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RELATOS DO MEMBRO

FLERTE NIGHT CLUB - Rodovia RSC 453, s/n - Linha Lenz , Rota do Sol - Estrela - RS - (51) 99996-4658
BELLE
POSITIVO
TEMPO: 480 MINUTOS VALOR: R$250.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA NãO SEI NãO SEI R$0.00 SIM

23 de Agosto de 2020 às 00:08



Fazia frio, muito frio. Resultado de uma mudança meteorológica assim que aterrissei na cidade. Noite, eu vestia um sobretudo cinza por cima de uma blusa social de flanela e da calça jeans de tecido reforçado. Um nevoeiro leve tomava conta das ruas. Cheguei a Porto Alegre pela manhã, aluguei um carro e parti para Lajeado no fim da tarde. Hospedei-me no velho Hotel Mariani, que mudou muito desde que morei na região. Sou gaúcho de nascimento, mas carioca de criação. Enquanto eu caminhava, tinha a sensação de estilhaços de gelo esbarrando em mim, o rosto queimava, vítima da temperatura de menos de 10º graus.

Saí do hotel à noite, não havia ninguém nas ruas, só predominava aquela atmosfera londrina numa cidade do interior do Rio Grande do Sul. No estacionamento, virei a chave, mas o motor do Fiat Uno engasgou por três vezes, na quarta tentativa roncou como se estivesse despertando com raiva. Fiz uma ronda na cidade, pouco movimento para um fim de semana. Gosto de Lajeado, foi a cidade onde nasci e morei nos meus primeiros anos de vida. Volto de vez em quando, à toa, sem motivo, nossas raízes guardam um chamado poderoso. Antes de sair, perguntei ao recepcionista do hotel por alguma dica de locais com mulheres fáceis, ele entendeu. Indicou uma boate na cidade de Estrela, bem próxima a Lajeado, o nome é Boate Flerte. Acredite, Forista sem Fé, no sul muitos locais são batizados com esses nomes explícitos e quase cômicos.

Na estrada, em direção à Estrela, um breu, o aquecedor do Fiat no máximo. Foi em Estrela que conheci a paixão mais avassaladora da minha existência, dali se originou a minha maior desolação e a minha origem libertina. Karen, uma prostituta magnífica, tivemos um caso até que ela decidiu tentar a vida na Inglaterra e nunca mais retornou. O libertino nasce dos destroços de romances abortados.

Peguei a direção que denominam Rota do Sol e avistei a boate. Na entrada, perguntei a que horas encerravam e o segurança me informou que não tinha hora para fechar, ia aberta até o último cliente. Entrei. O salão bem decorado, aspecto de limpeza, um bom bar e muitas meninas. Nunca vejo grande quantidade de mulheres feias em puteiros do Sul. Por outro lado, quando vejo uma mulher bonita num bordel gaúcho, ela não é apenas bonita, é linda. No Rio seriam divindades. Assim que pus os pés no interior da casa, uma loirinha educadíssima se aproximou e ofereceu companhia, nos sentamos.

– Tu bebes? – pergunta a garota

– Sim.

– Vamos pedir um vinho?

Outro hábito dos bordéis que frequentei por lá, sempre sugerem vinho, Chandon ou outra bebidas de preço elevado. Já que eu estava tão longe das montanhas do Rio, quis aproveitar a noite. Pedimos o vinho.

A menina se chamava Belle, atraente e gostosa. Começando a sentir a alegria brotar da garrafa de vinho, vi surgir na pista uma imagem inacreditável, uma legítima potranca. Meu queixo escorregou, foi ao chão e se recusava a voltar para o encaixe original. Loira, cavala, lindíssima. Perguntei o nome daquele monumento à Belle: Etienne era o nome daquela presença descomunal. Ela entrou no cenário para fazer um strip. E fez. Que corpo; sarada; uma pele alvíssima, impecável; cabelos longos, dourados, sedosos; tão perfumada que eu sentia o seu aroma de onde eu estava acomodado. Belle percebeu meu fascínio e disse que ia me deixar à vontade, aproximou-se da outra loira e cochichou algo em seu ouvido. Quando terminou o show, Etienne veio direto na minha direção.

A beldade apresentou-se e se pôs ao meu lado. Sugeriu outra garrafa de vinho, embarquei. Na terceira taça eu não estava mais no Sul, estava para lá de Marraquexe. Confessei que queria ficar com ela e se poderíamos sair fora, ela respondeu que sim; emendei perguntando quando ficaria o pernoite.

– R$ 250,00 para você.

Fui...

Eu só conhecia um motel naquela área e ela recomendou justamente o que conhecia. Não caia na gargalhada, estimado forista, mas o nome do motel é Sigilus. É inacreditável o nome com que eles batizam os lugares. Creia, a última mulher com quem eu tinha ido ao Sigilus se chamava Risonete e cada vez que eu citava seu nome parecia que eu estava pedindo um salgadinho: Risonete de frango ou de carne?

Dentro do quarto do Sigilus, quando Etienne saiu do banho e deixou a toalha cair, eu fiquei sem fôlego. Deve ter sido crise de ansiedade diante daquela escultura humana inigualável. Ela veio perto e me beijou sem dó. A menina tem uma língua que abduz nossa traqueia. Deitou-se e eu caí por cima para chupá-la. Que gemido, que loucura. Eu estava prestes a gozar só ouvindo Etienne gemer. Se era real ou não, não sei, mas foi excitante como poucas conseguiram ser. Botei de quatro, algumas estocadas e gozei. Velhos perdem a resistência com o avanço da idade, gozam rápido com receio de perderem a ereção. Joguei-me ao lado dela e disse que ia recuperar o fôlego para um segundo tempo. Tudo rodava, efeito do vinho. Dormi.

Acordei com Etienne ao meu lado, perna sobre as minhas pernas. Tomei um banho, pedi um café da manhã e despertei a menina. Conversamos, paguei a conta e o cachê e a levei de volta para os arredores da Boate Flerte. Retornei ao Hotel Mariani, pedi a chave ao recepcionista.

– Qual seu quarto, senhor? – Ele me pergunta.

– Quarto 302.

– Está aqui a chave. E seu nome?

– Meu nome? Meu nome é Dante.

E o dia nasceu feliz...

(Obs: Soube que a boate atualmente está passando por dificuldades devido à pandemia)

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
KalielSemeth, Dionizio_RJ, PrefeitoComeCu, curtiram esse TD.
CLUBE 114 - Rua da Conceição, 114 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
JúLIA
NEGATIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$100.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA DISSE QUE FAZ NãO SEI R$0.00 NãO

20 de Agosto de 2020 às 22:08



A 114 e seu gêmeo Bombeirinho, dois trashs siameses na Rua da Conceição, podem ser classificados como dois dos piores bordeis do mundo. Alguns companheiros libertinos escolhem exaltar essas casas, mas não acredite em qualquer qualidade que eles anunciem. Além do preço baixo, não há virtudes que possamos desfrutar nessas casas. São horríveis na estrutura e com elencos sofríveis (com raríssimas exceções sazonais). Insalubres é a palavra que define essas duas casas. Eu frequento, mas não posso recomendar, é uma escolha pessoal de cada libertino. Considero piores do que a 119 da Alfândega, do que a 24 na Uruguaiana e do que as casas da Rua Leandro Martins.

Antes da pandemia (prestem atenção no “antes”, fiscais da foda alheia, é um detalhe importante na interpretação do texto), estive na 114. Aquilo é uma caverna que deve ser moradia até de morcegos. O ambiente é escuro, pequeno, claustrofóbico. Como costumo dizer, a 114 é para homem que mija em pé. Não esperem lençóis de cetim, travesseiros de pena de ganso ou edredons bordados com fios de ouro. Não há travesseiro, os lençóis são rasgados e sem direito à troca e o edredom é o pano de chão mais surrado do banheiro. Na entrada deste estabelecimento deveriam pendurar uma placa com a inscrição: Coragem!

Havia umas dez meninas e logo avistei uma mulata abrasada dançando no meio do salão. Bonita, sensual, cabelos cacheados e longos, pedaçuda no estilo cochas grossas e bunda grande. Gostei. Chamei para uma cerveja, ela se sentou ao meu lado e não demorou para me tascar um beijo de língua na boca. Senti percorrer as vibrações elétricas que fizeram o despertar da minha combalida espada guerreira. Depois de 7 cervejas e pedidos de casamento, levei à alcova.

O andar das cabines da 114 pouco se difere de um chiqueiro. Os quartos são baias estreitas onde os gordos correm risco de morte por esmagamento. Usei todos os meus conhecimentos sobre contorcionismo e consegui entrar quase encaixado numa das cabines. A menina, que se apresentou como Júlia, disse que ia se banhar. Atente, forista sem fé, as linhas que virão a seguir serão desagradáveis e pouco higiênicas, avalie se deseja prosseguir na leitura após observar este aviso.

Tirei meu uniforme de caça e fiquei aguardando a garota entre aquelas paredes ameaçadoras. A cama tem a proporção de maca e deixo um alerta para os obesos, na 114 para foder você terá também que se equilibrar na faixa diminuta que compõe o espaço do colchão. Júlia entra no quarto e deixa cair a toalha revelando os seios sofridos da procriação, nada que eu não pudesse superar. Ela me abraçou, me beijou sem economia e se deitou na posição de quem quer receber uma chupada. A arte da chupada vaginal é a preferida de 9 entre 10 idosos. Parti para dentro. Acredite, estimado forista, aqui se revelou um dos piores momentos da minha pacata existência, a boceta da menina estava com um gosto fortíssimo de urina, o que me levou a crer que ela não havia tomado banho, foi mijar antes de trepar. Horror. Devo ter tirado os lábios daquele vaso sanitário embutido em corpo vivo com cara de nojo. Neste ponto, meu tesão desceu pela latrina, não havia mais salvação.

Para não jogar dinheiro fora, pedi para que a menina ficasse de quatro, venci a relutância do meu pau em pânico e o mergulhei naquela cavidade com vestígios do líquido ácido. Gozei sem tesão, sem vontade e com uma dose de repulsa. Encerrado o ato, me despedi de Júlia.

Eram dez horas da noite quando saí da 114 e fui caminhar pela Av. Marechal Floriano em direção ao metrô. O cenário me lembrava a Transilvânia dos filmes de Drácula, deserto, silencioso, coalhado de ratos robustos que atravessavam as calçadas com a velocidade de uma Ferrari. Sim, dileto forista, dá medo. Apesar disso, eu tenho uma ligação cármica com a Marechal Floriano, guardo o hábito de tomar sempre um cafezinho na Casa do Café Capital, na esquina com a Uruguaiana; o Beco da Sardinha é uma das minhas paradas favoritas; a Rua do Acre é parte inseparável da minha história e a Praça Mauá, não muito distante dali, foi um dos berços onde me formei libertino. É uma região de boas lembranças, de muitos fantasmas e também de tristeza pela decadência explícita que observo atualmente.

Entro no metrô e tudo desaparece.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
PéSSIMA PéSSIMO
membro, Brand, Yojiro, Frederico Cotrim, liutaio, Saulo Top, Chakall, curtiram esse TD.
MOSAICO NIGHT CLUB - R. Hilário Ribeiro, 243 , Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
SOL
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM NãO SEI R$0.00 SIM

20 de Agosto de 2020 às 01:08



À medida que envelheço, percebo que o impulso sexual toma outras direções. Não sinto mais aquela fome selvagem nem a síndrome do peru louco. A razão começa a se sobrepor à libido, o desejo deixa de ser um reflexo mecânico para se transformar num instinto provocado. É o ponto em que o sexo já perdeu o mistério, é preciso adrenalina, emoção e novas experiências. O libertino velho é o homem sublimado.

Houve um período da minha vida que frequentei a zona boêmia quase diariamente, conheço a Vila Mimosa desde que ficava no Estácio, onde hoje é a estação do metrô. Quando a zona se mudou para a Rua Sotero Reis, na Praça da Bandeira, eu vivi momentos épicos naquele novo endereço. A Vila era uma festa, um caldeirão de gente de todos os tipos e níveis sociais. Naquelas masmorras degustei mulheres inesquecíveis e outras que foi melhor esquecer. Tive breves affairs com algumas marafonas e paixões desiludidas por outras. O cenário foi sempre o véu da noite. A noite possui alma na zona, é protagonista em um teatro de figurantes. Encarei perigos, desafios, mas me safava, o libertino é versão moderna do malandro. Cabe aqui um adendo, todo malandro nasce otário e aprende pelos revezes que sofre no tempo em que foi ingênuo. Há malandros que se formam cedo na ginga, outros demoram a aprender. Confesso, afeiçoado forista, ainda sou um aprendiz de idade avançada. Todo velho é mais Spock do que Capitão Kirk.

