20 de Novembro de 2025 às 08:17
Solvit Sexus e o Buraco Negro da Quarta-Feira de terror
Nem sempre as minhas aventuras acabam em festa.
Às vezes, o Multiverso simplesmente decide me jogar em um planeta hostil, sem aviso prévio… rsrs.
Porque, meu amigo, tem noites em que a gente acha que atravessou um portal… mas quando percebe, já está orbitando um buraco negro.
E foi exatamente assim que uma possível aventura virou um verdadeiro pesadelo intergaláctico.
Relatar um negativo nunca é fácil. E, como todos sabem, para eu — Solvit Sexus, o viajante dimensional do prazer — chegar a fazer um relato negativo… a menina realmente precisa se esforçar MUITO para dar tudo errado.
Então vamos ao contexto dessa catástrofe cósmica.
Como sempre, pós-jogo, fui à Secretos. Quarta-feira, salão lotado, vibração alta, energia pulsante, e meus olhos já travados em uma beldade.
Mais ou menos 1,65 m de altura, branquinha… mas daquelas branquinhas com melanina que brilha.
Uma marquinha que faria qualquer Deus do Multiverso babar de tesão.
Cabelos negros na altura dos ombros.
Pelinhos dourados no cóccix — detalhe que faz Solvit Sexus ativar o modo Exploração Profunda.
Olhos castanhos escuros.
Piercings por todos os cantos possíveis: boca, nariz, sobrancelha… parecia até uma constelação metálica no corpo dela.
Tentei me aproximar… mas ali a competição era nível Jogos Vorazes da Zona Norte, todo mundo procurando ela para subir!
Entre uma subida e outra, consegui finalmente falar com ela:
“Vou acabar essa partida de sinuca e já subimos, ok?”
Fiquei ali, esperando… sedento… imaginando aquele portal se abrindo no segundo andar.
Mas aí, eis que surge o primeiro sinal do Multiverso tentando me avisar:
A gerência entra no salão com dois espécimes que achavam que eram a realeza da zona sul.
Chama a menina.
Ela larga o taco.
Obedece.
Começa a conversar com os dois playboys espaciais.
Ali já era pra eu ter fugido para outra galáxia.
Eles oferecem drink…
E eu penso: fudeu, passou minha vez.
Só que, como boas entidades insignificantes do cosmos, eles vão embora da mesma forma que chegaram: fazendo pose.
Eu respiro: Ufaaa… o portal reabriu para mim!
Ela me olha, dá uma piscadinha e leio nos lábios:
“Vamos subir? Estou pronta!”
Até aí, tudo perfeitamente dentro do roteiro.
Subimos.
Quartos lotados — normal de quarta-feira no Multiverso Paralelo chamado Secretos.
Na recepção do segundo andar, percebo a verdade chocante:
Sim, ela era mais gata de perto…
Mas sim, ela estava COMPLETAMENTE bêbada.
Tipo, nível “eu já atravessei a atmosfera sem traje espacial”.
Mas já estava pago, né?
Agora era pedir para o portal se abrir e a Terra ser receptiva ao Solvit Sexus… rsrs.
Aí veio o próximo sinal ruim…
O pior quarto.
O 12.
Sem fechadura.
Com luz com problemas.
Era tão desconfortável que dava pra ouvir o Multiverso sussurrando:
“Volta enquanto dá tempo, Solvit…”
Mas eu insisti.
Porque aventureiro é isso.
Ela coloca o drink no chão, deita na cama como se fosse desmaiar.
Eu abro minha mochila, pego sabonete, toalha e pergunto:
“Quer tomar um banho comigo?”
Ela, totalmente chapada, responde:
“Não… bora porra… deita aqui nesse caralho!”
Eu, ainda tentando salvar a linha temporal, insisto com carinho, faço piada, falo que banho desperta…
Nada.
O buraco negro já tinha me puxado.
Deito ao lado dela.
Pego um vibrador — que hoje está no Multiverso de Gramacho, porque joguei fora… kk.
Desço até a buceta dela… linda, mas fedorenta a níveis interestelares.
Ali eu já sabia:
“Solvit, é hora de chamar reforços tecnológicos.”
Ligo o vibrador.
Ela abre as pernas.
E eu, de cabeça baixa entre as coxas dela, testemunho a cena:
Explosão.
Fragmentos.
Algo que só pode ser descrito como uma estrela morta liberando detritos do pós-vida.
Eu penso:
QUE PORRA É ESSA?
Eu tô louco?
Ela gozou?
Ou isso são microcápsulas de grumos?
O Multiverso me traiu.
O meu pau sumiu da realidade.
Desapareceu como se tivesse sido varrido por um buraco negro.
Visto a cueca.
Sento na beira da cama.
Ela bebe mais.
Fala coisas desconectadas da realidade, como uma entidade bêbada perdida entre dimensões.
Aí solta:
“Quer que eu te chupe? Pega esse aparelhinho aí caralhao, que eu vou gozar enquanto te chupo!”
Eu, tentando ao menos recuperar o investimento, tiro apenas o pau pra fora e deixo ela chupar.
E olha… a bunda dela era linda, digna de foto no catálogo de Deus…
Mas a alma da situação já tinha morrido.
O pau sobe.
Ela para e fala:
“Gozei caralho, não fode… chega, agora que gozei não consigo fazer mais nada nessa porra…”
Com aquela voz pastosa de embriaguez extrema.
Se deita no meu peito.
E no momento em que levanta os braços, espreguiçando…
Ela libera a cereja do bolo:
Um cecê tão forte que parecia gás tóxico liberado por um planeta inabitável.
Eu levanto instantaneamente.
Vou pro box.
Ligo o chuveiro.
Pego meu Palmolive.
E esfrego meu corpo como se estivesse tentando apagar memórias traumáticas de guerra cósmica.
Queria lavar minha alma.
Saio.
Me visto.
Desço o mais rápido possível.
E antes que eu pudesse sumir do mapa, ela me manda:
“E aí porra? Você não gozou, mas gostou caralho?”
Ainda por cima falando com aquele tom agressivo e palavrão a cada frase:
“Porra”, “não fode”, “vai se fuder”…
Era poesia ao contrário.
Movimentos brutos, agressivos, sem suavidade alguma.
A beleza virou repulsa.
O portal virou cova.
E eu, descendo as escadas, senti como se tivesse finalmente rompido a gravidade do buraco negro que tentava me esmagar.
Tamires — o nome da entidade dimensional.
Não é fixa na casa.
E o Universo, misericordioso, nunca mais deixou nossos caminhos se cruzarem.
Repeteco?
Nem em outra linha temporal.
R$ 286,00 consumidos por um buraco negro.
Em outras palavras: paguei para me sentir mal com a falta de profissionalismo e higiene.
Eu não aceito nada menos do que eu ofereço.
Meninas reclamam de clientes porquinhos — e com toda razão!
Pode-se aturar tudo… menos porcaria.
Até o mal-educada a gente mete na raiva… rsrs.
Mas isso aqui?
Isso aqui nem pau de adamantium endureceria. Muito menos gozaria.
Obs: não chegou a 60 minutos, mas tentei até os 45 do segundo tempo!