21 de Abril de 2024 às 18:24
LANA LIRA
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BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

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REPETECO

SIM

Pernoite com a Lira

Começou assim: como está sua noite de quinta? Ela me responde: nada d+, ia pra academia, pq? Minha vez: estou em SP, confundi as datas da passagem. Volto quinta, mas avisei em casa que só chegava na sexta. Quer passar a noite comigo?

Marcamos em um hotel próximo à casa dela para facilitar o deslocamento. No caminho, me lembro que, como foi de improviso, não havia comprado nada pra gente beber. Tem alguma loja aí perto, pergunto pra ela? Ela responde: eu tenho vinho em casa. Deixa que eu levo.

Hotel modesto, mas funcional. Eu queria passar a noite entrelaçado nela e não nas acomodações. Estava tudo limpo, bastava. Chego antes de viagem, organizo minhas coisas, tomo um banho. Ela me avisa que está a caminho. Para passar o tempo, saco o Switch da mochila e fico na jogatina. Tempos depois, distraído, ouço as batidas na porta. Ela chega de branco, mochila carregada. Ela deposita as duas toneladas no chão e corre para um beijo. Depois um abraço. E então, para um banho: tô podre, diz, trabalhando igual —ela diz algum bicho que não vou lembrar agora, dado a distância deste relato.

Ela volta do banho. Nenhuma roupa. Nem toalha. E não precisa. Dou uma boa olhada em seu corpo. Alguns meses sem nos encontrar. Nada havia mudado, impecável. Se há defeito nesta mocinha, certamente não está no espectro físico (se alguém precisar de mais detalhes, leiam meu relato anterior com a dama ou os tantos outros que estão surgindo e vão surgir, agora que ela está com local no centro). Sem perder tempo, nos agarramos e não demora muito. Em minutos ela goza em minha boca, depois em meu pau e, sem ter mais o que esperar, me acabo com suas pernas em seus ombros.

Tem jogo do Flu hoje, final, só tu mesmo para me fazer perder um jogo, ela diz. Não vamos perder, digo. Tenho assinatura, vamos ver juntos. O jogo começa, vemos o primeiro tempo. Chega a comida que pedimos. Abrimos o vinho. Ficamos namorando de leve, carinhos, provocações e etc. Acaba o jogo. O Flu ganha e ela me recompensa. Eu ganho também.

Abrimos o vinho. Comemoramos a vitória do Flu, nosso reencontro e a vontade de estarmos juntos. Ambos cansados, namoramos mais uma vez, de leve, e apagamos entrelaçados. Em certo momento me desvencilho dela. Eu me mexo muito, digo, não quero atrapalhar teu sono. Eu te agarro, ela responde, não vai conseguir se mexer.

O dia amanhece. Temos tempo antes do café e do trabalho. Fujo rápido pro banho. Escovo os dentes e volto. Pau duro do amanhecer, invisto na ruiva igual cão no cio. Ela pede um tempo. Escova os dentes e volta. O coito da manhã é sempre mais prazeiroso. Gozo e vejo tudo rubro. As paredes, o teto, a princesa que me chama pro café da manhã. Durante o desjejum, surpresa geral: da recepcionista, dos garçons, da turma da cozinha. Todos querem saber quem é a Ariel que escapou do beira-mar. Subimos, beijos. Eu podia mais, ela também, mas o horário urge.

Promessas de mais, de repeteco, de reduzir a distância, de encontrar todo dia. Uma utopia muito desejável. Deve ter sido nosso encontro número... não importa. Vai ter mais e ninguém tá contando.

Obs: encontro ocorrido no final de fevereiro, dia que o Flu ganhou a inédita Recopa Sul-americana. E quem levantou o troféu, rubro, fui eu.