Perdi a conta de quantas vezes estacionei o leal Sucatão na Rua Ceará. Não consigo contar quantas vezes amei mulheres sobre os lençóis rasgados do mítico Hotel Canário. Não me pergunte quantas vezes abracei a textura suave do corpo nu de uma fêmea dentro das masmorras obscuras que existem nas casas da zona. Trago em mim a memória de incontáveis prostitutas. Sou um arquivo vivo dos bordeis, dos segredos dos cabarés, dos beijos imorais e obscenidades das esquinas. Um libertino é um Highlander que nasce desses amores de perdição.

A única boate que estou me permitindo ir nesses dias de pandemia é justamente uma que fica dentro da zona de meretrício, a Mosaico. Vou porque é a única casa que ainda conserva alguma animação, algum agito inesperado. Como agora está sendo tocada pelo imortal Eliseu, sinto-me motivado a frequentar. Eliseu talvez seja o único dono de bordel que considero um amigo, sempre me tratou com as maiores deferências, tenho lugar cativo na Mosaico, apesar de ter frequentado o lugar bem menos do que ele merecia, pelo tratamento que me dedicam lá.

Como não sou invulnerável, tomo minhas precauções contra o vírus. Fico na parte externa, tento me manter afastado das aglomerações, escolho a companhia e peço a suíte da casa por considerar mais seguro e com menos rotatividade. Na última visita escolhi uma moça chamada Sol. Fiz a tradicional entrevista de aptidão e subimos à alcova.

Sol é loira, falsa magra, corpo bem desenhado, pernas grossas e uma bundinha perfeitíssima. Não direi que é bonita, mas exala uma sensualidade poderosa, é atraente, magnética. Quando tirou a mísera roupa que a cobria, vi um par de seios firmes, uma cinturinha bem talhada e uma vagina lisa e rosa. Parti para cima como um bárbaro invadindo uma cidade desprotegida. Beijos de língua, pegação, chupação. Aproveitei meu momento de lendária ereção e pedi que a garota ficasse de quatro. Que paisagem nababesca, estimado forista. Meti ansioso e gozei feito hamster no atraso.

Sol me atendeu com dedicação e merece cinco estrelas. Desci para a pista da boate, pedi uma dose de uísque, me despedi do mitológico Eliseu e parti. Sucatão me esperava em seu estado meditativo, acionei o motor, liguei o rádio e ganhamos o imprevisível negrume do asfalto. A música alta abafava o pensamento e o horizonte urbano anunciava que a nossa história ainda não terminou.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, RafaelPiroca, curtiram esse TD.
[TERMAS] FEITIÇO DO TEMPO - R. do Santana , Centro - Rio de Janeiro - RJ
DARA
POSITIVO
TEMPO: 30 MINUTOS VALOR: R$100.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

19 de Agosto de 2020 às 00:08



Na remota década de 1990, eu namorava uma pernambucana que residia em uma espécie de cortiço nos arredores da Central, na Rua Barão de São Félix, próximo à Camerino. Praticamente, morei com ela naquela área, a ponto de quase ser renegado pela minha família, que se fazia repleta de preconceitos anacrônicos. Foi uma dessas paixões sexuais que me consumiram durante a vida. Posso afirmar a você, afeiçoado Forista, a paixão sexual é mais grave do que o amor romântico. O amor romântico pode causar depressão, mas a paixão sexual nos domina, subjuga todos os nossos sentidos. Recordei-me disso enquanto caminhava em busca de um bordel que eu havia conhecido na mesma rua Barão de São Félix um pouco antes do advento da pandemia, o puteiro foi batizado com um nome interessante: Feitiço do Tempo. Nada mais sugestivo para um estabelecimento que ficava aos pés da Central do Brasil, sob o imponente Big Ben carioca.

Andar pela região da Central é algo semelhante a um safári, uma empreitada cheia de perigos e surpresas. Quando alcancei o endereço da casa, encontrei a porta fechada e um pedaço de papel colado na madeira.

“A Feitiço do Tempo mudou para a Rua 20 de Abri com Rua do Senado, perto do Campo de Santana.”

Não era longe, mas também não ficava próximo de onde eu estava. Eu teria que atravessar aquela selva entre a Central e a rua Frei Caneca. Indiana Jones talvez tivesse desistido, eu não. Fim de tarde, me embrenhei pela rota habitada por camelôs, PMs hostis, guardas municipais entediados e uma multidão que vinha num contrafluxo de ansiedade para embarcar nos trens que a conduzia a lugarejos distantes. Algo muito mais eletrizante do que Frodo tentando chegar a Mordor em o Senhor dos Anéis. Quando alcancei a tal esquina da 20 de Abril com rua do Senado, reconheci o estabelecimento, ele existia antes da Feitiço do Tempo na Barão de São Félix. Deduzi que ocorreu uma fusão ou a casa foi comprada. Para não entrar de cara limpa, fui até um boteco na esquina da Frei Caneca e pedi uma dose de Salinas, a minha favorita. Não fiquei em uma única dose, alcancei a quarta, foi quando a vi, bela, vaporosa, fugidia: a Felicidade. Acredite, Forista sem fé, a Felicidade não é um estado de espírito, é um copo de cachaça.

Anoiteceu. Subi os degraus do sobrado da nova Feitiço do Tempo. No antigo endereço, a decoração se resumia a uns relógios de cartolina colados pela parede, fui esperando as piores cafonices imagináveis. Creia, estimado Forista, quando pisei na pista da boate estava tocando “Minha estranha loucura”, na voz de Alcione. Alguns clientes espalhados, acompanhados de baldes de cerveja, ousavam cantarolar a letra em paralelo com a Marrom. Cheguei a supor que aquele cenário pudesse ser uma reunião de suicidas, foi quando terminou Alcione e entrou Emílio Santiago com “Saigon”. Não foi a primeira vez que ouvi Emílio Santiago num puteiro, saber disso causava mais perplexidade a minha combalida alma libertina. Fiquei com receio que todos sacassem uma arma ao mesmo tempo e dessem um tiro na cabeça, deixando nas mesas do cabaré cartas de despedida do terreno inferno cotidiano. Talvez tivesse sido melhor esse desfecho do que testemunhar o fim de “Saigon” com Emílio Santiago e o começo de “Nada Além de uma Ilusão” com o Nelson Gonçalves. Definitivamente, eu não estava num puteiro, estava num flash back de doentes terminais. Após o impacto musical, passei a observar as mulheres presentes. Poucas mulheres, a maioria com pinta de figurante em filme do Zé do Caixão, nem a cachaça ajudou a flexibilizar as minhas expectativas. Foi quando começou a tocar José Augusto com “Aguenta Coração” que eu avistei uma das mulatas mais colossais que já encontrei na minha precária existência. Alta, com uma bunda imensa e de textura impecável, o rosto bonito, o cabelo cacheado, lábios carnudos, coxas torneadas e magníficas. A mulher era uma escultura em bronze. Ela me deu uma encarada e corri para me aproximar.

– Qual seu nome? – Perguntei.

– Dara. E o seu?

– Dante. Você bebe?

No que ela respondeu que sim, eu já providenciei dois latões de antártica e conversamos um pouco. Fiz a tradicional entrevista, todas as respostas me animaram. Chamei à alcova. Irei compreender se você considerar tudo o que é dito aqui como um exagero retórico, a fé é um privilégio da criatividade e não da dúvida. O que eu posso dizer é que quando a mulher tirou a roupa na minúscula cabine da Feitiço do Tempo, o tempo parou. O corpo da mulata era um oceano, olhar para aquela vagina depilada e dotada de um clitóris em relevo foi como ver o mar pela primeira vez. O cheiro de mofo do quarto ganhou status de aroma de maresia. Dara não me deu espaço para respirar, caiu em mim num boquete rapel que me causava a sensação ininterrupta de estar despencando num abismo de deleites. Depois disse que me daria um banho de gata e saiu me lambendo todo até me entregar a boca num beijo de cinema. A garota não era só corpo, era língua, saliva, mel uterino. Descomunal. Uma loucura. Incrédulo Forista, quando Dara ficou de quatro, perdi o fôlego olhando para aquele rabo que só pode ser medido em hectares. Respirei fundo e meti. Que delícia. A menina gemia como gata no cio, rebolava, empinava-se como se fosse quebrar a coluna cervical. Gozei. Gozei horrores. Gozei parte da alma naquele muquifo perdido entre o Campo de Santana e a Cruz Vermelha. Foi uma daquelas gozadas que parecem uma pequena morte. Estirei-me nocauteado naquele colchão recheado de ácaros.

Paguei a conta e não esperei a menina retornar ao salão. Quando comecei a descer as escadas, ouvi a voz de Dusek mandando "Nostradamus"...

“O dia ficou noite
O Sol foi pro Além
Eu preciso de alguém...”


Ganhei as ruas, onde qualquer aventura é possível...

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Yojiro, Random, Mandioquinha, Saulo Top, alan26272829, Predator, jjdurao, curtiram esse TD.
[TERMAS] MV30 - R. Mayrink Veiga, 30 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
BRUNA
NEGATIVO
TEMPO: 30 MINUTOS VALOR: R$150.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
NãO SIM - COM CAMISINHA NãO NãO SEI R$0.00 NãO

18 de Agosto de 2020 às 10:08



Faz muitos anos, eu estava em um saudoso bordel chamado Termas Continental, ficava em frente ao estádio do Maracanã. Sentado ao meu lado, na boate, um desses velhos alcoolizados de puteiro puxou papo. Bateu no meu ombro e começou...

– Está vendo aquele sujeito entrando ali com o gordo? – Disse o velho.

Fui pego de surpresa e apenas respondi.

– Aquele? Sim. Estou vendo.

– Diz que é meu amigo, mas está acompanhado do meu inimigo. Nunca confie em alguém que anuncia ser seu amigo e anda com seu inimigo. Ele não gosta de você nem do inimigo, mas gosta de saber e participar da intriga.

É incrível como velhos de puteiro são sábios, principalmente quando bebem. No Fórum existia um gordinho que gostava de escrever como se fosse um caipira, falava que era meu amigo, eu acreditava. Cheguei a convidá-lo a minha casa, bebemos uns chopes juntos, conversávamos muito através de chats da Internet. Em uma ocasião, fiquei sabendo que ele aplaudiu um esquizofrênico que falava mal de mim gratuitamente. O que o gordinho caipira não poderia supor é que o próprio esquizofrênico revelou a atitude infame do aplauso num grupo de WhatsApp e fiquei sabendo. Há pessoas que não sentem pudor da falta de caráter. Amizade é um fenômeno raro e não à toa rima com lealdade, mas quem é que pratica lealdade hoje em dia? Raríssimas almas, eu sou uma delas. A verdade é que para ser leal não é necessário possuir laços de amizade, lealdade é uma virtude restrita aos melhores da espécie. Não é fácil ser leal, exige uma consciência que é muito rara em nosso tempo. Os desleais estão em número maior na sociedade, pois tudo o que é vulgar se dissemina com rapidez.

A introdução me leva à MV30, uma casa que amei e fui leal desde a primeira vez em que estive nela, no remoto ano de 1994. Acreditem, eu me espremia entre mulheres colossais para conseguir atravessar o salão. O dono era um português que depois migrou para a 4x4. Se a MV30 não foi a melhor casa da década de 90, com certeza era uma das melhores. O que me leva a dizer que quem conheceu a MV30 na década de 90 não consegue mais reconhecer a casa desde o início dos anos 2000. O lugar entrou numa espiral de decadência vertiginosa, em todos os sentidos. Perdeu a alma, como a maior parte dos bordeis do Centro.

Corre a informação de que a MV30 passou por uma reforma, foi modernizada e está com melhoras nas instalações. Pelo que eu soube, os preços continuam elevados e no aspecto gerencial ganhou o apelido “o mesmo de sempre”. Não se resgata um negócio sem mudar a filosofia que o conduz e isso parece que não se alterou. Não estive lá depois da reforma, mas por algumas fotos que vi a nuvem do baixo astral do estabelecimento permaneceu exposta sem massa ou reboco. Compreendam que a crítica é construtiva, a MV30 tem potencial para ser muito mais do que tem sido.

Antes da reforma e da pandemia, fiz dois TDs no lugar, um que já narrei e outro que exponho neste momento, em versão resumida.

Entrei na casa num fim de tarde de sexta-feira. O salão estava melancolicamente vazio. Encostei-me no balcão, pedi um chope e observei. Pouquíssimas mulheres, o vácuo do ambiente era tão intenso que cheguei a me sentir constrangido por estar ali. Depois de ser abordado por três gordas afáveis, avistei uma magrinha de pele alva e corpo surpreendentemente proporcional dentro do SPA em que a 30 se transformou. Confesso, afeiçoado forista, considero os valores cobrados pela casa em descompasso com a realidade econômica do Rio, acho que ainda frequento o local movido por uma nostalgia traiçoeira.

