O LIBERTINO DA 3ª IDADE
O LIBERTINO DA 3ª IDADE
Conheci foristas que há cerca de 10 anos que já eram coroas, alguns mais velhos do que eu. Lembro que lá por 2012 vi um desses foristas sêniores, que uma menina revelou o nick (aparentemente, a contragosto do sujeito), tinha um sotaque espanholado, um senhor antipaticíssimo com quem tentei puxar conversa, mas me esnobou. O cara já era velho em 2012 e continua um produtor regular de TDs até hoje. Impressionante. É preciso registrar que esbarrei com poucos mais velhos do que eu, alguns morreram, outros devem estar em asilos geriátricos tentando convencer octogenárias a deixar rolar um boquete. O universo mundano nos causa a ilusão de juventude, incita a nossa vaidade, mas é esse universo que também termina atestando a nossa entrada no crepúsculo sexual. Viramos curiós de canto baixo.
No declínio da ancestral potência peniana surgem os placebos, tem o velhinho metido a lutador de UFC, o outro metido a bilionário, tem o idoso que tenta se convencer de que é sedutor de ninfetas e há os que deliram que são tudo isso ao mesmo tempo. É a fase das ilusões. Resumindo, nos tornamos patéticos na terceira idade. Não digo que seja necessário estar casado com uma senhora grisalha, rodeado de filhos e netos. Não. Eu, por exemplo, nunca me casei nem fabriquei herdeiros, deixarei minha última gota de sêmen para um banco de espermas, mas é provável que não vá prestar para nada e acabe num caminhão de lixo hospitalar.
O curioso é que o nosso ponto de vista vai mudando à medida em que nos tornamos fósseis. Há 20 anos, eu conseguia transar até em uma escada sombria de um cortiço no entorno da Central do Brasil; atualmente, se eu passasse pela mesma situação, o meu pau engendraria uma fuga espetacular e eu sobraria lá sozinho, à mercê de todas as maldades da vida. Por falar em pau, há um detalhe fascinante. Quando somos jovens, o pênis acompanha o nosso entusiasmo, é um escravo da nossa libido e dos caprichos da carne; quando envelhecemos, o pau se rebela, ganha vida própria, nos trai, como se quisesse nos castigar pelos anos de escravidão, pelas vaginas insalubres em que foi obrigado a penetrar contra a própria vontade. O pênis na terceira idade é um indignado, um subversivo indisposto e rabugento. Na juventude, era o pênis que suplicava por um descanso enquanto o submetíamos impiedosamente a dor de longas travessias sexuais. Agora, somos nós que suplicamos por um mísero átimo de ereção, apenas o suficiente para gozar. Acredite, forista sem fé, são as reviravoltas do tempo.
Hoje, quando passeio pela Vila Mimosa, é inimaginável trepar numa daquelas alcovas sem o risco de sofrer um choque séptico. Na última vez em que estive no Bombeirinho, no Centro, tive um pesadelo, sonhei que vermes de batom saiam do meu pau quando eu urinava. Horror. Não dá mais. A terceira idade pede conforto, lençóis de cetim, travesseiros de pena de ganso, clima, provocações e fantasias. Na terceira idade, o libertino não busca o sexo, ele quer alugar amor. Libertino velho quer romance. Não é mais aquele jovem que gozava e ficava angustiado para ir embora, para abandonar a parceira. Libertino idoso goza e se apaixona. Quantas putas compreendem isso? Uma em dez.
E a camisinha? É a inimiga figadal do pênis da terceira idade. A camisinha e o pau idoso travam lutas ilíacas no tatame que suporta dois ou mais corpos nus. Existe um ódio visceral entre pênis da terceira idade e o sequestrador de espermas representado pelo preservativo. Não julgue, não condene, estimado forista. São os ciclos da natureza.
Dirijo-me a você, jovem forista. Sei que minhas palavras o deixam pessimista, mas não tema a velhice, não é produtivo temer o inevitável. Se há um tempo para ser implacável com o seu pênis, o tempo é agora, no alvorecer das primaveras. Não ceda à compaixão, não escute as súplicas dos músculos doloridos. Esse mesmo pau que hoje se faz de vítima, será o seu carrasco impassível no crepúsculo do curió.
