PODE CRÊ, ESSE DIA FOI LOUCO BROTHER!

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Ken Masters
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PODE CRÊ, ESSE DIA FOI LOUCO BROTHER!

Mensagem por Ken Masters »

Rio de Janeiro, 8 de Janeiro de 1999.


Centro do Rio de Janeiro como sempre convidativo, bastava um amigo chamar ou eu mesmo avisar que estava na área para iniciar os trabalhos via SMS!

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Jovem, começo de carreira, dinheiro no bolso, presa perfeita para os predadores da rua. Sigo feliz para a minha terceira expedição pelos trashs e privês do Centro sem grandes pretensões e nenhuma decepção até aquele momento.

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Desço ali no metrô da Uruguaiana com a alegria de quem vai para a Disney. Já veio o primeiro infortúnio, um rapaz insistiu em engraxar meus sapatos com um líquido "especial", mais seco que lubrificante a base de água e mais rotulado que camisinha de posto de saúde (na época não existia clínica da família e UPA meu jovem Enzo, calma!).
Como bom samaritano aceito receber o serviço, o problema de ser millenium é não saber dizer NÃO sem parecer ser ignorante cheio de estrelismo (A old school não tem problemas com isso). Mas enquanto ele falava meu modo animal estava ativado para o perigo, suavemente sinto uma leve puxada na minha carteira, juro, que senti, no meio da multidão ali passageira havia uma mão oportunista afim de estragar o dia de um jovem trabalhador, depois disso, não tive dúvidas, paguei 2 reais para o cara, aí veio outro mais velho e bem encorpado e disse que esse serviço valia 5 reais no mínimo, eu retruquei e disse que só tinha isso e ele não me disse nada antes de se jogar no meu sapato. Depois de toda aquela tensão e incomodo, percebi que aquele negócio da carteira estava me incomodando, fui para uma das cabines da uruguaiana para sentir se ela ainda estava lá, a desvantagem de usar uma calça social e parecer um otário de escritório com ar condicionado é um verdadeiro imã para a malandragem que cresceu naquelas ruas. Posso então dizer que por hora já tive fortes emoções mesmo antes de subir no primeiro Trash, desisti de ir na Gonçalves Dias e fui para o da Buenos Aires 85, já acostumado com o local aonde insisti em ter minha primeira gozada com GP.

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Seguro de si e com todo o dinheiro suado e sagrado naquela carteira, comecei a refletir sobre a minha estupidez e ingenuidade típica de quem está preso nos 20 e poucos anos de idade e só evoluiu a ponto de jogar xadrez com um chimpanzé e ainda perder.

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Deixando isso de lado subo ao que era para mim o auge do pinto no lixo, aquele antigo prédio BA85 (no meu caderninho era abreviação para Buenos Aires 85) de uma infernal escada de ferro que só passava um punheteiro por vez, maioria ou tava bêbado e feliz ou ainda fudido e revoltado, sempre tinha um ignorante fazendo cara de demônio descendo aquela escada como se tivesse fazendo parkour, e finalmente consegui ver aquelas piranhas de baixo escalão de sutiã e calcinha na porta do caidaço primeiro andar era uma visão bipolar (meus olhos lacrimejam empurrados pelo sorriso do sarcasmo), virou um ritual de passagem me fixar no terceiro andar depois de apreciar toda aquela aparência de bar temático, pole dance e quartos climatizados, era um ótimo refúgio, muito barato, fiquei bebendo, vendo umas bundas e as clássicas piranhas mau humoradas com suas frases clichê "Aqui não é bate papo não, bora fudê!", "Esses homem só bebe e olha!", mas nenhum hit desses chega ao top um que era o clássico "Boquete é 10, cú é vinte" que vinha do quarto andar!

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Hoje escrevo com uma certa nostalgia.
A triste realidade vinha à tona, foram tantos rostos e tantas aventuras e me limitava a anotar apenas os custos e os lugares num papelzinho guardado na carteira até chegar em casa e contabilizar e foi assim que computei minhas idas e vindas até um dia querer esquecer de fazer isso! Me alimento das lembranças daquele lugar como a primeira gozada dentro, gozada na boca, gozada na bunda, primeira mulher que deixei molhada, aprendendo o ritmo, sai muitas vezes sem gozar, mas satisfeito por meter (Esse prédio merecia um livro)!