Sentei-me ao lado da magrinha, se apresentou como Bruna. Iniciei a entrevista, a menina me pareceu interessante e convoquei à alcova. Eu poderia cair no minimalismo e afirmar que o encontro foi uma bosta, a menina no quarto se revelou extremamente profissional no pior sentido, demonstrava sem inibição que o objetivo se resumia a ganhar o dinheiro e cumprir o tempo, nenhuma magia que me iludisse. Existem aquelas putas que jamais irão compreender que não estão ali para vender apenas sexo, putas também vendem amor, vendem mentiras que a nossa vaidade quer. Essa magrinha não vendia porra nenhuma, além de uma frieza digna dos frigoríficos das melhores peixarias.

Novamente, termino aqui o TD porque não vale a pena estendê-lo. O único alívio foi que marquei o menor tempo oferecido na casa, o prejuízo não foi tão devastador. Tentarei não mais me guiar pelo meu espírito nostálgico, preciso aceitar a realidade. Não vale mais a pena.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Brand, liutaio, Yojiro, Interessante, Mayara Rios, curtiram esse TD.
[TERMAS] MV30 - R. Mayrink Veiga, 30 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
SARA
NEGATIVO
TEMPO: 30 MINUTOS VALOR: R$150.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
NãO SIM - SEM CAMISINHA NãO NãO R$0.00 NãO

12 de Agosto de 2020 às 21:08



Teixeirinha é um desses sujeitos que não acompanhou a evolução do mundo, ainda ouve fita cassete, long play, seu carro é um Corcel que volta e meia quebra uma peça chamada “cruzeta”, é torcedor do Fluminense e fã fanático do falecido do Michael Jackson. Para você ter noção, estimado forista, certa vez fomos até o Shopping Rio Sul assim que abriu pela manhã, era o lançamento do álbum “Thriller”, que seria o estrondoso e histórico sucesso do cantor. Comprado o álbum, Teixeirinha sugeriu que atravessássemos o túnel do Morro do Pasmado a pé para pegarmos o metrô de volta para a Tijuca. Partimos. No meio do túnel, o Teixeirinha pisou em falso e começou a afundar lentamente numa laje quebrada e cheia de lama por dentro, ele ergueu o disco do Michael acima da cabeça, agitando com força, enquanto gritava histérico:

– Dante! Salva o disco! Salva o disco, porra!

– Deixa primeiro eu ajudar você, Teixe – retruquei.

– Esquece. Primeiro salva o disco, eu sou secundário.

Para nossa sorte, consegui salvar o disco e o Teixeirinha. Que eu me lembre, Teixeirinha é meu amigo desde o ventre, é do tipo de amizade que não sabemos mais quando começou, mas temos certeza de que iremos amigos até o fim. A legítima amizade verdadeira, nos sacaneamos implacavelmente quando estamos juntos, mas a esportiva prevalece. Amizade sem complexo de inferioridade.

Dias antes da pandemia, marquei de me encontrar com Teixeirinha num boteco na Av. Marechal Floriano, esquina com a Rua da Conceição. Pé-sujo típico, com mesas e cadeiras de madeira e toda sorte de bebidas que fazem do ébrio uma lenda urbana. Fazia tempo que não nos víamos. Injetamos não sei quantas cervejas no corpo e quando já estávamos naquele estado delirante de alegria etílica, Teixeirinha pediu o golpe de misericórdia.

– Manel – para o Teixe, todo dono de boteco é “Manel” – manda duas Praianinhas aqui pra mesa.

Praianinha... não me recordava do nome, pensei que não mais fabricassem, mas eis que “Manel” puxa uma garrafa daquele mostruário espelhado e nos serve o veneno. Praianinha é uma cachaça cara e impiedosa. Quando alcançamos o terceiro gole, parecia que a força gravitacional da Terra havia sido suprimida, tive a sensação de flutuar, ao me erguer da mesa apostei que fosse voar e pairar como urubu doidão sobre o RB1. Teixeirinha me ancorou ao me segurar pelo braço. Decidimos ir para a MV30 para desfrutarmos dos efeitos febris da bebedeira.

Subimos com extrema dificuldade aqueles infinitos degraus que separam a boate da porta de entrada, foi como escalar o Everest. Ao chegar no topo, deu vontade de fincar uma bandeira. Na recepção, perguntam se iríamos querer chave de armário. Depois do breve trâmite, pisamos na pista principal da casa.

– Porra, Dante! Você falou que ia me trazer num puteiro e me trouxe num SPA. Só tô vendo gorda. Vai se foder.

Teixeirinha, de certa forma, estava certo em sua explosão indignada. A casa estava vazia, com poucas meninas e uns três clientes. Seria possível também comparar o ambiente com uma capela de velório do São João Batista ilustrada por putas carpideiras. Um horror. As mulheres presentes, em sua maioria, eram daquelas gordinhas largas, de joelhões acetinados, encaixadas em biquínis que correspondiam à visão de represas prestes a romper. Não que gordinhas não possam ser bonitas, atraentes e sensuais. Claro que podem. Mas pagar o preço da MV30, somado àqueles inexplicáveis dez reais de entrada, para encontrar o monotemático cenário de Fat Family, causou revolta.

– Porra, Dante. Você é foda. Na última vez em que nos vimos, me levou num puteiro que reproduzia o cenário do Drácula, do Coppola. Agora, me traz nesta merda que parece a ilha da Mulher Maravilha depois de uma buchada de bode. Faça-me o favor.

O que eu não disse é que o Teixeirinha possui uma voz anasalada, eu costumava sacaneá-lo com a alcunha de Pato Donald. Quando ele fica puto, a voz de pato irritado é dureza de ouvir. Por milagre, avistei uma mulata magrinha num pedaço de horizonte daquele universo montanhoso. Ao me aproximar, a menina já pediu uma bebida. Como achei gostosa, paguei. Fiquei conversando, mas preocupado com o Teixe, que andava em círculos pelo salão sob os efeitos alucinógenos da Praianinha. O nome da garota era Sara e decidi pegar uma alcova de meia hora para não perder viagem. Pedi para o Teixe me esperar e fui para o relax.

Devo estar ficando exigente, porque considerei a mulata fraquíssima na cama. A menina me atendeu no quarto com aquela má vontade de posto de vistoria do Detran. Não sei o que está acontecendo com as marafonas cariocas, acredito que eu encontraria mais prazer trepando com uma catraca do BRT do que com algumas piranhas em atividade. Resumo, novamente perdi dinheiro.

Soube que a MV30 foi reformada e um empresário do subúrbio entrou na casa. As termas do Centro viraram a Terra Prometida para os investidores do subúrbio, talvez eles não saibam que Deus entregou as chaves por falta de fieis na região. Procurei o Teixe e não o vi. Dirigi-me à recepção para pagar a conta.

– Olha, seu amigo deixou um bilhete – me informa a menina do caixa.

Seguro o papel dobrado e leio.

"O Raul me chamou e fui embora. A gente se vê."

Passei a régua e fim. Morte

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, PirocaGdai, Yojiro, Brand, Rodrigo de Cosmos, RafaelPiroca, Saulo Top, mrpep, Interessante, curtiram esse TD.
RED NIGHT 21 - R. Buenos Aires, 21 (Beco das Cancelas) , Centro - Rio de Janeiro - RJ
DEBY
NEGATIVO
TEMPO: 30 MINUTOS VALOR: R$150.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
NãO NãO SEI NãO SEI NãO R$0.00 NãO

11 de Agosto de 2020 às 22:08



O libertino é um sommelier de bordel – com essa comparação, eu submergia em reflexões desconexas dentro da Casa Paladino, na Av. Marechal Floriano, Centro da Cidade. Ali, sozinho, entre desconhecidos vizinhos de mesa, crocantes bolinhos de bacalhau e uma taça de Alentejo, transformo-me em um tipo de Sidarta Gautama dos trópicos.

Noite, os ponteiros do tempo se aproximavam das oito horas. Estava decidido a visitar o Clube 21, no histórico Beco das Cancelas. Quem conheceu o Clube 21 nos tempos ancestrais, quase não mais reconhece a sua atual geografia. Modernizaram a boate, melhoraram os quartos, mas reduziram os espaços a dimensões quase claustrofóbicas. A pista principal possui um exótico box de chuveiro servindo como fumódromo em uma de suas laterais, o bar é um pequeno retângulo na lateral ao lado da entrada, o banheiro fica anexo à recepção. A impressão que se tem é que o pedreiro estava fora de si quando executou as obras da 21, pensou que estava fazendo uma capela porque não avisaram que era um puteiro. Há mais escuridão do que penumbra. Dentro do salão, poucos lugares para o cliente se acomodar e a métrica reduzida causa desconforto em pouco tempo de permanência.

Acredito que, desde a reabertura, passaram uns 4 gerentes pela 21. Veja, afeiçoado forista, esse é um dos pontos que revela um grande problema nos bordéis cariocas, a falta de novos gestores, de gente que evoluiu e compreende a nova realidade. São sempre os mesmos e cansativos rostos, a gerente que faz fofoca de cliente com quenga, o gerente mal humorado que sente raiva de cliente, o gestor que está no puteiro para arranjar uma nova esposa, o delirante que se imagina mestre de cerimônias do Moulin Rouge, são sempre os mesmos num revezamento eterno. São pessoas cansadas do ofício, mas continuam por comodismo ou falta de opção. O resultado é que o cliente é obrigado a tolerar um péssimo atendimento e nenhuma mudança que entusiasme.

De uns meses para cá, algumas casas conhecidas inventaram um tal de dez reais de entrada sem reverter em consumo. É ridículo. Fica a ideia de que o rufião está morrendo de fome. É uma prática sem cabimento. Nos dias atuais, o rufião deveria pensar até em oferecer algum brinde para o sujeito entrar na boate, cobrar entrada jamais.

Na minha última inspeção a 21, antes da pandemia, escolhi uma moreninha chamada Deby. Ordinária, gostosinha e sorridente na pista, mas dentro do quarto parece que recebe algum santo que a converte em algo semelhante à Aracy de Almeida. Horror. O antitesão. Não tivemos afinidades. Foi tão ruim que o TD com ela termina aqui, sem começar. Dinheiro no lixo.

Para completar, depois de pagar a conta e me dirigir à saída, uma puta cabeçuda e de óculos, velha de guerra, me olha de cara feia. Não entendi nada, mas creditei a algum possível problema no fígado. Ganhei a rua. Caminhando pela noturna e deserta Buenos Aires com atmosfera de Walking Dead, senti aquela sensação feliz de liberdade, o que indica que a experiência da alcova foi péssima. Dias melhores virão...

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Saulo Top, Rodrigo de Cosmos, Feijó, Frederico Cotrim, mrpep, Tyler Picone, curtiram esse TD.
[TERMAS] CLUB 26 - Praça Monte-Castelo, 26 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
ISA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

06 de Agosto de 2020 às 02:08



*INTRODUÇÃO FILOSÓFICA*

Desde que eu soube que a esposa de um adúltero (pobre mulher) me rotulou como “filósofo de botequim”, ela incubou no meu íntimo a reflexão sobre o tema. Visualize, estimado forista, você está no salão do bordel, sentado com uma birita ao alcance da mão, a música alta, mulheres seminuas, homens salivando libido, feromônios bailando no ar. O que pode ocorrer neste exato momento? A misteriosa combustão que gera a fatal fagulha do pensamento: “O que eu estou fazendo aqui? Quem sou eu?”

Sim, forista sem fé, o homem que é capaz de pensar dentro do bordel tem a alma libertina. E qualquer um que seja capaz de pensar em meio a névoa erótica é um filósofo valoroso, mas o libertino não é um filósofo de botequim, como quer a esposa do adúltero; o libertino é um filósofo dos salões, da pista, da solidão. O libertino é, antes de tudo, aquele que possui a esmagadora consciência de que é só e sobrevive. É um indivíduo de virtudes originais, uma espécie de Highlander.

Na minha visita mais recente a um puteiro, me peguei pensando nessas variações de conceitos. O libertino é o extremo oposto do covarde, mas entenda que o covarde não é quem trai, é quem atraiçoa. Perceba a nuance sutil da sonoridade que diferencia o significado dessas palavras. Quem trai pode guardar coragem, quem atraiçoa não. Os senadores que assassinaram Cesar eram covardes, atraiçoaram o grande general, o apunhalaram pelas costas, pois todo covarde é sorrateiro. E por que mataram Cesar dessa forma? Mataram porque a covardia é um tipo de manifestação de respeito pela vítima, é uma representação do medo e do recalque que o atraiçoado desperta no covarde. Existe algo pior do que um covarde? Pasme, ingênuo forista, existe a criatura que justifica o covarde e a covardia em detrimento da vítima do ato. São os parasitas, os vermes que servem de claque para um falso herói que eles não tiveram o ímpeto de ser. O covarde sempre se justifica, mas piores são os que justificam a existência e a atitude do covarde. Sim, você está certo se concluiu que a antítese do covarde é o libertino. O libertino é a nobreza e a inteligência que o covarde inveja sabendo que nunca irá alcançar. Disso, nasce o ódio. Todo Mozart tem seu Salieri.