No declínio da ancestral potência peniana surgem os placebos, tem o velhinho metido a lutador de UFC, o outro metido a bilionário, tem o idoso que tenta se convencer de que é sedutor de ninfetas e há os que deliram que são tudo isso ao mesmo tempo. É a fase das ilusões. Resumindo, nos tornamos patéticos na terceira idade. Não digo que seja necessário estar casado com uma senhora grisalha, rodeado de filhos e netos. Não. Eu, por exemplo, nunca me casei nem fabriquei herdeiros, deixarei minha última gota de sêmen para um banco de espermas, mas é provável que não vá prestar para nada e acabe num caminhão de lixo hospitalar.
O curioso é que o nosso ponto de vista vai mudando à medida em que nos tornamos fósseis. Há 20 anos, eu conseguia transar até em uma escada sombria de um cortiço no entorno da Central do Brasil; atualmente, se eu passasse pela mesma situação, o meu pau engendraria uma fuga espetacular e eu sobraria lá sozinho, à mercê de todas as maldades da vida. Por falar em pau, há um detalhe fascinante. Quando somos jovens, o pênis acompanha o nosso entusiasmo, é um escravo da nossa libido e dos caprichos da carne; quando envelhecemos, o pau se rebela, ganha vida própria, nos trai, como se quisesse nos castigar pelos anos de escravidão, pelas vaginas insalubres em que foi obrigado a penetrar contra a própria vontade. O pênis na terceira idade é um indignado, um subversivo indisposto e rabugento. Na juventude, era o pênis que suplicava por um descanso enquanto o submetíamos impiedosamente a dor de longas travessias sexuais. Agora, somos nós que suplicamos por um mísero átimo de ereção, apenas o suficiente para gozar. Acredite, forista sem fé, são as reviravoltas do tempo.
Hoje, quando passeio pela Vila Mimosa, é inimaginável trepar numa daquelas alcovas sem o risco de sofrer um choque séptico. Na última vez em que estive no Bombeirinho, no Centro, tive um pesadelo, sonhei que vermes de batom saiam do meu pau quando eu urinava. Horror. Não dá mais. A terceira idade pede conforto, lençóis de cetim, travesseiros de pena de ganso, clima, provocações e fantasias. Na terceira idade, o libertino não busca o sexo, ele quer alugar amor. Libertino velho quer romance. Não é mais aquele jovem que gozava e ficava angustiado para ir embora, para abandonar a parceira. Libertino idoso goza e se apaixona. Quantas putas compreendem isso? Uma em dez.
E a camisinha? É a inimiga figadal do pênis da terceira idade. A camisinha e o pau idoso travam lutas ilíacas no tatame que suporta dois ou mais corpos nus. Existe um ódio visceral entre pênis da terceira idade e o sequestrador de espermas representado pelo preservativo. Não julgue, não condene, estimado forista. São os ciclos da natureza.
Dirijo-me a você, jovem forista. Sei que minhas palavras o deixam pessimista, mas não tema a velhice, não é produtivo temer o inevitável. Se há um tempo para ser implacável com o seu pênis, o tempo é agora, no alvorecer das primaveras. Não ceda à compaixão, não escute as súplicas dos músculos doloridos. Esse mesmo pau que hoje se faz de vítima, será o seu carrasco impassível no crepúsculo do curió.
Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
Dante-RJ escreveu:
Hoje, quando passeio pela Vila Mimosa, é inimaginável trepar numa daquelas alcovas sem o risco de sofrer um choque séptico. Na última vez em que estive no Bombeirinho, no Centro, tive um pesadelo, sonhei que vermes de batom saiam do meu pau quando eu urinava. Horror. Não dá mais. A terceira idade pede conforto, lençóis de cetim, travesseiros de pena de ganso, clima, provocações e fantasias. Na terceira idade, o libertino não busca o sexo, ele quer alugar amor. Libertino velho quer romance. Não é mais aquele jovem que gozava e ficava angustiado para ir embora, para abandonar a parceira. Libertino idoso goza e se apaixona. Quantas putas compreendem isso? Uma em dez.