85 R. Buenos Aires
https://maps.app.goo.gl/rhrSCJDuj1qgj8ej8

Até ali só alegria, o problema foi ao sair, tive a ideia de pular a visita a outros trashs e visitar uns privês até sossegar em um. Comecei pelas proximidades no mercado das flores ali na Olavo Bilac, até hoje sempre há os planfetadores que insistem em nos levar ao que seria na visão deles o caminho de El Dourado, fui atraído por um desses retirantes com um forte sotaque do norte, chegando na súbita porta veio uma mulher tão caida me atender que eu pensava ser a gerente, quando eu pensei que ela ia me apresentar o elenco, só tinha ela disponível aí eu disse que não iria ficar, ela disse para eu pagar a "entrada", para não brigar, paguei a tal da cerveja por 5 reais o que era um valor muito acima na época, e me lembrei logo, perdi 2 para uma graxa meia tijela e acabo de perder 5 para ganhar uma cerveja de uma típica europeia com carinha de 18 aninhos e um corpo de 80 anos. Foi ali que aprendi na marra a diferença entre entrada gratuita e consumação forçada.

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Mas o ímpeto não diminuiu, pausa para um cachorro quente e suco, logo recebo a mensagem de um amigo que aqui vou chamar de Brother e ele dizia: "Eu e o Nobre Caxias vamos pra o jipão" (gíria para as Termas 4x4). Me alegrei pelo convite, só conhecia eles dois pra putaria porquê meu círculo de amizades era de falsos deuses e pseudosantos, se tivesse a manha de hoje teria invertido aquele jogo fácil e evitaria os prejuízos que tive, mas sofrer é aprender, enfim, aonde eu estava? Ali feliz, larguei cedo do trabalho e nem havia ainda tido 40 minutos na rua e cheio de expectativas, voltaria na morena da BA853 outro dia (essa história desbloqueio na próxima DLC).

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Mas enquanto eles se aprumavam para nos encontrarmos na porta da 4x4, eu tinha tempo sobrando para dar um pulo num privê da uruguaina que tinha uma GP que parecia com uma amiga minha, e diz o ditado da farmácia, senão tem o que você se acostumou a pedir, escolha o genérico, sapaquei muito aquela mocinha de cabelos cacheados longos, outras boas histórias, assim que via o prédio longas e pacíficas sensações tomavam meu corpo enquanto subia aquele elevador do que seria o único privê que conheci naquele prédio comercial! Chegando lá, grande surpresa, FECHADO, e pior, uma folha colada na porta com fita durex com o escudo da Polícia Civil, nem quis ler o BO que tinha ali. Triste e sem malícia, fiz uma breve anotação: "Se eu for numa GP mais de três vezes, eu não peço musiquinha no fantástico, peço contato por fuera e tudo que puder para não perder as manhas". Mais uma duríssima emoção ali aprendida de como se comportar na próxima oportunidade.

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Saindo daquele prédio pela última vez me oriento para a Uruguaina 24 logo ali, porém no caminho percebo que sou seguido por um artista mudo que imita meus passos enquanto umas pessoas olham rindo, uma pena meu espírito ainda estar abalado para nem sequer esboçar um agradecimento, sigo em diante e vejo uma pequena multidão a minha frente e um grupo de homens apostando em que copo estaria uma bolinha, no copo 1 ou 2 ou 3? Nunca saberei, vi um jovem como eu entrando na brincadeira apostando 50 reais sendo coberto por um dos "velho barreiro" que também colocou 50 pratas em cima, e motivando aquele jovem espinhento a colocar sua onça na mesa também: Vai que eu te cubro! E você aí meu camarada vai também?" Eu disse que só tava olhando! Instintivamente fui me afastando e aquele jovem tomado pelo espírito de manada em perigo imitou meus movimentos e se afastou daquele circo até um rapaz mais experiente sussurar para nós dois: "Saiam daí, isso é quadrilha, tão fisgando o teu parça!", pra mim só faltava jogar uma fumaça branca e desaparecer daquele recinto!