Há algum tempo assisti a um filme de cowboy chamado “Da terra nascem os homens”, com Gregory Peck e Charlton Heston. Um filme antigo em que Gregory Peck é um almofadinha da cidade grande que decide se mudar para o Oeste selvagem. Lá, é provocado e ofendido constantemente pelo personagem agressivo do Charlton Heston, mas nunca reage, não por medo, mas por saber que se reagisse a consequência seria se ferir, mas também machucar. Ele atura e aceita as covardias do seu oponente. No final, quando os dois estão sós, ele decide reagir. É ferido, mas fere. Impõe ao covarde o que o covarde não prevê, a reação, a dor da qual ele se imagina imune. A genialidade do filme está aí, o covarde sempre precisa se autoafirmar, é a forma como ele tenta negar sua mediocridade. O libertino não precisa disso, pois sabe quem é.


*CAPÍTULO DE HOJE: ISA*

O TD não é recente, porém, é o mais recente que posso expor diante das circunstâncias atuais. Acredito que a menina ainda esteja na casa.

Isa não é a mera fêmea do dia a dia. Isa é manchete. Você está caminhando e, de repente, avista aquele jornal pendurado numa banca de esquina, letras garrafais impressas na primeira página, uma notícia indecorosa. Essa é a Isa, uma manchete que não escapa impune aos nossos olhos. Alta, cabelos longos e negros, olhos amendoados e expressivos, pedaçuda de cima a baixo, pernas grossas, peitos grandes, bunda com a dimensão colossal de um mapa múndi. A bunda da Isa é um pedaço à parte, duas esferas robustas, arrebitadas e perfeitas. Isa é a manchete indecorosa do cabaré.

Como vocês poderão verificar nos registros mais antigos deste tópico, eu já havia degustado o filé. Isa não é mulher para um único encontro, é mulher de reprises, pois não é uma ilha que exploramos no espaço de um dia, ela é continente. Voltei algumas vezes para me perder naquela geografia de relevos e sinuosidades. A garota chupa com a precisão de um maestro idolatrando a batuta, geme e se contorce emitindo sons que nem Beethoven conseguiria reproduzir com sua surdez extraordinária. De quatro, Isa não é somente um objeto onde derramamos o nosso precioso sêmen, ela é o portal para uma sequência de êxtases inenarráveis. Acredite, forista sem fé. Podem falar o que for de mim, mas as mulheres que enalteço são as mulheres que ganham fama e preferência entre os mundanos. É a minha história, é o meu destino.

Outra vez, gozei horrores com Isa. Depois do prazer o papo, ela me conta seus dramas, sua vida familiar, suas perdas e tudo mais que um querido amigo que cultivei pelos fóruns define como o “alcorão das putas”. Sempre a mesma narrativa com um fundo dramático que permeia a vida de todas elas, que pode ser verdadeira, mas jamais teremos certeza. Desse gancho, puxo outra virtude do libertino, é possível que pareça uma contradição, uma velhacaria, mas é uma virtude. O libertino mente. Enquanto pensam que o enganam, ele engana. Enquanto supõem que o iludem, ele ilude. Enquanto creem saber da sua vida pessoal, ele vende uma fantasia. O libertino, enfim, é uma presença impalpável, uma existência sólida, mas etérea, é o esperto que deglute a esperteza.

Já ultrapassei mais da metade da jornada nesta terra de poucas felicidades, perdoem-me então a profundidade deste texto. Posso dizer que sou uma mente jovem padecendo num corpo que envelhece. É a convergência da contradição que gera o sábio. Os libertinos são os melhores narradores do universo mundano, por isso terminam por despertar curiosidade. Muitos quiseram me conhecer e conheci muitos dos que quiseram me conhecer. Hoje, não mais. Aprendi que permitir minha presença é como decepcionar uma criança que esperava outro presente. Pessoalmente, nunca correspondemos a expectativa severa da imaginação alheia. Estou mais para a silhueta de um Hitchcock do que para o físico de um Indiana Jones. No entanto, as aventuras que vivi se equiparam a qualquer “Caçadores da Arca Perdida”. Não ceda à vaidade, afeiçoado forista. A vaidade é a única feiticeira capaz de exterminar um libertino. Live and let die...



LIVE AND LET DIE

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Clark, Brand, Frederico Cotrim, curtiram esse TD.
MOSAICO NIGHT CLUB - R. Hilário Ribeiro, 243 , Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
LUIZE
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$250.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

13 de Julho de 2020 às 09:07



"O amor é o triunfo da imaginação sobre a inteligência."
(H. L. Mencken)


A noite invernal exalava uma friagem orvalhada quando aportei o Sucatão na rua Ceará. Havia algum movimento de caminhantes, mas ali nunca sabemos se são gente ou fantasmas de boêmios acorrentados às funéreas lembranças do prazer carnal. Desço do carro em trajes de quem parecia estar desembarcando num planeta radioativo e sou abordado por um flanelinha magérrimo, um personagem gótico que completava o cenário da aventura. A Vila Mimosa é para o libertino o arquétipo da ilha de Avalon, foi nela que forjaram Excalibur, a espada que Eliseu arrancou dos paralelepípedos, ergueu às estrelas e fundou o seu reino: a boate Mosaico, a nossa desregrada Camelot da luxúria.

O leitor mais atento poderia ficar confuso e perguntar se não troquei Rei Arthur por Eliseu. Acredite, forista sem fé, escrevi corretamente. Eliseu é o atual gestor no comando da Mosaico, que numa rara exceção do mercado, não se comporta somente como gestor. Eliseu é o carisma, a alma, o sentido da existência da Mosaico. Sempre foi. É o único administrador de boate capaz de compreender que o cliente é uma conquista e não uma presença acidental. Para ele, qualquer cliente é essencial, sabe açodá-lo pela vaidade. É o soberano dos promíscuos. E o maestro está novamente à frente da orquestra.

Antes de sair de casa fiquei em dúvida sobre onde ir nestes tempos pandêmicos. Soube que a 502 está com meia dúzia de meninas e uma plateia média de três clientes, a 21 se encontra na UTI e respirando por aparelhos, a 65 nem sei como anda, a 4x4 permanece como jazigo perpétuo, a Cancún provavelmente é uma ilha caribenha com um náufrago dentro e a MV30 comprou uma mesa de sinuca para ocupar o espaço vazio. A única sobre a qual ouvi comentários positivos foi a Mosaico, o que facilitou a minha decisão.

Ao me aproximar da casa, a surpresa foi o razoável movimento de clientes e mulheres na parte externa. Surpreendeu-me ainda mais as medidas de segurança que estão praticando. Fazem medição de temperatura na entrada e a desinfecção constante no salão. Sim, afeiçoado forista, antes que me pergunte, vi algumas beldades circulando, algo que eu também não esperava. Pedi uma dose de Red Label, misturei com Red Bull, e fiquei contemplando a vida pulsar naquele idílico e remoto espaço do mundo.

Enquanto os homens perseguem os mais diversos destinos, iludidos pelo dinheiro, pela grandeza ilusória ou pela fama efêmera, o destino do libertino é a vagina universal. Vem do berço. Quando uma loira descomunal raiou no salão da boate, não tive dúvidas, estava ali o meu destino. Alta, olhos claros, lábios carnudos, pernas longas e bem torneadas, bunda firme e arrebitada, seios médios e pontudos, cabelos compridos que escorriam em cachos dourados pelas costas e uma discreta tatuagem de serpente nas costas. Uma belíssima reencarnação de Vênus. Por alguns minutos, fiquei vidrado, enfeitiçado por aquela amazona admirável que desfilava sem pudor toda a sua potência, toda a supremacia da espécie. Movimentei-me para abordá-la antes que alguém o fizesse.

– Qual seu nome?

– Luize. Acho que te conheço...

Muita gente me conhece e nutre por mim ódio, inveja ou paixão, a única coisa que um libertino ancestral como eu não desperta é a indiferença, a irrelevância. Talvez, ela me conhecesse de vista. Conversamos. A garota tem uma beleza hipnotizante, me contou ser do Paraná e estava rodando pelas casas para escolher onde ficar, disse ter gostado da Mosaico. De repente, se aproximou e me tascou um beijo, beijo de língua, com troca de saliva, lábios na pressão. Minha combalida espada deu sinal de vida. Resistir é inútil. Fiz o convite. Alcova.

Luize é daquelas mulheres que quando tira a roupa, quando se coloca nua à sua frente, você fica estático como se estivesse vendo o mar pela primeira vez. É um deslumbre, a perfeição feita de curvas e cavidades misteriosas. Após a contemplação, atraquei-me àquele corpo como um bárbaro invadindo uma cidade suntuosa e desconhecida. Degustei aquela boceta como quem sorve um vinho da melhor safra francesa. Quando veio me chupar, a menina gemia baixinho enquanto engolia meu pau na vertiginosa técnica do boquete rapel. Lindo de ver, maravilhoso de ouvir. Excitadíssimo pelos sons e pelos movimentos ondulantes, pedi que ela ficasse de quatro. Obedeceu. Penetrei lentamente, palmeando cada avanço do membro, a menina deu um gemido mais alto quando percebeu que eu estava completamente mergulhado nela. Não éramos mais dois, éramos um. O poder daquela conexão de volúpias foi avassalador, a química sublime. Que delícia. Velhos como eu possuem um prazo de validade no sexo, não podem se perder em posições ou malabarismos desnecessários. É preciso ser objetivo antes que a fada madrinha nos roube a mágica da ereção. Estoquei a garota com fervor e desabei na morte de segundos que o orgasmo nos proporciona.

Com certeza retornarei à Mosaico e se nos reconhecermos por lá, irmão libertino, a bebida será por minha conta. Que Luize me aguarde, a fêmea colossal.

Voltei ao Sucatão, acionei o motor, liguei o rádio e uma batida extasiante transbordou na cabine. Acelerei. Protegido pela armadura, como um cavaleiro numa cruzada erótica, desapareci no negrume do asfalto. Set me free...

Set me free Yes

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Saulo Top, mrpep, curtiram esse TD.
MOSAICO NIGHT CLUB - R. Hilário Ribeiro, 243 , Praça da Bandeira - Rio de Janeiro - RJ
TALIA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$240.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

09 de Julho de 2020 às 00:07



A minha história como forista está muito ligada a alguns locais do Rio, um deles é a Mosaico. Eu ia ocasionalmente à Mosaico pelos idos e vividos anos de 2010, escrevia sobre a casa e sobre as minhas visitas. Foi um tempo de uma Vila Mimosa exuberante, que parecia uma grande festa popular que acontecia diariamente, eu frequentava quase todos os dias a zona acompanhado, inclusive, de cidadãos aqui do Gp. A Mosaico, porém, nunca fez parte da Vila Mimosa, sempre esteve à margem, com outra frequência de mulheres e com outros valores no menu.

Certo dia, abro meu e-mail, e estava lá uma mensagem de um dos donos da casa me agradecendo pela preferência e oferecendo amizade. Quando vi o e-mail, fiquei surpreso, mas depois estreitamos contato e eu decidi realizar a primeira festa de aniversário de um forista nos salões da Mosaico: a minha festa.

A festa se realizou numa noite chuvosa, que conspirava contra, mas que não conseguiu impedir a grandeza do evento. Teve anúncio no jornal O Dia, casa absolutamente lotada, não cabia nem ar, um mesão de frios, um bolo imenso e eu no centro das atenções. Foi lindo. Naquele dia, muitos foristas descobriram a Mosaico; naquela noite, a Mosaico descobriu os foristas. Fiquei feliz por ser a ponte, fico feliz até hoje. Depois da Mosaico, com mais empenho, muitas parcerias foram nasceram: a lendária Red Light, a Face Club e recentemente os melhores momentos da 65. Foi um período em que eu, meus amigos e um dos fóruns do Rio conseguimos erguer uma atmosfera única, uma alegria, um entusiasmo, o clima de confraternização. Sempre compartilhei as conquistas com a comunidade, amigos ou inimigos. Eram recordes de postagem. Surgiram o Clube do Pândego, o grupo dos Indomáveis... Quem viveu sabe e sente saudade.