E a camisinha? É a inimiga figadal do pênis da terceira idade. A camisinha e o pau idoso travam lutas ilíacas no tatame que suporta dois ou mais corpos nus. Existe um ódio visceral entre pênis da terceira idade e o sequestrador de espermas representado pelo preservativo. Não julgue, não condene, estimado forista. São os ciclos da natureza.
Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
Assim...só me resta chorar, e eu prevejo qual tipo de terceiro tempo eu vou ser, vou ser o sedutor das novinhas, já estou vendo isso.Dante-RJ escreveu:Conheci foristas que há cerca de 10 anos que já eram coroas, alguns mais velhos do que eu. Lembro que lá por 2012 vi um desses foristas sêniores, que uma menina revelou o nick (aparentemente, a contragosto do sujeito), tinha um sotaque espanholado, um senhor antipaticíssimo com quem tentei puxar conversa, mas me esnobou. O cara já era velho em 2012 e continua um produtor regular de TDs até hoje. Impressionante. É preciso registrar que esbarrei com poucos mais velhos do que eu, alguns morreram, outros devem estar em asilos geriátricos tentando convencer octogenárias a deixar rolar um boquete. O universo mundano nos causa a ilusão de juventude, incita a nossa vaidade, mas é esse universo que também termina atestando a nossa entrada no crepúsculo sexual. Viramos curiós de canto baixo.
No declínio da ancestral potência peniana surgem os placebos, tem o velhinho metido a lutador de UFC, o outro metido a bilionário, tem o idoso que tenta se convencer de que é sedutor de ninfetas e há os que deliram que são tudo isso ao mesmo tempo. É a fase das ilusões. Resumindo, nos tornamos patéticos na terceira idade. Não digo que seja necessário estar casado com uma senhora grisalha, rodeado de filhos e netos. Não. Eu, por exemplo, nunca me casei nem fabriquei herdeiros, deixarei minha última gota de sêmen para um banco de espermas, mas é provável que não vá prestar para nada e acabe num caminhão de lixo hospitalar.
O curioso é que o nosso ponto de vista vai mudando à medida em que nos tornamos fósseis. Há 20 anos, eu conseguia transar até em uma escada sombria de um cortiço no entorno da Central do Brasil; atualmente, se eu passasse pela mesma situação, o meu pau engendraria uma fuga espetacular e eu sobraria lá sozinho, à mercê de todas as maldades da vida. Por falar em pau, há um detalhe fascinante. Quando somos jovens, o pênis acompanha o nosso entusiasmo, é um escravo da nossa libido e dos caprichos da carne; quando envelhecemos, o pau se rebela, ganha vida própria, nos trai, como se quisesse nos castigar pelos anos de escravidão, pelas vaginas insalubres em que foi obrigado a penetrar contra a própria vontade. O pênis na terceira idade é um indignado, um subversivo indisposto e rabugento. Na juventude, era o pênis que suplicava por um descanso enquanto o submetíamos impiedosamente a dor de longas travessias sexuais. Agora, somos nós que suplicamos por um mísero átimo de ereção, apenas o suficiente para gozar. Acredite, forista sem fé, são as reviravoltas do tempo.
Hoje, quando passeio pela Vila Mimosa, é inimaginável trepar numa daquelas alcovas sem o risco de sofrer um choque séptico. Na última vez em que estive no Bombeirinho, no Centro, tive um pesadelo, sonhei que vermes de batom saiam do meu pau quando eu urinava. Horror. Não dá mais. A terceira idade pede conforto, lençóis de cetim, travesseiros de pena de ganso, clima, provocações e fantasias. Na terceira idade, o libertino não busca o sexo, ele quer alugar amor. Libertino velho quer romance. Não é mais aquele jovem que gozava e ficava angustiado para ir embora, para abandonar a parceira. Libertino idoso goza e se apaixona. Quantas putas compreendem isso? Uma em dez.
E a camisinha? É a inimiga figadal do pênis da terceira idade. A camisinha e o pau idoso travam lutas ilíacas no tatame que suporta dois ou mais corpos nus. Existe um ódio visceral entre pênis da terceira idade e o sequestrador de espermas representado pelo preservativo. Não julgue, não condene, estimado forista. São os ciclos da natureza.
