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BEIJO
SIM - GOSTEI
ORAL
SIM - SEM CAMISINHA
ORAL COMPLETO
SIM
ANAL
DISSE QUE FAZ
TAXA ANAL
R$0.00
REPETECO
SIM
Fala comigo bb!!!
O relógio na parede do apartamento marcava o início daquela hora vertiginosa e incandescente. Bruna Reis — a vizinha latina de curvas esculpidas pela tentação, traços que remetem à própria Shakira e um olhar carregado de um calor ancestral — atravessou o batente da porta para o nosso tão aguardado reencontro. A vida, essa trágica e fascinante comédia urbana, insiste em aproximar os corpos quando a carne clama. E aquela bunda... uma obra de arte fora do comum, um monumento de carne e pecado que hipnotiza qualquer homem.
A lembrança da nossa estreia no Rock in Rio ainda pulsava no ar. Naquele dia, a sorte já havia soprado a favor: o trânsito até lá estava surpreendentemente excelente, uma fluidez irreal para os padrões da cidade, permitindo que chegássemos sem sobressaltos, com a alma leve e os corpos prontos para a tempestade. Olhei para ela e lembrei, quase em um sopro de lucidez em meio ao desejo, daquela frase de Marcelo Rubens Paiva em A Segunda Vez Que Te Conheci: a sensação inconfundível de reescrever uma história com o peso do passado, mas com o frescor de uma descoberta.
Não houve espaço para delongas ou futilidades. O desejo era bruto, visceral, porém impecavelmente seguro. A borracha esteve presente em cada instante, preceito sagrado entre dois adultos que conhecem os perigos da noite e do prazer imprudente.
No primeiro ato, fizemos tudo aquilo que foi permitido, embalados por frases de safadeza sussurradas no ouvido, mantendo sempre o sexo seguro com camisinha. Já o segundo ato foi ainda melhor do que o primeiro, uma entrega avassaladora em que ambos conseguimos chegar juntos ao clímax.
Havia entre nós uma sintonia quase carnal e silenciosa: não precisávamos pronunciar uma única palavra sobre como queríamos ou qual posição fazer. Um simples cruzamento de olhares, carregado de malícia e cumplicidade, já nos guiava para o próximo encaixe. Começamos a devoração ali mesmo no sofá, num emaranhado de pernas, gemidos e pegadas firmes na pele — com as mãos encontrando repetidamente o contorno espetacular daquele quadril —, para depois migrar para a cama, onde o ritmo se tornou ainda mais desenfreado.
O ritual começou pela boca. O sexo oral que fiz nela — e que ela me retribuiu com a maestria das que dominam a arte da sedução — foi algo puramente divino, dos deuses. Uma adoração profana que nos deixou em carne viva. Ela, como de costume, não queria firulas: queria chegar ao ápice da única forma que verdadeiramente a arrebata — fodendamente, com intensidade máxima.
No auge do transe, senti exatamente o momento em que os dois corpos sucumbiram ao mesmo tempo, num tremor único e devastador. Tanto no primeiro round quanto no segundo, a explosão foi inevitável e contida pela borracha, porque com um tesão e um desejo desse calibre simplesmente não há como segurar.
Exaustos, suados, com a sensação do dever cumprido no templo do prazer, ficamos abraçados vendo o tempo recuperar seu ritmo normal. O sexo fora antológico, uma entrega absoluta de corpo e alma. Antes mesmo de vestir as roupas, a ganância do desejo falou mais alto: já deixamos devidamente agendado um novo reencontro, mas dessa vez para expandir os horizons em uma dupla, prontos para organizar uma sacanagem gostosa e sem pudores.
Ainda na cama, encaramo-nos com o deboche e o carinho dos que se entendem na malandragem. Ela sorriu, ajeitou os cabelos e me encarou com o charme sombrio de quem comanda a noite.
— ¿Qué tal estuvo la mercancía, patrón? — provocou ela, com aquele sotaque colombiano arrastado e malicioso, digno de uma verdadeira cafetina do Caribe.
— Excelente, mi doña. Con una patrona como usted, este negocio nunca quiebra — respondi, rindo como um velho cafetão que sabe que encontrou sua parceira perfeita.
Após rirmos do deboche, ela me acompanhou até a porta. Ali, no limiar entre o refúgio e o corredor da vida real, trocamos um super beijo, denso e sem pressa, selando o pacto daquela jornada. Ao abrir a porta para minha saída, o corredor do prédio flagrou a cena. O vizinho homossexual, que passava bem no momento, soltou no ar com humor e admiração incontestáveis:
— Esse aí sabe viver muito bem... sempre alinhado e cheiroso!
Bruna escutou, deu uma risada gostosa e cúmplice, me deu um último olhar carregado de intenção e fechou a porta.

Abraços,
GL



