na sociedade como quem precisa de sua aprovação apesar de recusar suas ideias de forma parcial então antes de me colocarem na fogueira que tal lermos mais sobre a verdadeira beleza feminina?
Para Jean-Jacques Rousseau, a "verdadeira beleza feminina" não estava apenas na aparência física, mas sobretudo na "graça, doçura e modéstia" da mulher. Ele escreveu sobre isso principalmente em obras como "Emílio, ou Da Educação" (1762), onde expõe suas ideias sobre a natureza feminina e a educação das mulheres.
Alguns pontos-chave da visão de Rousseau:
1. A beleza feminina é natural e delicada:
Rousseau valorizava a "naturalidade" e via a mulher bela como aquela que expressava delicadeza, suavidade e harmonia com a natureza.
2. A beleza é expressão de virtude:
Para ele, a mulher ideal não deveria se destacar pela vaidade ou sensualidade, mas sim pela "modéstia, sensibilidade e virtude moral". A beleza física deveria refletir uma beleza interior.
3. Feminilidade como charme e influência moral:
Rousseau acreditava que as mulheres não deveriam competir com os homens em força ou razão, mas sim exercer sua influência por meio da ternura, persuasão e exemplo moral. A beleza feminina, nesse contexto, seria um meio de inspirar os homens a serem melhores.
4. Crítica à artificialidade:
Ele era contra o uso excessivo de maquiagem, joias ou roupas extravagantes, pois achava que isso corrompia a beleza genuína e natural da mulher.
Para Nietzsche, a beleza feminina é um tema complexo, ambíguo e muitas vezes provocador. Ele não oferece uma definição sistemática da "verdadeira beleza feminina", mas suas obras trazem reflexões profundas — e por vezes controversas — sobre a mulher, o corpo, a estética e a vida.
Algumas ideias-chave:
1. A beleza como expressão de força e vida:
Nietzsche valorizava tudo que expressasse vitalidade, potência, força criadora. Assim, a beleza feminina, para ele, não estaria no ideal estético clássico (como harmonia ou pureza), mas sim em traços que revelam vida intensa, energia, instinto, vontade de poder.
2. Crítica ao ideal ascético de beleza:
Ele critica os modelos de beleza impostos pela moral cristã e pela cultura europeia, que tornavam a mulher um símbolo de pureza, submissão e fragilidade. Para Nietzsche, isso nega a natureza real da mulher, que ele via como instintiva, forte e intuitiva.
3. A mulher como mistério e perigo:
Nietzsche, em várias passagens, retrata a mulher como "enigmática", "instintiva", "sedutora" e até "ameaçadora" — não no sentido moral, mas como força vital que escapa à razão. A beleza feminina, nesse contexto, é fascinante justamente porque é instintiva e selvagem.
4. A arte e o feminino:
Nietzsche via uma relação entre o feminino e a arte. O belo, o sensual e o trágico se unem na figura da mulher — não como objeto passivo, mas como símbolo da própria vida, com sua força, dor e prazer.
Citação significativa:
> “Tudo que é profundo ama a máscara.”
(Assim Falou Zaratustra)
A beleza feminina, nesse sentido, também é uma máscara que revela e oculta a verdade da vida, o caos por trás da aparência.
Em resumo:
Para Nietzsche, a verdadeira beleza feminina não é idealizada, moral ou passiva, mas sim intensa, vital, instintiva e até perigosa. Ela expressa a natureza caótica e criadora da vida, e é por isso fascinante.
Para Simone de Beauvoir, a beleza feminina não é apenas uma questão de estética natural, mas um construtor social profundamente influenciado pela cultura patriarcal. Em sua obra mais importante, "O Segundo Sexo" (1949), ela analisa como a mulher foi historicamente condicionada a "ser para o outro", especialmente para o olhar masculino.
Ideias principais:
1. A mulher como objeto do olhar masculino:
De Beauvoir argumenta que a mulher, desde cedo, é ensinada a se ver "como um objeto a ser contemplado", e não como um sujeito autônomo. A beleza, nesse contexto, torna-se uma ferramenta de valorização social, mas também de opressão.
2. A beleza como prisão e poder:
Ela reconhece que a beleza pode dar "poder simbólico" às mulheres (admiração, atenção, vantagens sociais), mas denuncia que isso "restringe sua liberdade", pois a mulher passa a depender de sua aparência para ter valor.
3. A construção da feminilidade:
De Beauvoir não acredita que exista uma "essência feminina". Para ela, a beleza feminina é uma norma imposta, construída por padrões que mudam conforme os interesses da sociedade — especialmente do patriarcado.