Dirijo-me a você, jovem forista. Sei que minhas palavras o deixam pessimista, mas não tema a velhice, não é produtivo temer o inevitável. Se há um tempo para ser implacável com o seu pênis, o tempo é agora, no alvorecer das primaveras. Não ceda à compaixão, não escute as súplicas dos músculos doloridos. Esse mesmo pau que hoje se faz de vítima, será o seu carrasco impassível no crepúsculo do curió.
Sobre o local, ainda consigo me sujeitar a alguns lugares mas começo a valorizar um quarto, realmente fazer sexo na VM é tenebroso mas ainda iria hahahahaha
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Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
O nobre e lendário forista nunca ouviu falar de mim, mas garanto que tenho-lhe a mais alta estima. Admiro sua narrativa, a qual é digna de figurar entre as obras de famosos cronistas, as quais correm em diversos hebdomadários do país.Dante-RJ escreveu:Conheci foristas que há cerca de 10 anos que já eram coroas, alguns mais velhos do que eu. Lembro que lá por 2012 vi um desses foristas sêniores, que uma menina revelou o nick (aparentemente, a contragosto do sujeito), tinha um sotaque espanholado, um senhor antipaticíssimo com quem tentei puxar conversa, mas me esnobou. O cara já era velho em 2012 e continua um produtor regular de TDs até hoje. Impressionante. É preciso registrar que esbarrei com poucos mais velhos do que eu, alguns morreram, outros devem estar em asilos geriátricos tentando convencer octogenárias a deixar rolar um boquete. O universo mundano nos causa a ilusão de juventude, incita a nossa vaidade, mas é esse universo que também termina atestando a nossa entrada no crepúsculo sexual. Viramos curiós de canto baixo.
No declínio da ancestral potência peniana surgem os placebos, tem o velhinho metido a lutador de UFC, o outro metido a bilionário, tem o idoso que tenta se convencer de que é sedutor de ninfetas e há os que deliram que são tudo isso ao mesmo tempo. É a fase das ilusões. Resumindo, nos tornamos patéticos na terceira idade. Não digo que seja necessário estar casado com uma senhora grisalha, rodeado de filhos e netos. Não. Eu, por exemplo, nunca me casei nem fabriquei herdeiros, deixarei minha última gota de sêmen para um banco de espermas, mas é provável que não vá prestar para nada e acabe num caminhão de lixo hospitalar.
O curioso é que o nosso ponto de vista vai mudando à medida em que nos tornamos fósseis. Há 20 anos, eu conseguia transar até em uma escada sombria de um cortiço no entorno da Central do Brasil; atualmente, se eu passasse pela mesma situação, o meu pau engendraria uma fuga espetacular e eu sobraria lá sozinho, à mercê de todas as maldades da vida. Por falar em pau, há um detalhe fascinante. Quando somos jovens, o pênis acompanha o nosso entusiasmo, é um escravo da nossa libido e dos caprichos da carne; quando envelhecemos, o pau se rebela, ganha vida própria, nos trai, como se quisesse nos castigar pelos anos de escravidão, pelas vaginas insalubres em que foi obrigado a penetrar contra a própria vontade. O pênis na terceira idade é um indignado, um subversivo indisposto e rabugento. Na juventude, era o pênis que suplicava por um descanso enquanto o submetíamos impiedosamente a dor de longas travessias sexuais. Agora, somos nós que suplicamos por um mísero átimo de ereção, apenas o suficiente para gozar. Acredite, forista sem fé, são as reviravoltas do tempo.
Hoje, quando passeio pela Vila Mimosa, é inimaginável trepar numa daquelas alcovas sem o risco de sofrer um choque séptico. Na última vez em que estive no Bombeirinho, no Centro, tive um pesadelo, sonhei que vermes de batom saiam do meu pau quando eu urinava. Horror. Não dá mais. A terceira idade pede conforto, lençóis de cetim, travesseiros de pena de ganso, clima, provocações e fantasias. Na terceira idade, o libertino não busca o sexo, ele quer alugar amor. Libertino velho quer romance. Não é mais aquele jovem que gozava e ficava angustiado para ir embora, para abandonar a parceira. Libertino idoso goza e se apaixona. Quantas putas compreendem isso? Uma em dez.