É óbvio, iniciativas assim, que patrocinei e fiz parte, despertam adesões e recalques. Inevitável. Infelizmente, foram tempos que passaram. Passaram porque os fóruns mudaram o perfil, porque grupos de WhatsApp não possuem foristas com carisma e paixão para recriarem sozinhos a Belle Époque da luxúria. Foi-se. Fiquei eu, o velho e combalido Dante, ficou o Sucatão, restou à noite e a madrugada. A paixão promíscua é propriedade somente do legítimo libertino, é como o martelo de Thor, só os dignos a merecem.

Lembro do meu último TD na casa, a Vila Mimosa já havia entrado numa decadência da qual até hoje não saiu, mas a Mosaico ainda rodava num frenesi raro para a maioria dos estabelecimentos de entretenimento sexual. Estacionei na Rua Ceará e fui caminhando. A casa estava cheia, mas logo fui abordado por uma morena de proporção cavalar, corpo trabalhado, pele acetinada e perfume de flores do campo. Presença de mulher impressionante. Talia, um nome que depois ficou conhecido por vários foristas. A garota é um vício. Conversamos e bebemos um pouco e convoquei: alcova.

Morena, cabelos compridos, coxuda, boca carnuda, beijos com língua e saliva, bom papo. Uma pop-star feita. Como previsto, quando ela tirou a roupa fiquei olhando àquele corpo como se fosse uma estátua, como se estivesse vendo a Vênus de Milo. O que posso dizer de uma forma pouco estendida é que foi uma transa que repeti umas dez vezes consecutivas, sem exagero. Talia é um colosso e completa.

O TD não é recente porque pouca coisa é recente desde a pandemia, mas até pouco tempo Talia ainda estava na ativa e ainda frequentava a Mosaico. A conferir.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Gominho, Nego10, curtiram esse TD.
PONTO DE RUA - Rua do Resende , Lapa - Rio de Janeiro - RJ
DANDARA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$100.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
NãO SEI SIM - SEM CAMISINHA DISSE QUE FAZ NãO SEI R$0.00 NãO

08 de Junho de 2020 às 12:06



* INTRODUÇÃO FILOSÓFICA AO TD: SOBRE PIOLHO DE BORDEL VERSUS LIBERTINO

Há quem goste de se unir aos piolhos de bordel. Passam-se anos e escolhem o picareta do momento. E o que é um piolho? É uma sub-raça, é aquele que cria intrigas, tem apreço por fofocas, é desleal, omisso, promove mentiras, alguns guardam conflitos de identidade de gênero, é o pedinte de fiado, o caloteiro. Vive sob o verniz de bom sujeito, exibindo a moralidade de outdoor, é isso que torna a sua deplorável existência um projeto viável. É um complexado, um aborto. Sim, o piolho de bordel é um personagem peçonhento, mas piores são os parasitas que o seguem, aqueles que se reúnem em torno dele na mesa da infâmia. Existem muitos desses tipos no universo da luxúria, são os recalcados, os ressentidos, os covardes, os ignaros, os velhacos, os lunáticos e os sem talento. O puteiro é um aquário de água turva e quando o libertino mergulha na promiscuidade sabe que encontrará a piranha-zombeteira, o baiacu de bordel, o peixe-boi-de-lamparina, a enguia-de-óculos, o pacu-careca, o traíra-de-fumódromo e algumas outras espécies ordinárias que vicejam nesta insidiosa cadeia alimentar. O libertino é, antes de tudo, um sobrevivente.

Sobre o libertino, não pense que é aquele que não ama. O libertino é o intrépido que ama demais, repetidas vezes. É um ingênuo na busca incansável pela perfeição e pelas boas amizades boêmias, que são raríssimas. O bordel é um ambiente de competição, de jogo de interesses e de ostentação, difícil brotarem bons sentimentos em territórios com essa atmosfera. O libertino é a representação da elegância, da fineza. Ao contrário do piolho de bordel, conhecido pelo gosto duvidoso, pelo desalinho e pelos ardis inescrupulosos. O libertino é um esteta apaixonado pela beleza feminina e pela polidez dos gestos. É um contemplador silencioso, um discípulo do bom-humor, um eterno aprendiz da sedução. Diante disso, afeiçoado forista, guarde na memória que o melhor libertino não é “sub” nem “super”, mas é humano.

É óbvio que o piolho de bordel e o libertino são figuras heterogêneas, antagônicas. O piolho, por ser um espírito medíocre, sempre se lançará contra o libertino com a cólera do fanfarrão, tachará de maluco, irá jurá-lo de morte ou de injustas agressões que alimentem sua autoafirmação. Todo medíocre precisa se autoafirmar constantemente, na tentativa vã de ocultar de si mesmo a própria mediocridade. Atente, o piolho de bordel é um lacaio de cafetão, abana o rabo a espera de um biscoito ou de qualquer vantagem, ou simplesmente bajula por considerar que ser amigo do cafetão aumenta seu status no puteiro e entre seus pares. O libertino, porém, carrega a misteriosa grandeza que os medíocres não compreendem nem alcançam.

Veja, destemido forista, a mediocridade não está atrelada a nível de instrução, berço ou condição financeira. O medíocre carrega a mediocridade como um traço da pessoal, tenha ele curso superior, doutorado ou apenas o curso primário. A mediocridade é uma condição. O piolho de bordel existe nesta condição.

Depois do tratado de filosofices, espera-se a ação. Toda história tem um começo, que invariavelmente ocorre na maternidade. No exemplo deste causo, ele teve início em outro tópico cuja visita não custará esforço demasiado à obstinação do valoroso leitor. O link segue abaixo.

https://www.gp-guia.net/viewtopic.php?f=192&t=203322&p=2592210#p2592169


* CONTINUAÇÃO DE OUTRO RELATO

A fera estava à distância de dois fôlegos quando consegui retomar o controle do Sucatão. Acelerei em fuga, sem olhar para trás. Atravessei às margens do campo imperial da Quinta da Boa Vista em direção à bucólica Tijuca.

Passaram-se alguns dias e chegamos à semana do meu aniversário. Aniversário é uma palavra contraditória para quem adentra pela velhice. Para os outros, soa como comemoração; para quem envelhece é como assistir a repetidos crepúsculos, até o pôr do sol definitivo. Mas enquanto há vida, há sexo. Meu dilema continuava, me equilibrava entre o irrefreável desejo libidinoso e o receio da contaminação pelo vírus. Refleti muito e cheguei à conclusão de que seria correto eu me oferecer um presente na minha data, uma banal ejaculação ao menos. Empenhei-me em traçar uma estratégia que preservasse a minha segurança caso conseguisse um momento de lascívia. Fui separar o traje para a ocasião: calça comprida, blusa de mangas, camiseta por baixo, luvas, boina, óculos de segurança, botas, meias, álcool gel e desodorante.

– Desodorante? Por que isso, Dante? – Questionaria o forista desconfiado.

Aguarde, meu dileto colega. Estas linhas tortas revelarão as razões do autor.

Levei um borrifador com álcool para o Sucatão, disparei em cada canto da cabine. Finalmente, quando me sentei à frente do volante, a sensação foi de estar no prefácio de uma viagem para o espaço sideral. Eram os libertinos astronautas? Eu me sentia um, a roupa pesava e o suor começava a brotar da testa. Girei a ignição, o carro ronca como um leão despertado à força. Piso no acelerador, solto a embreagem e ganhamos, eu e o bravo Sucatão, o negrume imprevisível do asfalto.

As ruas semidesertas, poucos carros trafegando por onde eu passava, um clima noir reinava sobre a cidade em quarentena. Em alguns momentos, eu parecia estar num filme de ficção científica, daqueles em que a Terra foi devastada numa batalha decisiva, em que a humanidade foi quase extinta. Sabendo que não tinha muitas opções, rumei para a Vila Mimosa.

Estaciono na rua Ceará e é quando escuto uns gritos.

– Dotô, dotô. Vai pra zona?

Rodo o pescoço e vejo a figura cavernosa de um flanelinha subnutrido cuspindo perdigotos para todos os lados. Rapidamente, meti a mão na carteira e puxei dois reais.

– Ô, dotô. Dois reais não dá nem pro café, dotô.

– Quanto você quer, meu filho?

– Pode ser dez reais, dotô.

Dei os dez reais.

– Cê me lembra meu avô, Dotô.

Aqui, dei as costas e segui meu caminho, antes que a carência dele o fizesse me abraçar.

Submergi na rua Sotero Reis. Provavelmente, fui o único passante vestido com máscara e luvas dentro dos corredores. O cenário deprimia. Somente mulheres horríveis, com olhar suicida, teimavam em estar ali. Pouquíssimas almas se arriscavam como eu. O peso do vírus também oprimia a velha VM. Dei duas voltas sentindo engulhos ao olhar para as casas e me retirei.

Volto ao Sucatão. Ligo o carro e o flanelinha faquir surge à frente gesticulando como se estivesse orientando a decolagem de um avião. Acelero e disparo na pista.

Decidi novamente arriscar a Lapa, já que rumores falavam sobre a abertura dos bares. Entrei pela árida rua da Relação, embiquei na soturna Gomes Freire, saí na irreconhecível Mem de Sá, pequei a calada Riachuelo, retornei pela lúgubre Lavradio. A conclusão é que nem o vírus devia estar circulando por ali. Só avistei cracudos esparsos e dois pés-sujos abertos. Por um reflexo involuntário, dobrei à direita, na rua do Rezende ao ver um boteco funcionando. Ao lado dele, no Hotel Andorinha, umas cinco meninas com roupas decotadas dançavam eufóricas em frente à garagem. Parei o Sucatão numa vaga entre as milhares de vagas ociosas de uma insólita noite de sexta-feira. Desci do carro e caminhei para o boteco fazendo questão de passar próximo às meninas. Sim, forista sem fé, eram meninas. Eu também cheguei a supor que fossem travestis, mas eram mulheres legítimas, sem vestígios de implantes paraguaios.

No boteco, pedi algo que há muito tempo não tomava, uma dose de Ypioca com Catuaba. Desceu como lava vulcânica pela minha garganta. Engasguei, mas insisti numa segunda dose imaginando que não esbarraria com blitz da Lei Seca. Foi na terceira dose que a vi, vaporosa, bela e insensata, entrou pisando sobre os ladrilhos do botequim e me ofereceu seu beijo inebriante: era ela, a Felicidade do ébrio, pois apenas os ébrios enxergam a Felicidade.

Semitrôpego, deixei o boteco com a intenção de voltar ao Sucatão. Passo novamente em frente ao Hotel Andorinha. Uma das meninas me encara e manda um beijinho. Estanquei o passo. Aproximei-me dela e perguntei sem rodeios à branquinha como poderíamos ficar juntos.

– Cem reais, bebê.

Confesso, estimado forista, a palavra “bebê” para mim é o anticlímax do tesão, uma puta que chama o cliente de “bebê” já demonstra que é má profissional. Foi por isso que escolhi a que estava ao lado da que falou comigo, uma negra suntuosa e de pernas bem torneadas. Fiz a entrevista básica e informei que talvez só me restringisse à necessidade do boquete até o fim. Ela aceitou os termos. Apresentou-se como Dandara. Entrei no Hotel Andorinha. Alcova...

Mantive a máscara ao rosto e não tirei a camisa. Nada de beijos. Arriei a calça, sentei na beira do colchão e a negra me engoliu com os lábios carnudos. O que eu senti? Dor indescritível. A puta não chupava, mordia. Aquilo não foi um boquete, mas uma sessão de tortura que tornava o Hotel Andorinha, nome tão singelo, numa filial futurística do DOI-CODI. Por alguma razão que me escapa, tentei aguentar aquelas dentadas na esperança de que tudo iria melhorar. Antes que a menina decepasse meu pênis, entreguei os pontos. Sim, colega forista, é aqui que entra a utilidade do desodorante, levei o desodorante para que ele cumprisse o papel de desinfetante. Sacudi a cápsula e borrifei o pau com Rexona. Foi neste dia que conheci a Lua. Ardeu muito, ardeu demais. O contato do álcool com a fissura das mordidas da canibal causou-me um espasmo de aflição atroz, minha vista chegou a embaçar. A garota, vendo a minha agonia, começou a assoprar meu membro combalido. Aos poucos, a ardência foi se dissipando e revivi.

Como já estava tudo fodido, pedi para a menina tirar a calcinha e ficar de quatro. Meti, mas com algum receio de que aquela vagina pudesse ter alguma inclinação canibalesca. Bombeei com força e velocidade. A mulher gemia gostoso. Gozei. Creia, afeiçoado forista, por segurança borrifei novamente o Rexona no pau. Dessa vez, a ardência extrema não me surpreendeu, mordi o pacote da camisinha para suportar. Eu tratei 80 reais com a menina, que pedia 100, mas terminei dando os 100. A avareza não é digna de um libertino.

