10 de fevereiro de 2026 às 06:18
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

A cerveja Crystal pertence ao grupo Petrópolis, fabricante também das cervejas Lokal e Black Princess. São cervejas pouco marcantes, medíocres para ser gentil, de um grupo empresarial que entrou em recuperação judicial em 2023. Entre estas cervejas e a Cristal não há qualquer semelhança além do homônimo.

É do conhecimento popular que o congelamento da cerveja degrada suas qualidades aromáticas e degustativas. Altera sabor, textura e bagunça a carbonatação. Isso acontece porque durante o congelamento a água se separa do álcool e do açúcar, formando cristais de gelo. Cerveja é sensível, lida mal com mudanças bruscas de temperatura, iluminação e etc. Em resumo: cristalizar a cerveja é ruim. Contudo, nem todo Cristal em contato com Cerveja é prejudicial. Há exceções.

Minha vontade de conhecer a Cristal surgiu junto com suas primeiras fotos. Porra, gata pra caralho!, pensei logo na primeira imagem com seu rosto em destaque. Toda rabiscada, os lábios bem delineados, cabelos escuros e olhos de um castanho tão delicado que quase achei que eram verdes. Aposto uma gelada como o beijo dela tem uns truques, comentei com um camarada. Depois tive oportunidade de conhecê-la pessoalmente em uma ocasião fortuita e fiquei ainda mais impressionado. Era muito melhor que na tela e ainda tinha a estatura ideal. Mulher alta me pega, o terreno a ser explorado se multiplica, cerveja é 90% água, gosta de frestas, de se infiltrar, de escorrer à vontade.

Mandei mensagem decido a marcar. Detesto abordagens do tipo Oi, Tudo bem?, exceto quando há intimidade e você realmente quer notícias. Então fui direto: já tem um tempo que vejo seus anúncios no Arena, acho que já passou do tempo da gente se conhecer. Bora colocar nossas tatuagens pra jogo, me apresenta as tuas, te mostro as minhas, rola entrosamento? Ela entrou na brincadeira: minhas tatuagens estão tão solitárias, faço um tour pra você se quiser.

A Cristal abriu a porta do apartamento sorridente, escondida por detrás dela. Estava linda como eu me lembrava, uma lingerie preta transparente e um robe da mesma cor. Me convidou para entrar, mas foi protocolar nos cumprimentos iniciais, o que me deixou com um certo receio. Comportamentos similares já resultaram em atendimentos muito aquém das minhas expectativas. A cerveja Crystal veio à mente, será?. Ela me guiou até o quarto e mostrou o espaço. Perguntou se eu queria um banho, ainda bem reservada. Peguei a toalha e prometi voltar logo.

Retornei ao quarto e a encontrei estendida na cama, lateralmente. Parei um tempo, ainda de longe, e fiquei admirando o quanto estava bonita naquela posição. Você é tímido, né? Voltou do banho todo vestido! Vem cá que vou te ajudar. Ela se levantou da cama como uma divindade que se materializava. Pegou um dos meus braços e me puxou para sentarmos. Depois tomou a iniciativa de um beijo.

Eu tinha certeza que o beijo da Cristal seria diferenciado. Não costumo me enganar com bocas e o formato dos lábios dela é muito peculiar. São grossos, mas não demasiadamente, sem exageros. Se há uma régua estética, esta é a régua. Além disso, o desenho também não é muito comum. Dias depois, por WhatsApp, brinquei que aquela boca tinha tirado meu sono, que a curvatura que ela tem no fim dos lábios é muito característica e lhe confere um ar aristocrático. Ela me respondeu por áudio quando pedi uma foto para ilustrar o relato: olha, você é o primeiro que elogia a curvatura da minha boca, nunca ninguem falou dessas curvinhas. Fiquei por alguns dias com a palavra curvatura na cabeça, sabendo que há um vocábulo mais acertivo psra aquela parte específica da anatomia humana. Pesquisei em minhas anotações e não achei nada. Busquei no Kindle, nada. Então lembrei de Lygia Fagundes Telles, que sempre descrevia o rosto humano com uma precisão fora do comum. Percorri os 4 livros dela que tenho e no conto O Jardim Selvagem, do livro Antes do Baile Verde, encontrei a resposta: "Sorriu, e no fundo daquela comissura dos lábios pareceu-me ver uma sombra de malícia, algo que ela guardava só para si.". Era esta a palavra: comissura! Comissura dos lábios, a parte final da boca, onde os lábios  desaguam e encerram a cavidade. Eu que sou apreciador das palavras, vou me render à imagem, que neste caso é derradeira e definitiva.