E a camisinha? É a inimiga figadal do pênis da terceira idade. A camisinha e o pau idoso travam lutas ilíacas no tatame que suporta dois ou mais corpos nus. Existe um ódio visceral entre pênis da terceira idade e o sequestrador de espermas representado pelo preservativo. Não julgue, não condene, estimado forista. São os ciclos da natureza.
Dirijo-me a você, jovem forista. Sei que minhas palavras o deixam pessimista, mas não tema a velhice, não é produtivo temer o inevitável. Se há um tempo para ser implacável com o seu pênis, o tempo é agora, no alvorecer das primaveras. Não ceda à compaixão, não escute as súplicas dos músculos doloridos. Esse mesmo pau que hoje se faz de vítima, será o seu carrasco impassível no crepúsculo do curió.
Muito me entristece a melancolia que lhe aflige, mas tenho uma súplica.
O final nem sempre é nobre, o cavalo campeão morre de velho ou eutanásia devido à uma pata quebrada, não ainda revestido com os louros da vitória. Estudei em uma escola próxima a VM e passei ali minha adolescência, há mais de 20 anos, tentado pegar garotas góticas no Garage, bebendo vinho vagamundo até vomitar e jogando Cadillac Dinosaurs no fliperama. Hoje acho quele lugar horrendo, mais do que decadente, é colapsado e triste. Mas ainda existe, como tantos outros pulgueiros, alcovas, covis e palácios suntuoso dentro dos quais vivemos paixões e decepções.
Cabe a nós manter a chama acesa, até que nossa chama interna se apague, pois eu garanto que sentirá falta, não do presente, mas da lembrança que é reavivada em meio aos escombros.
“A única obrigação do homem é permanecer de pé entre as ruínas”.
Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
TDEX: TD EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA
Queridos foristas sem fé,
Aposentado, vivendo um momento de doloroso luto pessoal, eu não pretendia mais me dedicar a escrita de TDs. Dei minha cota aos fóruns amigos, fui generoso na contribuição. Mas como já dizia um filme do 007 com o Sean Connery: "Never say never again".
Ser libertino nem sempre é só uma escolha, pode ser uma sina. Da última sexta-feira para cá, vivi duas experiências transcendentais no campo do sexo, senti um sopro de novidade, o que para um velho mundano como eu é um fato surpreendente. A mulher que conheci hoje, numa modalidade que nunca me interessou, me deixou pasmo, arriado, extasiado no limite dos deleites que a mente suporta sem delirar. Portanto, preparem-se, irei escrever 2 TDs que irão abalar o equilíbrio cósmico, que farão vocês se sentirem como me senti hoje ao deixar a loira cavala que me fez ter a sensação de flutuar no espaço sideral, de tomar uma cerveja romulana com o Capitão Kirk e Mr. Spock num momento de aventura na Enterprise. A vida surpreende. Em breve...
Queridos foristas sem fé,
Aposentado, vivendo um momento de doloroso luto pessoal, eu não pretendia mais me dedicar a escrita de TDs. Dei minha cota aos fóruns amigos, fui generoso na contribuição. Mas como já dizia um filme do 007 com o Sean Connery: "Never say never again".
Ser libertino nem sempre é só uma escolha, pode ser uma sina. Da última sexta-feira para cá, vivi duas experiências transcendentais no campo do sexo, senti um sopro de novidade, o que para um velho mundano como eu é um fato surpreendente. A mulher que conheci hoje, numa modalidade que nunca me interessou, me deixou pasmo, arriado, extasiado no limite dos deleites que a mente suporta sem delirar. Portanto, preparem-se, irei escrever 2 TDs que irão abalar o equilíbrio cósmico, que farão vocês se sentirem como me senti hoje ao deixar a loira cavala que me fez ter a sensação de flutuar no espaço sideral, de tomar uma cerveja romulana com o Capitão Kirk e Mr. Spock num momento de aventura na Enterprise. A vida surpreende. Em breve...
Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
Eis que em um final de segunda feira leio algo realmente interessante, um TD do antológico Dante.
Aguardo ansiosamente a aventura kkkkk
Aguardo ansiosamente a aventura kkkkk
Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
Alguns raros TDs fazem parte do dever cívico de compartilhar. A postagem torna-se obrigatória. É o caso desse que irei relatar.safra73 escreveu:Eis que em um final de segunda feira leio algo realmente interessante, um TD do antológico Dante.