Dentro do Sucatão, ligo o rádio, giro a chave, pé no acelerador. Os pneus se movem sobre o enigma do asfalto, o destino não é previsto pela meteorologia. O carro ganha velocidade. Sinto uma onda de euforia, mas sei que o mundo não está bonito. A última fronteira para o libertino é o resgate da adrenalina e da aventura que conheceu no início da vida sexual. Pelas caixas de som transborda A$AP Rocky - Everyday ft. (Rod Stewart, Miguel, Mark Ronson). O céu cinza e noturno não refletia esperança. Acelerei. Que venham. O libertino é um sobrevivente.

Everyday

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RAZOáVEL RAZOáVEL
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[TERMAS] CLUB 26 - Praça Monte-Castelo, 26 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
ANGEL
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
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15 de Março de 2020 às 01:03



Olhei o meu relógio, os ponteiros se aproximavam da marca das 19h30 quando desembarquei na estação do metrô da rua Uruguaiana. A proximidade com o camelódromo faz daquela área uma artéria que pulsa como se fosse a carótida do Centro da Cidade. Ouço uma melodia altíssima vazando de alguma caixa de som, reconheci a música: SkyFall, na voz de Adele. Trilha sonora oportuna para o momento conavírus, se considerarmos o conteúdo da letra.

Confesso que hesitei antes de decidir me aventurar em algum bordel, não sei se será possível evitar, mas quero postergar ao máximo a possibilidade de ser contaminado pelo novo vírus. Provavelmente, foi a minha última visita até que o risco diminua. Caminhei em direção ao clube 26 atravessando a turba que prolongava o horário do rush. Olhos desconfiados por todos os lados, uma tosse seria capaz de causar um estouro da boiada incubada pelo pânico. Alcancei a sombria Praça Monte Castelo e ingressei na boate. Logo na entrada, esbarrei com a maravilhosa Angel em um dos seus habituais biquínis microscópicos, detectados apenas em exame de laboratório. Não cultuei dúvidas, parei ao lado dela certo de repetir a experiência sexual com a menina. Carinhosa, me abraçou e aplicou beijos avassaladores no salão. Observo que não há restrições à pegação dentro da pista da 26, ao contrário de outros bordéis que parecem geridos por sacristãos de igreja.

Não conseguindo mais resistir aos ataques soviéticos de Angel, subi à alcova de luz azul da casa. A menina foi para o banho enquanto eu me livrava das roupas, ela voltou nua e me agarrou como sede de sêmen. Mais beijos, beijos de línguas enroscadas, de troca de saliva, sem medo de qualquer pandemia cinematográfica. Pedi que ela se deitasse e caí de boca nos seios pequenos e durinhos da garota, ela gemia baixinho, num ronronar excitante para quem ouve. Desço para a vagina cheirosa e empapuçada de tesão. Mais gemidos. Ela ergueu o corpo, como se quisesse evitar o orgasmo, me empurrou e despencou a boca num boquete que me fez pensar que eu havia aterrissado em Saturno. Que chupada! Sim, afeiçoado forista sem fé, sei que estou sendo repetitivo, mas para alguns boquetes é necessário a utilização de artifícios meditativos que impeçam a ejaculação precoce. Novamente, mentalizei as cotias do Campo de Santana, as girafas do Jardim Zoológico, os coalas das Austrália...Consegui sobreviver ao boquete implacável.

Coloquei a moça de quatro. Que visão. Bunda perfeita, simétrica, o mapa múndi de um reino encantado. Penetrei na boceta como quem sorve um vinho saboroso. Angel volta a gemer, a sussurrar palavras que não entendo. Aumentei o ritmo, ela rebolava como se pretendesse me sentir mais fundo, passei levemente o dedo em seu cuzinho enquanto o pau continuava explorando a escuridão do útero. Sou um velho libertino já sem muita resistência, gozei a minha alma naquela mulher magnífica. Conversamos um pouco antes de encerrar o encontro e saí extasiado do antro de prazer que batizei de masmorra libidinosa.

Voltei ao metrô caminhando pela Rua da Uruguaiana ainda febril, cruzei com uma mulher num vestido escandalosamente decotado, um pedaço pecaminoso de fêmea. Desço pelas escadas da estação. A noite termina para a vida real ansiosa por se embrenhar pelo mundo dos sonhos. A aventura continua...

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BOA BOA
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[TERMAS] CLUB 26 - Praça Monte-Castelo, 26 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
ANGEL
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$130.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
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09 de Março de 2020 às 11:03



Houve um inominável dos fóruns, cuja esposa flagrou lendo minhas narrativas, pelas quais ele nutria doentia obsessão, que me qualificou (ou quis desqualificar) como “filósofo de botequim”. Ora! Qual melhor filosofia que não seja a dos pés-sujos? É no boteco que se incuba a sabedoria popular, é nele que o pensamento dos boêmios fixa residência. Porém, considero-me mais um filósofo de bordel, porque pouco frequento botecos. Fiz essa breve introdução para avisar ao forista incauto que só se extrai todos os deleites da vida libertina ao preço da mais depurada solidão. Você me perguntaria: e os libertinos casados? Não existem libertinos casados, esses se resumem a adúlteros e compõem outra categoria da vida mundana. O libertino é livre e encontra no sexo a derradeira aventura humana. Para o libertino, cada vagina é um novo continente e cada cu uma ilha para naufragar. Acredite, forista sem fé, a luxúria só abraça àqueles que chegam desacompanhados para abraçá-la.

Foi sozinho que entrei no Clube 26 na sexta-feira. O relógio indicava 18h. A casa ainda não estava abarrotada, mas pulsava em mulheres e movimento. Não demorou para que Paulinha me abordasse, mas eu mantinha a intenção firme de degustar outra fêmea, uma que me atraía a atenção desde as primeiras visitas que fiz à boate da Praça Monte Castelo. Angel é seu nome, uma falsa magra que não posso afirmar ser bonita, mas é atraente e receptiva à abordagem. Quando a avistei, ela estava amarrada a um desses jovens que pensam que puteiro é restaurante à luz de velas, alugam a menina para romance, não para foder. Esperei algum tempo na esperança de que a menina se desvencilha-se do garoto, mas ele parecia estar à espera dos violinos que intensificariam o clima idílico do flerte. Quando a gerente das meninas passou por mim, segurei-a pelo braço e perguntei se poderia adiantar meu lado informando à magrinha que eu desejava subir com ela. Imediatamente, me oferecendo extrema atenção, a gerente foi até a garota e a trouxe para mim. Aqui, novamente, destaco o bom atendimento do Clube 26. Neste mesmo dia, pude conversar com o dono, que mostrou querer que a casa encontre o equilíbrio entre o bom preço e a qualidade. O elenco da 26 não é uniforme, mas vem evoluindo a cada nova semana.

Fiz as perguntas básicas para a Angel e alçamos à alcova. Repetindo, os quartos da 26 são limpíssimos e com aparência agradável. O banheiro é externo, amplo e permite privacidade para quem quiser realizar um asseio antes do sexo.

Angel entra no quarto e tira a roupa. É daquelas falsas magras que, quando nua, o corpo cresce em curvas e protuberâncias. A bundinha da moça nos provoca, os seios são pequenos e duríssimos. Mergulhamos em beijos profundos, com línguas enroscadas, mordidas nos lábios e troca de saliva. Angel beija muito e beija bem. Veio para o boquete e posso garantir que a menina é daquelas que não chupa, ela faz artesanato com um pênis: lambe, engole, molda com a boca e parece ter sede de sêmen. Outra vez, recorri a única técnica que evita a minha ejaculação precoce, pensei nas girafas do Jardim Zoológico, nas cotias do Campo de Santana e nas pombas do Largo do Machado. Resisti. Pedi que a menina ficasse de quatro e me vi diante daquelas nádegas exuberantes, emolduradas por minúsculas linhas marcadas pelo biquíni. Introduzi meu velho e combalido membro nos domínios misteriosos daquela boceta, iniciei as batidas num ritmo lento. À medida que a pica ganhava volume, intensifiquei as estocadas. A garota gemia como soprano em ópera do Teatro Municipal. Magnífica. Não segurei, o gozo transbordou com força e despenquei nocauteado no colchão.

Angel é mulher para banquete e o Clube 26 está se tornando meu self-service favorito. A gente se encontra lá.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, safra73, curtiram esse TD.
[TERMAS] CLUB 26 - Praça Monte-Castelo, 26 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
PAULINHA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

05 de Março de 2020 às 20:03



O Clube 26 é a casa que mostra o melhor modelo de boate para estes novos tempos de crise e subempregos. Não cobram entrada; o consumo se limita a um valor acessível; o cachê das meninas também não é extorsivo e cabe no bolso; a casa é limpíssima e bem ajeitada. Talvez, a única lacuna sejam os quartos sem banheiro, mas há um grande banheiro externo onde é possível fazer o asseio com privacidade. A casa passa longe de ser um trash nem comporta a filosofia ultrapassada das antigas casas de luxo. Os quartos são limpos e extremamente funcionais para os nossos objetivos. As meninas são educadas, se aproximam e se apresentam sem sufocar. Na minha opinião, supera a 502, que vem num declínio de elenco e onde o consumo é caríssimo. Adotei a 26 e espero que o local possa continuar no crescente de qualidade que está percorrendo.

Como já relatado, minhas últimas visitas foram finalizadas nos braços, nos seios e na vagina da mulata Paulinha, uma fêmea com porte de passista de escola de samba. Suculenta, completíssima e com obrigação de repeteco. O atendimento da menina é excelente, coisa não muito comum nos dias de hoje. A 26 possui um elenco eclético, com potencial para agradar a todos os gostos. Já vi tops na casa, vem e vão, já que hoje o ciclo de todas as casas é flutuante. Gosto do elenco e da postura das meninas que trabalham lá. Até agora, minha experiência tem sido agradável e digna de recomendar o lugar aos companheiros libertinos. Nunca vejo a casa vazia, ao contrário de outros estabelecimentos do mesmo gênero. Na última segunda-feira, me arrisquei numa inspeção a 21 e só encontrei 3 mulheres no cenário, um absurdo.

O libertino gosta de andar em bando algumas vezes, mas nossa natureza é solitária, sozinhos é que extraímos maior prazer das nossas andanças pelo mundo mundano. Tenho ido a 26 sozinho na maioria das vezes, mas é um daqueles locais em que você não se sente sozinho. No território árido e hostil em que se transformou o Centro da Cidade, a 26 é meu oásis. Amanhã, sexta-feira, estarei lá.

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BOA BOA
Alicia Ferrari, Lisbela Varela, membro, solitarioweb, curtiram esse TD.
[TERMAS] CLUB 26 - Praça Monte-Castelo, 26 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
PAULINHA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$180.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

23 de fevereiro de 2020 às 22:02



Há quem não tenha filtro, desconfio de quem diz gostar de todo mundo. Eu desenvolvi um filtro rigorosíssimo para amizades, sou difícil para cultivar novos companheiros. Mesmo assim, às vezes, ainda me misturo com gente que não merece o amor que dedico a quem elevo a amigo. No caso dos fóruns, é pior. Forista não quer amigo, quer plateia, quer público. Os que conseguem público pela sedução natural das narrativas viram objeto de ressentimento e recalque dos medíocres. Pelo menos, é o que ocorre na maioria das vezes. São poucos os foristas capazes de apreciar bons relatos sem ficarem ciúmes da habilidade do autor. Porém, seria uma tragédia se a vida fosse uma regra sem exceções. Há exceções. Neste resumo, está a introdução que explica, em parte, amores e ódios que sempre despertei em Fóruns desde 2002. Aprendi no percurso que o talento é medido pela quantidade das reações que desperta e dos plágios que sofre. Acabei me acostumando com a ideia de que não sou blasé. Tudo que estimula provoca paixões ou rancores.

Quinta-feira, a rua da Uruguaiana fervilhava nas horas que antecediam o carnaval. Desço do metrô e sou empurrado pela corrente humana que seguia um fluxo sem destino. Tomei meu leme e rumei para o Clube 26, na Praça Monte Castelo, próxima ao camelódromo. Entro na boate e havia uma boa quantidade de mulheres, numa diversidade eclética. Recebo mensagem do camarada 300 (este, um bom companheiro), estava a caminho para me encontrar. Dizem que a 26 é um trash arrumadinho, considero mais do que isso. É uma boate agradável, limpa, com bom preço, o atendimento é legal e as mulheres costumam ser simpáticas e receptivas. Ao contrário de locais como 502, 21, Cancun etc., as meninas se apresentam espontaneamente, sem prepotência, sem sufocar.

