26 de Julho de 2026 às 22:47
BEIJO

SIM - GOSTEI

ORAL

SIM - SEM CAMISINHA

ORAL COMPLETO

NãO SEI

ANAL

NãO

TAXA ANAL

R$0.00

REPETECO

SIM

Vitória



I — O reencontro

Dois meses de ausência, de silêncio e de espera,
Até que a mensagem chegou com o nome que ela sabe usar:
"Amor, estou de volta. Vou ficar um tempo."
E o tempo, que era pausa, virou pressa.
A cidade, que estava vazia, de repente se aperta
Num só ponto: o endereço, a porta, o instante.
Ela está ali — e o que era saudade vira presença,
O que era memória vira boca, quadril, calor que se revela.



II — O encontro

Finalmente nos encontramos — e ela estava mais linda ainda.
Cabelos lisos, na altura dos ombros, a balançar,
Seios fartos, quadril que desenha e que instiga,
Cheirosa — perfume que não cansa de ficar.
Não houve palavra, não houve espera,
Agarrei seu corpo e beijei sua boca.
O beijo provou que a distância era inteira.
Pra guardar o que sente. Dois meses calaram
Num só gesto. O resto foi brasa que se espalha.



III — A entrega oral e a dominação

O clima ascendeu em vertigem e ardor,
Ela desceu com a boca em lenta devoção,
Fez-se obra-prima em cada movimento e sabor
Um oral que desmontava qualquer razão.
Logo a dominei por cima, soberano e exato,
Possuindo-a enquanto a boca buscava a sua,
Descia pelo colo, pelo seio exato,
E cada curva era uma geografia nua.
O ritmo era pacto, a pressa era engano,
E o beijo — o fio que não se rompe nem se esvai —
Mantinha o elo bruto, denso e soberano,
Enquanto o corpo dizia o que a voz não sai.



IV

Depois, a dinâmica mudou sob o signo da entrega total —
Ela se voltou, apoiou as mãos, arqueou o dorso com precisão,
E a curva da sua coluna desenhou um arco ancestral,
Como quem oferece não só o corpo, mas a própria submissão.
Os cabelos lisos caíram sobre os ombros, meio soltos,
E a nuca exposta era um convite à devoção mais bruta.
Seus seios, firmes e fartos, desenhavam relevos poucos soltos,
Enquanto o quadril — esse quadril que é mapa e rota absoluta —
Se abria em relevo perfeito, generoso e inteiro,
Como fruto que se parte para ser inteiramente provado.
Diante de mim, ela era obra e arquitetura, corpo e mistério,
Um altar de carne onde o desejo se via consagrado.
E ao possuí-la assim, no gesto que é posse e é oferenda,
Cada investida era um verso que o corpo escrevia sem pudor.
A sua beleza, de quatro, era uma chama que se acende e se estende,
E eu, diante dela, era só fome, era só olhar, era só ardor.
Até que o prazer, enfim, desabou como uma avalanche densa,
E eu gozei — não apenas no corpo, mas no instante inteiro,
Na imagem dela assim, soberba e indefesa,
No quadro que se gravou na retina — o mais verdadeiro.
Ela de quatro, para mim, era o ponto mais alto da paisagem,
E o gozo foi apenas o primeiro verso dessa viagem.