Aguardo ansiosamente a aventura kkkkk
Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
Há quem pense que Libertino é apenas uma palavra jocosa, uma brincadeira. Não. Libertino é um título que se conquista sangrando a alma. Ser libertino não é uma escolha, é uma condição. Os que sentem que compartilham dessa natureza irão compreender o que afirmo.
O libertino é uma metamorfose que se constrói nas diversas fases da vida (juventude, maturidade e terceira idade). Uma obra que pode ser interrompida, dependendo da convicção e do destino do portador da reputação. O sexo é a missão com começo, meio e fim.
O libertino não é um dândi, um fenômeno sexual, nada disso. O libertino rastreia perfumes, é um caçador de fome insaciável, vagando como um tubarão solitário que fareja sangue pelos oceanos inexplorados. O libertino é um épico.
Todo herói possui um vilão como contraponto, o principal adversário do libertino são as paixões, os amores que abalam crenças, que abrem cicatrizes. É permitido ao libertino amar, mas jamais realizar o amor. O amor é a kryptonita do libertino. A liberdade é o seu carma. O Desterro é o Deus que o concebeu.
— Quero ser um libertino — diria o jovem e entusiasmado forista.
Eu responderia o que sempre respondo, ser libertino não é uma vontade, é um destino. Há mandamentos involuntários que formam um libertino: não case, não reproduza, não se prenda a obrigações, esteja sempre pronto para enfrentar as consequências.
Sim, afeiçoado forista. O libertino é como um highlander: "there can be only one" (só pode haver um). Atravessa o tempo colecionando aventuras, histórias fantásticas, romances desastrosos. Sua natureza é solitária. É avesso a andar em bandos. Não é lobo de alcateia. Como prêmio, o libertino envelhece sentindo-se jovem. A mente não acompanha a decadência do corpo, o espelho não revela a erosão da pele.
Para o libertino, a noite é o êxtase; as sombras são luz; a mulher é continente, sua ilha, o seu naufrágio. Todo libertino é um Robson Crusoé que jamais encontrou o Sexta-Feira, um Dom Quixote sem Sancho Pança. É um utopista, um fantasiador.
A música o acompanha, pois a noite sem música é como mulher mutilada. É quando ligo o rádio do meu Fusca Rocinante, quando acelero; é quando sinto os pneus deslizarem num voo rasante sobre o negrume do asfalto, sem bússola ou sextante; é aí que sinto o pulsar de tudo, é quando imagino que posso voar. É neste momento que a vida se torna desmedida e sublime. Um libertino é imortal porque é lenda urbana. A zona boêmia é a sua Fortaleza da Solidão.
Tema
O libertino é uma metamorfose que se constrói nas diversas fases da vida (juventude, maturidade e terceira idade). Uma obra que pode ser interrompida, dependendo da convicção e do destino do portador da reputação. O sexo é a missão com começo, meio e fim.
O libertino não é um dândi, um fenômeno sexual, nada disso. O libertino rastreia perfumes, é um caçador de fome insaciável, vagando como um tubarão solitário que fareja sangue pelos oceanos inexplorados. O libertino é um épico.
Todo herói possui um vilão como contraponto, o principal adversário do libertino são as paixões, os amores que abalam crenças, que abrem cicatrizes. É permitido ao libertino amar, mas jamais realizar o amor. O amor é a kryptonita do libertino. A liberdade é o seu carma. O Desterro é o Deus que o concebeu.
— Quero ser um libertino — diria o jovem e entusiasmado forista.
Eu responderia o que sempre respondo, ser libertino não é uma vontade, é um destino. Há mandamentos involuntários que formam um libertino: não case, não reproduza, não se prenda a obrigações, esteja sempre pronto para enfrentar as consequências.
Sim, afeiçoado forista. O libertino é como um highlander: "there can be only one" (só pode haver um). Atravessa o tempo colecionando aventuras, histórias fantásticas, romances desastrosos. Sua natureza é solitária. É avesso a andar em bandos. Não é lobo de alcateia. Como prêmio, o libertino envelhece sentindo-se jovem. A mente não acompanha a decadência do corpo, o espelho não revela a erosão da pele.