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Seguindo para a Uruguaina 24 cheio de vontade de descarregar o veneno da minha naja, vejo umas novinhas, mas costumeiramente rejeito a primeira oferta e só me recordo do "Chega mais gostoso! Eu faço tudo, não vai se arrepender!" antes de sentir a gatuna com a mão no meu comandante cobra, já me puxando ao pescoço. A energia era muito boa, mas aquela baforada quente do corredor me desencorajou a não queimar calorias por ali (o quarto era uma sauna com um ventilador mandrake), até subtamente tirar um planfeto do bolso e lembrar da minha promessa na expedição anterior de conhecer a Bel Prazer e a Dudas Massagens, que na época planfetavam no Largo da Carioca.

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Jovem, burro e imprudente, ainda bem que eu não era casado, era muito fácil chegar em casa com cheiro de cabaré, aquela típica mistura de incenso com cigarro, perfume doce oleoso e vagabundo no pescoço e peito, e totalmente recheado de planfetos do centro no meu bolso (Colecionava como se fossem parte de um álbum de figurinhas). Com uma mãe em casa desconfiada que seu "tesouro" não era abstênico e muito menos adepto dos melhores conventos e monastérios da cidade.

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Sigo rumo ao Largo da Carioca, mas sabe como é, mais um planfetador (hoje seria o quê? Promotor de serviços?) me aborda, eu disse para ele que iria no mesmo prédio só que na Dudas, aí ele tenta me convencer que "...ali no outro andar tinha boas mulheres, faz uma visita sem compromisso depois é só tu pegar o mesmo elevador e subir para a Dudas..." segundo suas próprias palavras. Então eu disse sim! Porquê não sabia dizer não e depois de duas ou três porradas o que poderia ser pior naquele dia? Já tinha escapado liso de umas coisas o que me faltaria acontecer? Fora que ele foi me amançando como um boi sendo levado ao matadouro criei aquelas tolas espectativas de encontrar a mesma mulher do planfeto naquela sala e acho que não vou me prolongar muito a não ser pelo fato de depois ir para as Dudas e finalmente encontrar na terceira garota que se apresentou uma jeitosinha linda, cabelos pretos lisos e longos, cheirosa, olhos castanhos claros como mel, vestida como se tivesse acabado de sair do ensaio do espaço terapias, bem maquiada levemente, quadril largo, cintura fina, seios pequenos, me tascou um beijo na boca com a mão na minha nuca e ainda levantou a saia quando saiu mostrando suas belas maçãs nadegárias (inventei essa palavra no diário para elogiar a bunda dela) lá naquela salinha de apresentação, mas quando peço para ela voltar, a gerente me diz que outro cliente escolheu primeiro, assim que ela se apresentou para mim já foi pro quarto ser garfada por ele, a gerente perguntou se eu tenho outra em mente, "temos meninas bonitas, fica mais um pouco, quer que eu chame quem?" Como se eu tivesse ligado para todas as outras que se apresentaran para mim, mal sabia nome ou quem era quem de tão encantado que fiquei por aquela que nunca mais vi. "De onde ela veio para onde ela vai, não sei dizer!" Depois de chegar em casa e escrever essa epopeia hoje eu me aconselharia a deixar marcado e pago para não perder a vez.

Mister Mu - A desconhecida
https://m.youtube.com/watch?v=oOk5lk57Ni8

Saio de lá tão desmotivado que pego no celular para ver as horas e vejo duas chamadas perdidas, consigo sinal só fora do RB156 (Abreviação para Rio Branco 156), já na saída para a própria avenida, na época muito movimentada, hoje é uma praça e ponto de VLT (Veículo Leva Trouxa). As duas chamadas são do Brother, eu retorno a chamada e lembro que a essa altura do campeonato não dá para visitar a Bel e partiria feroz para a porta da 4x4, afinal amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito S2.