V — O intervalo e a contemplação

Enquanto eu repousava, o corpo ainda em brasa e memória,
Ela perguntou, com a voz ainda rouca de prazer:
— Posso fumar? — e eu disse que sim, sem pressa nem glória,
Apenas querendo vê-la, apenas querendo manter
Aquele instante suspenso entre o fim e o recomeço.
Ela se ergueu, nua, e foi até a janela,
E o gesto de acender o cigarro era um outro começo —
Uma dança que se fazia inteiramente bela.
A fumaça subia em voltas lentas e prateadas,
Enquanto a noite lá fora abraçava os telhados,
E ela, de pé, era uma estampa delicada e bem talhada,
Feita de sombra e luz, de traços desenhados.
Conversávamos sobre tudo e sobre nada —
O tempo, a volta, a cidade, o acaso —
E eu admirava cada curva sua, cada linha madura,
A nuca à mostra, o dorso que se estira e se apura,
Os seios em repouso, o quadril que se apoia no vão da janela,
A mão que segura o cigarro com leveza e sem tutela.
Ela fumava e falava, e eu a via como quem vê um quadro
Que não cansa de olhar, que não quer fechar os olhos.
Cada traço de fumaça era um gesto raro,
Cada palavra sua um fio de sonho e de escolhos.
E ali, de pé, na luz que vinha de fora,
Ela era tão linda quanto na cama — porque era dela,
Da sua pausa, da sua calma, da sua hora,
E eu a guardei inteira na retina, sem pressa nem cautela.
O cigarro se findou, mas a imagem não se apaga —
Vitória na janela, nua, fumando e falando,
Era o retrato de uma paz que não se desfaz nem se estraga,
E eu, ali, deitado, a admirava, apenas, enquanto ia gozando
De novo, só de vê-la assim, tão dona de si,
Tão bela, tão minha, tão livre e tão aqui.



VI — O retorno e o segundo gozo

Ela apagou o cigarro, deixou a noite na janela,
E voltou para a cama como quem volta de uma viagem.
Seus olhos encontraram os meus, e a fumaça ainda nela
Dançava, leve, como uma última miragem.
Os lábios se encontraram de novo — e o beijo era outro,
Mais denso, mais lento, como quem já sabe o caminho.
A língua dela, o piercing, aço frio e quente a um só tempo,
Tocava a minha boca e despertava o desejo antigo
Que não se extingue, que apenas espera a hora certa.
Cada movimento do metal contra a minha língua
Era um fio elétrico, uma faísca desperta,
Uma rota que se reabre e que me extingue e me instiga.
E eu, que há pouco gozara, já estava novamente inteiro,
Duro, pronto, faminto — o corpo que não nega o chamado.
A chama que parecia brasa virou fogo por inteiro,
E a sua boca, com aço e paixão, era o pecado
Mais puro que eu já provei — porque o pecado, agora,
Era menos sobre o ato, mais sobre a repetição.
Possuí-la de frente era olhar nos olhos, era ver a hora
Em que o prazer se torna uma questão de devoção.
Cada movimento meu encontrava o movimento seu,
E o piercing, na língua, deslizava enquanto eu a beijava,
Como um segredo que a sua boca me concedeu,
E a cada toque de metal, meu desejo se avivava.
Seu corpo colado ao meu, os seios contra o meu peito,
As pernas entrelaçadas, o quadril que subia e descia,
E eu, dentro dela, refazendo o caminho já feito,
Mas como quem o percorre pela primeira vez, em plena fantasia.
O prazer não é o mesmo quando se repete;
Ele se aprofunda, se torna mais agudo, mais certeiro.
É como um poema que se lê de novo e se descobre mais completo,
Ou como um abismo que se olha e se quer por inteiro.
Até que o gozo chegou — não como a avalanche primeira,
Mas como um mar que sobe devagar e cobre tudo.
Foi mais fundo, mais quieto, mais verdadeiro,
Porque a segunda vez é o eco que se faz mudo
E ao mesmo tempo rouco, porque já sabe o que diz.
Gozei dentro dela, olhando nos olhos dela,
E o piercing, na língua, tocou a minha boca e eu fiz
Um pacto com aquele instante: que ele fosse belo
Como a primeira vez, mas mais denso, mais lento,
Porque a repetição não apaga o encanto —
Ela o reinventa, o transforma em acontecimento,
E o gozo, na segunda vez, é mais limpo e mais santo
— não por ser casto, mas por ser consciente,
Porque o corpo, quando volta ao mesmo lugar,
Não volta vazio: volta sabendo o que sente,
E o prazer se torna um modo de se habitar.

Fim