Para o libertino, a noite é o êxtase; as sombras são luz; a mulher é continente, sua ilha, o seu naufrágio. Todo libertino é um Robson Crusoé que jamais encontrou o Sexta-Feira, um Dom Quixote sem Sancho Pança. É um utopista, um fantasiador.
A música o acompanha, pois a noite sem música é como mulher mutilada. É quando ligo o rádio do meu Fusca Rocinante, quando acelero; é quando sinto os pneus deslizarem num voo rasante sobre o negrume do asfalto, sem bússola ou sextante; é aí que sinto o pulsar de tudo, é quando imagino que posso voar. É neste momento que a vida se torna desmedida e sublime. Um libertino é imortal porque é lenda urbana. A zona boêmia é a sua Fortaleza da Solidão.
Tema
Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
Não faço parte da terceira idade mas acontecimentos me levaram a vida libertina completando 2 anos mês que vem. Experiência foda. Obs: Sou casado. A mente não acompanha a decadência do corpo, o espelho não revela a erosão da pele. Brabo!!
Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
Há poucos dias, saí com uma dessas meninas que ativam o despertador do celular para marcar o fim do programa, prática que considero péssima. Vou a um encontro para relaxar e, de repente, sou quase levado a um AVC por um apito histérico alertando que é pra ir embora. No caso da recente menina foi pior, começou a tocar o hino do flamengo em ritmo de Furacão 2000. Por essas e outras que Pikachu está pedindo aposentadoria por invalidez no INSS. 
Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
Dante-RJ escreveu:Há poucos dias, saí com uma dessas meninas que ativam o despertador do celular para marcar o fim do programa, prática que considero péssima. Vou a um encontro para relaxar e, de repente, sou quase levado a um AVC por um apito histérico alertando que é pra ir embora. No caso da recente menina foi pior, começou a tocar o hino do flamengo em ritmo de Furacão 2000. Por essas e outras que Pikachu está pedindo aposentadoria por invalidez no INSS.
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Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
Poxa, Dante! Que chata essa situação. A única coisa que prestou foi o hino do Flamengo. Pena que foi em ritmo de funk!Dante-RJ escreveu:Há poucos dias, saí com uma dessas meninas que ativam o despertador do celular para marcar o fim do programa, prática que considero péssima. Vou a um encontro para relaxar e, de repente, sou quase levado a um AVC por um apito histérico alertando que é pra ir embora. No caso da recente menina foi pior, começou a tocar o hino do flamengo em ritmo de Furacão 2000. Por essas e outras que Pikachu está pedindo aposentadoria por invalidez no INSS.
Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
As histórias de vocês são deveriam estar em livros kkkkkkkkkkk
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Re: O LIBERTINO DA 3ª IDADE
Mestre Dante não se abale. Ontem esse seu fiel Padawan visitou a Angela e eu lhe digo, faça-lhe uma visita e depois conte para seu Padawan se não aprendi as lições do mestre!!!Dante-RJ escreveu:TDEX: TD EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA
Queridos foristas sem fé,
Aposentado, vivendo um momento de doloroso luto pessoal, eu não pretendia mais me dedicar a escrita de TDs. Dei minha cota aos fóruns amigos, fui generoso na contribuição. Mas como já dizia um filme do 007 com o Sean Connery: "Never say never again".
Ser libertino nem sempre é só uma escolha, pode ser uma sina. Da última sexta-feira para cá, vivi duas experiências transcendentais no campo do sexo, senti um sopro de novidade, o que para um velho mundano como eu é um fato surpreendente. A mulher que conheci hoje, numa modalidade que nunca me interessou, me deixou pasmo, arriado, extasiado no limite dos deleites que a mente suporta sem delirar. Portanto, preparem-se, irei escrever 2 TDs que irão abalar o equilíbrio cósmico, que farão vocês se sentirem como me senti hoje ao deixar a loira cavala que me fez ter a sensação de flutuar no espaço sideral, de tomar uma cerveja romulana com o Capitão Kirk e Mr. Spock num momento de aventura na Enterprise. A vida surpreende. Em breve...
Com certeza as "técnicas de irrigação" da dama, vão ressuscitar o Pikachu!! Amanhã é Sábado de Aleluia, quem sabe ela não esta atendendo?
"Procuro um momento que dure uma vida..." Giacomo Casanova