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Como sempre a 4x4 no seu auge não decepcionava, tantas mulheres para todos os gostos, menos um certo padrão obeso dos dias de hoje e as cracudas, tinha mulher de todo o Brasil, colocamos o roupão e fomos para o salão, aqueles alemães arranhando português e rindo, brindei com eles, depois de um certo ponto cercado de tantos olhares, vi algo atípico, certo momento me chamou a atenção um brotocudo cara de malvadão, eu olhava ele com admiração porquê distuava daqueles com cara de playboy ou bicheiro de escola de samba, depois tive a honra de conhecê-lo anos após esse dia numa confraria. Mas tirando esse momento, fui recepcionado no salão por uma loira com cara de botox vencido e voz de boneca inflável danificada, ela não falava, ela maltratava nosso idioma de tão doida que tava, grudou em mim e passou super bonder, eu como um tomate verde cai nesse conto, tinha umas mulheres melhores ali, mas a lábia foi me levando, me levando, e foi, subimos para marcar, e nessa hora meu Brother me puxa pelo braço e pergunta: "Mal chegou e já vai subir?" Aí ele vem e diz para ela: "Me dá um instatinho com meu amigo aqui!", me mandou a letra e disse uma coisa boa: "Aproveite o lugar, não seja tímido, haja como uma estrela sem pressa de perder o brilho, você não é um cometa para passar rápido e sumir". E emendou dizendo que ia cuidar dela, para ela ter paciência que eu era o convidado dele, e foi assim que vi ela começar a falar alto e me puxar de volta para a recepção e o segurança maior que a porta foi se aproximando junto com o SGT Pincel (Não me juguem, eu chamava ele assim, rs, quem sabe sabe) educadamente conversaram comigo e meu amigo, e gentilmente o Brother que não era bobo ofereceu comprar mais uma garrafa para bebermos e assim ficou tudo na paz por hora, enfim nos juntamos ao confrade Nobre para assistirmos tudo como cachorros olhando para os frangos rodarem e aprendermos a controlar a fome, apesar dos apesares foi a primeira vez que sai de uma Termas sem comer ninguém dançando o Vira Vira dos Mamonas Assassinas, um clássico, foi uma lição que meu Mestre Jedi me ensinou, valorize seu passe e se divirta, as vezes, uma boa punheta em casa é melhor que muitas frustrações nos quartos. A essa vista de tudo já teria deixado a loira montar um apartamento na minha cabeça e morar por lá senão fosse um amigo sensato me ensinar os paranauês!

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Saída da 4x4 e um gringo falando russo (Só entendi o four by four e o Priviat) perguntou se estava no local certo, não tinha ninguém ali na frente e eu disse: Yeah dude, this is four by four! Ele agradeceu dizendo algo que não lembro e emendou um "Espaceba". Meu Brother abriu a porta para ele. Naquela época só nos davam um cartão de papelaria de visitante para irmos embora e assim fomos.

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Passado dez da noite, já com as pernas cansadas, lembrei do nosso tradicional churrasco de fim de noite perto da Menezes Cortes. Ali nos atendia uma morena de academia espetacular, era a maior atração além daquela saborosa carne assada, hora ela era loira, ruiva, morena de novo, típica beleza de quem poderia conbinar qualquer corte de cabelo e cor. Aí meu brother solta a celebre frase: "Quem dera se essa aí tivesse para jogo!"

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Aí o nobre solta essa pérola:

Rs, pela voz dela engrossada pelos venenos do anabolizante era capaz do grelo dela já ter comido alguém!

Rimos bastante das mesmas besteiras de sempre, contei o meu dia de aventuras (recebo uns conselhos que aprecio como bom vinho até hoje), sacos e bolsos esvaziados e cada um com seu destino para a casa marcado (Jogo é jogo, treino é treino, uns esvaziaram o saco na quatro outros só em casa rs) Nobre vai para a direita (rumo a Vila Mimosa e Mosaico, esse é guerreiro do povo brasileiro) e eu e o Brother fomos para a esquerda da praça Mario Lago em plena noite próximo da meia noite.

Eu fico no ponto e me despeço respirando fundo:

- Que dia louco meu irmão.

E o Brother responde:

Pode crê, esse dia foi louco brother!
"A. Lincoln tornou os homens livres e S. Colt os tornou iguais."

"Cazuza teve seus heróis morrendo de overdose, os meus heróis sobreviveram ao divórcio."
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Az,
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Re: PODE CRÊ, ESSE DIA FOI LOUCO BROTHER!

Mensagem por Az, »

Agora entendo melhor um certo diálogo que tivemos na noite a qual nos conhecemos. Se eu focar direito, consigo escutar o som do pano lixando o seu sapato.

A consumação forçada, ´Jipão´´, maçâs nadegárias, o que decidiu expor é um acervo de conhecimento😂😂😂 Sobre deixar pago, há sempre o risco de não mais ver o dinheiro, mas algumas vezes vale a pena sim
"Eu tenho aversão à perfeição! Se algo for perfeito, não há nada acima disso. Não haveria espaço para criação, significa que não poderíamos usar a inteligência ou talento!"
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