Francamente, não lembro se eu já opinei aqui nesse tópico, mas se o fiz, foi de maneia sucinta. Mas como a discussão ganhou novos contornos, expandirei a minha opinião.
Não nego a importância da discussão, mas o problema são as injustiças que nós clientes poderemos cometer, quando fazemos generalizações, e abrimos mão das nuances. Explico: A realidade, é que as GPs calculam os valores cobrados, utilizando uma série de variáveis, como o custo do local em que elas nos atendem (as que possuem local, claro), pois quanto menos precário, e melhor localizado, maior é o custo do aluguel para elas. Tem também o material que utilizamos nos encontros que são também providos por elas (toalhas ensacadas, ar-condicionado, sabonete líquido, gel, cafezinho, preservativos - para as que não pegam camisinhas em posto de saúde - etc.). Sem contar os anúncios, necessários para divulgarem seu serviço. E as que atendem em casas, deixam uma parte do que recebem, para atenderem lá. As que atendem em motéis, a discussão é outra, pois aí todo gasto realmente fica a cargo nosso, mas também, quem quer esse tipo de conforto, é natural pagar por isso mesmo. Ninguém é obrigado a contratar o atendimento de uma GP que atende apenas em motel.
Outra questão, é o bairro onde a GP atende, que possuí uma concorrência que já impõem um teto. Se a GP quer cobrar acima do teto do mercado local, ela tem que ter um diferencial, como uma beleza física exuberantemente acima da média, ou fazer peripécias sexuais (anal, levar leitada na cara, se fantasiar, fazer fetiches esquisitos, levar pica plantando bananeira, etc.) que muitas GPs não costumam fazer. Tirando essas poucas, as GPs estão submetidas ao teto do bairro onde estão atendendo, pois se cobrarem além, os clientes não irão lá.
Outro fato, é que muitas GPs entram nesse ramo, movidas por uma necessidade financeira premente, que exige delas um gasto, que muitas estão impossibilitadas de arcar. Algumas possuem um companheiro que perdeu o emprego e a abandonou com filho(s), ou mesmo que a sacaneia, e deixa um financiamento do seu apartamento em aberto, colocando em risco um patrimônio que a moça se esforçou anos para poder ter; um parente que adoeceu (mãe, pai ou filho) e que necessita de cuidados médicos urgentes e caros, pagar uma sonhada faculdade (que são custosas para além da mensalidade) e assim se profissionalizarem formalmente, ou pagar a tal faculdade para algum filho; juntar grana para abrir algum tipo de comércio e tirarem seu sustento de tal negócio, e assim melhorar o patamar da sua vida e o da sua família, e por aí vai. Lembro de ter conhecido uma, vinda do Maranhão, que recebeu a promessa da irmã de que iria ter o apoio dela aqui no Rio, e no final das contas, por conta de atritos com a família do cunhado, ela ficou sem eira nem beira. Era fazer programa, ou ficar na rua da amargura. Esses são alguns casos com os quais me deparei em minha trajetória no GPzismo.
E até aqui, falei de gastos e necessidades. Tirante isso, a moça também não pode estar por aí trepando com um monte de marmanjo, só para pagar suas despesas. Ela também tem que ser remunerada a ponto de poder ter algum conforto, como fazer comprinhas eventuais num shopping (perfuminho legal, sandálias, vestidos, cosméticos, lingeries), levar para sua casa não apenas mantimentos básicos (tipo arroz, feijão, ovo e macarrão), mas poder consumir um sorvete legal, comprar um congelado de uma marca bacana, beber um refrigerante que não seja daquelas tubaínas intragáveis, comprar uma carne nobre, sair com a família, ou com as amigas, para comer uma pizza num final de semana esporadicamente, enfim, nada que seja exorbitante para quem vive uma vida social minimamente regular. E também poder comprar coisas bacanas para a residência, como uma televisão, micro-ondas, geladeira que sejam modernos, ar-condicionado para a família (a maioria desses itens comprados em longas e suadas prestações), além de uma internet rápida que elas usam inclusive em seu trabalho como GP. Não podemos esquecer do celular tão necessário para marcar os atendimentos conosco, e é de bom alvitre que o aparelho seja bom. E nem vou entrar aqui nos gastos estritamente familiares, daquelas que são arrimo de família.
Escrevi esse puta textão do caralho, para deixar claro que EU, não me sinto confortável em ficar querendo ditar a conduta sobre o preço que a GP cobra ou deixa de cobrar, pois não sou um alheado total da vida por trás das cheirosas, quando elas não estão nos atendendo. Vou dizer aqui, o que já foi dito por vários confrades, que é, nós clientes não devemos querer colocar nossos chapéus, onde nossas mãos não alcançam. Se tem aquela cheirosa que muito gostaríamos de ir, mas que cobra um valor acima do que podemos pagar, existem duas soluções: Juntar uma grana a mais por um determinado tempo, nos privando de alguns prazeres temporariamente, para ir nela, OU, simplesmente procurar outra profissional compatível com nosso orçamento.
Abri essa intervenção dizendo achar a discussão válida, pois eu também gostaria muito de viver num mundo ideal, onde eu pudesse acessar esse serviço a preços mais módicos, mas o mundo em que vivemos não é justo, muito menos ideal. Concluo dizendo que tentar travar esse tipo de discussão sem levar em conta essa realidade árida de muitas GPs, que eu apenas pincelei nessa postagem, é tentar discutir o sexo dos anjos.
Abraços do Grisalho!