O beijo não foi bom. Leve no primeiro momento, lábios macios e com uma textura pegadiça, daquela que parece que não vai desgrudar após o contato. A língua surgiu na sequência: quente, tenra, delicada. Descolei minha boca da dela. Sim, o verbo descolar é apropriado, pois aquela boca é do tipo que dá sinais de querer vir junto com a sua. Apertei o maxilar dela com o indicador e o polegar de uma das mãos, olhei em seus olhos e confessei: eu sabia que esse beijo ia ser  foda. Ela sorriu pela primeira vez. Nossas bocas voltaram a se emaranhar, mas de modo mais intenso, mais pujante, demasiado. Não, não foi um beijo bom. Se alguém tivesse que provar um única beijo pelo tempo de uma vida, este seria o beijo. Vamos pedir novamente ajuda à Lygia: "o beijo dela era pegajoso e morno, um beijo de planta carnívora que parecia querer me absorver por inteiro"

Meus lábios escaparam para o pescoço da Cristal após o longo encontro das bocas. Senti seus poros eriçarem ao contato da língua, junto com os pelos do braço sob minhas mãos. Puxei uma das alças da lingerie e beijei um dos mamilos. Depois a base do seios que impunham pressão na direção contrária à minha língua. Mordi levemente, pressionei com os lábios, suguei de maneira comedida. Os seios da Cristal são, na minha opinião, perfeitos: pesados, formatados, macios. Ficam bem na lingerie e fora dela.

Tirei a roupa enquanto nos beijávamos. Meu pau foi acolhido pelas mãos da Cristal com gentileza. O tesão estava tão latente que eu podia sentí-lo pulsar entre seus dedos. Puxei-a para cama e fui descendo com a língua por seu corpo até alcançar a virilha. Provoquei-a bastante com a boca ao redor da boceta antes de buscar o clitóris. Foi quando a melhor versão Cristal se revelou. Chupei-a alternando pressão, intensidade, direção e cadência para tentar decifrar qual método ela preferia. Quando encontrei, mantive o jeito. Olhava para ela e a via delirar: sorriso no rosto, sussuros e a pélvis se movimentando quase autômata. Quanto mais ela se soltava, mais eu ansiava por estar dentro dela. A Cristal se entregou ao tesão e eu o recebi com um deleite que me recordo de ter desfrutado em poucas ocasiões.

Trocamos de posição, deitei na cama e ela veio me chupar. Se antes eu imaginava que o beijo dela era bom, fui novamente surpreendido de tanto que ela superou minhas expectativas quanto ao sexo oral. Se alguém for capaz de ver aqueles lábios sem imaginar seu pau entre eles, algo está muito errado. Eu já tinha pensado, imaginado, cogitado, fantasiado, mas o que a Cristal me apresentou naquele dia deveria estar catalogado em algum manual definitivo de sexo. A Cristal tem um boquete tão carinhoso e cadenciado que é um deleite para além do tato e da visão. Neste dia eu quase fiquei ali mesmo. Não precisávamos ter feito mais nada.

Fizemos. Preservativo no lugar devido, ela veio por cima de mim. Estava bem molhada, o encaixe foi gentil. Meu pau se acomodou com gentileza, como se aquele fosse um local conhecido, um território que o pertencia. Os primeiros movimentos foram suaves, mas meu pau latejava como se houvesse escapado após anos de cárcere. No rosto da Cristal, uma expressão que espero ver muitas vezes.

Disfarçar sorriso, alegria, prazer é muito difícil. Não à toa, grandes artistas alegam dificuldade justamente com o gênero da comédia. A gente disfarça tristeza e esconde dor o tempo todo, maa a alegria, o sorriso, sincero é muito difícil de segurar e pra emular é preciso dom. Não nego que a Cristal tenha muitos talentos, mas o que estava rolando ali não era teatro. E se foi, é uma arte que merece ser apreciada inúmeras vezes.

O conexão foi igualmente arrebatadora quando a Cristal ficou de quatro na cama e me encaixei por trás dela. Seria capaz de passar horas sem desgrudar dali. Alcancei o prazer derradeiro no papai-mamãe. Quando anunciei que iria gozar, ela me abraçou com força, colando nossos corpos e sussurou: goza meu amor, deixa vir tudo dentro de mim.

Deitei ao lado da Cristal e recuperei o fôlego. Virei para ela e disse: isso foi inexplicavelmente bom. Foi mesmo, ela respondeu, me surpreendeu, sabia? Eu soltei uma gargalhada sincera, ainda entregue ao êxtase. Essa minha cara de soca-fofo é foda,  mulherada não dá nada por mim. Fiquei mais um tempo admirando a beleza da Cristal e fiz questão de reafirmar o quanto ela é bonita. Ela se olhou no espelho e reclamou: nossa olha o estado dos meus cabelos! Lindos, comentei. Tá terrivel!, você me descabelou. Eles são melhores que isso, tá? Na próxima eu capricho.

Saí leve do apto com a certeza de que retornaria muito em breve. Há outras meninas para visitar, mas a Cristal tomou meu paladar de uma maneira talvez irreparável. A primeira coisas que ouvi quando comentei com um camarada sobre meu encontro com a Cristal, foi: eita, Cerveja tá cristalizado. Ceveja cristalizada estraga. Será?