4. O corpo como destino imposto:
A mulher é frequentemente reduzida ao seu corpo. Simone afirma:
> “Não se nasce mulher, torna-se mulher.”
Da mesma forma, ela poderia dizer que não se nasce bela, torna-se bela aos olhos do outro, conforme os padrões culturais.
---
Em resumo:
A beleza feminina, para Simone de Beauvoir, não é neutra nem natural — é um reflexo de como a sociedade constrói o papel da mulher. Embora possa ser fonte de prazer e expressão, ela se torna um instrumento de controle quando a identidade feminina é reduzida apenas à aparência.
Roland Barthes, embora não tenha escrito diretamente sobre “a beleza feminina” nos moldes clássicos, abordou o tema de forma indireta e profunda em seus estudos sobre "imagem, desejo, linguagem e mito". Em obras como "Mitologias" e "A Câmara Clara", ele oferece pistas sobre como a beleza (inclusive a feminina) é construída, percebida e sentida.
Principais ideias de Barthes sobre a beleza (aplicadas à beleza feminina):
1. A beleza como "signo cultural" (não natural):
Para Barthes, a beleza feminina — como muitas coisas na cultura — é um sistema de signos, ou seja, não é um fato biológico ou universal, mas algo produzido por discursos, imagens e mitos sociais.
> Ex: a mulher ideal da mídia é uma construção ideológica, não uma verdade objetiva.
2. O “punctum” da beleza:
Em "A Câmara Clara", Barthes fala do “punctum” — aquele detalhe numa imagem que "nos fere, nos toca pessoalmente".
Aplicando à beleza feminina: "não é a perfeição que emociona, mas o detalhe subjetivo, o imperfeito, o inesperado". A verdadeira beleza está naquilo que “fura” o olhar com emoção.
3. A mulher como mito:
Em "Mitologias", ele mostra como a sociedade transforma ideias em "mitos naturalizados". A beleza feminina, nesse sentido, vira um mito que serve a um ideal de consumo, status, moral e desejo.
> A “mulher linda” nas revistas, no cinema, na publicidade, é um "roteiro simbólico" — não uma mulher real.
4. A linguagem do desejo:
Para Barthes, o desejo (inclusive pelo belo) é estruturado como uma linguagem. Desejamos o que aprendemos a significar como desejável.
Assim, a beleza feminina é um desejo ensinado, culturalmente aprendido.
---
Em resumo:
Para Roland Barthes, a beleza feminina "não é natural, nem universal", mas sim "um texto, um mito e uma construção simbólica". O que nos emociona de verdade "não é a forma idealizada", mas o que "nos escapa, nos surpreende, nos toca sem aviso — o punctum".
Resumo:
Óbvio, você pensa: O que isso tem haver com o que debatemos nesse fórum? Eu te respondo: "
Tudo!"
Você estabelece um contrato com a profissão mais antiga do mundo, é o que a humanidade faz o tempo todo para garantir a continuidade da prole, da propriedade e do poder, o que você vê como um momento de lazer está construindo outras vidas na mais pura relação de trabalho e recompensa. Muitos agradecem por você está ajudando no sustento de famílias. O que estou fazendo é refletir que muitas vezes depois do prazer ao invés de vir um peso na consciência ou uma epifania de vastas teorias... que possa emergir um novo propósito além do comum.
Para isso questionar a verdadeira beleza como arte longe do caótico é um exercício prático na tomada de nossas decisões sobre quais mulheres queremos e o quanto fazemos para estarmos com elas.
No entanto cabe ressaltar que a vontade que desperta meus instintos mais primitivos está pouco se lixando para as verdades que procuro.
Estatísticas finais
291 dias sem Termas
137 dias sem Civil
11 dias sem GP
8 dias No FAP No Porn consecutivos longe do recorde de 83 dias
40 atualizações de diários nunca publicados.
Se alimente e durma bem, pratique exercícios, dê uma caminhada, cuide do corpo e você estará melhor que a maioria das pessoas e os anos serão generosos com você.
Lhe desejo uma vida longa e próspera

Desfrute desse tempo, ele é tudo que você tem, você é tudo que se precisa para viver!
Se perdoe e se ame!
https://youtu.be/vSpAPK1S1uk?si=WDZK4yI2NdfOvolj
"A. Lincoln tornou os homens livres e S. Colt os tornou iguais."
"Cazuza teve seus heróis morrendo de overdose, os meus heróis sobreviveram ao divórcio."