Avistei Paulinha, uma mulata sensualíssima que saí na noite anterior. Gostosa, rabuda, alegre e de alto teor sexual. Toda lambuzada em purpurina, veio me abraçar e fiquei com glitter grudado até no pau. Tudo bem, sou solteirão e ainda não deixei para ninguém o legado da minha miséria. Peço um balde de latões da Brahma e ficamos eu, Paulinha e 300 bebendo com o brilho pré-carnavalesco. Quando me dei conta, minha pequena mesa estava cercada de uma horda de mulheres, balde de cerveja é isca para cardumes de piranhas.

Rebolando e esfregando a bunda sem parar à minha frente, Paulinha só interrompia o gingado para me aplicar beijos colossais, introduzindo em minha boca uma língua capaz de abduzir extraterrestre. Difícil resistir. Alcova.

O quarto da 26 tem uma cama confortável, banheiro externo com chuveiro e é satisfatória para o forista que mija em pé. Para aqueles que pensam que puteiro precisa ser igual à pérgula do Copacabana Palace, eu sempre digo que o mundo gay seria melhor opção. A menina demora um pouco para retornar do banho, mas meu tempo de uma hora foi respeitado. Paulinha deixa cair a toalha e agarro aquele corpo moreno, coberto por quilos de purpurina que resistiram ao chuveiro. Mais beijos na boca e deslizo até a vagina, começo a chupar, a menina se contorce, geme e goza. Inverte a posição e mergulha em mim num boquete rapel, chupa se masturbando. Delírio. Sou obrigado a apelar para a meditação ou terminaria o encontro numa ejaculação precoce. Pensei na Quinta da Boa Vista, no Museu do Amanhã, no Jardim Botânico, nas cotias do Campo de Santana. Resisti...

Peço que Paulinha fique de quatro. Sem que eu peça, ela empapuça o cu com gel. Para bom entendedor, meio gel basta. Comecei a penetrar com cuidado a bundinha, ela rebolava querendo sentir a penetração integral. Começo a estocar em ritmo lento, vou aumentando a velocidade, ela rebola mais, geme alto. Tendo esgotado todo o meu arsenal meditativo, gozei até a alma. Que mulher!

Conversamos mais um pouco, nos despedimos e ganhei novamente as ruas, que mostravam rastros de chuva recente. O ar era fresco, a noite agradável e eu me senti feliz.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
membro, Brand, Lisbela Varela, curtiram esse TD.
CLUB 210 - Rua Uruguaiana, 210 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
CLARA
POSITIVO
TEMPO: 30 MINUTOS VALOR: R$130.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

18 de fevereiro de 2020 às 01:02



Noite. Às vezes, tenho a sensação de que minha vida só se inicia à noite. Chovia. Pingos densos e desnorteados chocavam-se em estalos surdos contra o para-brisa do Sucatão, pareciam querer escrever alguma mensagem no vidro. Provavelmente, um delírio da minha mente inebriada por três doses da cachaça Salinas engolidas de um só fôlego num boteco da Praça da Bandeira. Lembrei-me da Red Light e como ela deu um sentido novo a tantas noites insones, boate que ajudei a nascer, mas não quis ver morrer. Chovia muito. Senti vontade de rever Clara, a mulher me impressionou e é raro me impressionar nesta altura em que a idade faz os cabelos embranquecerem como um papel que não deseja revelar a própria história. Paro no sinal, vejo um mendigo falando ao celular. Como? Um mendigo com um celular ao ouvido. Talvez, não fosse mendigo, apesar dos trapos sujos sobre o corpo. Quem sabe não fosse apenas um desses novos empreendedores negociando a venda de latinhas de alumínio recolhidas durante o dia? É admirável como inventam nomes para camuflar a miséria. Empreendedores são camelôs, motoristas de Uber ou vendedores de quentinha lutando para sobreviver sob o sol causticante, sob tempestades de afogados. Gente debaixo das marquises, chamam de moradores de rua. Quem mora na rua mora em algum lugar? Eufemismos que nos fazem hipócritas. Paro em outro sinal e vejo dois sujeitos se empurrando, há desses coitados que precisam autoafirmar a masculinidade, pois não suportam a própria dúvida que os assombra em desejos subterrâneos.

Eu queria ver Clara, mas ela é uma prostituta e nunca sabemos se estarão no mesmo lugar que a vimos da última vez. Putas são mariposas que, na ausência da luz, rondam as sombras e sombras não guardam lealdade por nada nem por ninguém. Há homens que se apaixonam por putas, esquecem que são mulheres que escolheram não amar. As melhores são mestras da ilusão, as piores se satisfazem enganando. Clara faz parte das melhores e eu precisava vê-la novamente.

Estacionei. Desci do carro desviando das poças com dimensões de lagos que se espalhavam pela rua Uruguaiana. Caminhei até o sobrado 210. Difícil conter a expectativa quando desejamos uma mulher. Recordava-me do nosso último encontro. As curvas de Clara. Colosso. Minha imaginação viajava em pensamentos insidiosos. Pensamentos, esse maremoto químico que nos inunda. Foco. Preciso rever Clara. Subi os degraus escuros e carcomidos do sobrado. Alcancei a pista. Cheia, mas nem tanto. A chuva espantou os menos ousados. Olhei para todos os lados, vi um conhecido, desses que não queremos ver ou que preferíamos não ter conhecido. Ignorei. Não vejo Clara. Senti a frustração subir pelo esôfago. Não, devia ser efeito da cachaça. Azia. Coloco a mão em concha para avaliar meu hálito. Saco uma Halls preta e levo à boca. O gosto forte me desperta uma inesperada euforia. Compro uma cerveja, bebo. Vou ter que dirigir, mas não me importo, duvidei que a Lei Seca enfrentasse o incômodo da chuvarada lá fora.

Foi de repente. Clara surgiu de um corredor ao fundo do inferninho. Os olhos dourados, a perna musculosa, a borboleta entre os seios. Linda. Exuberante. Monumental. Reconheceu-me e sorriu. Quando uma puta nos reconhece, o nosso ego renasce como um bebê que rompe afoito a placenta. Aproximamo-nos. Ofereci bebida, ela aceitou. Eu tinha pressa, minha necessidade de ejacular urgia. Pedi a suíte da casa, paguei a diferença.

No quarto, Clara se desnuda. Alvorecer. Que porte. Uma Vênus. Beijos, saliva, línguas emboladas. Clara gosta de iludir e toda puta que ilude com maestria no fundo é uma sádica. Iludir é sua vingança contra a pretensão patética dos homens que se imaginam sedutores. Admita, Forista sem fé, somos ridículos. Ela me chupou com toda a profundidade que seu maxilar permitiu. Tenha força, não goze – pensei. Queria penetrá-la, conhecer o talento anal que ela divulgou no primeiro encontro. Ficou de quatro, empinou-se, espalhou no rabo um tipo de gel com aroma perfumado. Segurou meu pau, ensaiou uma rápida punheta e me puxou para dentro do seu cu. Quente, foi minha primeira sensação. O cu de Clara parece uma cavidade em chamas. Meti leve, meti mais forte, meti com toda ânsia de quem quer gozar e esquecer do mundo sob as águas lá fora. Gozei.

Saí do quarto, nos despedimos. Preferi não pegar seu telefone. Para quê? Nunca gostei de lista de putas no meu celular. Putas são entidade para lembrarmos, não para cultivarmos. Entrei no Sucatão. A chuva havia estiado um pouco. Cheiro de maresia circulava como fantasma pela Marechal Floriano. Noite. Há algo na noite que só um legítimo libertino é capaz de captar. Ecos, cheiros, presenças, pressentimentos. Liguei o rádio, o som abafou meu tsunami cerebral. Acelerei. Nossa bussola é a fome, a sede, a cobiça pelas ondas sinuosas de qualquer mulher. Desaparecemos no breu do asfalto. Continua...

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Bull Terrier, Brand, Mandioquinha, curtiram esse TD.
CLUB 210 - Rua Uruguaiana, 210 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
CLARA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

30 de Janeiro de 2020 às 11:01



Acredite, forista sem fé, um libertino não é aquele que nunca se apaixona, um libertino é aquele que vive infinitas paixões até que a morte o separe do seu inevitável destino, a solidão. Não, não pense que é a solidão dos melancólicos ou dos covardes, a solidão do libertino é uma sede irrefreável pela vida, pela descoberta, pela experiência, pela aventura. O rádio do Sucatão tocava Eurythmics quando estacionei, o som de I Saved the World Today transpirava em batidas incontidas que faziam trepidar a cabine do carro. Piso com minhas botas pela rua Mayrink Veiga, a noite era densa. As esquinas sombrias e desertas só revelariam seus mistérios aos caminhantes destemidos, à procura de respostas ou furtivos encontros.

Eu havia decidido a subir os incontáveis degraus do sobrado 210 da rua Uruguaiana. Como sempre, o pequeno espaço da boate estava lotado, acredito que nem um átomo a mais conseguiria se acomodar ali quando cheguei. Mulheres dançavam, cantavam, sondavam. A noite nos bordéis é um encontro entre predadores, os que procuram um corpo quente como objeto de deleites e as que buscam o dinheiro que corrompe. Não era possível se movimentar muito dentro da boate, cada cidadão que entrava ali se juntava a um bloco imóvel, a turba faminta. A fumaça do cigarro subia, a respiração daquele ar de bebida e fumo parecia excitar os momentos de degradação pulmonar. Dou três passos à frente, dois passos à trás, uma cotovelada à esquerda, um esbarrão a direita. A 210 é o beco da luxúria.

De repente, percebo um olhar, quase como se fosse um pressentimento. Uma mulher de pele bem clara, olhos que refletiam um tom dourado, coberta precariamente por um biquíni ousadíssimo, cabelos longos que escorriam pelos ombros e pelas costas, uma tatuagem de borboleta entre os seios mais que perfeitos, coxas grossas e torneadas e barriga que se dividia em gomos trabalhados em alguma academia. Sua aparência revelava uma obra renascentista, linda, lindíssima. Não parava de me olhar, como quem quisesse estabelecer um flerte. Ela conseguiu, chamou a minha atenção. Não há nada de mais sedutor do que um flerte dentro do puteiro, são poucas as damas noturnas que possuem essa intuição, a valiosa habilidade de criar ilusão.

Aproximo-me e pergunto seu nome.

– Clara. E o seu?

– Dante.

Pego uma cerveja e brindamos antes do primeiro gole. Clara é hipnotizante. O rosto de textura imaculada, em contraste com a íris dourada dos olhos determinados, faz o coração de qualquer promíscuo estremecer. Eu não me sentia disposto a fazer programa dentro da 210 e perguntei se ela toparia algo fora. Responde que sim, por 200 reais. Concordei...

Desci e a esperei na calçada em frente da boate. Não demorou para que ela surgisse num vestido vinho, justo e sexy. Fomos jutos, de mãos dadas, até o Sucatão. Soprava uma brisa morna de maresia do Porto Maravilha, o que tornava o momento ainda mais inebriante. Dentro do carro, já em movimento, liguei o rádio numa dessas estações de flash back, o velho som do Enigma inundou nossos ouvidos com Sadeness. Numa reação que me surpreendeu, a menina começou a rebolar sentada, passando as mãos pelo próprio corpo e puxando a parte de cima do vestido, deixando à mostra aqueles seios góticos, pontudos e envergados para o alto. Lançou as mãos nas minhas pernas, apertando e arranhando, até que passou a tentar afrouxar meu cinto da calça, livrando o meu combalido pênis da prisão moral, mergulhando a boca num boquete rodoviário. Clara é mais do que uma fêmea, é um vídeo pornô.

Sem conseguir raciocinar, virei o carro na rua Cândido Mendes e aportei no matadouro de gerações antigas, o Motel Alameda.

Dentro do quarto, a ejaculação precoce ameaçava meu desempenho como se fosse mau agouro de algum profeta invejoso. Clara tira a pouca roupa e nos embolamos no colchão como dois viajantes num deserto, há dias sem água. Beijos de língua, troca de saliva, lábios queimando. Ela fica de quatro, se empina e diz que quer dar o cu para mim. Sim, afeiçoado leitor, ajoelhei, rezei e comi. Um manjar. Foi um gozo intenso, de corpo e alma.

Na volta, ela me pede que a deixe novamente na 210. Cumpri o pedido. Clara é um flash sexual. O Sucatão desliza pela av. Presidente Vargas, nossa bússola mira o horizonte da pista, nossa rota é a próxima página, a próxima ousadia. Resistir é inútil...

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Y@N, GrandeMancebo, curtiram esse TD.
RED NIGHT 21 - R. Buenos Aires, 21 (Beco das Cancelas) , Centro - Rio de Janeiro - RJ
VANESSA
POSITIVO
TEMPO: 60 MINUTOS VALOR: R$200.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

25 de Janeiro de 2020 às 09:01



Noite chuvosa, pisando entre poças d’água, atravessando esquinas sob penumbras de escasso movimento humano, decidi visitar o Clube 21, no camuflado Beco das Cancelas, morada das Cinderelas decaídas. Há poucas opções femininas na casa, mas é possível encontrar perfis interessantes. Pedi uma cerveja, me acomodei em um banco perto do bar e fiquei observando. Não demorou para que uma mulata alta, com porte de passista de escola de samba, se aproximasse de mim.

– Tudo bem? – Ela puxa papo.

– Sim. E com você? – Respondo.

– Mais ou menos. O movimento está o “ó”.

Garotas de programa choram miséria desde antes do dilúvio. Algo natural, mas que sempre exige um pouco da nossa paciência.

– Meu nome é Vanessa.

Vanessa tem um corpo graúdo e bonito, com seios turbinados que inspiram nossa saliva faminta. Começamos uns amassos no próprio salão da boate, a menina não nega fogo. Beijos, pegação. Vanessa é simpaticíssima. Com seus 32 anos, ela demonstra definitivamente que a geração mais antiga ainda tem muito mais a oferecer do que as novinhas deslumbradas que chegaram.

Não houve dúvidas, chamei para a alcova.

O quarto da 21 é pequeno, limpo, dotado de chuveiro e com o conforto necessário a uma boa experiência sexual. Caí afoito nos seios empinados da Vanessa, me fartei de mamá-los. Desci para a vagina úmida e frenética da menina, ela gemeu, tremeu e gozou. Passou alguns segundos estremecida, com sensibilidade no corpo causada pelo orgasmo. Recuperou-se e mergulhou a boca no meu pau como criança que vê um chicabon. Brincou muito tempo com meu combalido pênis, até que foi necessário colocá-la de quatro e submergir nos seus domínios mais profundos. À medida em que eu meto, Vanessa lança a bunda para o alto, envergando a coluna ao limite do corpo. Não foram muitas estocadas até que eu gozasse e fosse a nocaute sobre o colchão.

Sim, Forista sem Fé, Vanessa me fez feliz. A garota possui virtudes raras de se encontrar na aridez atual dos puteiros. Escrevo este TD, mas já fiz um repeteco com a menina, que foi ainda melhor do que a primeira experiência. Caso me peça um conselho, afeiçoado Forista, eu direi sem pestanejar: vá conhecer Vanessa.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
Brand, Alicia Ferrari, curtiram esse TD.
CLUB 502 - Rua da Alfândega, 65 , Centro - Rio de Janeiro - RJ - (21) 97161-1880
FANY
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$170.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA SIM SIM R$0.00 SIM

23 de Janeiro de 2020 às 01:01



Quarta-feira, me vi descendo novamente na estação do metrô da rua Uruguaiana. Não seria exagero dizer que se eu visse uma vaca passando a minha frente, pensaria que tinha descido em alguma remota cidade da Índia. Acredito que é único elemento que falta para que a Uruguaiana se torne um cenário indiano, vacas transitando entre os infindáveis camelôs. Fui abrindo caminho entre a turba caótica até conseguir me enveredar pela secular rua da Alfândega. Eu cumpria a saga inevitável do destino, ia procurar a Fany na 502 para um saboroso reencontro.

Pego meu cartão de entrada com o sujeito simpático que fica à porta da boate, sou de reparar com afeto aqueles que nos recebem e nos servem em ambientes em que só enxergamos o objetivo final. Escalo as longas escadas do sobrado e me vejo outra vez na pista daquele parque temático, onde o sexo e a luxúria revelam a nossa identidade secreta. Encontro amigo Interessante já cercado pelo seu habitual séquito de belas mulheres, dei um alô para o dono da casa e fui me acomodar na área de fumantes (não fumo). O clima estava “lounge”, com poucos clientes e algumas garotas ainda chegando aos salões da casa. Procuro minha Vênus de Milo, mas não a vejo, estava em atendimento. Solícito, o dono do local faz questão de convocá-la para mim assim que estivesse disponível. Foi o que ocorreu...

Após uns 20 minutos, Fany surge com seu microscópico biquíni, sendo que os seios estavam cobertos por dois minúsculos botões pretos, que só encobriam as auréolas daquela sofisticada obra de arte que definem os peitos da menina. Conversamos rapidamente e formos para a nababesca suíte da 502.

Acredite, Forista sem Fé, Fany é muito mais do que uma mulher, ela é um busto de bronze dedicado aos deleites masculinos. É o nosso desejo coletivo incorporado na imagem de uma fêmea de perfeição vertiginosa. Dentro do quarto, começamos a nos beijar, ela acariciava minha nuca enquanto sua língua me abduzia num enroscar apertado, onde a troca de saliva prenunciava momentos inesquecíveis. Caio de boca naqueles seios esfericamente deliciosos e firmes. Ela geme. Passei um bom tempo chupando aqueles peitos, como se minha vida dependesse de sugá-los com fome e sofreguidão. Volto a beijá-la, ela me acaricia durante o beijo. Tento segurar o coração para não submergir na insanidade das intensas paixões. É difícil. Ficar apaixonado por Fany é quase um sentimento irrefreável. Desço até a vagina rosa e úmida da menina, enfio a língua com vontade em seu clitóris, ela se contorce, geme alto, treme e goza. Sim, não seja um cético infeliz, afeiçoado pervertido: ela gozou, realmente gozou.

Fany parecia querer empatar o jogo e mergulhou os lábios num boquete rapel, engolindo meu combalido e centenário pênis com o entusiasmo das virgens. Foi quando entendi definitivamente o sentido do termo “pica das galáxias”, foi para onde meu pênis e meus delírios se transportaram, para alguma galáxia distante, onde o orgasmo é a translação e a rotação dos homens. Concentro-me, a ejaculação precoce seria um desastre. Peço para que ela fique de quatro. Fany ficou de quatro e enquanto meu queixo caía, meu pau apontava com a maior das convicções para o Norte. Por uma insólita coincidência, o Norte se revelava na vagina de Fany. Meti.

Ela soltou outro gemido alto quando a penetrei. Que sensação divina, meu incrédulo leitor. Se existe o céu, se existe o paraíso, parte disso foi reproduzido naquele pequeno útero morno e acolhedor. Mantive o ritmo do vai e vem, ela pedia uns tapinhas em sua bunda, não recusei. O vai e vem foi ficando mais veloz, até que eu sucumbi ao jorro vulcânico das causas perdidas. Desabei nocauteado no colchão.

Se todas as mulheres fossem uma Fany, não existiriam mais homens, somente cadáveres de olhos perplexos e destruídos pelo amor.

Há situações que são irremediáveis, nos despedimos sem que eu quisesse me despedir, trocamos um último beijo, embora eu ainda sentisse o gosto ardente do primeiro, ganhei a rua querendo ganhar o coração indomável daquela mulher irresistível.

Piso tão leve sobre os paralelepípedos da rua da Alfândega que me vinha a sensação de que num único salto eu poderia voar. Mas quem quer voar quando descobre o prazer quase indescritível de ficar ancorado naquela ilha paradisíaca de pele clara de fantasias libidinosas. Nunca diga que um libertino é aquele que não ama, pois seria uma inverdade. O libertino é aquele que ama infinitas vezes até que o infinito se transforme em pó e memória perdida, uma poeira incolor refletida pelas luzes vermelhas dos bordéis. Não pense que termina aqui, pois não há o último capítulo para um libertino, só existe a próxima página.

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
BOA BOA
ComeCuComeXereca, Lisbela Varela, curtiram esse TD.
CLUB 210 - Rua Uruguaiana, 210 , Centro - Rio de Janeiro - RJ
MIRELA
POSITIVO
TEMPO: 40 MINUTOS VALOR: R$120.00
BEIJO ORAL ORAL COMPLETO ANAL TAXA ANAL REPETECO
SIM - GOSTEI SIM - SEM CAMISINHA DISSE QUE FAZ NãO SEI R$0.00 SIM

20 de Janeiro de 2020 às 12:01



O Sucatão deslizava em velocidade de cruzeiro numa Av. Presidente Vargas livre de trânsito. Dentro do carro, o volume do som era alto, emitindo batidas que faziam estremecer o volante. Le Bouche me injetava adrenalina com Tonight Is The Night. O céu carregado lançava uma chuva fina contra o para-brisa. Um sentimento de extrema liberdade entrava pela janela, junto com a brisa morna cheirando a maresia que vinha do Porto Maravilha. Uma noite romântica demais para quem já desistiu do romance. Há a idade do amor, a idade da razão e a idade do vampiro. Vampiros são velhos e não amam. Vivemos para o prazer fugaz que nos torna imortais enquanto vivemos.

Estaciono na rua Buenos Aires, próximo a Av. Rio Branco. O libertino que enfrenta os bordeis do Centro da Cidade precisa, antes de tudo, saber que irá praticar o alpinismo na mesma proporção em que faz sexo. São sobrados caquéticos com escadas intermináveis. Alguns, nos causam a sensação de que já gozamos quando alcançamos o topo. Vou caminhando sem saber ao certo meu pouso, as opções já não são muitas e por isso a dúvida é mais persistente. Faço uma pausa na esquina da Presidente Vargas com Uruguaiana, ao lado da Universidade Estácio, peço um churrasquinho e uma cerveja. Do outro lado da rua, vejo um toldo verde iluminado, o movimentado clube 210, seria ali minha visita.

Como cabra faminta em busca de alimento, subo os degraus que levam ao inferninho. Acredite, Forista sem Fé, os bordéis do Centro não são uma descida ao Inferno, são nossa ascensão. Para entrar na 210 o afeiçoado leitor deve ter em vista que precisará enfrentar uma turba extasiada que se espreme num diminuto espaço dedicado à luxúria em seu estado mais puro. É uma espécie de batalha campal entre os que buscam uma satisfação que dura poucos segundos, mas que nos torna alheios ao mundo exterior.

Começo a beber e o álcool que tempera as minhas veias me fazem ver mais brilho em tudo, fazendo com que a beleza passe a existir onde nunca existiu. Avisto uma mulata num biquíni cavado, corpo perfeito, sensualidade pulsante. Eu me aproximo dela e ofereço uma cerveja. Ela bebe a primeira garrafa, a segunda, a terceira e passa a se esfregar em mim como uma serpente cujo veneno eu desejo beber. Mirela é seu nome e chamá-la à alcova foi inevitável.

Há um detalhe relevante na 210, se você acrescentar mais 30 reais ao tempo que escolher, é possível ficar numa suíte com mais conforto. Foi o que fiz. No quarto, Mirela tira a roupa e expõe seu corpo impecável e pronto para o pecado. Linda. A bunda faz o destaque máximo da perfeição, dura, esférica e empinada. Beijos de língua, corpos enroscados, coxas que se embolam. Chupei a vagina úmida da garota até sentir a boca dormente. De quatro, ela me oferece seus domínios mais íntimos e em penetro com vontade de descobrir o último suspiro. Um gozo potente me leva ao nocaute.

Pego seu telefone e me despeço.

Ao chegar ao Sucatão, começo a escrever um poema inteiro que me veio à mente:

Chuva fina, uma fria garoa,
Atravesso a Central, Gamboa,
Deixo o carro a passos largos, com pressa.
Chego à Rio Branco sob promessa,
Com a paixão condenada das ruelas.
Meus pés ofegantes acham o tal beco,
Lugarejo estreito, árido, seco.
Moradia oculta das Cinderelas,
Doce oásis é o Beco das Mazelas.

Rompo os degraus da apertada viela,
Descubro um salão, sagrada capela.
Névoa, sons, aromas, uma aquarela
Onde meus olhos pisam com cautela.
Um brilho vem com o prenúncio: é ela!
Diz o antigo latim que é a sábia,
Mas para o meu coração é a bela.
Na penumbra, como a luz de uma vela,
Reluz no escuro a linda Mirela.

Eu me confesso num beijo tesudo.
Rezo ao teu corpo, ofídio desnudo.
Bebo teu cheiro, perfume da tarde;
Respiro teu gosto, veneno que arde.
Meu ego faminto cresce ao teu toque,
Invado o teu sexo, ondas de choque.

Viajamos juntos ao prazer extremo,
Aprendi contigo o gozo supremo.
Gozar assim é como ver a morte,
Dois náufragos soltos à própria sorte.
Vejo na penumbra a luz de uma vela,
Reluz no escuro a linda Mirela.


Ligo o rádio e o som de Nirvana preenche o céu da noite cinza com Smells Like Teen Spirit...

ESTRUTURA DA CASA ORGANIZAÇÃO DA CASA
RAZOáVEL RAZOáVEL
membro, Mansex, Brand, Papaxotas, curtiram esse TD.
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